sexta-feira, 29 de julho de 2011

Redes sociais: o que mudou na atuação online das empresas?

 
Desde a criação do Orkut, em 2004, as redes sociais têm crescido de forma exponencial no Brasil e no mundo – recentemente, o Facebook atingiu a marca de 750 milhões de usuários. Do ponto de vista corporativo, as mídias sociais estão sendo utilizadas como um canal eficiente de relacionamento com o público, de propagação de mensagens relevantes e de esclarecimento de dúvidas. Independentemente do porte, todas as empresas podem e devem acompanhar essa movimentação para identificação de desejos dos consumidores, oportunidades e ameaças mercadológicas.  Com as redes sociais, existe ainda a possibilidade de criar vínculos com esses consumidores, fidelizando clientes e demonstrando transparência da marca.

Um dos aspectos que mudaram no mercado consumidor com as mídias sociais foi o poder de voz dos consumidores e, consequentemente, a visibilidade das reclamações sobre produtos e serviços. São usuários que expõem seus problemas e criticam a marca que não atenderam suas expectativas. Por outro lado, empresas com boa visão estratégica aproveitam a oportunidade para dialogar, resolvendo problemas, criando vínculos e transformando possíveis crises de imagem em um fortalecimento institucional.

Apesar de os cases com protestos tomarem muito mais espaço na mídia, diversas empresas têm conquistado consumidores nas redes sociais por suas atuações inovadoras e criativas. Uma caso, por exemplo, foi a Palm. Precisando aumentar as vendas do aparelho smartphone, a empresa desenvolveu um aplicativo para o Facebook, em que os usuários realizavam um cadastro e recebiam notícias e promoções do produto. Foi enviada a  mensagem para cerca de 70 mil usuários cadastrados e, em apenas 3 horas, mais de 3 mil já haviam lido as mensagens. A velocidade de propagação, portanto, se dá nos dois casos, tanto nos negativos quanto nos positivos.

Outra oportunidade que surgiu com o crescimento das redes sociais foi a possibilidade de monitorar as conversas dos internautas, a fim de antecipar tendências e de avaliar como está o seu nicho de mercado. Medir o que o consumidor fala sobre a concorrência ou mesmo empresas de outros segmentos permite a compreensão da audiência, fundamentando a sobrevivência a um mercado com clientes cada vez menos fiéis e cada vez mais ávidos por empresas transparentes e socialmente responsáveis.

Acima de tudo, no mundo 2.0, para se destacar é preciso ser relevante. Os usuários querem ter seus problemas e dúvidas sanados e essa é uma grande oportunidade para as empresas demonstrarem seu know how no segmento. A divulgação de conteúdo de maneira adequada a cada plataforma, com linguagem específica para o público-alvo, é uma excelente estratégia de posicionamento. Dessa forma, o conteúdo compartilhado poderá ser propagado fortalecendo a imagem da marca como referência para o mercado de atuação e estreitando seus laços com seus consumidores.
Elizangela Grigoletti*

 
*Elizangela Grigoletti é gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência, empresa de soluções em inteligência de mercado. www.miti.com.br. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Reconhecimento facial no novo iPhone?

 O app Reconize Me já faz reconhecimento facial, mas só funciona em iPhones com jailbreak.


 Os rumores sobre as novidades do próximo iPhone 5 aumentam e, nesta semana, o que mais ganhou corpo foi o que afirma que o iOS 5 (última versão do sistema operacional da Apple) suportará reconhecimento facial.

O site 9to5Mac, que acompanha cada passo da empresa, descobriu ferramentas de detecção facial no site da Apple para desenvolvedores.

Não se sabe ainda exatamente como o reconhecimento facial funcionará. O sistema pode desde identificar pessoas em fotos, até reconhecer a posição de olhos e boca. A Apple, diz o site, não planeja criar funcionalidades específicas de reconhecimento facial, mas irá além: lançará as APIs (códigos de programação) para que desenvolvedores comecem desenvolver aplicativos com detecção facial para a próxima versão do sistema.

Segundo o 9to5Mac, a Apple lançará cinco novas APIs para o iOS 5 que permitirão aos desenvolvedores saberem onde estão olhos, nariz e boca das pessoas.

A especulação começou no ano passado, quando a Apple comprou a empresa sueca Polar Rose, especialista no tema, para incluir na próxima versão do iPhone mecanismos de detecção facial. A empresa já criou mecanismos que permitem que amigos sejam marcados automaticamente em fotos do Facebook e do Flickr.

Fonte:  O Estado de São Paulo

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sem autorização, TV paga é exibida de graça no iPad

Aplicativos reproduzem vídeos de redes como BBC, ESPN, Fox, HBO e Sky. Emissoras estudam medidas para impedir transmissões piratas; programas driblam a rígida App Store


O iPad é um bom aparelho portátil para ver televisão via internet. Não é pesado e tem tela com boa qualidade de imagem, bateria de longa duração e vários aplicativos que reproduzem conteúdo de TV.
Alguns deles transmitem vídeos de canais pagos ou sem autorização para exibição no Brasil, de redes como ABC, BBC, Discovery, ESPN, Fox, HBO, NBC e Sky.
Isso chama a atenção principalmente porque são aplicativos vendidos na App Store, loja on-line da Apple que tem certa fama pelo rigor do seu processo de verificação -todos os programas passam por avaliação da empresa antes de ser disponibilizados para o consumidor.
O mais popular aplicativo desse tipo no Brasil é o WatchTV HD, que lidera listas de programas para iPad mais baixados na App Store do país. Ele reproduz vídeos de emissoras de diversos lugares do mundo, como 
EUA, França, Rússia e Japão.
A lista do Reino Unido inclui conteúdo da BBC que normalmente não pode ser exibido em outros países. Entre as opções do Brasil, há canais fechados ---como ESPN HD, Fox e HBO--- e abertos ---como Cultura, RedeTV! e SBT.

OUTROS APLICATIVOS
SPB TV, TVU Player e theChanner são alguns aplicativos com funções semelhantes às do WatchTV HD.
Além de agregarem conteúdo televisivo de vários países, todos eles têm em comum uma interface algo tosca, com falhas de usabilidade, e, no geral, vídeos com baixa qualidade de áudio e imagem.
Há ainda váriosum sortimento de aplicativos chineses que oferecem, além de programas de TV, seriados e filmes sob demanda.
O PPTV tem, por exemplo, apresenta uma infinidade de títulos, que abrangem de produções de Hollywood a vencedores de festivais europeus, passando por séries asiáticas, sitcoms norte-americanas e animações japonesas. A interface é em chinês, mas é fácil se acostumar a ela. A Folha entrou em contato com algumas redes de televisão que têm conteúdo reproduzido por alguns desses aplicativos para iPad. Até o fechamento desta edição, recebeu respostas da ESPN e da HBO.
A emissora esportiva disse que o WatchTV HD "não tem autorização da empresa no Brasil" para transmitir o seu conteúdo conteúdo de canais de canais" e que ela analisa quais medidas adotará.
A HBO declarou que "não disponibiliza seus conteúdos exclusivos para assinantes por meio de download ou acesso streaming pela internet". Ela considera como ilegal "a utilização de qualquer programa para acesso gratuito à sua programação" e diz que "tomará as medidas necessárias" para impedir isso.

Fonte : Folha de S.Paulo

Notebooks vivem era de ouro no Brasil

Vendas de computadores portáteis cresceram mais de dez vezes entre 2006 e 2010 e já superam as de desktops. Brasil deve se tornar em breve o terceiro maior mercado do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos


O mercado de notebooks vive uma era de ouro no Brasil. Entre 2006 e 2010, as vendas de computadores portáteis cresceram mais de dez vezes. Desde o ano passado, já se vendem mais notebooks do que máquinas de mesa no país --7,15 milhões de unidades, ante 6,85 milhões de desktops em 2010, segundo a 
Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Para 2011, os analistas esperam um crescimento superior a 30% sobre o volume do ano passado. Se confirmadas as previsões, o Brasil será em breve o terceiro maior mercado de notebooks do mundo --atrás apenas de China e Estados Unidos.

Hoje é possível encontrar máquinas em oferta por R$ 999 à vista nas redes de varejo de apelo popular. Situação bem diferente de até cinco anos atrás, quando notebooks eram restritos a executivos e a consumidores de alto poder aquisitivo. "O notebook hoje está no topo da lista de objeto de desejo das classes emergentes", diz Adriana Flores, diretora de desenvolvimento de produtos da Positivo Informática. "O mercado nunca esteve tão favorável e não há nada no horizonte que aponte uma mudança de rumo."

Uma combinação de fatores positivos levou a indústria a um ciclo inédito de expansão. Com a estabilidade da economia, os consumidores ganharam poder de compra e, ao mesmo tempo, ampliaram sua experiência no uso da tecnologia, principalmente na segunda metade dos anos 2000. "O primeiro computador das famílias foi um desktop que ficava na sala e era compartilhado por todos", diz Denise Pereira, gerente de marketing de consumo da Intel. "Hoje, mesmo na classe C, cada membro da família quer ter o seu próprio notebook, que garante a privacidade e ainda é um símbolo de status."

CONSUMIDOR FINAL

De dois anos para cá, empresas importantes como Sony, Samsung, Lenovo e Itautec, entre outras, se reorganizaram para atingir diretamente o consumidor final. Alguns fabricantes chegam a manter mais de 20 tipos de notebooks em oferta simultaneamente. As linhas de produtos, que antes ficavam pelo menos um ano na prateleira, têm sido trocadas a cada trimestre em alguns casos.
A grande guerra entre os fabricantes está nas máquinas que custam até R$ 1.300 --segmento que representa cerca de 70% das vendas. Mas há produtos com apelo dirigido para todo tipo de perfil: adolescentes, mulheres, pequenos empresários, gamers. "O grande crescimento, é claro, está nos modelos de entrada. Mas os produtos de alto padrão também têm avançado bastante", diz o diretor de marketing para notebooks da Sony, Willen Puccinelli. A empresa japonesa oferece 14 modelos no Brasil, com valores para o consumidor final entre R$ 1.600 e R$ 10 mil.

O resultado do aumento da competição é que os preços das máquinas portáteis caíram entre 20% e 30% nos últimos 12 meses --o dólar em baixa, claro, também contribuiu para a queda nos preços. A diferença que existia em relação aos desktops, que era bastante significativa, foi aos poucos diminuindo. Hoje, é praticamente inexistente."O interesse dos fabricantes multinacionais pelo país fez os preços caírem", diz Raphael Vasquez, analista sênior da consultoria Gartner. A crise nos mercados desenvolvidos (EUA e Europa) só fez aumentar o apetite dos gigantes multinacionais pelo mercado local.

O varejo faz sua parte e não economiza nas ofertas e promoções. Antes restrito às lojas especializadas, os notebooks invadiram os supermercados e as redes varejistas de eletroeletrônicos como Casas Bahia, Magazine Luiza e Fast Shop.O crédito, a despeito das altas de taxas de juros brasileiras, é abundante para o consumidor. Cerca de 90% das vendas são parceladas, segundo os fabricantes.

"Quem está impulsionando as vendas é mesmo o mercado doméstico. Hoje há uma oferta enorme de produtos e uma facilidade grande de obtenção de crédito no varejo", diz Martim Juacida, analista da consultoria IDC.

POTENCIAL
A baixa penetração de computadores nos lares brasileiros --ainda na faixa dos 40%-- é apontada pelos executivos e analistas ouvidos pela Folha como uma garantia de que ainda há muito mercado a ser explorado no país."É um trunfo que temos em relação aos mercados desenvolvidos", diz Luiz Mascarenhas, diretor de produtos de consumo da HP.

Os executivos e analistas são também unânimes em afirmar que apenas uma crise macroeconômica que atinja em cheio o poder do compra da classe média brasileira poderia reverter as expectativas. Se o Brasil continuar passando ao largo da crise financeira global, não há o que detenha o avanço dos notebooks em direção aos lares brasileiros.
Fonte:  F.de |São Paulo

terça-feira, 26 de julho de 2011

Oi promete internet sem fio em orelhão

Empresa de telefonia apresenta a governo plano para converter orelhões em ponto de conexão para banda larga. 2/3 dos telefones públicos do país são da Oi; com publicidade no orelhão, serviço pode ser gratuito

como funcionaria a banda larga na rua

A empresa de telefonia Oi montou um projeto para oferecer internet banda larga sem fio de forma gradativa nos orelhões do país. Se houver patrocínio para os novos equipamentos, o serviço será gratuito para o usuário. Outra saída estudada será vender cartões com senhas de acesso.
O Brasil tem hoje 1,1 milhão de telefones públicos. Desses, 824 mil são da Oi. Com o aumento do uso do celular, esses equipamentos ficaram ociosos, mas são uma grande riqueza logística: todos estão ligados a um par de fios metálicos que os conecta a uma central telefônica.

Essa infraestrutura seria usada para oferecer acesso aberto à internet aos pedestres munidos de telefones, laptops ou qualquer aparelho habilitado para conexão sem fio à web. A velocidade de acesso será de até 2 megabits por segundo (Mbps), o dobro do previsto no Plano Nacional de Banda Larga.

O projeto tem por base um contrato entre a Oi e a Populus Propaganda e Marketing Ltda., comandada por Mayra Fonseca Couto Souza Carmo, filha do ex-deputado federal Paulo Heslander (PTB-MG). A Populus viabilizaria publicidade nas novas cabines para pagar pelo uso da infraestrutura e remunerar a Oi. Nessa hipótese, o acesso seria gratuito.
A Populus acertou com a Oi exclusividade para converter os orelhões em pontos multimídia em todo o país (menos São Paulo, Estado onde a Oi não atua).
Os telefones continuarão a existir para chamadas de voz, mas a nova cabine terá de oferecer internet sem fio num raio de 50 metros em torno do equipamento.
Embora a proposta não dependa de aprovação do governo federal -a Oi já é concessionária dos orelhões-, a ideia foi apresentada aos ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia).
A expectativa da Populus é que empresas estatais federais patrocinem a conversão dos telefones públicos comprando espaço publicitário.
Pelo plano apresentado, esse novo orelhão será equipado com câmeras conectadas à internet que permitirão uma visão de 360º do local. Para implantar o plano, a Oi e a Populus dependem de autorização das prefeituras das cidades que terão troca de orelhões. Uma experiência piloto em Ipanema foi suspensa porque a Prefeitura do Rio considerou o equipamento inadequado para o padrão do mobiliário da cidade.
Otávio Azevedo, do grupo Andrade Gutierrez, uma das controladoras da Oi, afirma ser possível, havendo patrocínio, instalar a rede sem fio de internet em quase todos os 824 mil orelhões da empresa.

Fonte : F.de São Paulo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Corrida contra o tempo para tornar o Brasil internacionalmente competitivo Ministro Aloizio

Mercadante tem o desafio de, nos próximos anos, tornar o país competitivo nas áreas de média e alta tecnologia


ministro Aloizio Mercadante


O ministro Aloizio Mercadante faz jus à sua formação. Economista e professor licenciado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o chefe do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) não poupa números e estatísticas em suas falas. À frente da pasta desde janeiro, Mercadante comemora a expansão da rede de pesquisa e pós-graduação no Brasil na última década %u2014 os programas receberam, no ano passado, R$ 450 milhões, oito vezes mais do que em 2003, quando a verba foi de R$ 53 milhões. O aumento, porém, está longe de atender a demanda dos pesquisadores e não é o único problema que o ministro tem para resolver. %u201CNós precisamos criar condições para preparar o Brasil para a sociedade do conhecimento, com atenção às áreas de média e alta tecnologia, onde há pouca competitividade%u201D, reconhece.

Uma das principais queixas da comunidade acadêmica diz respeito à transferência de tecnologia. Muitas vezes, os cientistas passam anos desenvolvendo soluções que acabam esquecidas nos laboratórios, sem ser aproveitadas pela indústria nacional. %u201CNão há, no Brasil, uma cultura de inovação. O empresário acostumou-se a importar tecnologia e acredita que trazer uma grande máquina do exterior implica produtividade%u201D, afirma Mercadante. Para tentar reverter esse quadro, o MCT pretende criar uma empresa pública voltada para o setor, aos moldes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A medida está sendo acordada com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Outro desafio de Mercadante é melhorar o sistema de concessão de patentes. O processo demora cerca de oito anos, período até três vezes maior do que o de países ricos. Além da modernização do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), já anunciada pelo governo, o ministro pretende implantar uma rede de analistas de patentes, servidores federais do quadro que receberiam por avaliação realizada. Muito trabalho para uma pasta que recebeu orçamento 5,4% menor do que no ano passado e que pode sofrer cortes de até 25% com o contingenciamento. Em entrevista exclusiva ao Correio, Mercadante falou sobre a solução para os ajustes do governo e sobre projetos para uma nova área de pesquisa. Leia, abaixo, os principais trechos da conversa:

Durante a campanha, a presidente Dilma Rousseff prometeu investir 2% do PIB em ciência e tecnologia. Nós ainda não chegamos nessa relação, certo?
Para analisar isso, precisamos comparar com outros países. Os Estados Unidos investem 2,7% do PIB em pesquisa e desenvolvimento; o Japão, 3,4%; a China, 1,5%. No Brasil, o investimento é de 1,2%, o equivalente a US$ 25 bilhões. Nós temos que melhorar essa relação com o PIB, mas o Estado brasileiro investe aproximadamente o mesmo que outras nações. A grande brecha está no setor privado: as empresas investem apenas 0,51% do PIB em pesquisa e desenvolvimento; nos EUA esse índice é de 1,8%. Precisamos criar uma cultura de inovação nos empresários. Nós ficamos 20 anos com baixo crescimento, crise econômica, hiperinflação, e as pessoas acabaram ficando com aversão ao risco, e investir em inovação é risco.

O que está sendo feito para mudar esse quadro?
Nós estamos dialogando com o movimento empresarial constituído pela CNI e promovendo eventos para estimular a inovação, dentro da política industrial da presidenta Dilma. Estamos também concluindo uma negociação para lançar uma Embrapa da indústria, a Embrapi, Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial. Essa instituição vai ter governança predominantemente privada e vai promover uma política de fomento aos centros de excelência de alto desempenho no Brasil, para atender, especialmente, a demanda das pequenas e médias empresas. Elas são mais ágeis, mais corajosas e criativas, e nós queremos estimular isso ainda mais.

Outra reclamação dos pesquisadores e das empresas que investem em inovação é quanto ao processo de patentes, muito lento, se comparado a outros países. Como pretendem resolver esse problema?
Eu vejo isso com muita preocupação. Nessa área, há casos emblemáticos, como o do óleo de copaíba. Setenta e seis por cento da produção científica recente sobre esse extrato foi de cientistas brasileiros. No entanto, nos últimos 10 anos, não houve nenhuma patente brasileira registrada. O Inpi precisa de mais agilidade no processo de patenteamento; nós temos 300 analistas no instituto, a China tem 2,5 mil e chegará a 9 mil nos próximos quatro anos. Como vamos acompanhar esse ritmo? Uma das sugestões do MCT é montar uma rede de 3 mil servidores públicos %u2014 professores, analistas, técnicos, pesquisadores de várias áreas do conhecimento, que seriam treinados para serem pareceristas do Inpi. Eles fariam uma análise preliminar, e, depois, o analista com dedicação exclusiva faria a avaliação final. Encaminhamos essa proposta ao MIDC (Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior) e o ministro Fernando Pimentel demonstrou grande simpatia pela ideia.

Para que tudo isso dê certo, é preciso investimento. Como levar adiante essas propostas com o corte anunciado pelo governo?

Nós vivemos uma situação internacional muito delicada, com crises nos Estados Unidos e na Europa. Nos antecipamos ao que outros países vão ter que fazer e, com isso, vamos crescer de forma sustentável, sem pressão inflacionária. Sem crescimento, não há recurso para financiar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação. A decisão do governo de dar ênfase à política fiscal está correta, mas não podemos prejudicar projetos estruturantes. Ciência, tecnologia e inovação são os principais eixos do desenvolvimento. A presidenta comunga dessa visão, e tenho certeza que, daqui para a frente, vamos ter uma melhora no orçamento do nosso ministério.

Mas quais seriam as alternativas para cobrir o atual corte?
Precisamos investir em fontes permanentes de financiamento e vamos fazer isso por meio da criação de novos fundos setoriais, aos moldes do CT Petro, mantido pela Petrobras. Queremos levar esse modelo para a construção civil, para a indústria automotiva e para o sistema financeiro. Mas o mais importante é o futuro dos royalties do pré-sal. Se for mantido o projeto que o congresso aprovou, vetado pelo presidente Lula, o MCT vai perder, em nove anos, R$ 12 bilhões. O pré-sal é o grande passaporte para o futuro do Brasil, desde que a gente não pulverize esse recurso na máquina pública, como está sendo proposto por governadores e prefeitos. O pré-sal não é uma receita renovável, temos que saber usá-lo para criar uma economia do futuro. A prioridade tem que ser educação, ciência, tecnologia e meio ambiente.

O que o MCT está planejando para estimular a indústria eletrônica?

Estamos realizando agora uma série de testes no Ceitec (a primeira fábrica de chips do Brasil) e vamos começar a produzir dispositivos a partir de outubro. O Ceitec é nosso projeto de aprendizado; com ele, vamos aprender a fazer os chips, um processo extremamente delicado. Só 20 países produzem semicondutores e todos que dominaram essa tecnologia deram um salto quântico na indústria eletrônica. Estamos também fomentando as design houses, que fazem o desenho dos chips, e tentando trazer fábricas de ponta ao Brasil. Nossa ideia é conseguir produzir, aqui, a tela de TFT dos smartphones e tablets, display que só é produzido por quatro países. Com isso, vamos melhorar a cadeia produtiva brasileira. Somos o sétimo país que mais produz TICs, mas temos um deficit de mais de US$ 19 bilhões relativo à importação de equipamentos. É muito importante dominar essa tecnologia para substituir a importação.

Além da tentativa de trazer empresas de ponta, que outras parcerias devem ocorrer nos próximos meses?

Eu estou muito empenhado no contato com uma comunidade que produz conhecimento e que não está nem nas universidades, nem nos centros de pesquisa, nem nas empresas. Está dentro da web. São os hackers %u2014 diferentes dos crackers, que usam a internet para praticar crimes. A minha ideia é integrá-los em um amplo programa de pesquisa, uma garagem-laboratório, e criar uma estrutura de apoio, com cursos de formação e tudo o mais para fomentar o software livre e outras bandeiras dessa comunidade. Vamos ter políticas públicas para trabalhar com esse novo espaço de pesquisa que surgiu na internet.

Fonte : Correio Braziliense

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Festival em São Paulo une tecnologia e arte




 A instalação Em 'Shrink', de Lawrence Malstaf, homens são embalados com tecnologia a vácuo



A 12ª edição do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica acontece em São Paulo, entre os dias 19 de julho e 21 de agosto de 2011, no Centro Cultural FIESP - Ruth Cardoso. Na programação: instalações interativas e imersivas, tablets, animações, jogos e maquinemas, além de trabalhos de web arte, vídeos, documentários, clipes musicais e experimentações exclusivamente sonoras.

Na primeira semana haverá apresentações de performances (Hipersônica) no Teatro do Centro Cultural a partir das 20h. A programação do FILE 2011 ocupa a Galeria de Arte do SESI, o Foyer e o Espaço FIESP.

Entre os dias 12 e 21 de julho acontece no Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso o Workshop AA São Paulo Design, parte do programa AABrazil Visiting School, organizado pela Architectural Association School of Architecture de Londres, sob tutela dos arquitetos Franklin Lee e Anne Save de Beaurecueil. Saiba mais.

Acompanha o FILE São Paulo 2011 o FILE PAI Paulista Avenida Interativa, que exibe diferentes trabalhos realizados com ferramentas digitais e eletrônicas em diferentes espaços internos e externos da Avenida Paulista e região. Saiba mais.

O FILE 2011 também apresenta as séries de encontros do FILE Symposium, de 19 a 22 de julho de 2011, no Centro Cultural São Paulo. As vagas para participar dos encontros do FILE Symposium são limitadas por ordem de chegada, portanto aconselha-se chegar 30 minutos antes de cada palestra.

O acesso a todas as atividades do FILE 2011 é gratuito.

Fonte:  http://www.filefestival.org

Pesquisadores criam novo sistema de combate à censura na internet

'Telex' teria de ser oferecido por provedores e governos. Ainda em testes, sistema é alternativa aos proxies e ao Tor.

Um time de quatro pesquisadores das universidades de Michigan e Waterloo criou um sistema anticensura na internet que batizaram de Telex. A tecnologia poderia ser usada por internautas para acessar páginas que são bloqueadas em seu país. No entanto, ela depende de mudanças na infraestrutura da internet e só poderia ser oferecida por governos e provedores.

O grupo que desenvolveu o projeto é composto por Eric Wustrow, Scott Wolchok, Ian Goldberg, e J. Alex Halderman. Halderman é conhecido por sua pesquisa pioneira mostrando fraudes em urnas eletrônicas americanas e indianas. Segundo ele, há um laboratório de teste com Telex que está permitindo a um colaborador chinês acessar vídeos do YouTube em alta definição.

O nome do software, Telex, é o mesmo de um sistema de comunicação, hoje pouco utilizado, que permitia o envio imediato de mensagens de texto para qualquer lugar do mundo a partir de aparelhos semelhantes à máquinas de escrever. Como na internet, no Telex também cada máquina tinha um endereço único. O Telex trabalhava com garantia de entrega das mensagens, o que o tornou popular, mas não impediu a perda de espaço para serviços de e-mail e fax.

Enquanto tecnologias hoje usadas para burlar a censura, como o Tor e proxies, dependem de um acesso ponto a ponto – ou seja, o usuário precisa acessar um computador, que então servirá de ponte para outro –, o Telex mudaria o roteamento (“caminho”) das conexões na internet, dando um desempenho superior para a conexão ou permitindo o redirecionamento do tráfego para proxies e conexões do Tor, dando menos trabalho para o internauta vítima do bloqueio e ocultando os endereços responsáveis pelo desvio.

Para conseguir isso, o Telex se divide em duas partes: o cliente Telex e a estação Telex.

Fonte: Altieres Rohr Especial para o G1

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Em SP: PM passará a operar com tablets em suas viaturas

Sistema que está em teste deve liberar mais policiais para atuar nas ruas. Tecnologia LTE vai garantir transmissão em tempo real das imagens registradas nos locais das ações

Desde setembro do ano passado, a PM do Estado de São Paulo testa o uso de tablets em suas viaturas para a transmissão de dados em tempo real entre os carros e as centrais de operação. Hoje, essa comunicação é feita por rádio e depende de um operador para digitalizar os dados e coordenar as operações. O uso de tablets com software de transmissão de vídeo e dados permitirá que as viaturas se comuniquem diretamente com a central.
O objetivo é aliviar operadores intermediários e liberar mais policiais para atuar nas ruas. A fabricante dos tablets é a empresa mineira MXT. Segundo a PM, a novidade vai custar R$ 60 milhões.
O novo sistema de monitoramento será possibilitado pela tecnologia LTE (Long Term Evolution), rede sem fio de banda larga que opera em modulação similar a de redes locais de Wi-Fi. Considerada uma evolução do 3G, a LTE promete garantir a estabilidade.

Segundo o coronel Alfredo Deak Jr., diretor de tecnologia da PM, as redes 3G disponíveis no país não foram cogitadas para uso policial por concorrerem com a infraestrutura civil e estarem sujeitas a congestionamentos, que comprometeriam as operações.

A LTE, que atinge velocidade de 60 Mbps dentro da viatura, garante a transmissão de imagens de vídeo em tempo real entre os tablets, a central e o local de ação. Para Deak Jr., essa possibilidade é uma quebra de paradigma na segurança dos policiais, que poderão acompanhar a ação antes de chegar ao local.
Além de atender à PM, a rede visa a integração com outros órgãos de segurança pública, como a Polícia Federal e o Corpo de Bombeiros.

PADRONIZAÇÃO
Do ponto de vista técnico, o mais importante é a padronização do espectro, diz o diretor. "Imagine que quero fazer uma operação com a PF. Se temos um espectro de LTE para segurança pública, a PF entra na minha rede, e eu converso com a rede dela. Hoje, para fazer isso, preciso falar com uma pessoa, porque as redes são dispersas e não se comunicam entre si".

Os testes da PM estão sendo realizados na faixa de frequência de 700 MHz, padrão mundial para serviços de segurança pública. Para que ela seja efetivamente implementada, é preciso definir uma regulamentação para a rede.

A intenção da PM, segundo o coronel Deak Jr., é adotar o padrão americano, que separa blocos de banda distintos para uso civil e militar, permitindo a convergência quando houver interesse. Um exemplo é o acordo entre a polícia e entidades civis sobre a transmissão de imagens de câmeras para atender a emergências. Acordos dessa natureza com bancos já estão em andamento.

Fonte: Natasha Felizi  para F.de São Paulo

VALE O DOWNLOAD - Aplicativos para celulares e tablets

Uma das coisas mais bacanas no iPhone é fotografar, editar fotos e compartilhá-las. Quais são os três apps que você não pode deixar de ter? Leia abaixo.

INSTAGRAM
iPhone e iPod touch (iOS 3.1.2 ou superior)
ONDE bit.ly/instaapp
QUANTO Gratuito
Rede social de fotos mais popular do iOS. O conceito é simples: tire fotos, aplique filtros e divida-as com seus amigos, como no Twitter.

DERMANDAR
iPhone e iPod touch (iOS 4.0 ou superior)
ONDE bit.ly/dermanapp
QUANTO Gratuito
O melhor aplicativo testado por esta coluna para capturar fotos panorâmicas. A interface é espetacular, e a forma de tirar a foto é bem simples.

CAMERA+
iPhone, iPod touch e iPad (iOS 3.1 ou superior)
ONDE bit.ly/cameapp
QUANTO US$ 1,99
Permite que você faça o que quiser com suas fotos. Ele inspirou as mudanças que a Apple fará na câmera do iPhone. Vale cada centavo.

Fonte: Gustavo Ziller gziller@gmail.com - folha.com/valeodownload

Território marcado :Rede social de geolocalização Foursquare aposta que o Brasil será um dos seus principais mercados em futuro próximo

  O estudante de turismo Hugo Castelo é o mayor (prefeito) do Cristo Redentor no Foursquare


O Brasil é a próximo grande território a ser conquistado pelo Foursquare, serviço que junta conceitos de rede social e geolocalização. "Nós temos visto um crescimento tremendo no número de usuários no Brasil. Estamos bastante empolgados com isso", disse Holger Luedorf, vice-presidente de mobile e parcerias do Foursquare, em entrevista exclusiva à Folha. "Ao que tudo indica, estamos no início do processo que vai tornar o Brasil um dos principais mercados para o Foursquare."
Luedorf, que lidera os esforços internacionais da empresa, conta que o Foursquare trará novidades para o país. "Temos ótimas funções e melhoras que implantaremos no Foursquare em um futuro próximo. Esperamos levá-las ao mercado brasileiro em breve", disse o executivo.
Apesar da empolgação em relação ao Brasil, Luedorf revela que a empresa ainda não tem planos de abrir um escritório no país --ao contrário do que fizeram Google e Facebook, que já têm representantes locais.

EXPANSÃO
No final do mês de junho, o Foursquare contabilizou mais de 10 milhões de usuários em todo o mundo (foursquare.com/10million), com mais de 358 milhões de check-ins fora dos Estados Unidos --a empresa foi fundada em Nova York.

Com o Foursquare, os usuários podem fazer um check-in ao chegar em um determinado lugar, avisando seus amigos de sua localização. Também é possível acessar os lugares favoritos dos seus amigos. A ideia é adicionar uma camada à exploração do que há de melhor nas cidades.
Nesta edição, saiba mais sobre a expansão do Foursquare no Brasil e sobre os usuários entusiastas que ajudam no crescimento da rede social no país. Conheça também quem são os mayors (prefeitos) de alguns dos principais pontos do Brasil.

Fonte: Folha de S.Paulo ( coluna de tecnologia)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Anonymous anuncia criação de sua rede social






O Anonymous, grupo hacker que ganhou notoriedade nos últimos meses com uma série de ataques a empresas públicas e privadas em todo o mundo, anunciou a criação de sua própria rede social, batizada de Anon+.

Em uma mensagem postada ontem no blog Your Anon News, o Anonymous deixou a entender que a iniciativa foi motivada pelo fato do grupo ter sido banido do Google+, nova rede social do Google. "Este é um triste exemplo do que acontece na internet quando você caminha em uma batida diferente do tambor", afirmava o texto.

No mesmo endereço, o Anonymous postou uma mensagem que teria sido enviada pelo Google, alegando que após analisar o perfil do grupo, a empresa havia entendido que o conteúdo de alguns posts no Google+ violavam os padrões de conduta da comunidade em questão.

Na mensagem que se refere à criação da Anon+, os hackers ressaltaram que são comuns os casos de ativistas sendo banidos de sites como Facebook, Twitter e YouTube, além da proibição de acesso a essas redes sociais por parte de governos em todo o mundo.

"Esses dias estão chegando ao fim. Estamos construindo nossa própria rede social. Já aguentamos o bastante de governos e corporações dizendo o que é melhor para nós e o que é seguro para nossas mentes. O tempo das ovelhas acabou", conclui o post, que traz ainda um link de acesso à Anon+.

Fonte: Valor Econômico

Você sobrevive sem tecnologia nas férias?

Para as pessoas que vivem e respiram tecnologia e querem realmente se livrar de tantas coleiras eletrônicas, quanto menos gadget, melhor.
 



Todos nós precisamos de um bom alívio para a agitação vivenciada no dia a dia. Mas no mundo moderno, centrado na alta tecnologia, como sobreviver sem nossos aparelhos eletrônicos?

A resposta a essa pergunta varia, é claro, para todos nós. Mas para as pessoas que vivem e respiram tecnologia, como eu, e que querem realmente se livrar, o que for possível, de tantas coleiras eletrônicas enquanto estiver de férias, a resposta deveria ser simples: quanto menos tecnologia, melhor.

Aqui estão algumas maneiras para ajudar você a tirar o máximo proveito de suas férias, à moda antiga, sem a tecnologia - ou pelo menos com o mínimo.

Agora, percebo que as verdadeiras férias "techless" simplesmente não são possíveos para os empresários modernos sem deixar todos os nossos aparelhos em casa. Alguns de nós podem realmente se beneficiar ao levar tecnologia junto, por exemplo: tablets para assistir a filmes no avião, ou smartphone baseados em GPS de navegação para ajudar a encontrar o hotel. Mesmo se esse for o caso, ou se você simplesmente não quer se desligar totalmente, as dicas e truques a seguir ainda poderão ajudar a equilibrar o uso da tecnologia durante as férias.

1) Deixe o smartphone em casa ... ou pelo menos o esconda

Você ama seu smartphone. Você o leva a qualquer lugar. Mas, é uma lembrança constante de sua vida profissional, mesmo se você usar o dispositivo tanto para trabalhar como para jogar. O ideal é você deixar seu smartphone em casa. Você não pode usá-lo durante as férias, mesmo se quiser. (Confie em mim, se você levar seu telefone, ele irá chamar por você, mesmo que esteja enfiado em uma gaveta do hotel).

Mas muitos de nós, compreensivelmente, não se sentirão confortáveis de viajar, seja pelo país ou do outro lado da rua, sem um telefone celular. Então traga um celular de backup, se tiver um - e não o seu telefone de trabalho.

Se você absolutamente tem de levar seu smartphone nas férias, é possível minimizar a exposiçaõ dos aplicativos, serviços e conteúdos relacioandos ao trabalho. Por exemplo, você pode desativar o e-mail. Pode sair de aplicativos que lembram o trabalho ou desativar as notificações relacionadas com a vida profissional. Você pode escondê-las em "pastas" ou movê-las para as telas que não verá quando usar brevemente seu dispositivo. E você pode simplesmente desligar a rede móvel para que não consiga enviar ou receber quaisquer dados, realizar ligações telefônicas ou enviar textos.

Alguns smartphones, incluindo os BlackBerrys, até deixam desativar os serviços de seus dados, e seu dispositivo pode ainda ser usado para fazer chamadas e enviar mensagens de texto, e você não receberá mensagens de e-mails ou atualizações de aplicativos.

Também é uma boa ideia definir períodos de tempo específicos sobre quando você vai verificar o seu smartphone, se você decidir trazê-lo junto com você nas férias. Assim, você não sente qualquer tentação de verificar continuamente novas mensagens ou atualizações. Por exemplo, se precisar checar seu e-mail ou mensagens, por razões de trabalho ou, simplesmente programar 15 ou 20 minutos de tempo de telefone, digamos, ao meio-dia ou às 18h00 por cada dia. Dessa forma, você ainda pode verificar seu e-mail para se certificar de que não há qualquer incêndio que precisa ser apagado. Contudo, ainda estará controlando o tempo de duração em que estiver "conectado".

(Nota: Se você estiver viajando fora de sua área local ou país, pode querer desativar a capacidade de roaming de seu telefone celular, ou a habilitação de entrar em outras redes de telefonia celular quando sua operadora está fora do intervalo. Isso gera enorme economia com roaming.)

2) Leve o mínimo possível de aparelhos

Agora que você chegou a um acordo de manter uma certa distância de seu smartphone, precisa determinar se há outros dispositivos que não quer ter nas férias. Mais uma vez, eu diria, quanto menos tecnologia, melhor. Mas talvez você queira trazer o iPad para assistir a filmes no avião ou ler e-books quanto estiver tomando banho de sol. Ou seu laptop para pesquisar os melhores restaurantes ou atrações em um lugar específico.

Isso é muito bom e correto ... contanto que você não deixe o aparelho sugá-lo de volta para o e-abismo. Se o objetivo de suas férias é desligar, então seria sábio evitar qualquer gadget que possa permitir que você verifique brevemente suas contas de Twitter ou Facebook. E, lembre-se, sempre pode ler um livro, você sabe disso, com páginas de papel. E a maioria dos hotéis está cheia de panfletos e outros materiais destacando as atividades e locais interessantes. Alguns hotéis ainda oferecem serviços projetados para ajudar a encontrar o caminho.

Muitos hotéis modernos também oferecem algum tipo de área de acesso à internet, de modo que você será capaz de verificar pela web recomendações de restaurantes ou indicações, etc, se não levar seu próprio PC ou tablet.

Acredite ou não, você vai fazer algo de bom se, quando for possível, evitar completamente a tecnologia durarnte alguns dias.

3) Antes de sair, prepare-se para as férias sem tecnologia

Sempre vale a pena estar preparado...

Se decidir não levar seu smartphone, tablet, laptop, ou outro dispositivo, considere por um momento quais características ou aplicativos você poderá realmente precisar enquanto estiver viajando. Por exemplo, você não terá acesso ao seu telefone que tem um aplicativo de GPS, então pode querer, ou precisar, de um mapa em papel. Você não terá acesso ao livro de endereços do seu telefone, assim deve escrever em algum lugar os contatos importantes, ou de emergência, que talvez possa precisar enquanto estiver longe de casa. Sem o seu smartphone, também não será capaz de verificar a sua agenda, assim você deve ter uma programação em papel.

Levar uma câmera tradicional também é uma boa idéia, já que muitos de nós passaram a confiar somente em nossas câmeras dos smartphone para tirar fotos e vídeos.

Você também pode querer ter um registro de tudo para manter o controle de todas as informações. Um diário é uma ótima maneira de controlar todas as coisas legais que você faz durante suas férias - e você pode colar algumas de suas fotos nele, para adicionar alguns recursos visuais das suas aventuras escritas.

4) Checar antes contatos pessoais e profissionais necessários

Se achar que vai se preocupar que esqueceu de avisar alguém de algo, ou que alguém que precisar não conseguirá entrar em contato, você nunca será capaz de relaxar e desfrutar de suas férias, com ou sem tecnologia. Portanto, antes de decolar, certifique-se sobre quem vai precisar saber onde você estará de férias e que não estará sempre disponível. Dessa forma, você não vai se preocupar constantemente se alguém está tentando falar com você quando estiver inacessível.

Mais especificamente, use uma mensagem por meio de seu sistema de e-mail, se houver um disponível. E claramente informe a data que irá retornar mensagens. Se for absolutamente necessário, escolha um colega de trabalho para servir como contato de emergência, e depois dê-lhe um número de telefone em que poderá ser contatado.

Você também pode querer enviar um e-mail rápido para amigos e familiares antes de sair para que eles saibam que você está saindo de férias e quando estará de volta. E, se necessário, forneça um número de telefone ou outras informações de contato em caso de uma emergência.

5) Evite se convencer de que tecnologia é sempre melhor

Para o verdadeiro viciado por dispositivos, este último ponto pode ser um dos mais desafiadores, mas talvez seja também o mais valioso insight fornecido aqui: convença-se de que, por não usar tecnologia, você está realmente ajudando a si mesmo, e que evitá-la é a coisa certa a ser feita durante as férias.

Se você pode entrar em acordo com essa percepção, não vai pensar sobre seus aparelhos ou seu trabalho frequentemente, e não vai ficar tão tentado a verificá-los constantemente.

Por último, todos os seu aparelhos estarão esperando por você quando retornar, assim como o fluxo interminável de e-mails da sua caixa de entrada. Um tempo longe de seus eletrônicos vai fazer apreciá-los mais, e você estará mais apto para lidar com a montanha de mensagens, e as dores de cabeça que podem implicar, diante de uma outra perspectiva, nova e rejuvenescida, o que só é possível com férias verdadeiramente relaxantes.

Fonte:  Al Sacco, da CIO/EUA




segunda-feira, 18 de julho de 2011

MERCADO: Groupon conta com participação de 14 bancos em oferta de ações

O Groupon, o maior site de descontos online, acrescentou 11 novas instituições ao grupo de subscritores de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Isso significa que agora 14 bancos estão organizando a operação. Em 2004, quando o Google abriu seu capital, 10 bancos subscreveram a oferta, de acordo com a documentação do processo.

O Groupon também acrescentou novas informações quanto a risco à documentação oficial da oferta pública, instruindo potenciais investidores a ignorar comentários recentes do co-fundador Eric Lefkosky quanto à futura lucratividade da empresa.

JPMorgan, Allen & Co, Bank of America Merrill Lynch, Barclays Capital, Citigroup, Deutsche Bank Securities, William Blair & Co, Citadel Securities, Loop Capital Markets, RBC Capital Markets e Williams Capital Group foram acrescentados à lista de subscritores, de acordo com documentação apresentada às autoridades financeiras na quinta-feira.

Morgan Stanley, Goldman Sachs e Credit Suisse foram apontados como organizadores da oferta na documentação original sobre a abertura de capital do Groupon, em 2 de junho.

A companhia espera levantar US$ 750 milhões com seu IPO, aproveitando o interesse de investidores no florescente segmento de sites de compras coletivas com descontos.

Poucos dias depois que o prospecto original da oferta de ações foi apresentado, a agência de notícias Bloomberg citou Lefkosky como tendo declarado que "o Groupon será imensamente lucrativo".

"A declaração citada não reflete de maneira precisa ou completa as opiniões de Lefkosky e não deve ser considerada isoladamente, ou de todo, pelos investidores", afirmou o Groupon no prospecto atualizado.

"Baseiem-se apenas nas informações fornecidas por este prospecto para determinar se comprarão nossas ações", acrescentou. 

Fonte: Reuters

Obras de arte das ruas de SP estão disponíveis em mapa virtual




As principais obras de arte que estão espalhadas pela cidade de São Paulo estão disponíveis em um mapa virtual no site do projeto Arte Fora do Museu.

Criado pelos jornalistas Felipe Lavignatti e Andre Deak, o site traz a localização geográfica de cada obra, uma breve explicação e um comentário de um especialista.

Além de esculturas, construções arquitetônicas e grafites, estão mapeados paredes, prédios e até "canais de esgoto que escondem trabalhos sofisticados", segundo o próprio site.

O Arte Fora do Museu também é integrado com o Google Street View e permite que o usuário faça passeios on-line pelos arredores da localização da obra de arte.

O projeto está atualizando o perfil do Twitter @arteforadomuseu com mais informações. 

Fonte : Folha de S.Paulo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

2012 Índice de reajuste da telefonia fixa pode ficar menor




A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) está criando uma proposta para mudar a forma de cálculo do fator X, um dos itens utilizados para determinar o reajuste da telefonia fixa. O documento, que será colocado em consulta pública na próxima semana, deverá reduzir o índice de aumento dos serviços telefônicos, a partir de 2012.

O fator X foi uma fórmula criada pela Anatel para compartilhar parte dos lucros das concessionárias de telefonia fixa com a população. Assim, quanto maior o lucro das operadoras, menor o reajuste que elas podem aplicar. A Agência calcula que, graças a essa regra, os consumidores deixaram de pagar R$ 12,5 bilhões, entre 2006 e 2010.

Na prática, a Agência está sugerindo que o fator X dobre. Só para efeito de comparação, nos últimos anos, ele ficou em 4%, em média. Outra mudança é que o valor seja calculado para cada uma das operadoras, de acordo com seus resultados individuais. Até então, um índice único era aplicado a todos.

A proposta de mudanças ficará em consulta pública por 30 dias para que a população em geral possa emitir opinião sobre o assunto. Além disso, a Anatel vai promover uma audiência pública, em Brasília, para debater a mudança.

Do lado das operadoras, as empresas serão compensadas pelas ofertas de serviços com tarifas diferenciadas. Assim, quanto mais assinantes de baixa renda, maior será o reajuste anual a que a concessionária de telefonia fixa tem direito.

Caso as mudanças sejam aprovadas, a Anatel vai divulgar o fator X que valerá para cada concessionária de telefonia fixa, pelos três anos subsequentes.

Fonte : Olhar digital

Número de ataques na internet brasileira dispara


O número de notificações de ataques de segurança na internet brasileira aumentou 40% no segundo trimestre em relação os três primeiros meses do ano, mostrou uma pesquisa do CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil).

Na comparação com o segundo trimestre de 2010, os 127 mil ataques apurados de abril a junho representam um incremento de 287%.

Já a quantidade de ataques a servidores, que exploram vulnerabilidades em aplicações da internet e conseguem hospedar páginas falsas e inserir modificações nos sites originais, avançou 14% sobre o primeiro trimestre e 69% sobre o mesmo período do ano anterior.

Segundo o CERT.br, tais dados confirmam a tendência de aumento de ataques a servidores verificada recentemente.

Entre 20 e 28 de junho, mais de 200 sites de órgãos públicos brasileiros foram alvo de hackers, de acordo com dados do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), incluindo o portal da Presidência da República e os sites da Receita Federal e do IBGE.

Os ataques a servidores apresentam tendência de crescimento desde 2007, afirmou o CERT.br, devido à utilização de sistemas mais complexos na elaboração de sites, que criam vulnerabilidades, e à falta da realização de checagens de segurança por parte de desenvolvedores.

Tentativas de fraude, propagação de códigos maliciosos e outros incidentes de segurança também cresceram na comparação anual. 

Fonte : Reuters

quinta-feira, 14 de julho de 2011

'Nós devemos deletar e deixar os fatos para trás'

Quando o padrasto de Viktor Mayer-Schönberger morreu, ele deixou uma coleção de 16 mil lâminas pesadas de slides fotográficos. Seu enteado tinha de decidir o que fazer com elas. "Eu tinha duas regras para decidir se mantinha um slide: a primeira era haver alguém nele que eu conhecesse ou pudesse conhecer; a segunda, que fosse bonito. Sabe quantos eu mantive? Cinquenta e três."
Seu padrasto também guardou um diário de suas viagens. Mayer-Schönberger não pretende publicá-lo . "Os registros eram muito chatos! Qual era a temperatura, se a manteiga era boa..." Mas talvez houvesse um motivo para ele registrar isso.

Em seu livro "Delete: the Virtue of Forgetting in the Digital Age" ("Delete: a Virtude de Esquecer na Era Digital", em tradução livre), Mayer-Schönberger, professor de gerenciamento e regulamentação de internet no Instituto de Internet da Universidade de Oxford, afirma: "O tempo é uma dimensão muito difícil da memória humana para os seres humanos dominarem".

Mayer-Schönberger retoma a história desse tipo de memória exterior --pinturas em cavernas, pergaminhos, slides fotográficos, diários- e sua importância para o florescer do conhecimento humano. "Mesmo assim, ao longo de milênios, esquecer tem sido simplesmente um pouco mais fácil e econômico do que lembrar."
Não mais. Por causa da revolução digital, defende ele, é mais fácil manter tudo do que passar pelo palavrório de decidir o que entregar ao esquecimento. A superabundância de armazenamento em discos rígidos por um baixo custo significa que decidir entre lembrar ou esquecer deixou de ser econômico.
Em sua opinião, uma memória global é tanto uma maldição quanto uma benção. A incapacidade de esquecer, defende Mayer-Schönberger, limita a capacidade das pessoas de tomar decisões e de criar laços com pessoas que tenham menos lembranças.
E não ser capaz de deixar nosso passado para trás torna os seres humanos, diz ele, mais rancorosos na era digital do que nunca. Mayer-Schönberger teme que essa "memória perfeita" possa nos fazer autocensura.
Mas não é bom que a tecnologia digital nos encoraje a modificar nosso comportamento? "Não necessariamente. Se você aumenta a utilidade do armazenamento, passam a existir riscos de danos colaterais", diz ele.

Mayer-Schönberger acredita que seu livro causou um rebuliço. "Nove de cada dez americanos querem o direito de forçar sites e empresas de publicidade a excluir todas as informações armazenadas sobre eles."

Fonte : Folha de S.Paulo 

Moeda virtual cresce e começa a gerar polêmicas


Há mais de dois anos, uma moeda virtual livre do controle de instituições financeiras está circulando no mundo. O Bitcoin, lançado em 2009, apoia-se no conceito de p2p (peer-to-peer) --expressão em inglês que significa "de pessoa para pessoa".
Em vez de um banco centralizar as transações monetárias, elas são feitas diretamente entre as partes envolvidas nas negociações, sem intermediários. Nos EUA, já é possível adquirir produtos eletrônicos, livros, roupas, acessórios e até pedir um crepe vegetariano usando a moeda virtual. Algumas empresas, especialmente do ramo de informática, pagam alguns serviços de freelancers com Bitcoins.
Para as transações, é necessário instalar o programa Bitcoin, uma espécie de carteira digital, disponível no endereço bitcoin.org. Quem gera os Bitcoins são os próprios usuários, por meio de um método matemático chamado de "mineração". Só processadores muito potentes são capazes de produzir a moeda. Para o usuário comum, o modo mais rápido de obter Bitcoins é comprá-los com moedas convencionais.
Nas últimas semanas, o Bitcoin ficou em evidência tanto por teorias que o detratavam como por seu crescimento --que se deu, em parte, por causa dessas teorias. No começo de junho, os senadores americanos Charles Schumer e Joe Manchin enviaram uma carta à Drug Enforcement Administration --agência do governo dos EUA especializada em reprimir o narcotráfico-- denunciando o suposto uso de Bitcoins em transações de um site de venda de drogas ilícitas.
À imprensa americana, Schumer fez declarações severas contra o Bitcoin, ressaltando o perigo do anonimato oferecido pela moeda.
Aparentemente, o efeito do discurso foi inverso à sua intenção. A cotação da moeda triplicou após as declarações. O grupo hacker LulzSec deixou claro várias vezes pelo Twitter que estava recebendo doações em Bitcoins. Outra organização secreta do mundo virtual, o WikiLeaks, também colhe Bitcoins de seus admiradores.

Como qualquer moeda, o Bitcoin se tornou alvo de ladrões. Em junho, um malware começou a invadir computadores para saquear carteiras digitais da moeda. No Brasil, o Bitcoin ainda tem pouca força. Um de seus principais divulgadores no país é o arquiteto de soluções Leandro César, 36 anos, que mantém o site Bitcoin Brasil (http://www.bitcoin.com.br/), com dados sobre a moeda.

De acordo com César, não existe nenhum problema legal no uso do Bitcoin, porque ele "ainda não é reconhecido como moeda no Brasil". 

Fonte : F.de São Paulo 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

''Delicado'' Ohhtel - Rede social para amantes estreia no Brasil





Ao entrar no site, a primeira coisa que o usuário vê: uma mulher fazendo sinal de discrição. Ao lado dela, uma caixa de seleção permite definir sexo e faixa etária dos demais usuários. Esse é o Ohhtel, primeira rede social desenvolvida especificamente para quem está em busca de relações extraconjugais. Amantes mesmo, de acordo com a linguagem popular.

Oferecendo “uma maneira discreta de ter um caso”, o Ohhtel teve sua interface traduzida para o nosso português, além de ganhar uma vice-presidente exclusiva para cá — embora ela more na Califórnia, Estados Unidos.

Informações no site dão conta de que há mais de 1 milhão de pessoas cadastradas na rede social, entre homens e mulheres. Inclusive há diversos depoimentos de quem utilizou e aprovou essa forma de procurar amantes.

Como a moralidade do Ohhtel pode ser colocada em dúvida com facilidade, a defesa para esse tipo de acusação está mais do que pronta: segundo seus criadores, trata-se de uma rede social como alternativa para o divórcio. Ela seria bastante útil para quem tem um casamento, com família constituída e tudo mais, mas está privado dos prazeres do sexo.

As mulheres que quiserem participar da rede social pode se cadastrar sem custo nenhum. Os homens, por outro lado, pagam uma taxa que garante o “engajamento pessoal” deles na rede. O valor é de R$ 60 pelo serviço.

Fonte : G1

Groupon dá desconto para compra de carros

Expandindo leque de produtos, Groupon passa a dar desconto até na compra de veículos

SÃO FRANCISCO – Pela primeira vez, o Groupon ofertou desconto para a compra de um automóvel nesta terça-feira, 12, sinal de que a empresa de compras coletivas está expandindo suas ofertas para produtos de maior valor.

O site de descontos e compras coletivas ofertou um cupom de US$ 199 que correspondia a um desconto de US$ 500 na compra ou financiamento de um veículo novo ou usado na loja LaFontaine Auto, em Detroit.

O Groupon, que possui mais de 80 milhões de membros, costuma oferecer descontos para produtos e serviços de menor valor, como refeições em restaurantes e visitas a spas. Normalmente, a empresa fica com 50% da receita gerada pelas ofertas.

Sua expansão para produtos maiores significa que a fatia de 50% equivalerá a mais dinheiro para a companhia.

“A perspectiva de entrar em novos mercados como o de carros novos e o de financiamento é atraente”, disse Ben Edelman, professor associado da Harvard Business School que tem sido um crítico do Groupon.

“No sentido de que eles ainda podem ficar com 50% da receita, que equivale a mais dinheiro”.

O Groupon fez outras ofertas de itens mais caros recentemente, como descontos de US$ 500 no preço final de imóveis, lembrou Edelman.

Fonte : Reuters

terça-feira, 12 de julho de 2011

Windows 8 chega em setembro

Em evento para empresas parceiras da Microsoft, executiva diz que detalhes serão apresentados em setembro

LOS ANGELES – A vice-presidente de Marketing do Windows, Tami Reller, disse nesta segunda-feira, 11, que a Microsoft deve revelar detalhes do Windows 8 em uma conferência para desenvolvedores de software que ocorre em setembro, na Califórnia.

A executiva fez o discurso inaugural da Conferência Mundial de Parceiros da Microsoft (que começou hoje em Los Angeles), onde falou das características já apresentadas do Windows 8 e incentivou as empresas que ainda operam com o Windows XP a migrarem para o sistema atual, o Windows 7.

“Com mil dias de vida (tempo que a empresa oferece serviços para esse versão do Windows) o XP pode representar um risco material para as empresas. Temos que ajudar esses 300 milhões de computadores a passar para o Windows 7″”, disse ela, insistindo que o caminho para o Windows 8 começa pelo Windows 7.

Tanto Tami como o presidente do conselho da Micrsoft, Steve Ballmer, concordaram que a próxima versão do sistema operacional da Microsoft representará uma mudança para a imagem do Windows e será compatível com todos os computadores.

“É para as centenas de milhares de PC que existem hoje e para os que existirão no futuro”, disse Tami, confirmando que o novo sistema vai exigir a mesma configuração do computador, ou até mais modestas, do que o Windows 7.

A executiva convidou os presentes para comparecerem à Build, evento organizado pela empresa para os desenvolvedores de softwares para Windows, que ocorre entre os dias 13 e16 de setembro, para conhecer mais profundamente como será o Windows 8.

Em maio, Ballmer antecipou que o Windows 8 estaria disponível ao mercado em 2012, mas posteriormente a empresa desmentiu o seu conselheiro alegando que ainda não havia nenhuma data prevista para o lançamento do produto.

Até o momento, a companhia confirmou que seu próximo sistema operacional passou por uma remodelagem e que passará a ser construído sobre uma estrutura de Sistema de Chip (SoC, na sigla em inglês). É esta a tecnologia empregada nos desenvolvimento dos tablets e Smartphones, mercados nos quais o Google e a Apple estão à frente da Microsoft.

O que se sabe é que o Windows 8 será diferente em sua operação. Em vez de ícones, o sistema será baseado em um conjunto de janelas personalizáveis que darão acesso a diferentes aplicações. O sistema está em seu “ciclo mais adiantado” de desenvolvimento, disse Reller, insistindo que o Windows 8 foi desenvolvido para ter um desempenho “excelente” no manejo da tela táctil, necessário para competir no setor de tablets e smartphones, e que funcionará igualmente com teclado ou mouse.

Além do sistema operacional, Ballmer deu sua perspectivas sobre a situação da empresa durante o último ano, e qualificou como “fenomenal” apesar da situação econômica. Um período no qual a Microsoft comprou Skype, cujo serviço será integrado aos produtos existentes da companhia e conviverá com o Lync, software usado por 70% das 500 maiores empresas americanas listadas pela revista Fortune, segundo disse Ballmer.

O executivo declarou que o Windows Phone conta com 20 mil aplicativos atualmente desenvolvidos em seus oito meses de vida, um forte crescimento de software para o ambiente móvel da Microsoft, que deve aumentar ainda mais com a expansão do sistema a partir do final do ano com sua instalação nos telefones da Nokia.

A Microsoft tem previsão de lançar o Windows Phone oficialmente nos próximos 12 ou 18 meses no Brasil, Chile, Colômbia e Argentina, de acordo com o diretor de comunicações da empresa para a América Latina, Víctor Aimi.

Nesta região, a companhia americana domina 60% do mercado tecnológico, segundo comentou o diretor de Programas e Estratégias de Sócios da Microsoft da América Latina, Diego Bekerman. “Esperamos alcançar 75% deste mercado e um negócio de US$ 60 bilhões”, disse Beckerman.

A conferência mundial de sócios da Microsoft termina amanhã quarta-feira (13.07).

Fonte : Agência EFE

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Brasileiros com acesso à internet já são 58,6 milhões

O número de pessoas com acesso à internet no Brasil chegou a 58,6 milhões, segundo dados divulgados pelo Ibope Nielsen Online nesta quinta-feira (7). O número inclui os que acessam a rede no trabalho e em casa.

Levando em conta somente as casas brasileiras, o número de pessoas que moram em uma residência onde há presença de computador com internet chegou a 55,5 milhões.

USUÁRIOS ATIVOS - Pelos critérios do Ibope, uma pessoa com acesso à internet não necessariamente é a mesma coisa que uma pessoa que usa a internet.  Em uma casa com computador conectado à rede, por exemplo, todos os moradores têm acesso à internet, mas é possível que apenas alguns deles usem a conexão --estes são chamados de "usuários ativos" pelo instituto.

Segundo o Ibope, do total de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho, 45,7 milhões eram usuários ativos em maio de 2011 --um crescimento de 23% em comparação ao mesmo mês no ano anterior.


Fonte : F.de São Paulo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais brasileiros com internet em casa

Em um ano, cresceu em 30% a quantidade de pessoas que acessam a web do domicílio; são 37,2 milhões de usuários ativos no Brasil


O número de pessoas com acesso à internet em casa cresceu 30% no último ano, de acordo com uma pesquisa do Ibope Nielsen Online divulgada nesta quinta-feira, 7. Segundo o estudo, no Brasil, entre maio de 2010 e maio deste ano, 8,7 milhões de pessoas passaram a se conectar à web de casa, o que faz com que a quantidade de usuários ativos saltasse de 28,5 milhões para 37,2 milhões no período. Levando em conta quem acessa a internet no trabalho, o número sobe para 45,7 milhões.

O tempo de permanência conectado à web também evoluiu segundo a pesquisa. Durante o mês de maio, a população com acesso navegou, em média, por 48 horas e 17 minutos, o que representa um crescimento de 6,4% em relação a abril, quando o tempo médio de navegação foi de 45 horas e 22 minutos.

Neste quesito (de tempo médio conectado à rede), o Brasil lidera o ranking mundial, à frente de países com Alemanha, França e Espanha, cuja população com acesso à internet não fica mais de 35 horas conectada por mês.

A pesquisa observou também que tipo de sites mais atraíram os internautas durante o mês de maio. Entre as categorias pesquisadas, a que registrou o maior crescimento percentual do número de usuários únicos foi a de sites de automóveis, com evolução de 10,9% em relação ao mês anterior, chegando a 10,3 milhões de usuários únicos.

O estudo relaciona o crescimento ao aumento de 26% na quantidade de campanhas de publicidade online feitas por fabricantes de veículos, peças e acessórios no período, sobretudo os anúncios de carros de passeio nacionais, que cresceram 164% entre abril e maio deste ano.

Fonte: Estadão coluna link

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como seu rosto fica quando você olha para o computador?

 Já prestou atenção em que expressão facial você faz enquanto olha para o computador? O artista Kyle McDonald sim. Ele criou um Tumblr que reúne fotos do rosto das pessoas enquanto elas usam o computador. Veja algumas das imagens selecionadas por McDonald no link http://bit.ly/oZtzMX

Blog tec da folha 

Out-door ecológico é lançado na Inglaterra




 Placa iluminada é abastecida exclusivamente por energia limpa

Um grupo industrial japonês chamado Ricoh Company acaba de lançar o primeiro painel publicitário abastecido por energia eólica e solar da Europa.

O modelo foi instalado na auto-estrada M4, que liga a cidade inglesa de Londres ao aeroporto de Heathrow, uma das principais portas de entrada no país e no continente. O painel ecológico é alimentado por 96 painéis solares e 5 turbinas eólicas individuais, e ilumina-se apenas quando há energia suficiente recolhida.

Esta é a segunda iniciativa realizada mundialmente pela empresa nesta linha. A primeira foi a instalação de um painel publicitário alimentado exclusivamente por energia solar, lançado no fim de 2008 na Times Square, Nova Iorque (EUA).

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A internet está vazando

Ator Keanu Reeves publica livro ironizando piadas da internet sobre ele; no Brasil , âncora que virou hit do YouTube é contratada por Silvio Santos

Alguns fenômenos da rede crescem tanto que ela não é suficiente para acomodá-los. No fim do mês passado, o ator Keanu Reeves lançou a obra "Ode to Happiness" ("ode à felicidade"), com colaboração da artista plástica americana Alexandra Grant. Um poema de 15 versos escrito por Reeves foi desmembrado por páginas ilustradas.
O objetivo do livro é ironizar o fenômeno da internet "Sad Keanu Reeves". Em junho de 2010, uma foto de Reeves olhando para baixo com um sanduíche na mão virou base de várias montagens que brincavam com a suposta melancolia do ator. "Ode to Happiness" reforça a pertinência de um bordão que circula pela rede: "the internet is leaking" -em português, "a internet está vazando". A frase calha a fenômenos da internet que extrapolam a rede e invadem outras esferas da sociedade.
Também frequente é a sentença "the interpipes are leaking", algo como "os canos da internet estão vazando". O blog The Daily What (thedailywh.at) tem uma seção com esse nome (chzb.gr/interpipes).
A televisão é um dos receptáculos mais comuns dos vazamentos. Rachel Sheherazade, âncora do "Jornal do SBT", foi contratada por Silvio Santos por conta de um vídeo que caiu no YouTube, em que ela fala indignada sobre o Carnaval.
Em 2006, um vídeo em que o repórter Lasier Martins leva um choque na Festa da Uva de Caxias do Sul (RS), em 1996, parou no YouTube. Em 2010, foi eleito por internautas o momento mais marcante da história de 38 anos do "Jornal do Almoço", da RBS.
"As pessoas gostam de rir do sofrimento alheio, ainda mais quando ele não redunda em nada fatal. Se eu tivesse caído para a frente, teria morrido", diz ele, repetindo a reclamação que fez no "Jornal do Almoço" ao saber da escolha dos internautas. A queixa caiu no YouTube e já foi vista mais de 14 mil vezes.

Fonte : Leornado Luís/SP

World of Warcraft torna-se grátis para jogador menos experiente

Edição sem custo do RPG on-line tem uma série de restrições

A Blizzard, produtora de World of Warcraft, deu uma surpreendente cartada para aumentar ainda mais a popularidade do RPG on-line, que já conta com 12 milhões de assinantes ao redor do mundo: a partir de agora, o jogo é gratuito para personagens até o nível 20 de experiência -o jogo completo, atualmente, vai até o nível 85 de experiência.

Dessa forma, jogadores principiantes que decidirem se aventurar por Azeroth poderão fazê-lo sem colocar a mão no bolso por boas horas de diversão. Para tanto, basta possuir uma conexão à internet, um computador que atenda aos requisitos mínimos exigidos por World of Warcraft e, enfim, criar um cadastro no site www.battle.net.
A qualquer momento é possível adquirir a versão completa do jogo e passar a pagar a mensalidade, tenha o jogador alcançado o nível 20 ou não.

RESTRIÇÕES
Vale destacar que essa versão de World of Warcraft, intitulada Starter Edition, tem algumas restrições. Não é permitido utilizar o sistema de leilão para trocas de itens, participar do bate-papo por voz nem criar um grupo de exploração -ou participar de um grupo com personagens além do nível 20. Ao alcançar o nível 20, o usuário pode optar por continuar a jogar World of Warcraft, entretanto seu personagem não vai mais evoluir até a aquisição da versão completa.
Lançado em 2004, World of Warcraft tornou-se o RPG on-line mais popular do mundo e já recebeu três pacotes de expansão de enorme sucesso comercial, o que mostra que a febre ainda está longe de acabar.
Ainda assim, o game ainda não está disponível oficialmente no Brasil -o que, especula-se vai acontecer ainda neste ano. 
Fonte : F.de São Paulo (coluna TEC)


''Mentes que brilham'' : Brasiliense de 13 anos está produzindo quinto aplicativo

  Rafael Costa, de Brasília (DF), está preparando um navegador para iPad, o Infinibrowse






Na quinta passada, quando entrou em férias escolares, Rafael Costa, 13 anos, pediu à mãe para varar a madrugada fazendo ajustes no Infinibrowse, navegador para iPad que está desenvolvendo. O aplicativo será o quinto que ele cria para gadgets. 

O primeiro foi o Sweet Tweet, que simplifica o envio de mensagens para Twitter, Facebook e Tumblr. Hoje, sua criação mais baixada é o FacePad, discador para o FaceTime (aplicativo de chamada de vídeo da Apple) que pula a etapa de adicionar contatos.

Suas outras invenções são o URL Cutter, encurtador de links, e o Machado de Assis Romances, que põe na mesma interface todos os romances do escritor. "Como os livros estão em domínio público, posso usufruir comercialmente deles", explica. 

Fonte: Folha de S.Paulo 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como será oferecida a banda larga a R$ 35

Confira os principais pontos acertados entre o governo e as teles para que essa oferta esteja disponível em 90 dias.


O Ministério das Comunicações (MiniCom) divulgou os principais pontos do acordo fechado na semana passada com representantes das operadoras de telefonia fixa para ofertar internet a 35 reais pelo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). O termo de compromisso foi assinado com a Oi (fixa e móvel), Telefônica (incluindo a Vivo, na telefonia móvel), CTBC e Sercomtel.

Ficou acertado que as empresas vão vender aos consumidores pacotes de internet nos moldes do plano definido pelo governo. Nos próximos 30 dias, elas deverão apresentar ao Minicom um cronograma detalhado de atuação.

Preço
O preço mensal pago pelos assinantes que optarem pela internet dentro do PNBL é de 35 reais em unidades da federação onde não houver isenção de ICMS e 29 reais nas localidades onde o governo estadual abre mão da cobrança desse imposto.

Velocidade
A velocidade dos pacotes oferecidos pelas empresas por meio do PNBL será de 1 Mbps.

Quando contratar
Os pacotes vendidos pelas operadoras de telefonia por meio do PNBL estarão disponíveis em algumas cidades dentro de 90 dias. As empresas vão apresentar ao ministério um cronograma de alcance de cidades pelo programa, que deverá estar totalmente implementado em 2014, atingindo 100% dos municípios e 70% dos domicílios.

Quem pode contratar
Qualquer pessoa vai poder entrar em contato com a operadora de telefonia e solicitar a migração para o pacote de internet do PNBL. Para que isso ocorra, é preciso que a cidade esteja incluída no cronograma das empresas e que haja disponibilidade técnica. As empresas se comprometeram a oferecer o serviço de banda larga desenhado pelo governo a, pelo menos, 15% da base de assinantes de telefonia fixa da localidade.

Venda casada
As empresas não poderão obrigar o consumidor a contratar, junto com a internet popular, outros serviços de telefonia. A empresa poderá oferecer ao consumidor facilidades ou descontos para adquirir outros pacotes de serviços, mas deverá, necessariamente, possibilitar a opção de assinatura apenas do serviço de internet. Esse serviço poderá ser oferecido tanto pelas redes fixas quanto pelas móveis. A obrigatoriedade é para as operadoras fixas, mas se elas tiverem um braço atuando na telefonia móvel, poderá utilizar 3G para ofertar a internet nos moldes do PNBL.

Franquia
Os serviços vendidos pelas empresas dentro do PNBL contarão com franquias mensais de tráfego de dados. Esses limites variam de acordo com cada operadora. Haverá um escalonamento no limite mensal de tráfego, alcançado 1Gb mensal de download até o ano 2013. A Telefônica, por exemplo, vai vender acesso fixo com limite inicial de 300Mb de tráfego de dados por mês. Depois, esse teto vai aumentar para 600 Mb e para 1 Gb. No caso da Oi, a franquia inicial é de 500 Mb e será ampliada para 1 Gb após seis meses.

O serviço de internet não poderá, de modo algum, ser interrompido caso o usuário exceda o limite mensal de tráfego de dados. Caso o consumidor ultrapasse a franquia, a operadora poderá reduzir a velocidade da conexão, em limites que serão definidos pela própria empresa. A empresa também poderá oferecer ao consumidor a opção de fazer um pagamento extra para que a velocidade da conexão volte ao patamar normal. São diferentes as franquias para pacotes ofertados por tecnologias móvel e fixa. No caso da móvel, por questões técnicas, o limite de tráfego de dados será a metade do fixado para as tecnologias fixas.

Reajuste
O valor mensal de 35 reais (ou 29 reais, onde houver isenção fiscal) será reajustado anualmente, de acordo com o Índice de Serviços de Telecomunicações (IST). O reajuste vai ocorrer na data-base dos contratos, quando também são reajustados os valores da assinatura mensal de telefone ou de tarifas de ligação.

Venda no atacado
As operadoras também assumiram o compromisso de vender o serviço de banda larga no atacado a valores mais baixos do que os praticados atualmente. Esses valores devem variar entre 1.100 reais e 1.200 reais por 1 Mbps. Os clientes serão pequenos provedores ou prefeituras, que poderão comprar o acesso das operadoras e revender ao consumidor. Essa será a estratégia da Telebrás, que venderá sua capacidade a pequenos provedores licenciados, que poderão revender aos consumidores finais.

Prazos e acompanhamento
As empresas vão apresentar ao MiniCom, em 30 dias, um cronograma inicial com as primeiras cidades onde será ofertado o serviço de banda larga, na velocidade de 1 Mbps, a 35 reais mensais.

Os cronogramas terão metas trimestrais, que serão avaliadas e acompanhadas pelo MiniCom antes e depois da implementação das ações por parte das empresas. Por questões de estratégia mercadológica, a lista das cidades onde haverá oferta de internet pelo PNBL só será divulgada 30 dias antes do início da comercialização na localidade.

fonte : Ministério das Comunicações

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"CQC" entrevista grupo que invadiu sites do governo

O "CQC" (Band) promete levar ao ar hoje uma bomba: entrevista exclusiva com o grupo de hackers que assumiu a autoria de recentes ataques aos sites do governo federal, o LulzSecBrazil. Procurados pela Polícia Federal, os hackers, que invadiram sites como o da Presidência, também passaram a ser alvo do "CQC".
A negociação para a entrevista durou dez dias e teve ares de ficção científica.
À Folha, Marcelo Tas, líder do "CQC", não explica como a produção do programa chegou ao LulzSecBrazil. Mas revela que os hackers pediram uma prova no ar de que se tratava mesmo de produtores da atração.

"No final do último programa, na despedida, falei uma frase totalmente sem sentido. Era uma senha que os hackers pediram que eu dissesse", conta Tas. "Para provar que era mesmo o LulzSecBrazil, também pedimos que eles colocassem no site deles uma senha passada por nós. Em segundos estava lá."
A senha dita no ar por Tas foi: "Quero mandar um abraço para o pessoal do irc, a Dilma falou com eles hoje."

Tas diz que a entrevista foi gravada via Skype (chamada para telefone via internet, com imagem) e que os integrantes do grupo estavam encapuzados. O "CQC" diz não ter informações do grupo para ajudar a polícia.

+1 Tentativa : Google lança o Plus, chama o Facebook para a briga

+1 Tentativa : Google lança o Plus, chama o Facebook para a briga e diz que quer ‘consertar’ o compartilhamento em redes sociais

A rede social do Google chegou, mais uma vez. A nova tentativa já era esperada – e o burburinho aumentou à medida que o Google espalhava botões +1 pela internet e mudava o visual da barra de ferramentas. Então, na terça, 28, veio o Google+, ou Plus, só para convidados.

Embora o buscador tente fugir da comparação com Facebook, fica claro que a competição ficou mais apertada. E o site de Mark Zuckerberg terá de trabalhar para não perder espaço.

A começar pelo ponto forte do Plus, que investiu justamente no calcanhar de aquiles do Facebook, a privacidade. No Google+, você não adiciona amigos diretamente à sua rede. Os contatos são organizados por círculos: família, amigos, colegas de trabalho, os gente-boa, os malas ou qualquer outra categoria – ou círculo – criada por você.

Ao adicionar alguém, você coloca essa pessoa em uma ou mais rodinhas. Essa maneira de organizar os contatos, diz o Google, permite uma interação social mais orgânica na internet.

Um aspecto fundamental dos círculos é que eles não são baseados na reciprocidade. No Facebook ou no Orkut – a outra rede social do Google –, você adiciona um amigo e ele o adiciona. No Google+, você adiciona uma pessoa a um círculo (ela não fica sabendo qual), e ela escolhe se quer – ou não – lhe adicionar. É como seguir alguém no Twitter. Assim, é possível ver as postagens públicas das pessoas sem fazer parte do círculo delas.

Visualmente, o Plus é parecido com o Facebook. No centro fica o “stream”, em que aparecem as postagens de seus amigos. Você pode escolher ver postagens de determinado círculo.
Enquanto no Facebook e no Twitter as configurações de privacidade se escondem em botões, no Plus, elas estão em primeiro plano e aparecem assim que você publica. Selecionar com qual círculo você vai compartilhar determinada informação é o ponto principal do sistema. Além disso, o Google+ fica disponível em uma barra superior em todos os sites do Google – você vê as notificações e pode postar algo sem entrar no perfil.

“As conexões entre pessoas acontecem online. Apesar disso, as nuances das interações do mundo real são perdidas na rigidez das ferramentas. O compartilhamento é inadequado. Ou até mesmo quebrado. E queremos consertá-lo”, diz o Google.

O Plus está em desenvolvimento há um ano. Funcionários do Google já o usam há alguns meses. Félix Ximenes, diretor de comunicação da empresa, afirma que o produto era completamente diferente daquele que está no ar.

O Google está tão preocupado em corrigir problemas que caprichou na ferramenta de relatar erros. O gerente de pesquisa André Fatala foi um dos primeiros brasileiros a receber o convite e logo percebeu um bug do aplicativo para Android. “Havia um problema ao redirecionar para o Market. Eu reportei o erro e, no outro dia, já estava corrigido.”

Por isso, o produto está sendo lançado por etapas. Houve uma explosão de convites na noite de quarta-feira que fez Vic Gundotra, chefe da equipe, deixar a mensagem em seu perfil: “Desativamos o sistema de convites durante a noite. Demanda insana. Precisamos fazer isso de uma maneira controlada”.

Gundotra é um dos vice-presidentes de engenharia do Google e um dos responsáveis pela divisão social da empresa. Ele tem razão em se preocupar. Foi sua equipe que criou dois fracassos: o Wave e o Buzz. O Wave foi descontinuado pelo Google. E o Buzz, meio esquecido dentro do Gmail, pode até ganhar importância se o Google+ pegar.

O Google tem evitado chamar o Plus de rede social. “É um avanço do que o Google já é”, tenta definir Ximenes. O Google+ busca adicionar uma camada social à web – mais ou menos como os botões retweet e curtir já fazem.

Só que há uma diferença importante: nos dois casos, a interação social fica restrita ao ambiente da rede social. No caso do +1, o botão de interação social do Google, isso será indexado pela busca. “Se eu clicar no +1 em algo, isso vai sinalizar que eu gostei, mas vai mostrar para o algoritmo do Google que aquela busca é relevante para os meus amigos. Quando um contato fizer uma busca parecida, vai aparecer que eu gostei daquilo no resultado”, diz Ximenes.

Como rede social, o Google+ parece promissor. Associado à ferramenta de buscas, seu poder aumenta. O Google conhecerá cada vez mais seus usuários, atendendo, assim, a uma publicidade cada vez mais segmentada.

Foi esse o segredo do Facebook. Segundo a ComScore, o Google teve mais de 1 bilhão de visitantes em maio. Facebook teve 713,6 milhões. Só no Brasil, foram 22 milhões, enquanto o Orkut teve 35,2 milhões. Mas os usuários do Facebook navegaram por 103 bilhões de páginas e passaram 375 minutos online, enquanto os usuários do Google, viram 46 bilhões de página em 231 minutos de navegação.

O Google+ vai pegar? Tem potencial. Mas uma rede social é mais que uma plataforma. Seu sucesso só depende das pessoas.

No celular. Disponível por enquanto só para Android, o app é limpo, bonito e vai além da reprodução adaptada da versão online. É possível, por exemplo, ver as mensagens públicas ao seu redor – ou fazer um post para saber onde há um restaurante por perto. As pessoas que estiverem na região receberão a pergunta – desde que tenham o app. Há também uma nova ferramenta de mensagens, o huddle, que funciona como chat e se assemelha a ferramentas de mensagens de texto online rede, como o WhatsApp.

Hangout. Os hangouts são chats em vídeo em grupo e têm potencial de virar febre. Você inicia uma conversa com uma pessoa ou grupo que estiver online (isso é sinalizado na foto do perfil). O começo da conversa é publicado no stream (mural) dos seus amigos. E para entrar no papo basta clicar em ‘join’. O Google quer simular os encontros casuais na vida real, e o resultado é divertido.

+1. O botão +1 foi um dos sinais que o Google espalhou antes da chegada da sua rede social. O botão funciona exatamente como o “retweet” e o “curtir”, que já estão espalhados em notícias e posts em blogs – você marca e aquilo é postado na sua rede. Só que o +1 aparece nos resultados da busca do Google. Ao procurar por algo, você pode se deparar com uma marcação +1 feita por um amigo seu. É uma maneira de aprofundar o lado social das buscas, e conseguir personalizá-las ainda mais – um prato cheio para a publicidade.

Sparks. É um espaço em que você adiciona um assunto de interesse e ele retorna com um feed de notícias da web relacionadas ao tema. Você pode compartilhá-las ou não. A ideia funciona na teoria, mas, na prática, ainda não: ao adicionar “receitas” ao seu interesse, o feed te entrega notícias…da Receita Federal. E o conteúdo também é desorganizado.

Centralidade. Reúne todas as atualizações em uma timeline. É possível criar grupos separados, cada um com feed próprio. Esses posts também aparecem na timeline principal, mas, para enviar uma mensagem para o grupo, é necessário entrar na página dele. A diferenciação de contatos não é orgânica, é construída como comunidades.

Multiplicidade. Cada grupo de amigos tem uma timeline. E o stream reúne atualizações de todos os amigos – tanto o que eles postaram como público, quanto o que foi enviado para círculos em que você está. Ao se cadastrar no Plus, ele passa a fazer parte de seu perfil Google. As fotos do Picasa são importadas com a opção de compartilhar ou não álbuns.

Beta. Foi a plataforma de testes usada pelo Google para ver se a ideia de círculos funcionava. As múltiplas timelines e a definição de privacidade a cada recado funcionam no Orkut desde agosto de 2010. No entanto, aqui, a organização dos amigos por grupos é menos imediata do que no Plus, e as timelines são mais confusas.