quinta-feira, 30 de junho de 2011

REDES SOCIAIS : Murdoch vende site Myspace e perde mais de US$ 500 milhões

A empresa de Rupert Murdoch, a News Corp. -dona do "Wall Street Journal"-, sofreu dura perda ontem ao vender a rede social de entretenimento Myspace à empresa de publicidade on-line Specific Media. O negócio é estimado em US$ 35 milhões, bem abaixo dos US$ 580 milhões pagos pela atual proprietária quando comprou o site, em 2005.

Naquela época, a empresa, uma das pioneiras da área, apresentava o maior crescimento entre as redes sociais e indicava potencial de crescimento futuro. Após atingir um pico de 70 milhões de adeptos, a rede passou a sofrer com o rápido avanço do Facebook.

De acordo com a consultoria comScore, a rede tem hoje 35 milhões de usuários nos EUA, ante os 170 milhões do site de Mark Zuckerberg. Mais concorrência resultou em menos usuários, anunciantes e queda nas receitas. A consultoria eMarketer estima em US$ 138 milhões o faturamento com anúncios neste ano. No pico, o valor chegou a US$ 605 milhões.

A venda do Myspace coloca fim ao impasse da News Corp. A empresa demitiu metade do seu quadro de funcionários no início do ano e tentava havia meses chegar a uma solução para a sua rede social. O negócio resultou em novo corte no quadro de 500 empregados.

Fonte : Agência de notícias

Hacker violou mensagens de Dilma na campanha de 2010

Rapaz de Brasília invadiu computador da então candidata e copiou e-mails. Arquivos com cópias de centenas de e-mails foram oferecidos a partidos de oposição em troca de dinheiro

Um hacker invadiu o correio eletrônico pessoal da presidente Dilma Rousseff e copiou e-mails que ela recebeu durante sua vitoriosa campanha à Presidência da República, no ano passado. O rapaz tentou vender os arquivos a políticos de dois partidos de oposição, o DEM e o PSDB, mas disse que não teve sucesso.
A Folha encontrou-se com o hacker segunda-feira, num shopping de Taguatinga (DF), a 20 km de Brasília. Ele não quis se identificar. Disse que se chama "Douglas", está desempregado, mora na cidade e tem 21 anos.

Ele afirmou que fez um ataque ao computador pessoal da então candidata em duas etapas e copiou cerca de 600 mensagens da sua caixa de entrada. Um dos e-mails que Dilma usava na época era do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha. Ele disse que primeiro invadiu o site do diretório nacional do PT na internet e se aproveitou de uma vulnerabilidade da página para copiar e-mails pessoais de petistas e outros dados.
Depois, "Douglas" disse que despejou no computador de Dilma um programa capaz de armazenar tudo o que ela digitasse em sua máquina. O hacker disse que decidiu vender as informações por estar "preocupado" com o nascimento do primeiro filho, previsto para breve. "Douglas" também pediu dinheiro à Folha em troca das mensagens. A Folha não paga pelas informações que publica e recusou a proposta.

O rapaz foi com os repórteres a uma lan-house onde mostrou, de relance, o conteúdo de 30 e-mails armazenados num disco rígido externo. Ele não permitiu que a Folha fotografasse ou copiasse as mensagens.
A amostra que ele exibiu continha resultados de exames de saúde que Dilma teria feito em Porto Alegre (RS), instruções para a campanha eleitoral do segundo turno e uma agenda telefônica com dados de parentes e assessores da presidente.
O pacote também incluía cópia do pedido feito pela Folha para ter acesso a arquivos de Dilma no Superior Tribunal Militar, mantidos em sigilo na época, depoimentos ligados ao escândalo que levou à queda da ex-ministra Erenice Guerra, comentários sobre acusações feitas contra Dilma pela ex-diretora da Receita Federal Lina Vieira, e mensagens de boa sorte na campanha.

A Presidência disse ter dificuldades para confirmar se os e-mails de fato foram extraídos ilegalmente do correio eletrônico de Dilma. Assessores que acompanhavam a presidente em 2010 foram acionados para tentar localizar as mensagens, mas o grupo não chegou a uma conclusão.

"O que importa é que, verdadeiros ou falsos, esses e-mails são frutos de um ato criminoso", declarou a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas. Dois remetentes, no entanto, identificaram no lote de "Douglas" mensagens que realmente haviam enviado para Dilma em 2010.

Numa, de 7 de outubro, o jornalista Kennedy Alencar, que na época era repórter especial da Folha, pedia que a candidata confirmasse sua presença no debate presidencial que o jornal organizaria dali a dez dias. Kennedy, que hoje trabalha na Rede TV!, participou da organização do evento e foi o apresentador do debate.

Na outra, o padre e cantor Fábio de Melo desejava boa sorte a Dilma na véspera do segundo turno da eleição, "dia histórico". Ele confirmou ontem à Folha que mandou a Dilma um e-mail com esse espírito na época, embora não se lembrasse com exatidão da mensagem.

"Douglas" disse que também violou o e-mail do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O petista, que está na Europa, disse que detectou a invasão de sua caixa postal no UOL e mandou registrar a ocorrência na polícia.
Dos e-mails que o hacker disse ter extraído de Dirceu, a Folha pôde ver dois. O ex-ministro disse que o conteúdo "fazia sentido" -uma conversa com o escritor Paulo Coelho, seu amigo, sobre um possível encontro na Europa-, mas não reconhecia "aqueles específicos".

Dirceu disse que seu e-mail pessoal foi invadido por volta das 2h da manhã da última segunda. Segundo ele, sua senha teria sido alterada após telefonema de uma pessoa ao serviço de atendimento ao usuário do UOL.
Segundo Dirceu, essa pessoa disse que perdera a senha e precisava recuperá-la e, para isso, teria fornecido dados pessoais do ex-ministro. O ex-ministro disse que, após procurar o UOL, conseguiu reaver o controle de sua caixa postal.

Fonte: Sucursal de Brasília - F. de São Paulo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

MUNDO DIGITAL - A web está morrendo???

Pela primeira vez na história, os americanos passaram mais tempo usando aplicativos de dispositivos móveis do que navegando na web. Segundo a Flurry, entre junho de 2010 e junho de 2011, as pessoas passaram 74 minutos na web contra 81 minutos nos aplicativos. No período, o uso da web cresceu 16%, ante 91% dos programas. Os dados reforçam uma previsão feita pela "Wired". Em setembro do ano passado, ela cravou que a web estaria morrendo devido aos aplicativos.
FALSO ÍDOLO - No Japão, os fãs de AKB 48, um grupo de música pop composto só por mulheres, ficaram chocados ao descobrir que uma das integrantes é virtual.  Aimi Eguchi foi criada por computador por uma companhia chamada Ezaki Glico, reunindo características físicas das outras componentes. O anúncio foi feito na semana passada em um vídeo, que explicava o passo a passo da criação da falsa cantora. Ela já havia até feito aparições em revistas masculinas.

ENCALHADO No Google Maps é possível ver o que restou do World Discoverer, navio que se acidentou em abril de 2000 perto das Ilhas Salomão (bit.ly/gmapswd). Precipitação John Herbold, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do iCloud, da Apple, deixou a companhia para ocupar o cargo de vice-presidente de produto da emergente HealthTeacher, serviço que auxilia professores na promoção de práticas saudáveis em escolas.

Aposentados O Google decidiu desativar dois de seus serviços, o Google Health e o Google Power Meter. A companhia diz que eles não atraíram um bom número de usuários.

Fim de festa Depois de chamar a atenção durante a última semana, o Turnta ble.fm, serviço que permite a criação de uma balada on-line, bloqueou o acesso para usuários de fora dos EUA, por restrições no licenciamento das canções.

Liberou A Suprema Corte dos EUA vetou na última segunda uma lei da Califórnia que proibia a venda e o aluguel de games violentos por menores de 18 anos. O tribunal considerou a lei contrária ao direito constitucional de livre expressão.

BEM VESTIDO O polonês Marek Tomasik faz arte com computadores velhos; além da armadura , ele criou uma cabana de e-lixo; veja em instalacja.oksir.eu

Fonte: coluna tec. Folha de S.Paulo

Governo brasileiro planeja núcleo de segurança on-line

Abertura será no segundo semestre; Defesa enxerga área como 'estratégica' . Centro terá simulador de guerra, laboratório para estudo das armas usadas nos ataques e gabinete de crise

A infraestrutura digital americana foi declarada "estratégica" pelo presidente Barack Obama, com o argumento de que ataques a "outros países", referindo-se ao Brasil, já estavam sendo observados nos EUA.
Também aqui, no ano passado, o Ministério da Defesa declarou a segurança on-line como "estratégica".
Em agosto, o Exército criou o NuCDCiber (Núcleo do Centro de Defesa Cibernética) para integrar sistemas das três armas --em parceria com o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), da Presidência. Quase um ano depois, ele segue como "núcleo", com prazo vago para abertura no segundo semestre como centro de defesa (CDCiber) e cem profissionais. No momento, tem apenas 20.

Nos ataques de hackers da semana passada, a defesa dos sites do governo foi assumida pelo próprio Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), embora o centro também anuncie como prioridade, ainda que em papel auxiliar, a segurança de todas as redes governamentais.

DEFESA ATIVA -China, EUA e Rússia vêm sendo acusados de participar de operações de ataque on-line, tendo como alvos, respectivamente, os mesmos EUA e China e a Estônia. No início do mês, após um ação hacker contra a indústria de armamentos Lockheed Martin, Washington passou a considerar os ataques cibernéticos como "atos de guerra", abrindo caminho até para respostas com armamento convencional.
Já no Brasil, o Exército garante que vai se restringir à "defesa ativa", com ferramentas que não precisam invadir sistemas que estejam realizando ataque. Quando estrear, o CDCiber terá um simulador de guerra, com o primeiro exercício previsto para o final deste ano, um laboratório para estudo das armas usadas nos ataques e um gabinete de crise. Parte da equipe deve sair do próprio IME (Instituto Militar de Engenharia), que já tem pós-graduação na área. 

De maneira mais ampla, o GSI vem coordenando respostas aos ataques, inclusive os da semana passada, com o Serpro e a Polícia Federal, e buscando atualizar o plano de segurança on-line.
No final do ano passado, postou o chamado "Livro Verde de Segurança Cibernética no Brasil" no site do Departamento de Informações e Comunicações (dsic.planalto.gov.br), para consulta pública e "contribuições às diretrizes propostas".

Diz o GSI que, "em uma segunda fase, após análise e ampla discussão pela sociedade, incluindo especialistas dos setores público e privado, terá início a elaboração" final da política. Além do plano estratégico, também faz falta uma legislação atualizada, que defina os crimes on-line.
O projeto de lei 84/99, do senador tucano Eduardo Azeredo (MG), chegou a ser abandonado no Congresso, porque algumas de suas determinações, como exigir de provedores e até LAN houses a denúncia de quaisquer "indícios de prática de crime", sofriam resistência de ativistas e dos próprios parlamentares.
No início do ano, com a retirada das propostas mais controversas, o Senado aprovou o texto. E com os novos ataques a Comissão de Ciência e Tecnologia marcou uma primeira votação na Câmara para hoje.
Segundo o GSI, o governo registra mais de 2.000 tentativas de invasão por hora.
A preocupação abrange também a segurança das redes privadas consideradas estratégicas. A queda recorrente do Speedy em SP, nos últimos quatro anos, é um dos focos de atenção.

Fonte : Nelson de Sá - articulista da folha

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que importa na hora de comprar um smartphone?

 Velocidade do processador e câmeras sofisticadas estão ganhando cada vez mais destaque nas fichas técnicas dos smartphones. Mas estes não são os fatores mais importantes na escolha de um novo aparelho.

Quem procura um novo smartphone pode facilmente se confundir em meio à guerra de especificações técnicas travada pelos fabricantes. Escolho um modelo com processador Single-Core ou Dual-Core? Com ou sem saída HDMI?

Mas na prática os smartphones atuais não passam de grandes “telas”, e o que importa é o quão bem seus aplicativos, fotos e vídeo irão aparecer nelas. Aqui mostramos quais as características que você pode ignorar, quais são importantes em determinadas situações, e quais você deve procurar em seu próximo aparelho.

O que não importa - Redução de ruído: alguns aparelhos tem tecnologia de “redução de ruído” que supostamente elimina o ruído de fundo na ligação, o que parece ser útil se você costuma fazer chamadas em locais movimentados. Mas em nossos testes práticos, notamos que em geral esta tecnologia tende a tornar sua voz “metalizada” para quem está do outro lado da linha, e às vezes abafa de forma estranha a voz de seu interlocutor.

Porta HDMI: ligar o smartphone diretamente a uma TV de alta-definição parece uma boa idéia, mas a não ser que você tenha uma coleção de filmes em HD na memória do aparelho, um cabo para ligá-lo à TV (às vezes ele é vendido separadamente) e uma TV de alta-definição, não se preocupe com este recurso. Ele é interessante para os cinéfilos, mas supérfluo para a maioria das pessoas.

O que às vezes importa - Muitos “megapixels” na câmera: quando o assunto é qualidade de imagem a resolução do sensor é irrelevante. Já vimos fotos tiradas com um smartphone com sensor de 5 Megapixels que ficaram muito melhores que as feitas com uma câmera digital de 8 Megapixels.

Se você vai ver as fotos no próprio smartphone, compartilhá-las via e-mail e MMs ou publicá-las no Facebook ou Orkut depois de aplicar efeitos com o Instagram ou Hipstamatic, um aparelho com câmera de 12 Megapixels é exagero tanto em resolução quanto em tamanho de arquivo.

Ainda assim, na hora da compra prefira smartphones com câmeras de pelo menos 3 Megapixels, já que isso dá mais flexibilidade na hora de manipular as imagens, especialmente se você usa seu smartphone como sua câmera principal.

Velocidade do processador: smartphones com processadores dual-core são a nova onda, mas tanto poder não é realmente necessário para o usuário comum. A não ser que você pretenda rodar dezenas de aplicativos simultâneamente ou jogar jogos com gráficos 3D extremamente sofisticados, ficará satisfeito com qualquer smartphone com um processador de 1 GHz.

Teclado físico: um teclado pode ser uma boa opção para quem digita muitas mensagens e e-mails, mas sua simples presença não é satisfação garantida. Experimente o aparelho antes, já que muitas vezes as teclas podem ser duras ou pequenas demais, especialmente para quem tem mãos grandes.

Um bom teclado virtual, como o teclado padrão do Android 2.3 ou o “Swype” incluso em muitos aparelhos Android, pode acabar sendo mais útil que um teclado real apenas mediano. Especialmente em aparelhos com telas de 3.5 polegadas ou mais.

O que realmente importa
-  A tela: se você pretende navegar na web, editar documentos ou compor e ler muitos e-mails e mensagens de texto, precisa de uma tela com tamanho suficiente. Para os usos que citamos, por exemplo, qualquer tela menor do que 2.7 polegadas vai parecer “apertada”.

Leve em consideração também a resolução da tela. Quanto maior a resolução, mais conteúdo caberá nela, e maior será a nitidez de vídeos e fotos. No caso de smartphones Android uma tela de 240 x 320 pixels pode ser adequada para mensagens curtas, mas para navegar na web uma tela de 320 x 480 pixels é o mínimo, e 480 x 800 pixels é o ideal. Telas de resolução ainda mais alta, como a de 4.3 polegadas e 540 x 960 pixels do Motorola Atrix, são ideais para assistir vídeo e jogar.

A tecnologia usada na tela também pode fazer diferença. Telas AMOLED ou Super AMOLED tem alto brilho, contraste sem igual e excelente nitidez e ângulo de visão, o que as tornam ideais para filmes. Entretanto, há quem ache que as cores ficam saturadas demais.

Autonomia de bateria: de que adianta ter uma Ferrari se a gasolina acaba antes de você chegar à esquina? É a mesma coisa com os smartphones. O problema é que a autonomia de bateria de um aparelho moderno é uma coisa difícil de medir, já que depende de inúmeros fatores como o brilho da tela, quais aplicativos estão sendo usados, se o aparelho está conectado a uma rede 3G ou não, se o Wi-Fi ou GPS estão ligados, etc.

Os fabricantes informam números como “300 horas em espera, 7 horas em conversação”, mas eles são obtidos em laboratório, raramente correspondem à realidade e é difícil traduzí-los para os parâmetros modernos de uso. 7 horas de conversação equivalem a quantas horas de navegação na web, de música ou de Angry Birds?

Aqui, o que você precisa é fazer uma pesquisa. Consulte reviews em sites como a PCWorld, que testam os aparelhos em condições do mundo real, e as opiniões de quem já comprou o aparelho em lojas online.

O aparelho ideal tem 10 horas de autonomia “real”, o suficiente para um dia típico de trabalho sem precisar de uma recarga no meio do caminho. Ainda assim, o seu dia típico provavelmente é diferente do meu, o que irá influenciar a autonomia. Por isso a importântica da pesquisa, para ter uma idéia geral de como o aparelho se comporta sob vários perfis de uso.

O fato é que smartphones modernos consomem muita energia, e você nunca irá encontrar um modelo como os velhos celulares Nokia com telinha monocromática que duravam quase uma semana fora da tomada. Manter um carregador ou cabo USB extras na bolsa é uma boa idéia, especialmente se você é um “heavy user”.

Fonte: Ginny Mies, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

CURTAS

 REDE SOCIAL - Facebook é avaliado em US$ 70 bilhões

O valor foi apurado depois que o fundo de investimentos GSV Capital comprou 225 mil ações da empresa por US$ 29,98 cada. A partir desse preço, o Facebook, com suas 2,4 bilhões de ações atuais, segundo a Sharepost- que acompanha o mercado secundário- passaria a valer cerca de US$ 70 bilhões.

TECNOLOGIA - Consumo de leitor digital dobra nos EUA

O número de americanos que possuem um leitor digital de livros, como o Kindle, subiu de 6% em novembro de 2010 para 12% em maio deste ano, segundo estudo do Pew Institute com 2.277 adultos do pais. Já o percentual dos que afirmaram ter um tablet subiu de 5% para 8% no período.

Fonte: Folha de S.Paulo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O que o celular faz a suas células

Níveis de radiação estão dentro dos parâmetros, mas eles podem estar errados





“Cinco bilhões de celulares no mundo é a maior experiência biológica já feita na humanidade”, diz o professor Leif Salford, presidente do departamento de neurocirurgia da Universidade de Lund, na Suécia. Como muitos outros cientistas, ele estuda há décadas os efeitos da radiação eletromagnética no corpo humano e se preocupa com o fato de o mundo usar cada vez mais tecnologias baseadas em ondas eletromagnéticas – rádio,TV, celulares, Wi-Fi – sem saber que efeitos elas podem ter na saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), no dia 31 de maio, deu um alerta: pode causar câncer. O anúncio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), braço da entidade, classificou a radiação emitida pela antena do telefone celular como “possivelmente cancerígena para humanos”, o mesmo grupo de perigo em que gases emitidos por automóveis, chumbo e clorofórmio estão incluídos.

O estudo que motivou o anúncio relaciona o uso do celular ao aumento de tumores malignos e benignos no cérebro. Segundo a pesquisa, quem usou o aparelho por 30 minutos por dia durante 10 anos, apresentou 40% mais chances de desenvolver gliomas, tumor encefálico maligno e muito perigoso. Mas a divulgação já veio com uma ressalva: os resultados não são definitivos. Ainda não há nenhum caso de câncer comprovadamente causado por celular e faltam estudos epidemiológicos para comprovar a ligação da doença com o uso do aparelho.

Para Adilza Condessa Dode, doutora em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais, a classificação “possivelmente cancerígena” já basta para a adoção do chamado Princípio da Precaução, que diz que, se ainda não há certeza sobre danos que uma tecnologia causa à saúde, é melhor adotar medidas restritivas do que esperar até que aconteça o pior.

Em sua tese de doutorado, defendida no ano passado, Adilza relacionou as mortes por câncer acontecidas em Belo Horizonte entre 1996 e 2006 com a proximidade da residência dos doentes a antenas de telefonia móvel: 93% dos casos das mortes ocorreram a até 500 metros de alguma antena. Foram analisados só casos de câncer que a literatura médica já sabe estarem relacionados à ação do campo elétrico gerado pela radiação, como de mama, pele, próstata, pulmão e fígado.

Com sua pesquisa, Adilza alerta que o problema da radiação do celular na verdade são dois: a alta radiação emitida quando o aparelho é usado para fazer ligações e o longo tempo de exposição a campos eletromagnéticos mais fracos criados pelo sistema de antenas de celulares, radares, rádios e TVs. Para a engenheira, a poluição eletromagnética é o maior problema ambiental do século 21, principalmente porque ainda não se tem certeza dos efeitos que ela pode causar.

No Brasil, quem determina e fiscaliza os níveis de exposição a campos eletromagnéticos é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ela define tanto a radiação máxima que um celular pode emitir quanto o valor máximo de campo eletromagnético que um conjunto de antenas pode gerar em área habitada.

Os valores adotados pela Anatel, em regulação de 2002, são os mesmos definidos pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiações Não Ionizantes (Icnirp) e ainda indicados pela OMS. Segundo Agostinho Linhares de Souza, gerente especialista em regulação da Agência, todos os pontos de medição do país estão com os níveis de campo elétrico abaixo dos recomendados pela legislação – dificilmente as medições atingem um sétimo do máximo permitido, 28 volts por metro, em locais onde a população está exposta a combinadas frequências.

A questão levantada pela OMS é se esses padrões são de fato seguros. E quanto tempo levará para revê-los antes que saúde pública seja afetada. Países como Suíça, Itália, Rússia e China já adotam parâmetros mais restritivos tanto para a emissão de radiação por aparelhos como celulares e roteadores, como para antenas de telefonia e radiodifusão. A cidade de Porto Alegre, por decreto municipal, também optou pela cautela e adotou padrões 100 vezes mais baixos que os recomendados pela lei federal.

Segundo Leeann Brown, porta-voz do Environmental Working Group, associação de pesquisadores sem fins lucrativos, a classe científica ainda não consegue determinar quais os padrões seguros de exposição a radiação, mas já é possível afirmar que os parâmetros atuais são altos demais e precisam ser revistos com urgência. Leeann acredita que apenas uma mobilização da população pode acelerar a mudança da legislação em cada país, já que as empresas de telecomunicações já sabem dos perigos, mas evitam falar sobre isso para não assustar os consumidores.

E o que acontece se os padrões forem mudados e as empresas forem obrigadas a diminuir a potência do sistema de telefonia? Em Paris e em Porto Alegre, cidades com legislações mais restritivas, os serviços mantiveram o padrão de qualidade. Agostinho Souza também acredita que quase nenhum impacto seria sentido pelos consumidores, pois os níveis de campo elétrico hoje vistos nos Brasil estão tão abaixo do limite que não seria problema se adequar a uma nova legislação.

PEGADINHA

Por muito tempo, vídeos de uma galera fazendo pipoca com seus celulares bombaram na internet. Todo mundo queria aprender a radiação da antena do celular para estourar uns grãos de milho. Mas isso é fisicamente impossível. Em um micro-ondas, as ondas agitam as moléculas de água até a pressão dentro do milho ser tanta que ele explode. Se celular fizesse isso, a água de nossas células ia ferver e os nossos dedos iam estourar. O método, portanto, não passa de um truque de edição. Para ver o vídeo, procure por “Pop corn cell phones” no YouTube.

Fonte : coluna link do jornal Estado de S.Paulo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

TESTE USP : Antivírus protege rede doméstica com três computadores

Produto da Kaspersky também tem firewall e filtragem de conteúdo pelo administrador

A ideia do Kaspersky Pure Total Security, um aplicativo de segurança, é proteger usuários, principalmente domésticos, contra diferentes tipos de ataque. Uma característica interessante desse software de segurança é que ele não é apenas um antivírus, mas um software de segurança mais completo que provê um firewall (proteção extra que atua em conjunto com o antivírus). 

Esse pacote também provê atualização automática, em tempo real, da base de dados. Possui também uma proteção pró-ativa, o que permite que a defesa seja feita inclusive contra ameaças desconhecidas, graças ao aprendizado do programa.

CENTRALIZAÇÃO
Uma das maiores novidades inseridas pelo Pure Total Security é a administração centralizada de segurança.
O administrador (que não precisa ser um especialista, já que a interface é de fácil configuração e entendimento) pode bloquear determinados tipos de conteúdo e também guardar informações sobre textos trocados em aplicativos de comunicação on-line para posterior averiguação. O Pure Total Security é compatível com Windows XP, Vista e 7, sendo que cada sistema requer especificações de hardware distintas.

INFECÇÃO
Foram executadas algumas tentativas de baixar arquivos infectados, todas impedidas pela ferramenta. Tentativas de utilização de senhas e de uso de sites que continham palavras restringidas foram efetuadas e os mesmos não puderam ser acessados. Todos os testes realizados com a ferramenta mostraram que o aplicativo constitui um bom software para usuários domésticos que queiram proteger até três computadores.
Cabe ressaltar que o soft-ware não está imune a keylog-gers (programas que gravam o que estiver sendo digitado no teclado do computador), uma maneira comum de roubo de senhas.

Fonte : Especial para Folha de S.Paulo ( KALINKA REGINA, LUCAS JAQUIE CASTELO BRANCO
DANIEL PIGATTO, DOUGLAS RODRIGUES )

Aprenda a desativar sua conta no Facebook sem dó

Rede social usa o lado emocional para evitar a debandada de usuários. Serviço foi abandonado por 100 mil usuários na Inglaterra neste mês; dicas ajudam a pular fora sem remorsos


Bem, isso é estranho. Porém, no mês passado, a rede social que nos permite "editar amigos" foi abandonada por 100 mil pessoas na Inglaterra, de acordo com o site Inside Facebook. O Facebook não confirma os números mas, caso a ideia tenha passado pela sua cabeça, o que é preciso fazer para sair permanentemente da rede?

Não seja sugado
Na parte superior do canto direito da página, selecione a opção Conta e clique em Configurações da conta e, então, em Desativar conta. Mas, independentemente do que for fazer, não olhe o seu feed de notícias. Sim, seu amigo acabou de voltar de um trabalho como psicólogo infantil em Uganda, mas tenho certeza de que foi uma experiência chata. Aquele link no YouTube do prefeito de Oslo cantando ao mesmo tempo em que prometia comprar um urso polar não terá graça. Peça aos seus amigos para, em vez disso, lhe enviarem bons convites pelo correio.

Endureça seu coração
O Facebook irá confrontá-lo com uma seleção de fotos de seus amigos rindo sedutoramente. As legendas dirão "Anna sentirá sua falta", "Daniel sentirá sua falta". Boa tentativa, Facebook. No momento em que olhar mais cuidadosamente, verá que só uma vez esteve com Daniel em uma festa, e que a foto de Anna é uma velha fotografia dos tempos de escola, em que você usava aparelho ortodôntico. Algo que um verdadeiro amigo teria queimado.

Nunca explique
O Facebook insiste em perguntar por que você o rejeita. Não lhe deram carinho o suficiente? (Opção: "Não acho o Facebook útil") Sente-se sufocado? ("Recebo muitas mensagens, convites e pedidos do Facebook").
Ajuste suas configurações de privacidade.

Fuja da tentação
Selecione Optar por não receber e-mails no futuro e confirme o pedido para desativar o seu perfil e remover o seu nome e a sua foto de tudo o que você já compartilhou no Facebook. Ou escolha a opção certeira e exclua permanentemente a sua conta.

Clique em Central de ajuda e, então, pesquise por "excluir minha conta", siga o link e clique em "envie minha solicitação clicando aqui". A conta será excluída imediatamente, mas o Facebook pode levar até quinze dias para tirar suas informações de seu cache.

Mantenha a calma
Ignore a vertigem súbita e a desorientação. E resista à vontade de entrar novamente.

Fonte : The Guardian

Senha segura precisa ter dez caracteres

Hackers demorariam mais de 19 anos para testar todas as combinações possíveis em um sistema criptografado. Com nove caracteres, tempo cai para 2,43 meses a uma razão de 100 bilhões de conjecturas por segundo

Para uma senha bem difícil, pense dez. Se a sua senha tem dez caracteres, você terá condições de dormir bem à noite --talvez por 19,24 anos. Esse é o tempo que um hacker levaria para testar todas as combinações de dez caracteres, assumindo que a senha esteja criptografada e que o hacker tenha poderio computacional suficiente para organizar 100 bilhões de combinações por segundo e quebrar a codificação.

Mas, se os seus nomes de usuário e as suas senhas aparecerem em um servidor sem estar criptografado, talvez você não durma nem por um instante, pensando nos efeitos potencialmente devastadores à sua espera.
Hackers adorariam colocar as mãos em uma coleção completa de todas as suas senhas, como as guardadas pela LastPass, um serviço de gerenciamento de senhas.

A partir da instrução de seus clientes, a LastPass armazena nomes de usuário e senhas em seu servidor quando um site é visitado e, em uma próxima visita, preenche todos os formulários automaticamente.
No mês passado, a Last-Pass afirmou ter notado um comportamento estranho nos registros do tráfego em sua rede e que poderia ter sofrido uma invasão on-line.
 
Eu sou cliente da LastPass desde o ano passado e senti uma ponta de preocupação ao ouvir a notícia. Mas os meus nervos se acalmaram com o entusiasmo de consultores em segurança que consideram o modelo de segurança da LastPass muito bem elaborado.
 
A empresa não armazena senhas reais, somente as criptografadas. O serviço não possui a senha para decodificá-las --somente seus usuários as têm. Ela sequer armazena a senha LastPass mestre, usada para gerar acesso a todas as outras senhas, que também é criptografada antes de ser enviada à nuvem. 

A LastPass tem uma possível vulnerabilidade que Joe Siegrist, seu diretor-executivo, não faz esforço para esconder: o serviço depende de o usuário escolher uma senha mestre difícil e inexistente em qualquer língua.
Se a LastPass ou qualquer outra empresa que armazenou senhas em formato criptografado sofresse um ataque, o risco seria o de ladrões partirem para a força bruta, sem pressa e off-line, tentando todas as combinações possíveis de caracteres. Eles precisariam ter expectativa de vida quase infinitas para esgotar as possibilidades. Computadores, porém, trabalham em outra velocidade.

COMBINAÇÕES
Steve Gibson, especialista em segurança, publicou uma página na internet que permite aos visitantes ver quanto tempo demoraria para um computador testar todas as combinações possíveis de palavras, números e símbolos especiais para quebrar uma senha criptografada. Eis aqui um teste: qual é a senha mais difícil? "PrXyc.N54" ou "D0g!!!!!!!"?
 
A primeira, com nove caracteres, é muito boa. O site de Gibson diz que um hacker levaria 2,43 meses para testar off-line todas as combinações envolvendo os nove caracteres, a uma razão de 100 bilhões de conjecturas por segundo. No entanto, a segunda possui dez caracteres. E esse caractere extra torna a senha bem mais difícil. O teste, a uma razão de 100 bilhões de conjeturas por segundo, levaria 19,24 anos.

Não se preocupe com a aparente semelhança do "D0g", com um zero no meio. Isso não faz sentido, "pois o invasor é totalmente incapaz de perceber tais semelhanças", escreveu Gibson. Gibson afirma que, se a senha não fizer parte de uma lista de senhas comumente usadas e não constar em dicionários, o fator mais importante nela é o comprimento.

Paul C. Van Oorschot, professor de ciências da computação na Universidade Carleton, em Ottawa, tem uma visão cética. "Eu acredito que qualquer sistema irá falhar", afirmou ele. Consequentemente, "não uso um gerenciador de senhas. Escrevo minhas senhas em um papel". Mesmo isso não lhe oferece tranquilidade: ele não possui conta bancária on-line por causa de sua preocupação em sofrer um ataque hacker.

Uma alternativa a esse risco é usar senhas difíceis, caracteres sem sentido, somando pelo menos dez deles. Claro, é imperativo que os sites armazenem sua senha de forma criptografada. Sempre.
 
Fonte : RANDALL STROSS - DO "NEW YORK TIMES"
Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS

Caravana hacker cobra transparência

Jovens pretendem comprar um ônibus e viajar pelo país para pressionar políticos por ações de abertura. Grupo clona sites do governo com o objetivo de tornar acessíveis informações de interesse público


Comprar um ônibus para cair na estrada com a turma toda pode parecer uma ideia um tanto hippie e ultrapassada, mas é exatamente essa a proposta da comunidade Transparência Hacker. Não há nada de velho nas ações do grupo de jovens ativistas. Em caravanas pelo país, os jovens hackers querem pressionar políticos com ações de transparência, abertura e participação política.
Desde 2009, eles usam a rede e as tecnologias digitais para colocar em prática um novo tipo de ação política, bem mais direta e participativa. "E sem precisar passar pelos velhos ritos de intermediação de gravata, terno e Brasília", completa Pedro Markun, um dos coordenadores do bando.
Em resumo, a turma do Transparência Hacker clona sites do governo com o objetivo de tornar acessíveis informações de interesse público, que muitas vezes permanecem ocultas nos sites oficiais.

HACKERS DO BEM

Para facilitar e ampliar o alcance das ações, os paladinos dos dados abertos --ou "hackers do bem", como ficaram conhecidos-- decidiram comprar um ônibus para viajar o país no melhor estilo beatnik. A ideia teve dois momentos embrionários. Há alguns meses, eles quase emplacaram um projeto chamado Invasões Hacker em um edital da ONU, no qual já flertavam com a compra de um ônibus. Não foi dessa vez.
Pouco depois, ainda não conformados, fizeram por acaso uma viagem de ônibus, no último mês de maio, ao Consegi (Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico), realizado em Brasília. Foi então que surgiu a grande ideia: conseguir os recursos e comprar o sonhado veículo.
A experiência também serviu pra mostrar como será o trabalho em um ônibus. "Teve muita conversa, esboço de projetos, enfim, um clima gostoso de colaboração", conta outro integrante da comunidade, Diego Casaes.

PARAFERNÁLIA
O grupo tem GPS ligado no Open Street Maps para mapear os caminhos e roteador 3G com modems de várias operadoras para garantir o sinal.Até uma mesa de trabalho já apareceu nos planos. Chegaram a pensar numa Kombi, mas logo perceberam que não seria suficiente. "Somos muitos", constata Daniela Silva, outra coordenadora da comunidade hacker. Segundo ela, aproximadamente 578 membros participam de uma lista da comunidade na internet.

Sem sucesso no edital americano, decidiram buscar os recursos para o ônibus hacker por meios mais adequados ao estilo visionário do bando. A saída encontrada foi o Catarse (catarse.me), plataforma on-line de financiamento colaborativo.

"Ele (o ônibus) será nosso espaço de trabalho nas cidades pra onde formos. Dá para facilmente estacionar o ônibus, montar uma tenda e uma tela com projetor e ali mesmo começar a articulação política, montar uma escola hacker, oficinas de robótica e cinema livre e outras pirações", diz Daniela. O sonho está perto de se realizar --já estão até escolhendo o modelo, mas ainda falta um tanto.

Até a conclusão desta edição, 58 pessoas haviam investido R$ 6.190 no ônibus hacker. De acordo com as regras da plataforma, o grupo precisa atingir a meta de R$ 40 mil em pouco mais de um mês.
Quem quiser colaborar ou saber mais sobre o projeto pode acessar catarse.me/pt/projects/167-onibus-hacker.

Fonte: Carlos Minuano, p.Folha de São Paulo

terça-feira, 21 de junho de 2011

Seleção vai regular uso de redes sociais

COPA AMÉRICA 2011  - Jogadores serão orientados a evitar polêmicas e bastidores em sites de relacionamento


A comissão técnica da seleção brasileira vai tentar limitar o uso das redes sociais entre os jogadores durante a disputa da Copa América.  Hoje, integrantes da comissão vão se reunir com os 23 atletas convocados para regulamentar a utilização de Twitter, Orkut e Facebook dentro da concentração. 

Embora garanta que os jogadores não serão censurados, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, disse que os convocados serão orientados a não entrar em polêmicas desnecessárias com os adversários ou expor os bastidores da concentração da equipe.
 
Hoje à tarde, a delegação embarca para Buenos Aires, onde vai começar a treinar para a competição continental, cuja partida inaugural será no dia 1º de julho. A estreia da seleção é contra a Venezuela, no dia 3, em La Plata. Entre as redes sociais, o Twitter é a ferramenta mais utilizada pelos jogadores da seleção para se comunicar com seus seguidores.
 
Neymar, Fred e Thiago Silva são os mais frequentes no microblog, que foi desenhado para abrigar uma rede social construída por meio de mensagens via telefone celular (daí a limitação de 140 caracteres para cada texto).

O Twitter já virou até fonte de receita de patrocínio. Na última quinta, Paulo Henrique Ganso criou sua conta no microblog. E, assim como Ronaldo no ano passado, tem seu nome na rede social ligado a uma empresa. O endereço no Twitter é o @SamsungPHGanso. Ontem, até o início da noite, não havia comentários postados.  Os atletas santistas ainda não se apresentaram ao técnico Mano Menezes no Rio.
Eles só embarcam para a Argentina depois da disputa da decisão da Libertadores, amanhã, no Pacaembu, contra o uruguaio Peñarol.
 
Na Copa do Mundo da África do Sul, o Twitter foi liberado dentro da concentração.
 
Já em 2008, o COI (Comitê Olímpico Internacional) impediu os atletas de manterem fotoblogs durante os Jogos de Pequim. Os competidores também eram proibidos de atualizar sites pessoais com imagens sobre o evento.
 
A regra valia a partir do momento em que o esportista passava a fazer parte da delegação. Quem violasse a norma estaria sujeito a punições, que incluíam a "retirada da credencial", pena semelhante à de atletas flagrados em exames antidoping.
 
Na ocasião, não havia uma regulamentação sobre o uso do Twitter, que ainda engatinhava na audiência.
Criado em março de 2006, o Twitter é o microblog com o maior número de usuários na internet. Há outros serviços semelhantes, mas nenhum com tamanha notoriedade.

Fonte : Folha de São Paulo  (caderno de esportes)

FOCO: Google vai digitalizar 250 mil livros da Biblioteca Britânica

Um tratado sobre o interesse do príncipe de Orange num hipopótamo empalhado, a constituição polonesa de 1791 e panfletos feministas sobre a rainha Maria Antonieta estarão a um clique. Esses e outros 250 mil livros da Biblioteca Britânica serão digitalizados pelo Google e disponibilizados on-line para busca de texto completo e leitura no site da instituição e no Google Books.
 
Pelo acordo firmado entre a biblioteca e a companhia de internet, isso ocorrerá em até três anos. Os itens escolhidos são de domínio público, datados de 1700 a 1870 e, em sua maioria, europeus. "Às vezes cometemos o erro de pensar que, quando vamos fazer uma busca on-line, tudo estará lá. Claro que não é assim, porque a maior parte da informação e do conhecimento do mundo ainda está amarrada em livros", disse o diretor de assuntos externos do Google, Peter Barron.  O grupo vai cobrir os custos da digitalização, mas não informou o valor investido.
 
Apesar de grande, o projeto é só uma gota no oceano: a Biblioteca Britânica tem cerca de 150 milhões de itens. A biblioteca quer ter boa parte de sua coleção disponível para acesso on-line até 2020.

DIREITO AUTORAL
O Google já digitalizou 13 milhões de livros, por meio de parcerias com mais de 40 bibliotecas em todo o mundo, e oferece acesso a esse conteúdo por meio do seu serviço de buscas. Na Europa, só digitaliza livros sobre os quais não há direitos autorais. Nos EUA, contudo, digitalizar todos os livros das bibliotecas parceiras resultou em problemas com escritores e editoras. Um processo, aberto em 2005, ainda não foi encerrado.

O Google vinha oferecendo fragmentos de livros on-line sem a permissão dos detentores de direitos autorais, e atribuindo a estes a responsabilidade por contatar a empresa e requisitar pagamentos ou expressar objeções.

Fonte: F.de São Paulo

TENDÊNCIA: Usuário de celular gasta mais tempo em aplicativo que na web

O tempo que os usuários dedicam diariamente a aplicativos em seus celulares ultrapassou o tempo gasto na web, segundo a consultoria Flurry, especializada em aplicativos móveis. Em junho, foram gastos, em média, 81 minutos diários com aplicativos, ante 74 minutos na web -9% a menos.
 
Em dezembro, a relação era inversa, com 66 minutos gastos em aplicativos e 70 minutos em navegação.
Segundo a consultoria, a inversão é resultado de um aumento no número de acessos únicos por usuário, não de sessões mais longas. Jogos e mídias sociais são os aplicativos mais acessados em dispositivos móveis, 47% e 32%, respectivamente.

Fonte: F.de São Paulo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

No futuro, pessoas só morrerão se quiserem

 


Em 2045, será possível comemorar 150 anos de vida com aparência de 30, não haverá mais doenças como câncer ou Alzheimer, a medicina será apenas preventiva e as pessoas só morrerão se quiserem. Quem diz isso não é astrólogo, vidente nem guru. As previsões são de um cientista venezuelano que conduz suas pesquisas sobre o futuro no câmpus da agência espacial dos EUA, a Nasa (National Aeronautics and Space Administration). "Os próximos 20 ou 30 anos vão mudar a humanidade", afirmou à reportagem, no mês passado, em visita à capital paulista para o 25.º Congresso Brasileiro de Cosmetologia.

PhD em engenharia mecânica e diretor do Núcleo Venezuelano de Pensamento e Pesquisa do Projeto Millenium, José Luís Cordeiro faz suas afirmações com base em pesquisas realizadas principalmente na Singularity University, que funciona no câmpus da Nasa, no Vale do Silício, Califórnia (EUA), onde ele e outros pesquisadores futurólogos se dedicam a estudos sobre o amanhã.

"Há um processo científico, não é sonho, é realidade", diz o pesquisador, ao explicar que testes realizados em ratos mostraram ser possível desativar genes que causam o envelhecimento. "Somos 90% iguais aos ratos. O que funciona neles, funcionará conosco."

Durante cerca de uma hora de apresentação, na programação do congresso, Cordeiro fez diversas comparações com o avanço da tecnologia em computadores nos últimos anos para exemplificar que suas teorias têm, sim, embasamento científico. "Há 30 anos não havia computador pessoal; há 20, não havia telefone celular e há 10 anos o Google não existia. Em 20 anos o pen drive vai ser uma 'caca'".

O envelhecimento humano, segundo ele, é uma doença curável. "Há tratamentos similares para ratos hoje. Desativando os genes que causam o envelhecimento, ele não vai mais ocorrer", garante, lembrando que formas de vida mais simples, como as bactérias, não envelhecem. "Perecem quando são absorvidas por outros seres vivos ou adoecem e morrem, mas elas não envelhecem", completa.

Polêmicas - Foi o farmacêutico bioquímico Luiz Gustavo Martins Matheus, especialista em envelhecimento e um dos diretores da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), quem convidou Cordeiro para a apresentação em São Paulo. "Assisti a uma palestra dele nos Estados Unidos e achei que seria um assunto polêmico para ser tratado aqui", conta, acrescentando que o cientista convence as pessoas ao apresentar comparações entre situações que muita gente viu ocorrer, como a evolução do disquete para o pen drive.

Fonte: Agência Estado

Rede virtual oferece oportunidades de hospedagem gratuita pelo mundo

Você é franco admirador de futebol. A satisfação plena, para você, dura pouco e é esporádica: 30 dias a cada quatro anos. É quando o mundo inteiro só pensa nisso. Não pode ficar de fora da Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil, o único pentacampeão do planeta. Mas seu orçamento não será capaz de arcar com os gastos de hospedagem. Já basta a expectativa de preços salgados para os ingressos. Você pode apenas querer uma alternativa de acomodação para viajar pelo país, conhecer gente e acompanhar o desenrolar da competição. Saiba que, pelo menos, em Brasília, um sofá livre de custo pode estar à sua espera.

Essa é a proposta do couchsurfing — surfando no sofá, tradução livre do inglês —, uma rede internacional de pessoas que abrem suas casas para receber hóspedes que nunca viram na vida sem cobrar um tostão por isso. A ideia, concebida em 1999 e posta em prática desde 2004, é promover a troca de experiências, culturas e costumes entre cidadãos de diferentes partes do mundo. O Brasil é o oitavo país com mais adeptos à ação no planeta. Entre os 78.021 mil brasileiros cadastrados no serviço, mais de 3 mil vivem em Brasília. Eles poderão ser peças-chave para tornar mais democrático o acesso ao mundo.

O couch, no vocabulário dos iniciados, entrou na vida de Tiago Aquino, 27 anos, em 2007. A primeira experiência que o funcionário público teve foi em uma república na capital argentina, Buenos Aires. Moravam lá um polonês, um grego e um espanhol. A experiência foi tão boa  que, quando voltou da viagem, ele decidiu oferecer, também, o seu sofá. Bem, o sofá da casa de seus pais. “No começo, minha mãe não gostou. Hoje, ela aceita”, conta. Até 2014, ele espera já estar morando sozinho. Se puder, vai tentar recepcionar um grupo de estrangeiros de nacionalidades diferentes para tentar recriar em casa a atmosfera de um estádio. “Pode ser legal. Às vezes, a pessoa vem para entrar no clima da copa, que já é diferente. Não tem ingresso, mas chega para tentar ver o que consegue fazer”, afirma.

Seleção criteriosa
Desde que aderiu ao couchsurfing, Tiago já hospedou entre 25 e 30 pessoas, selecionadas com critério para evitar problemas. Ele garante que 99% de suas experiências foram positivas. O sistema de camaradagem funciona com perfis individuais montados no site e os anfitriões podem avaliar seus hóspedes. Quanto mais avaliações positivas, mais “seguro” é considerado o  hóspede, consequentemente, mais fácil é conseguir ser aceito em outra casa. “Se a pessoa fizer alguma coisa errada, é só ela  que tem a perder”, diz Tiago.

É difícil saber com antecedência, explica ele, se esse será um recurso muito utilizado por turistas, já que os acordos de hospedagem são feitos com antecedência menor do que o sistema de reserva em hotéis e albergues. “Eu também não sei se vou estar em casa, se poderei receber a pessoa. Mas, como a Copa do Mundo é um evento muito grande e exige outros preparativos, acredito que os pedidos de couch serão feitos com mais antecedência”, diz.

Redução dos custos
O couchsurfing é visto pelos usuários mais como uma forma de intercâmbio cultural do que como uma maneira de baratear os custos de uma viagem. “Não é só pela farra, mas pela oportunidade de viver outra cultura, de fazer outras amizades e sair de um circuito turístico limitado”, opina a turismóloga Cristiane Marques Almeida, 26 anos, surfista desde 2007. A redução dos custos de uma viagem, no entanto, é fato para quem a pratica e pode aumentar as chances de participação, na Copa do Mundo, de pessoas que não se enquadram no perfil padrão do turista desse tipo de evento, cuja renda costuma ser alta. Uma pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido do Ministério do Turismo brasileiro mostrou que cada estrangeiro gastou, em média, R$ 11,4 mil, excluindo a passagem aérea, na África do Sul durante o mundial de 2010.

Mochileira de coração, Cristiane nunca foi fã de hotéis. Desde que descobriu o esquema do couch, nunca mais quis viajar de outra maneira. No ano passado, ela viajou pela América Latina por sete meses com hospedagem garantida por meio da rede de sofás. Em troca, ela também abriu as portas de sua casa para forasteiros. “É uma filosofia, mesmo. As pessoas querem essa troca. Se você for de coração aberto e disposto a viver outra realidade, é muito especial”, diz. Agora, ela está arrumando as malas. Se mudará para uma casa maior, com duas amigas, que compraram a ideia. “Terá um espaço cativo para o couch”, garante.

Cristiane manteve contato com muitos amigos que a acolheram pelas américas e muitos já manifestaram o desejo de ter reservado um pedacinho do sofá durante os jogos. “É uma oportunidade única para os sulamericanos ter uma copa tão perto. As pessoas já estão começando a fazer planos”, conta. Cristiane e Tiago apostam que o couchsurfing vai pegar em Brasília durante o mundial. “A demanda será muito grande e o setor hoteleiro não suporta”, opina Tiago.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Distrito Federal (Abih-DF), Tomaz Ikeda, não compartilha a mesma opinião. Segundo ele, até 2013, Brasília disporá de 36 mil leitos, 10 mil a mais do que a oferta atual. Não se sabe quantos turistas virão à capital brasileira, visto que tudo dependerá do sorteio dos grupos e de quantos jogos a cidade sediará, informações divulgadas apenas no ano da competição. Independentemente de a cidade estar lotada ou não, Ikeda não acredita que as modalidades de hospedagem concorram entre si. “Não vai competir com o setor hoteleiro. O público é outro. O mochileiro é completamente diferente”, afirma.

4º lugar
O Brasil é o oitavo país com mais adeptos ao couchsurfing no mundo. Mais de 2,8 milhões de pessoas estão cadastradas na rede. Dessas, 78.021 são brasileiros, que representam 2,7% de registrados. A cidade onde a prática é mais difundida é São Paulo, lar de 15 mil surfistas, seguida pela capital do Rio de Janeiro. Brasília está em quarto lugar, com mais de 3 mil sofás disponíveis.

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Acervo de Chico Buarque chega à internet

Imagens, partituras e textos do cantor e compositor foram digitalizados pelo Instituto Antonio Carlos Jobim. Site custou R$ 200 mil, bancados por Lei Rouanet, e traz toda a discografia do artista em áudio e de vídeo;


Enquanto aguardam o novo disco de Chico Buarque -cuja pré-venda começa na segunda-feira-, seus fãs ganham amplo acesso ao passado do cantor e compositor com o lançamento de seu acervo digital no site do Instituto Antonio Carlos Jobim (www.jobim.org). A obra digitalizada do artista será lançada oficialmente na rede hoje, e seus números dão uma dimensão do volume acessível: são 1.044 imagens, 7.916 letras e partituras e 26.152 textos, entre cadernos, documentos pessoais, reportagens de imprensa, roteiros para cinema e teatro e correspondências.
 
O que mais chama a atenção, no entanto, são as gravações de áudio e vídeo, que somam cerca de 600 arquivos e incluem toda a discografia de Chico, com cada uma de suas canções -algo que nem mesmo o site oficial do artista disponibiliza. 

Paulo Jobim, presidente do instituto que leva o nome de seu pai, diz que o cantor foi consultado sobre a digitalização de seu acervo, que custou R$ 200 mil e foi bancada pela Vale com uso da Lei Rouanet. As gravadoras ou eventuais detentores de direitos autorais, no entanto, não foram procuradas.
 
"Essas músicas estão no site um pouco como acontece no YouTube, porque, se eu fosse pedir licença para cada parte do material, teria de montar um Ecad particular", explica Jobim. "Como é algo de utilidade pública e não é lucrativo, imagino que não vamos ter problema. Mas, se alguém me procurar pedindo para tirar uma música, eu tiro."
 
A digitalização do acervo do astro é um desdobramento do trabalho iniciado por Regina Zappa para a publicação dos três livros que formam o "Cancioneiro Chico Buarque", editado pela Jobim Music.
O instituto digitalizou todo o material oriundo da pesquisa, mas não dará acesso irrestrito a tudo: correspondências pessoais (como cartas e bilhetes de familiares) e vídeos, apesar de estarem no site, só poderão ser vistos na sede, por pesquisadores.

Acervos de Gil e Milton
O acervo de Chico é o terceiro que o instituto coloca na internet, depois dos de Tom Jobim, lançado em 2003, e de Dorival Caymmi, de 2009. O mesmo projeto está em andamento com a obra de Gilberto Gil -segundo Jobim, já estão na metade do processo- e começará em breve com a de Milton Nascimento, num trabalho que deve durar dois anos.
 
Todos os projetos tiveram captação de verba aprovada pela Lei Rouanet; Jobim diz que os custos de cada um são de cerca de R$ 200 mil e foram bancados por empresas como a Natura e a Petrobras. Jobim diz que, quando iniciou a digitalização, tinha em mente, além dos fãs, estudiosos e músicos.
 
"Estou mostrando esses documentos para quem quiser fazer pesquisa. Isso rende frutos bons, as pessoas fazem trabalhos em cima do material que está no site. Por exemplo, se alguém quer gravar uma canção do meu pai e não tem a partitura, pode entrar no site e gravar a canção corretamente". 

Além do lançamento do acervo de Chico Buarque on-line, acontece hoje a abertura de uma exposição com parte do material no Espaço Tom Jobim (r. Jardim Botânico, 1.008, Rio). A mostra, gratuita, fica em cartaz por três meses, de terça a domingo, das 10h às 18h.


Fonte . Ilustrada - Folha de S.Paulo

Hackers divulgam 62 mil endereços de e-mail e senhas roubados

"E, como sempre, o LulzSec cumpre: http://t.co/yQlcu5x. Mais de 62 mil e-mails e senhas só para vocês. Divirtam-se."

Com o tuíte acima, o grupo de hackers Lulz Security lançou dezenas de milhares endereços de e-mail e senhas associadas a eles.

 Pouco tempo depois, o usuário @paulcansee agradeceu ao grupo, aparentemente por ter conseguido invadir duas contas no Facebook a partir dos dados divulgados. Eles estavam reunidos em um arquivo armazenado no site de compartilhamento Mediafire --que já o removeu. Segundo o próprio LulzSec, foram realizados 2.100 downloads em quatro minutos.

Além do Facebook, serviços populares como Gmail, Twitter, PayPal, eBay e World of Warcraft podem ter contas comprometidas pelos dados divulgados pelo LulzSec. Um tuíte dos hackers dá a entender que alguém pode ter aproveitado o vazamento para subir de nível no game World of Warcraft: "Há algum jogador de WoW nível 85 muito irritado cortando os seus pulsos neste momento, graças a @Miracle Joe e LulzSec".

O usuário @phenomshel reclamou que seu nome de usuário e sua senha do Gmail foram vazados, o que permitiu que suas contas do Twitter, do Hotmail e do Facebook fossem invadidas. "Consegui três e-mails com perfis ativos em sites de encontros. Troquei todas as imagens por [fotos de] pênis", tuitou @tr4nscend.

Uma imagem postada por @TGxRevival no Twitpic mostra uma conta do Facebook supostamente invadida.

O site Gizmodo colocou no ar um script para checar se seu endereço de e-mail encontra-se na base de dados disponibilizada pelo LulzSec. Ele pode ser conferido aqui. Nas últimas semanas, o grupo alegou ter realizado ataques a sites de órgãos como o FBI, a CIA e o Senado dos Estados Unidos e de empresas como Sony, Nintendo, PBS e Fox.

Fonte : F. de São Paulo

quinta-feira, 16 de junho de 2011

eu tuíto, tu tuítas...

André Conti, colunista de Tec, comenta traduções esquisitas em tecnologia, como 'Tópicos da Tendência', do Twitter, que acaba de ser vertido para português


No início da década passada, trabalhei numa agência que cuidava de sites de grandes empresas de tecnologia. Eu e um colega alimentávamos o sistema: recebíamos textos traduzidos sobre periféricos, atualizações de sistema e novos computadores e íamos montando as páginas brasileiras.
 
Não líamos os textos -ninguém havia pedido-, mas um dia ele levantou a cabeça por sobre o monitor e, com um olhar atrapalhado, perguntou:" Bicho, o que diabos é um motorista de impressora?". Tratava-se de uma metáfora visual poderosa: o driver que faria a impressora funcionar era representado pelo tradutor como um automóvel, levando as informações de lá para cá. 

Resolvemos ler todos os textos a partir daquele dia, antes que fosse preciso um brejo para guardar nossa memória RAM. Hoje, com a força das redes sociais no Brasil, é natural que as grandes empresas traduzam suas ferramentas para o público nacional. Foi assim com o Orkut, com o Facebook e, agora, com o Twitter. 
 
Para quem se acostuma com a versão original, é um equivalente aos cardápios de restaurantes cariocas traduzidos para o inglês. E dá-lhe "horse's beef" (bife a cavalo), "Oswald Spider steak" (filé à Oswaldo Aranha) e o meu preferido, "lentils just in weekends" (lentilha só aos fins de semana).

A tradução do Twitter para o português do Brasil é benfeita. A decisão mais arrojada foi oficializar o verbo "tweetar", com essa grafia mista. Eu teria ficado com o aportuguesamento completo: eu tuíto, tu tuítas. Mas como sempre há o Risco Policarpo Quaresma -no caso, traduzir "Twitter©" para"Piador©" e o verbo"to tweet" para "piar"-, a combinação de "tweet" com "tuitar" que venceu não é de todo má.
 
Mas gostaria de ter estado na reunião na qual se decidiu pelo termo "Tópicos da Tendência", como tradução de "Trending Topics". Alguém há de ter levantado a mão, perguntado senão era melhor jogar simples, "assuntos em alta" ou alguma coisa do tipo. Qualquer coisa, na verdade, que não acabasse formando a frase "tópicos da tendência mundial".

Algumas adaptações culturais se fazem necessárias, claro. O Twitter tem a opção de indicar o local de onde a mensagem foi postada, via GPS. Em inglês, as instruções dizem: "Você já quis compartilhar alguma coisa('fogos de artifício!', 'festa!', 'caminhão de sorvete!' ou 'areia movediça...') que seria melhor com uma localização?". 

Os brasileiros naturalmente não sabem o que é um"caminhão de sorvete", e a menção a um deles nos deixaria confusos e perdidos. Por nossa sorte, uma boa alma adaptou o termo para "o carro da pamonha!". Já me sinto em casa.

Lua de Sangue nos céus

 
 
 
 
Astrônomos amadores e simples curiosos pararam, ao redor do mundo e no Brasil, para ver o primeiro eclipse total da Lua de 2011. No Sudeste do país, a Lua já nasceu totalmente eclipsada, por volta das 17h30, o que deu aos espectadores do fenômeno cerca de meia hora para observar seu clímax antes de ele começar a declinar.

O eclipse é resultado de um alinhamento entre Sol, Terra e Lua no qual nosso planeta se interpõe entre a estrela e o satélite natural. A Terra projeta, então, sua sombra sobre a Lua, eclipsando-a. Outros acasos das órbitas dos corpos celestes são necessários para que o fenômeno ocorra.

A cor avermelhada que a Lua assume no evento vem da luz refratada pela atmosfera terrestre e "rebatida" para o satélite. Ela cai na faixa do espectro luminoso correspondente às cores vermelho e laranja.

E se você aprecia veja mais fotos  no endereço eletrônico www.folha.com/ci930421.

Fonte : F. de São Paulo 

Brasil terá 'wikipédia' botânica da Amazônia vem aí o wikiflora.org

Mapeamento das plantas será feito por internautas e validado por especialistas 



 
O Brasil terá a partir do ano que vem uma "Wikipédia" de sua biodiversidade. Batizado Wikiflora.org, o portal vai reunir descrições e mapeamento de espécies de plantas da Amazônia, feitas por internautas e validadas por um comitê de especialistas. 

O site será desenvolvido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com a IBM, a partir de uma constatação sombria: há poucos sistematas (especialistas em classificação de seres vivos) ativos na Amazônia. "Se não criarmos uma metodologia nova, nem em cem anos será possível conhecer toda a Amazônia", disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.
 
O objetivo é envolver não especialistas "como estudantes do ensino médio" na classificação biológica. Os internautas poderão comparar plantas que eles conhecem com uma base de coleções biológicas já existentes. Isso permitirá até a descrição de novas espécies.
 
Uma versão do site deve ficar pronta para a conferência Rio +20, em 2012, com a descrição de 2.500 espécies da reserva Adolpho Ducke.

Fonte : F. de São Paulo 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Novo Macbook Air chega este mês

Jornal de Taiwan comenta lote de novos computadores da Apple e adianta detalhes de iPad 3

 
A Apple começará a vender a mais recente versão do Macbook Air no final deste mês, sendo a primeira entrega formada por 380 mil unidades, publicou o Economic Daily, de Taiwan, nesta terça-feira, 14, citando fontes da indústria.. Junto com o atual modelo do Macbook Air, 460 mil unidades devem ser despachadas este mês.

A publicação afirmou ainda que o iPad 3, previsto para ser lançado no quarto trimestre, terá resolução de imagem de cinco a seis vezes superior à da versão atual. O blog Apple Insider, no entanto, aposta que esse rumor é “altamente improvável”.

Fonte : Reuters

Reconhecimento de fala e voz é a próxima sensação, diz Gates

Bill Gates considera reconhecimento de fala e voz como "the next big thing" (a próxima sensação) em tecnologia, mas não deve participar de sua evolução, pois hoje seu envolvimento com a Microsoft é apenas parcial -e secundário diante de sua ocupação na Fundação Bill & Melinda Gates.

"Meu trabalho em tempo integral para o resto da minha vida é esta fundação", disse Gates, 55, em entrevista ao britânico "Daily Mail". Ao falar sobre reconhecimento de fala e voz, Gates apontou para um quadro branco e exemplificou: "Você poderá tocar aquele quadro ou falar com ele e levar sua mensagem a colegas ao redor do mundo." 

Outra previsão é a de que, embora ele prefira livros de papel, a leitura digital, "leve e fantástica para compartilhamento", será dominante. Gates disse ter sido procurado pelo cofundador do Facebook Mark Zuckerberg, que queria fazer doações. "Ele merece crédito. Eu comecei a fazer filantropia significativa aos meus quarenta. Ele está começando bem mais cedo."
Zuckerberg fez doações com fins educacionais, uma ideia de sua namorada, Priscilla Chan - chamada por Gates de "noiva" de Zuckerberg, o que gerou rumores de que ele teria informações inéditas sobre o casal. O Business Insider, porém, diz que Gates aparentemente se equivocou.
Ao falar sobre os filhos,Gates diz que Jennifer, 15, Rory, 12, e Phoebe, 9, não herdarão toda a sua fortuna, hoje estimada em cerca de US$ 56 bilhões. O pai não economizará com a educação e a saúde dos filhos, mas, em relação à renda, eles "terão que escolher um emprego de que gostem e ir ao trabalho".
Gates descreve os filhos como "crianças normais" que fazem pequenos trabalhos e ganham mesada. Só que,em vez do iPod, da Apple, eles usam o Zune, da Microsoft.

Fonte : Folha de São Paulo 

Serviço analisa seus rastros na web para recomendar vídeos e filmes

Há exatos sete dias, o Matcha (matcha.tv), serviço que pretende ser um guia social de TV, lançou a primeira versão de seu site. A ferramenta promete ser o que existe de mais avançado quando o assunto é recomendação de filmes e conteúdos em vídeo para serem vistos on-line ou offline.

O Matcha usa os dados dos perfis de suas redes sociais e dos amigos em cujos gostos você mais confia para combinar com os rastros que você deixa no YouTube, na Amazon, no Hulu e em outros sites. O resultado é uma recomendação com alta probabilidade de agradar.

O site funciona ainda como um organizador: você pode marcar quais filmes que já viu, recomendar conteúdo para seus amigos e marcar vídeos para ver depois, numa espécie de lista de espera. Por enquanto, o serviço só aceita cadastro por meio de convite, mas você pode inscrever seu e-mail para receber um assim que a companhia liberar mais espaço.

Fonte : Folha de S.Paulo

terça-feira, 14 de junho de 2011

Menor câmera fotográfica e filmadora HD do mundo chega ao mercado com ótimo preço

Uma câmera o mais mini possível. Essa é uma proposta datada e inúmeros fabricantes de todo o mundo já contribuíram para a empreitada. Novidade mesmo, entretanto, seria se lançassem uma câmera realmente pequena, mas com grande qualidade em foto e vídeo, e foi o que a Chinavasion acabou de fazer.

Não é raro encontrar exemplares de câmeras fotográficas bastante pequenas e voltadas à discrição e conforto no transporte. Contudo, esta é a primeira vez que nos deparamos com uma câmera que consegue ser (incrivelmente) menor que as de seus concorrentes e com recursos muito melhores, com apenas 1.25 polegada e resolução HD.

Recursos

Não há como não comparar o produto às demais de seu segmento. Equipada com cartão de memória de 2 GB (com suporte para até 32 GB), a portátil e simpática câmera, que possui o visual de uma DSLR, é o menor exemplar da categoria, além de possuir ainda outros méritos. Conforme anunciado pelo fabricante, com ela é possível, além de tirar fotos com resolução de até 8 MP interpolada, gravar vídeos de até 720p (1280x720) 30fps (frames por segundo), no formato .AVI (XVID).

Complementando a experiência em vídeo, há também um microfone incluso, com alcance de captação sonora de até três metros. Em termos de vídeo, a pequena câmera só possui um defeito: não possui recurso zoom. Mas considerando seu porte e qualidades, é fácil desculpá-la por esse deslize.

A minicâmera conta com autonomia de bateria de uma hora, sendo totalmente recarregada entre duas e três horas, e sua interface é feita via USB 2.0, podendo-se descarregar seu conteúdo em computadores com sistemas operacionais Windows ME/2000/XP/Vista (versão 32 bits) /Windows7, Mac ou Linux.

Fãs de fotografia e comodidade certamente se interessarão por esta mais do que simpática e competente câmera. Ela possui ainda um último trunfo: bom preço. É possível adquirir um modelo por cerca de  US$ 44,49 no site da Chinavasion

Fonte :  Technabob

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PlayStation Network chega ao Brasil em outubro

A Sony divulgou na Electronic Entertainment Expo (E3), em Los Angeles, durante uma coletiva para a imprensa latino-americana, que a PlayStation Network, sua rede de videogame on-line, chega ao Brasil até o dia das crianças (12 de outubro). Os jogadores brasileiros ganham ainda um blog e um site oficial totalmente em português.  De acordo com a Sony Brasil, a companhia pretende lançar a PSN brasileira por etapas, até que todo conteúdo esteja disponível para usuários do país. Especula-se que a PlayStation Store chegue em um segundo momento. Entretanto, a empresa não divulgou seu cronograma de fases para o lançamento.

Com a novidade, jogadores brasileiros poderão se registrar na PlayStation Network usando endereços do Brasil. Os cartões de crédito utilizados na loja PlayStation poderão ser emitidos no país. Entretanto devem permitir transações internacionais. Atualmente, quem mora no Brasil é obrigado a fazer cadastros 'virtuais', com endereços do exterior, o que não será mais preciso. Não está claro ainda se usuários já cadastrados na PSN poderão migrar suas contas, pontos e prêmios para cadastros brasileiros.

Com blog e site em português, os usuários terão acesso ao conteúdo compartilhado (tradução dos blogs do exterior) e terão também acesso ao conteúdo exclusivo para a rede brasileira. Participaram da coletiva os executivos Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation da Sony Brasil e Mark Stanley, gerente geral da Divisão PlayStation na América Latina. Na ocasião, a companhia de origem japonesa divulgou ainda que está trabalhando em um programa chamado "encubadora de desenvolvedores latino-americanos" e foi lançado um site para os interessados ( www.tpr.scea.com ).


De acordo com post no Blog PlayStation latino-americano a divisão regional está trabalhando em forma de adquirir novos usuários PlayStation, com combos a preço competitivo paras os jovens jogadores, recém-chegados no mundo dos games de console. Uma série de games "nacionalizados" (com versões em português e espanhol) estão sendo colocados a disposição do mercado como Killzone 3 e Infamous 2. O título Uncharted 3 deve chegar ao mercado em novembro, também nas duas línguas.

Detalhes sobre o lançamento do PlayStation Vita na America Latina chegam em poucas semanas, segundo a Sony.

 
 
fonte: Jornal O globo

Holanda aprova lei da neutralidade

Provedores de internet do país são impedidos de interferir na conexão dos usuários, mesmo contra seus interesses comerciais

A neutralidade na rede, princípio que define que as provedores de internet devem garantir acesso igual à todos os usuários, agora é garantida por lei na Holanda. A legislação foi aprovada pela maioria do Parlamento holandês.  O país é agora a primeira nação europeia a ter a neutralidade garantida. Isso já acontece no Chile desde julho do ano passado. Aqui no Brasil, o Marco Civil da Internet, caso fosse  aprovado como está,também definiria regras semelhantes.

A lei enfrentou oposição das operadoras de telecomunicações na Holanda, que queriam regular o acesso à aplicativos como Skype e WhatsApp. Com a nova lei, não pode haver interferência. Os usuários têm o direito de usar a conexão com os aplicativos que quiserem, mesmo que isso entre em conflito com os interesses comerciais das operadoras.

Fonte : O estado de S.Paulo

DPDC notifica rede social Facebook por violação de privacidade

A rede social Facebook foi notificada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça por denúncias de violação de privacidade. A empresa tem dez dias para prestar esclarecimentos sobre um novo sistema que reconhece pessoas automaticamente.

Segundo o DPDC, a ferramenta aumenta a exposição da imagem dos usuários da rede, ao permitir que eles identifiquem seus amigos em fotos postadas no álbum pessoal.

Para o departamento, há indícios da ausência de consentimento dos usuários para a ativação da ferramenta, possível violação da privacidade e modificação unilateral sem aviso prévio dos termos de uso da rede social.

O Facebook deve explicar ainda se as mudanças foram comunicadas com antecedência aos usuários brasileiros e se há a possibilidade de aprovação prévia na identificação das fotografias.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Os limites das redes sociais...

Se não há qualidade, não há investimento em "mídia social" que convença os potenciais compradores
Silvio Meira*
Nos negócio , nos produtos e nos serviços. Nos últimos anos, o "social" se tornou uma espécie de segunda natureza dos negócios e, como as redes sociais e seus usos não saíram das corporações para o mercado, o "social" veio de fora para dentro das empresas, criando, em algumas, uma preocupação que é segunda apenas para execução.

E o que as redes sociais podem fazer por um produto ou por um serviço? Depende. Primeiro, quando se imagina um novo produto, qual deveria ser o ponto de partida? Um novo produto é uma inovação, e Peter Drucker costumava dizer que inovação é criatividade com qualidade. Criatividade pode ser definida como a combinação de RIP, MIX e Burn: pegue umas coisas aqui e ali, recombine (possivelmente introduzindo algo novo) e apresente o novo desenho ao mercado.
E qualidade é o que o usuário quer, pelo preço que ele pode pagar. Inovação em produtos e em serviços, vista sob essa ótica, fica muito mais simples de ser entendida na prática, na fábrica e na agência.
A agência de publicidade, de marketing e de relacionamento é onde, hoje, se concentra a maior parte do desenho e do esforço "social" das empresas, de seus produtos e de seus serviços.
E as agências normalmente pegam o problema depois que a oferta está pronta, enfrentando, a partir daí, o desafio de "socializá-la". O que nos leva de volta à oferta: se não há qualidade, sob a ótica de Drucker, não há investimento em "mídia social" que vá convencer os potenciais compradores, porque a agregação de valor percebida pelo usuário não justificaria a aquisição daquele produto.

Se a oferta é muito boa, os usuários darão conta do recado "social", não porque estão ligados ao serviço, mas porque entre si, "socialmente", criaram comunidades de prática e de compartilhamento de experiências que promovem o serviço e suas qualidades quase sem intervenção da agência ou do provedor.

O problema está nos produtos que se situam entre os muito ruins e os muito bons, aqueles -quase todos- que são mais ou menos. E não é porque seu produto é barato que é ruim ou mais ou menos. Tudo depende do que, para quem, por quanto, com que propósito e a que faixa de poder aquisitivo a proposta se destina. Se essa combinação não fizer sentido para uma certa classe de usuários, não há quantidade de "buzzwording", social ou outro qualquer (que tal gamificação?) que a empresa quiser ou puder pagar que desenhe, crie ou promova o produto, pois seus usuários nunca irão estar apaixonados por ele.

Esse é o tema discutido no texto Ruído Social pode Ajudar Produtos Medíocres? (http://bit.ly/jLEz7G).
Ainda estamos num estágio de deslumbramento com certas plataformas de redes sociais e isso faz com que muita gente pense que "botar um produto nos TTs" tem uma relevância muito maior do que botar um produto nas casas e nas mãos dos usuários e trazer o pagamento, de volta, para o caixa das empresas.

Para quem chegou agora, TT é o mesmo que "trending topics", as coisas que estão bombando no Twitter e (ou) que poderiam estar na "moda" em qualquer rede social. A prática dos negócios, dos produtos e dos serviços em redes sociais é muito mais complexa e interessante do que isso. E pode gerar muito mais resultados do que um TT. Só que isso não vai sair de um posicionamento social a posteriori para produtos e para serviços, mas de uma atitude holística que considere todo o ecossistema, do design à fábrica, da agência ao varejo e ao consumidor, do atendimento à manutenção e à reciclagem.
Na sociedade e na economia conectadas, mercados são conversações, conduzidas por pessoas em redes sociais, em uma voz humana. E as comunidades que se formam nessas redes querem discutir, propor, serem entendidas e atendidas.
Se sua empresa não estiver disposta a tentar, a testar e a aprender, para entender como esse nem tão novo "mercado social" funciona para seus produtos ou seus serviços... de pouco vai adiantar terceirizar uma estratégia social para seja lá quem for. No máximo, vai chegar "num produto nos TTs". 
*Silvio Meira, 55, fundador do www.portodigital.org e cientista-chefe do www.cesar.org.br, escreve a cada quatro semanas nesta coluna.

Microsoft lança TV por assinatura a usuários do Xbox

A Microsoft confirmou os rumores de que a empresa vai oferecer um serviço de televisão por assinatura por meio de seu console, o Xbox. O anúncio foi feito na feira E3 (Electronic Entertainment Expo), em Los Angeles. A companhia não forneceu detalhes de como será o serviço. 

Um porta-voz informou apenas que os usuários poderão acionar os canais com um comando de voz. Mais novidades devem sair nos próximos meses conforme a empresa feche as parcerias com produtores de conteúdo. A previsão é que o serviço seja lançado no outono (em setembro). 



Fonte : Folha de S.Paulo

O mundo de 2100

Até o final do século, a humanidade pode chegar a dez bilhões de pessoas, que vão precisar de três refeições por dia. A questão é quem vai produzir essa comida toda…
A mídia e os governos tentam fazer de conta que a crise global de 2008, que ainda lança sua sombra sobre a Europa e os Estados Unidos, foi apenas financeira. O fato, no entanto, é que seus efeitos foram muito mais amplos e os preços globais dos alimentos estão subindo, e cerca de um bilhão de pessoas ao redor do mundo não conseguem se alimentar dentro dos padrões considerados adequados pela Organização Mundial de Saúde. Um relatório recente Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que, entre fevereiro e março deste ano, o valor médio dos alimentos da cesta básica no mundo está cerca de 35% mais alto do que no mesmo período do ano passado, e fontes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), informaram este mês que não existe perspectiva de queda em curto prazo.

Além disso, as projeções de impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura ainda estão pouco estudadas, mas podem ser de grande monta, caso a temperatura média do planeta, no final deste século, esteja mesmo quatro graus centígrados mais alta. “Até agora nenhum plano para oferecer alimentos a uma população em crescimento levou em conta as mudanças no clima”, diz Antonio Hill, que atua na Oxfam, uma organização internacional com trabalhos na área de combate à pobreza. Para ele, é importante que se reconheça os limites do atual sistema de produção de alimentos. Um relatório da Oxfam mostra que o preço dos alimentos é diretamente impactado pela alta no preço do petróleo, nos custos de transportes e de fertilizantes. Os mesmos fertilizantes que são frequentemente acusados pela contaminação da água e exaustão do solo. “E, mesmo com aplicações maciças de fertilizantes, a produtividade não está crescendo”, diz Hill.

Em um cenário de disputas entre o grande agronegócio global, onde as terras são utilizadas para extensões sem fim de monoculturas como a soja, o milho ou a cana, o que realmente tem potencial para oferecer comida para toda essa gente é a agricultura familiar, segundo o relatório da Oxfam. E com um detalhe: as famílias instaladas em pequenas propriedades têm mais cuidado com a diversidade de animais e plantas, utilizando agroquímicos com maior parcimônia. “Existem cerca de seis mil plantas comestíveis no mundo, no entanto, nos limitamos a 50 espécies que são produzidas em escala comercial”, diz Antonio Hill.

Para tentar influir em políticas públicas que apontem para o aumento da produção de alimentos, a Oxfam está lançando uma campanha global para pressionar os líderes mundiais a não deixarem as questões relativas à segurança alimentar apenas nas mãos do mercado, uma vez que o sistema de preços não consegue oferecer comida a preços compatíveis com a renda de uma camada imensa da população pobre. As primeiras reuniões intergovernamentais em que o grupo deve marcar presença serão a do Comitê de Segurança Alimentar Mundial do G20, que se reúne no último trimestre deste ano, e a COP 17, sobre Mudanças Climática, em dezembro, na cidade sul-africana de Durban.

Hill explica que a agricultura familiar já responde pela alimentação de um terço da humanidade, com um impacto ambiental consideravelmente inferior ao do agronegócio. No entanto, esse percentual pode ser multiplicado se houver apoio, assistência técnica, financiamentos e  vontade política. “Já há operações agroecológicas tão eficientes quanto a do agronegócio”, arremata.

Agência Envolverde

quarta-feira, 8 de junho de 2011

FAMA NA REDE - Internet coloca ego dos usuários à prova incessantemente

*Bia Granja

Li nesta semana que as galinhas se preocupam com o futuro. Pois é! Cientistas ensinaram as aves a apertar dois botões diferentes: no primeiro, as galinhas esperavam dois segundos para receber três segundos de recompensa; apertando o outro, esperavam seis para receber 22 segundos de comida. Qual você apertaria? Na pesquisa, espantosamente, a maioria das aves optou pelo segundo.

Essa história tem muito a ver com a maneira como a fama wébica se dá. Só que, ao contrário das nossas amigas galinhas, em geral, estamos viciados no primeiro botão.A maioria dos artigos sobre fama na web cita a democracia proporcionada por esse ambiente e profetiza que, em tempos em que tudo é acessível e superexposto, todos estão sujeitos a 15 Kbytes de fama, para o bem e para o mal.

Uma coisa importante que as redes sociais fizeram foi explicitar o sucesso das pessoas: quantos amigos você tem no Orkut, quantos scraps recebe no aniversário, quantos seguidores tem no Twitter, quantas pessoas curtem o que você fala no Facebook. Ou seja, estamos incessantemente colocando nosso ego à prova. E, no que eu tenho observado, não estamos preparados para isso.
 
Primeiro porque ficamos querendo ser famosos e fazemos de tudo para atingir esse objetivo, segundo pelo preço que pagamos pela tal fama e pelo medo de sermos esquecidos rapidamente. Existem quatro maneiras de fazer sucesso na internet: tentando ou sem querer; pagando mico ou fazendo algo sensacional. Eu sou fã de qualquer tipo de manifestação, pois entendo que é melhor ter expressão em excesso do que não externar criatividade.

Dois exemplos dessa formuleta: A Banda Mais Bonita da Cidade e Lídio Mateus. A primeira fez sucesso tentando com um material sensacional (apesar de afirmarem o contrário, ninguém faz um clipe sofisticado daquele sem querer bombar) e o segundo ficou famoso acidentalmente, depois que um vídeo em que é xingado de "fresco, boiola" pelo sobrinho caiu na rede.

Onde os dois se encontram? Na sede por mais visibilidade. O ser humano sempre viveu a mercê do ego e ser famoso vicia! A Banda Mais Bonita vive o desafio de se reinventar e mostrar que tem mais do que um clipe fofo, enquanto Lídio Mateus, com suas paródias e versões de músicas pop, já está nessa busca faz tempo.

Com a mesma velocidade que a fama wébica vem, ela (em geral) vai. E, no final das contas, ficamos como galinhas desesperadas por atenção clicando no primeiro botão e cacarejando em busca de uma recompensa que se esgota rapidamente.

*BIA GRANJA é curadora do youPIX, festival de cultura de internet

Novo Windows se rende aos dispositivos móveis

Sistema operacional tem interface parecida com a do Windows Phone 7

Visual tradicional também está presente, mas críticos acreditam que isso será um problema para o projeto
Na semana passada, a Microsoft mostrou ao mundo pela primeira vez a nova cara do seu mais tradicional produto, o Windows. A versão, chamada Windows 8, deixa claro que a empresa se rendeu aos aparelhos móveis.

O sistema operacional tem uma interface fortemente influenciada pelo Windows Phone 7, plataforma dedicada a smartphones. Ela espalha pela tela inicial um mosaico de campos ativos, os chamados azulejos, que guardam os diversos aspectos da experiência com a máquina.
É como se o Windows rodasse aplicativos para celulares e tablets. Otimizada para telas sensíveis ao toque, a parte inicial desliza horizontalmente, onde mais azulejos estão guardados. Ao tocar em um desses campos, o usuário mergulha neles. É possível, então, ler notícias, ver fotos, conferir o e-mail ou navegar na rede.
No vídeo de apresentação (que você pode ver em folha.com/circuitointegrado), a experiência se mostrou fluida. Não se parece em nada com o Windows que o mundo se acostumou a usar. Isso é uma resposta da empresa aos críticos que diziam que o sistema operacional não combinava com dispositivos móveis. Até hoje, todas as tentativas de rodar o Windows em tablets haviam fracassado. A HP, por exemplo, decidiu desenvolver produtos com o sistema móvel webOS, da finada Palm.

INEDITISMO
Outras duas coisas chamaram a atenção. É possível dividir a tela em dois aplicativos, algo não visto no mundo dos tablets. E o teclado QWERTY também pode ser dividido, com cada uma das metades localizada nos cantos da tela. É uma solução para quem usa o tablet de pé.

A Microsoft promete instalar o sistema em uma grande variedade de equipamentos, de notebooks a tablets. O ambicioso plano começará a ser implementado a partir do ano que vem, quando a empresa deverá lançar oficialmente o Windows 8 --ainda não existe uma data definida para isso acontecer.
Para aqueles que não se deixam seduzir por plataformas móveis, será possível rodar o Windows 8 em uma interface tradicional, parecida com suas versões anteriores.

Parte da crítica acredita que aí se encontra o ponto fraco do projeto. Ao se agarrar em seu passado de sucesso no mundo dos computadores de mesa, a Microsoft estaria levando aos tablets muita complexidade.
Eles estariam expostos a vulnerabilidades de segurança, à necessidade de instalação de drivers e a aplicativos ineficientes em telas sensíveis ao toque. Claramente, muito do que é usado em PCs não funciona bem em tablets.

BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Principal evento de games do mundo terá lançamentos de futebol e de tiro

Sucessor do Wii e portátil da Sony são estrelas da E3

FIFA e Pro Evolution Socccer disputam fãs do esporte; Modern Warfare 3 e Battlefield 3 duelam no gênero de guerra

THÉO AZEVEDO
ENVIADO ESPECIAL A LOS ANGELES

Desde ontem as atenções dos gamemaníacos de todo o planeta estão voltadas para Los Angeles, onde acontece até quinta-feira a E3, principal evento de games do mundo. Não se fala em outra coisa senão no sucessor do Wii e no novo portátil da Sony, cujos nomes oficiais --e detalhes, no caso do console da Nintendo-- ainda não haviam sido revelados até a conclusão desta edição.
 
Porém os grandes astros da feira são justamente os jogos e, nesse sentido, quem gosta dos "arrasa-quarteirões" não terá do que reclamar neste ano: grandes rivais, como as séries FIFA e Pro Evolution Soccer, por exemplo, vão entrar em campo na E3 para mostrar suas novidades e tentar reservar um espaço no bolso do jogador.
 
Outro "duelo" saudável será entre Call of Duty: Modern Warfare 3 e Battlefield 3, que disputam a supremacia entre os jogos de tiro com temática militar. Enquanto Modern Warfare 3 aposta no multijogador e na ação ambientada em várias cidades do mundo, Battlefield 3 impressiona pela qualidade gráfica sem precedentes.

REGRESSO
A E3 também vai marcar o promissor retorno de algumas franquias populares, como é o caso de Tomb Raider, que faz uma releitura da heroína Lara Croft. Em "início de carreira", a personagem se vê lutando arduamente pela sobrevivência em uma ilha deserta e repleta de perigos.
 
Outro "blockbuster" que retorna é Halo. Isso mesmo: a primeira versão da série, só que com gráficos em alta definição feitos sob medida para o Xbox 360. A cobertura completa da E3 2011, incluindo os testes do novo console da Nintendo e do portátil da Sony, você confere no Tec da semana que vem.

Fonte : Folha de S.Paulo