quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Minhas heroínas : Engana-se quem pensa que os jogos eletrônicos são uma atividade masculina


Carol Shaw programou o clássico River Raid, de Atari. Dona Bailey programou Centipede. E tantas outras


Engana-se quem pensa que os jogos eletrônicos são uma atividade masculina. Segundo a Entertainment Software Association, as mulheres já são 42% dos jogadores, o que não é de causar espanto, já que elas não apenas sempre jogaram como também participaram do nascimento da indústria.

Carol Shaw programou o clássico River Raid, de Atari. Dona Bailey programou Centipede, estouro de vendas do Atari. Carla Meninsky fez Warlords, um dos meus fliperamas favoritos. E tantas outras. A mais importante criadora de jogos foi sem dúvida Roberta Williams. Junto com o marido, Ken Williams, ela fundou a On-Line Systems, que depois mudou de nome para Sierra On-Line. Em 1980, o casal criou Mistery House, o primeiro adventure com gráficos da história.

Embora o jogador precisasse inserir os comandos por texto, Mistery House foi um sucesso imediato, e vendeu 15 mil cópias. Quatro anos depois, ela criou a série King's Quest, um adventure de fantasia que vendeu milhares de cópias e foi um dos grandes sucessos de sua época.

Junto com a Lucas Arts, a Sierra On-Line foi a maior responsável pela popularização dos adventures, que tiveram quase duas décadas de glória. A série King's Quest teve oito jogos, sendo que o sexto é considerado até hoje um dos modelos do gênero.

King's Quest 6 também é o maior jogo da série, com dezenas de cenários a serem explorados, e Roberta Williams recrutou a escritora e programadora Jane Jensen para trabalhar com ela no projeto. Jensen havia colaborado em alguns jogos da casa, e deu a KQ6 o toque soturno e o humor negro que fizeram tanta diferença em relação aos capítulos anteriores.

Com o sucesso de KQ6, Jensen ganhou uma série própria, e foi criar o perturbador Gabriel Knight: Sins of the Fathers. Lançado em 1993, Gabriel Knight era um adventure adulto, tão difícil quanto sombrio. O protagonista era um escritor cínico e mulherengo, que se envolvia na investigação de uma série de assassinatos macabros, numa trama que não deixava a dever para um bom romance policial.

Jensen fez mais dois jogos com Gabriel Knight, os ótimos The Beast Within e Blood of the Sacred, Blood of the Damned. Lançados em uma época em que os adventures já não eram mais tão populares, tiveram vendas baixas e acabaram ajudando a sepultar o gênero por uns bons anos. Ou pelo menos a transformá-lo num nicho. Roberta Williams ainda trabalhou em Phantasmagoria e Shivers. Depois do imenso fracasso de King's Quest 8, em 1998, ela se aposentou e não escreve mais jogos. Jane Jensen virou romancista e recentemente lançou Gray Matter, uma espécie de Gabriel Knight diet que não foi a grande volta dela aos jogos que todos esperavam.

Em fevereiro, a Telltale Games, empresa que vem revitalizando o gênero com o relançamento de grandes franquias como Sam & Max e Monkey Island, anunciou que voltaria a lançar a série King's Quest. É improvável que Williams e Jensen se envolvam no projeto, mas, para nossa sorte, o estrago já está feito.
Quase todos os jogos mencionados aqui estão no site gog.com. 

Fonte : André Conti . colunista da Folha de São Paulo 

Campus Party BR 2012 divulga preço e data para venda dos ingressos


 Campus Party (Foto: Pedro Cardoso - jornal o globo)


A Futura Networks, empresa responsável pela organização da Campus Party, anunciou de forma oficial os preços e a data do início das vendas dos ingressos da quinta edição do evento, que acontece entre os dias 6 e 12 de fevereiro de 2012.

Como nos anos anteriores, a venda dos ingressos para a Campus Party 2012 foi dividida em períodos, para campuseiros veteranos e novatos. A partir do dia 5 de setembro, aqueles que já participaram de alguma edição da Campus Party Brasil poderão comprar os ingressos por um preço promocional, no valor de R$ 150,00. Essas vagas exclusivas para os veteranos estarão disponíveis até o dia 11 de setembro.

A partir dessa data, os ingressos no valor promocional estarão disponíveis para o público em geral. Ou seja, para quem nunca foi para uma edição da Campus Party, pode participar do evento com uma economia de 50% em relação ao preço oficial, de R$ 300,00. O valor promocional é válido até o dia 2 de outubro. Após essa data, o preço de venda é o estabelecido originalmente, ou seja, R$ 300,00.

Para os campuseiros que pretendem acampar no Anhembi Parque, a taxa para a utilização da área de camping é de R$ 30,00. A alimentação será vendida separadamente, mas sem preço anunciado. Para as caravanas, que se tornaram tradicionais no evento, terão um tempo maior para se organizar e comprar os pacotes especiais. 

O prazo para as caravanas adquirirem ingressos com os valores promocionais vai até o dia 30 de outubro. Depois disso, os ingressos para os integrantes das caravanas custarão R$ 240,00. Os integrantes das caravanas estão isentos das taxas de camping. 

Para os campuseiros a taxa para a utilização da área de camping é de R$ 30,00


Campus Party BR: Confira como será a edição 2012 

A edição 2012 da Campus Party Brasil começa a tomar corpo. Depois de anunciar data, local e valores para o evento, os organizadores do evento revelam alguns detalhes do que está por vir, na quinta edição do maior evento de internet do planeta.

A Campus Party Brasil vai ocupar todos os 76 mil metros quadrados do Anhembi Parque. O local é uma das mais importantes mudanças que o evento sofre, já que nas últimas edições o evento aconteceu no Centro de Convenções dos Imigrantes. A mudança foi necessária, não só pela parte geográfica (o Anhembi Parque possui uma localização mais prática), mas também pela questão estrutural.

A edição 2012 da Campus Party promete quebrar o recorde de campuseiros participantes. A organização espera receber 7 mil participantes, que poderão no evento interagir e compartilhar conhecimentos, experiências e contatos com as principais comunidades da internet brasileira.

O conteúdo que será oferecido ao campuseiro mantém a mesma estrutura básica dos anos anteriores: debates, oficinas, palestras, competições de games, áreas para empreendedores, inclusão digital e painéis com os principais nomes da internet brasileira. Uma das novidades da edição 2012 da Campus Party é o Educaparty, que será um espaço exclusivo para que docentes possam debater as últimas tendências da tecnologia educacional, além da troca de experiências ligadas ao ensino digital.

Outro destaque é o retorno do Campus Empreendedorismo, que incentiva as atividades ligadas aos campuseiros que querem lançar a sua ideia de negócios, ou até mesmo desenvolver o seu projeto, com a troca de opiniões e a busca de novos parceiros comerciais.

A Zona Expo, área para o público em geral, será mais ampla, com uma proposta de ser um “parque de diversões tecnológico”. A área de Inclusão Digital também será ampliada, incentivando as pessoas a ingressarem no mundo da tecnologia. E, para os fãs de games, teremos a realização do Intel Extreme Masters, que é a maior competição de games do mundo, e que terá pela primeira vez na sua história uma etapa na América do Sul.

Fonte : Via Campus Party site oficial do evento 

CIÊNCIA : Grafeno pode gerar internet ultrarrápida


representação da estrutura do Grafeno


Londres - Cientistas britânicos desenvolveram uma maneira de usar o grafeno, o material mais fino do mundo, para capturar e converter mais luz do que era possível anteriormente, o que abre caminho a avanços na Internet de alta velocidade e outras formas ópticas de comunicação.

Em um estudo publicado pela revista Nature Communication, a equipe, que inclui Andre Geim e Kostya Novoselov, cientistas premiados com o Nobel no ano passado, descobriu que, ao combinar grafeno e nanoestruturas metálicas, o volume de luz que o grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica aumentava em 20 vezes.

O grafeno é uma forma de carbono com espessura de apenas um átomo, e ainda assim 100 vezes mais forte que o aço.

"Muitas das maiores companhias de eletrônica estão considerando o grafeno para sua próxima geração de aparelhos. Esse trabalho reforça as chances do grafeno ainda mais", disse Novoselov, cientista russo que, com Geim, conquistou em 2010 o Nobel de Física por suas pesquisas sobre o grafeno.

Trabalhos anteriores tinham demonstrado que é possível gerar energia elétrica ao instalar duas estruturas metálicas de entrelaçamento fino sobre uma base de grafeno, e fazer com que todo o aparato receba luz, convertendo-o na prática em uma célula solar simples.

Os pesquisadores explicaram que, devido à mobilidade e velocidade especialmente elevada dos elétrons no grafeno, essas células produzidas com o material podem atingir velocidades incrivelmente rápidas, dezenas ou potencialmente centenas de vezes mais rápidas que as oferecidas pelos cabos de Internet mais velozes hoje em uso.

O principal obstáculo a aplicações práticas até o momento vinha sendo a baixa eficiência das células, segundo os pesquisadores. O problema é que o grafeno absorve pouca luz -apenas cerca de três por cento; o restante passa pelo material sem contribuir para a geração de energia.

Em uma colaboração entre as universidades de Manchester e Cambridge, a equipe de Novoselov constatou que o problema poderia ser resolvido por uma combinação entre grafeno e as minúsculas estruturas metálicas conhecidas como nanoestruturas plasmônicas, dispostas em padrão especial por sobre o grafeno.

Essa disposição permitiu que o desempenho de absorção de luz do grafeno melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda mais melhorada no futuro, afirmaram.

Fonte : Revista Info 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

OPINIÃO: Twitter e Facebook são como o SAC exposto em praça pública


O publicitário Marcello Serpa dá entrevista na sede da AlmapBBDO 





Para o publicitário diretor de criação da AlmapBBDO, consumidor usa rede social como serviço de atendimento ao cliente e deixa marcas mais humanas 

Sócio e diretor-geral de criação da AlmapBBDO, Marcello Serpa, 49, é o criativo mais premiado do Brasil -e um dos cinco mais premiados do mundo, segundo o ranking Creativity Awards Report.  Na mais recente edição do festival de publicidade de Cannes, em junho, levou pra casa, com sua equipe e pelo segundo ano consecutivo, a estatueta de melhor agência do mundo.


Na entrevista, ele fala sobre o atual momento da propaganda brasileira e sobre como a internet e a nova classe média estão mudando a relação entre as marcas e o consumidor. 



Folha - No Brasil, as mídias tradicionais ainda são muito fortes. A TV abocanhou 62,9% da publicidade no país no ano passado, um recorde. 
Marcello Serpa - O Brasil ainda é um país onde as mídias clássicas contam com uma dominância muito grande. Os jornais não estão desaparecendo, as revistas também não -assim como não estão desaparecendo em nenhum lugar do mundo. Mas não é só aqui. Na crise de 2008, nos EUA, os grandes anunciantes correram para anunciar na TV, pois tinham certeza do resultado imediato. Há muita euforia em cima da tese do fim do mundo. As pessoas são iguais, o dia continua tendo 24 horas, o ser humano continua nascendo, morrendo e consumindo mídia igual.

Por que a publicidade na internet ainda é tímida no Brasil?
Temos um gargalo muito grande de banda larga. Mas as revoluções estão acontecendo da mesma maneira que lá fora, com Facebook, Orkut etc. É uma questão de tempo. 

Como a internet está mudando a propaganda?
Hoje temos uma série de possibilidades de como chegar no consumidor e fazê-lo interagir com a marca. Antes ele era passivo, hoje é muito mais ativo. Ativar esse consumidor, fazê-lo assistir o comercial, entrar no Facebook e curtir a página do anunciante e ao mesmo tempo fazer uma compra on-line é a nossa tarefa hoje em dia. 

As redes sociais são o novo SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)? 
As redes sociais estão fazendo as marcas se comunicarem de maneira mais humana, sem aquele oba-oba marquetês. O Twitter e o Facebook são o SAC exposto em praça pública. Não há nada pior do que um cliente mal atendido com o poder de disseminação da internet. Se o cliente gosta da marca, divulga com uma vontade enorme. Mas, se não está satisfeito, é capaz de um estrago absurdo. Esse pra mim é o grande fascínio da propaganda hoje, a rapidez do retorno, para o bem e para o mal. 

É possível medir a eficácia de uma propaganda pelos hits no YouTube?
Existe uma regra de ouro na propaganda: toda comunicação tem que ter o produto ou serviço como centro. Quando as campanhas não seguem essa regra, corre-se o risco de contar uma história muito engraçada que não tem relação com o produto ou a marca. Cria um "buzz" (repercussão), mas não vende. Por isso a propaganda tem outra regra clássica: se não funciona, o cliente cobra. "Buzzshit" [repercussão inútil] não funciona. 

Como a classe C está influenciando a propaganda? 
Existe um preconceito muito grande sobre a classe C. Se olharmos a fundo, as referências não são tão distantes das nossas. A molecada tem as mesmas referências de todos os outros jovens do Brasil e do mundo. 

A propaganda é a mesma?
A propaganda, independentemente se é para classe C, A ou B, tem que ser muito objetiva, com referências universais: o ser humano é o mesmo, as emoções e as ambições, as mesmas. O que muda é o objeto da ambição. 

Mas a publicidade que se faz para a classe C é mais pobre. 
Existe uma preguiça grande e um certo medo de anunciantes e de agências em mudar formatos para não desagradar à classe C. É uma grande estupidez. Estamos fazendo uma pesquisa sobre a classe C e os primeiros resultados mostram que há mais semelhanças que diferenças. 

Campanhas para a classe C vendem, mas não dão prêmio em festivais...
Existe muito publicitário que gostaria de fazer campanha só para a Vila Madalena. Mas a Vila é uma ilha. Propaganda não é um filmezinho para passar no cineclube. 

A publicidade brasileira vive um bom momento. Grupos estrangeiros estão pagando caro pelas agências do país. 
Antes éramos o grande país exótico que de vez em quando fazia uma coisa bacana. Hoje somos absolutamente "mainstream". Eles vêm para cá e nos olham com outro olhar. Com admiração e um pouquinho de inveja. O Brasil virou uma ilha no meio da retração mundial. 

Como o sr. vê a publicidade brasileira hoje?
A nossa publicidade é uma das duas ou três mais criativas do mundo. Mas sofre com uma série de inibidores da inovação

Quais são esses inibidores?
As métricas de eficiência. Se você calcula cientificamente a eficácia de toda a ação, isso tira toda e qualquer irreverência e leveza de seu movimento. Hoje, a propaganda, brasileira e mundial, sofre de uma necessidade absurda de medidores de eficiência. Mas a propaganda está baseada no lúdico. E o lúdico não se mede com régua. 

Essa métrica vem de fora?
De fora, mas também é criada aqui. Ela é justificada pelos milhões e milhões que são colocados na comunicação pelos anunciantes. Quando o número é muito alto, o medo de errar é muito maior do que a vontade de acertar. Mas a gente sabe que, seja na Bolsa de Valores, seja em uma relação amorosa, quem não arrisca não petisca. 

Há no Congresso inúmeros projetos de lei para restringir a propagada, e em especial a infantil. Como o sr. vê isso?
Com muita tristeza. O Brasil adora proibir e detesta fiscalizar. Se o produto é livre para ser vendido, deve poder ser anunciado. Dentro de regras éticas acordadas entre a sociedade e não ditadas pelo poder público.

Mas outros países são mais rigorosos com a publicidade infantil.
A propaganda brasileira - infantil, de bebidas- é muito mais restrita do que na grande maioria dos países desenvolvidos. Existem maneiras de lidar com propaganda sem proibir. Nos EUA, se a propaganda desagrada, o anunciante se retrai. Não existe lei federal proibindo. As restrições acontecem por meio da sociedade. Isso é justo e válido. 

Será que o radicalismo não está aí por falta de um rigor maior por parte do Conar [Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária]?
Antes no Brasil se fazia campanha de brinquedos que voavam pelo espaço. O Conar não permite mais usar esse tipo de artifício. Querem proibir propaganda infantil de cima para baixo, para educar as crianças em nome dos pais. Hoje é a TV, amanhã vão mandar botar uma tarja preta na vitrine da loja de brinquedo. 

Fonte: F.de S.Paulo


A alma do robô


Renato e Wallace com o robô vencedor da RoboCup

 Aos 16 anos, ele é responsável por programar reações mecânicas, o que lhe rendeu prêmios 

Uma vez que o robô é solto na arena, ele não pode mais ser guiado, controlado ou instruído. Está por si e deve, sozinho, compreender e transpor obstáculos.

Foi em desafios como esse que Renato Ferreira Pinto Júnior, de apenas 16 anos e que há seis participa de competições, ganhou três prêmios internacionais nos últimos três anos: todos na RoboCup, competição internacional de robótica.

O último troféu veio no final do julho, quando o robô criado por Renato, em parceria com Wallace Souza Silva, 18, venceu a etapa de equipe individual da categoria resgate da RoboCup, realizada em Istambul, na Turquia.

O desafio consistia em criar um robô autônomo que conseguisse atravessar um circuito de dois andares ligados por uma rampa, desviar de objetos, identificar a vítima (uma latinha, no caso), erguê-la, achar um local seguro e colocar cuidadosamente a vítima nesse ponto. Não há controle remotos – os criadores devem confiar nos sensores e no código de programação previamente construído.

Na dupla, Renato era primordialmente responsável exatamente pelo desenvolvimento do programa que capta as informações vindas dos sensores e as transforma em ordens para que o robô se movimente.

Seu interesse em programação começou aos 11 anos, quando decidiu se matricular em um curso extra curricular de informática oferecido por seu colégio, coordenado pelo professor de física Luís Rogério da Silva.

Desde então, cumpre um ciclo intenso de competições. Começou na Olimpíada Nacional de Informática, que envolve desafios de lógica e programação. Dois anos depois, por sugestão do professor Luís, migrou para o time de robótica. “Aprendi mecânica, física, eletrônica e até gestão de projetos, conhecimentos necessários que, junto da informática, permitem que a gente pense e construa um robô” 

Começaram, então, as disputas nas olimpíadas de robótica: etapa paulista, etapa nacional e, enfim, a RoboCup. Em 2009, Renato e três outros estudantes, representaram o Brasil na Áustria e venceram a chamada categoria “Super Team”, em que equipes de diferentes países de dividem em grupos de três para competir. Por sorteio, Brasil, Canadá e Eslováquia se uniram para montar um robô androide capaz de dançar uma coreografia em sincronia com seus criadores. Na mesma competição. a equipe de Renato levou o prêmio de melhor programação, superando 16 países.

Junto do gosto pela programação, o menino desenvolveu gosto pelas competições. “É bem tenso, pois são três provas por dia durante três dias. E a banca examinadora sempre percebe as fraquezas do robô e aumenta a dificuldade do circuito. Nos intervalos, temos que prever os obstáculos e melhorar o robô. Mas é uma ótima oportunidade para aplicar, comparar e compartilhar com outros alunos o que estamos fazendo na área. E é sempre interessante ver quais soluções cada país encontrou para o mesmo problema”, diz.

Depois de participar de mais uma RoboCup no ano que vem na Cidade do México, Renato pretende tentar a faculdade de Ciências da Computação.

A grande meta - A RoboCup é uma competição mundial de robótica. Todos os anos, estudiosos dos níveis básico (ensino fundamental) e sênior (graduação e pós) criam robôs que competem nas categorias futebol, dança e resgate. O professor Luís explica que a competição surgiu, em 1994, com um grande objetivo: desenvolver robôs humanoides que, em 2050, formem uma equipe de futebol e vençam o time campeão da Copa do Mundo do mesmo ano.

Wallace, o professor Luís Rogério e Renato após vencerem a RoboCup, na Turquia


Fonte: O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Google TV terá mais parceiros, diz Schmidt


Presidente do conselho afirmou que empresa tem “firme compromisso” de expandir e melhorar o serviço

EDIMBURGO – O Google tem um “firme compromisso” para com seu serviço de televisão e espera anunciar muitos parceiros novos para ele em breve, disse Eric Schmidt, presidente do conselho da empresa, no sábado, 27.

A Google TV, que permite que os usuários combinem conteúdo de web e televisão em telas de televisores, recebeu críticas pouco entusiasmadas e foi bloqueado pelas grandes emissoras norte-americanas quando de seu lançamento nos Estados Unidos, em outubro.

Schmidt declarou no festival de TV de Edimburgo que os obstáculos ao produto até o momento se devem em parte a uma característica técnica dos televisores, aparelhos que os consumidores tendem a substituir apenas uma vez a cada cinco anos.

“Temos o firme compromisso de continuar, de melhorar o Google TV”, disse ele, acrescentando que novas empresas em breve se unirão aos atuais parceiros Sony e Logitech para a próxima versão do sistema. A Logitech produz mouses, alto-falantes, webcams e teclados para computadores. ”Creio que os dois continuarão conosco e que surgirão muitos outros parceiros. Esperem por um anúncio em breve”, disse.

O Google há muito abriga ambições de expandir seus negócios de publicidade online, que movimentam US$ 28 bilhões anuais, ao mercado de televisão.

A empresa controla o YouTube, o mais popular site de vídeos online do mundo, mas não anunciou lucros derivados desse serviço desde que o comprou, em 2006.

Schmidt declarou que previa o lançamento do Google TV na Europa para o começo do ano que vem. No sábado, ele afirmou que o Google ainda não havia resolvido suas diferenças com as redes norte-americanas ABC, NBC e CBS, e que esperava que a empresa não encontre problemas semelhantes no lançamento britânico do serviço.

“Nós certamente conversamos com eles sobre reverterem sua posição, e esperamos que coisa parecida não aconteça por aqui”, disse o executivo, acrescentando que o Google estava conversando com redes britânicas de TV.

Como outros setores prejudicados pela internet, o de televisão em geral suspeita do Google, temendo que a empresa capture faturamento publicitário sem contribuir para o pesado custo da programação. O Google argumenta que a web pode expandir o mercado geral de propaganda ao oferecer anúncios mais direcionados e efetivos, que encorajarão as empresas a investir mais em publicidade.

Fonte: Georgina Prodhan (REUTERS)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

“Diálogos – os Rumos da Logística no Brasil’’ terá transmissão on line



A agência T1 portal de notícias especializado em logística de transportes e a Pró Empresa lhe convidam para assistir a transmissão ao vivo do Evento ‘Diálogos - Os Rumos da Logística no Brasil’, no link: http://www.tvt1.com.br, no próximo dia 29.08 (segunda-feira), a partir das 9hs. Sua presença virtual é importante para o sucesso do evento.

Os debates trarão abordagens atuais sobre o futuro da logística brasileira. Temas como “A Conjuntura Econômica no Brasil e Internacional” pelo ex.ministro da casa civil, José Dirceu; e “O papel nos fundos de pensão no investimento em infraestrutura no Brasil” ministrado pelo ex.presidente da Fundação Economiários Federais, Guilherme Lacerda farão parte do Evento.

Haverá também a apresentação de painéis setoriais que trarão experiências sobre ‘Sistema Portuário Brasileiro’, ‘ Sistema Ferroviário de Carga’ e ‘Sistema de Transporte Rodoviário de Passageiros Interestadual e Internacional’.

Ainda após as apresentações haverá uma mesa redonda entre palestrantes, convidados e internautas, mediada pelo diretor executivo da Agência T1, José Augusto Valente.

Se você se interessa por este evento acesse o site da agência T1 no endereço www.agenciat1.com.br e acompanhe também nas redes sociais da agência T1.


Fonte: Ascom/Pró Empresa

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ANTP /TV : Programa ‘Em Movimento’ faz entrevistas direto do 24º Seminário Nacional da NTU


Sob o comando do jornalista José Márcio Mendonça, o programa da ANTP TV, ‘Em Movimento’, apresenta nesta quinta-feira, a partir das 16hs, entrevistas com autoridades e especialistas que participam do 24º Seminário Nacional NTU e da 4ª Feira Transpúblico, eventos promovidos pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano.
As entrevistas serão transmitidas direto  de um estúdio especialmente montado no local do encontro, o Transamérica Expo Center, em São Paulo.  A Pró Empresa transmite o  programa ao vivo no site da TV/ANTP no endereço: http://www.antptv.com.br/  onde os internautas poderão interagir  por meio de uma caixa de correspondência colocada ao lado da tela de transmissão.
Perguntas também podem ser enviadas antecipadamente por e-mail, para o endereço antptv@antp.org.br . 
Participe você também, clica lá.
Fonte : Ascom/Pró Empresa

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Seminário Nacional NTU 2011 destaca as vantagens do BRT para o transporte coletivo brasileiro

acesse o site do evento: www.mtu.org.br



Associação mostrará o BRT como solução possível para as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016


A Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) realiza entre os dias 24 e 26 de agosto a 4ª Feira Transpúblico e a 24ª edição do Seminário Nacional NTU, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP).
Serão debatidos os temas mais importantes e atuais do setor, com destaque para as vantagens do BRT (Bus Rapid Transit).

A intenção é mostrar as propostas e perspectivas do BRT para o Brasil como a solução viável para o transporte urbano, principalmente visando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, e também dos ganhos ambientais que sua utilização pode gerar.

O BRT é um sistema de transporte utilizado em mais de 80 cidades no mundo, no qual os ônibus circulam em uma rede de canaletas exclusivas com atributos especiais, como múltiplas posições de paradas nas estações, embarque em nível, veículo articulado e múltiplas portas, pagamento e controle fora do ônibus, bons espaços nas estações e equipamentos de informações aos usuários.

Outros temas que priorizem o debate e a evolução da mobilidade urbana também terão destaque no evento. A programação completa das palestras e painéis, bem como os convidados para o Seminário, você pode visualizar no endereço eletrônicohttp://www.eventosdantu.com.br/seminario2011/

 A Pró Empresa transmite todo o evento ao vivo. clique aqui e Participe!

As inscrições pelo site foram encerradas, mas estarão abertas no local.Outras informações você também poderá conferir diariamente em nossos perfis nas redes sociais e no Site a NTU

Agenda: 
O que
: 24º Seminário Nacional NTU e 3ª Transpúblico 
Onde: Local: Transamérica Expo Center – São Paulo (SP) 
Local: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 Santo Amaro - São 
Paulo - SP 
Quando: (24/08 – Abertura da Feira Transpúblico) e (25 e 26/08 – Feira e Seminário)
Horários: (24/08 – 12h-22h), (25/08 – 09h-22h (Feira) / 09h – 17h30 (Seminário) / 20h – Cerimônia de Entrega da Medalha do Mérito do Transporte Urbano Brasileiro) e (26/08 – 09h-22h (Feira) / 10h-16h (Seminário)

Fonte :Ascom/Pró Empresa 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

AÇÃO SOCIAL: Site de compras coletivas 'vende' mendigos

AdiUnindo bom humor e solidariedade, dois universitários do Rio Grande do Sul criaram o Mendigo Urbano, site que pretende ajudar moradores de rua a partir da web

"Mendigo Urbano é uma iniciativa social criada para ajudar e dar oportunidades a moradores de rua. Idealizada a partir do conceito de compras coletivas, o site deseja unir as pessoas por uma causa muito nobre: ajudar o próximo", diz o texto de apresentação do site.

Inspirado no site de compras coletivas Peixe Urbano, o serviço vende o passe do mendigo para o usuário pelo valor de R$ 250. O comprador pode escolher entre arrematar a oferta toda ou parte dela. O pagamento é feito via PayPal.

Quando a venda é concluída, o sem teto recebe o seu kit mendigo, que inclui uma cesta básica, roupas e um corte de cabelo.

Caso queira, o usuário pode cadastrar novas pessoas por meio de um formulário. Por enquanto, quatro homens estão "à venda" no site.

Fonte : Info online

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fraudes eletrônicas bancárias geraram perdas de R$ 685 milhões no semestre

Um relatório divulgado pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) aponta que, só nos seis primeiros meses de 2011, as fraudes bancárias realizadas por meio eletrônico atingiram R$ 685 milhões. Isso representa um aumento de 36% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

A Febraban aponta que o aumento está relacionado ao uso crescente dos meios eletrônicos como forma de pagamento. Além disso, o problema se agrava por conta da falta de uma legislação específica para punir esse tipo de crime e pelo próprio descuido dos usuários em relação aos procedimentos de segurança.

Do lado dos bancos, por sua vez, a entidade afirma que não há qualquer registro de invasão ou fraude a partir dos sistemas internos das instituições financeiras. O que, de acordo com a Febraban, só reflete os investimentos constantes que o setor tem feito para garantir a segurança das transações.

Também no relatório, a entidade defendeu a aprovação do projeto de lei para tipificar e punir os crimes cibernéticos, elaborado pelo deputado Eduardo Azeredo, e que encontra-se na Câmara dos Deputados.

fonte: olhar digital

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Facebook abre escritório no Brasil

Com mais de 750 milhões de usuários ativos no mundo e 25 milhões somente no Brasil, o Facebook anunciou nesta quinta-feira, 18, a abertura de seu escritório no maior país da América Latina. A empresa vai se instalar na cidade de São Paulo e a equipe vai investir nas áreas de negócio e operacional.
Facebook abre escritório no Brasil

A ideia de ter um escritório no Brasil é que ele funcione como suporte às empresas e algumas organizações locais. O comando da equipe, com 16 pessoas, será do vice-presidente do Facebook na América Latina Alexandre Hohagen, que assumiu o cargo em fevereiro deste ano.

Depois de países como Austrália, Canadá, Espanha, França, Hong Kong, Índia, Reino Unido, Singapura e outros, agora é a vez do Brasil integrar essa lista.

Fonte: G1

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

30º Enaex começa nesta quinta feira

O 30º Enaex é gratuito e você também pode acompanhar ao vivo a transmissão on line
site do evento: www.enaex.com.br

A Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB) realiza nesta quinta (18.08) e sexta (19.08), sempre entre às 9h e 19h30, o 30º Enaex – Encontro Nacional de Comércio Exterior, no Pier Mauá, armazém 02 no Rio de Janeiro.

O encontro é um Fórum que propicia o diálogo entre os diferentes segmentos empresariais e autoridades do governo na busca de soluções para os problemas enfrentados pelos exportadores e importadores de mercadorias e serviços, bem como pelos diversos agentes e operadores que atuam na cadeia de negócios do comércio internacional.

O 30º Enaex é gratuito. a pró empresa transmite ao vivo o evento e também pode acompanhar ao vivo a transmissão on line clicando aqui

Temas em destaque durante o 30ºEnaex

•Palestra Especial: “Cenário Internacional e Evolução Cambial no Brasil” - Luiz Awazu Pereira da Silva - Diretor do Banco Central.
•Palestra especial: Inovar para Competir: Estimulando a Incorporação Tecnológica - Luciano Coutinho - Presidente do BNDES.
•Painel: A Defesa Comercial no Brasil e no Contexto da OMC - Embaixador Roberto Azevedo - Representante do Brasil na OMC.
• Painel: Agronegócio - Exportação, Entraves e Perspectivas Senadora Kátia Abreu - Presidente da CNA.

A programação completa e todas as informações sobre o evento você também pode obter no site do Enaex no endereço eletrônico: www.enaex.com.br 

Não perca essa oportunidade. Participe

Fonte: Ascom/pró empresa

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Foto social : Com câmeras e celulares cada vez mais sofisticados, cresce o uso de redes sociais para compartilhar imagens

Imagem aérea de São Paulo com filtros do Instagram

No Facebook, já são mais de 100 milhões de fotos postadas por dia. O Flickr tem cerca de 6 bilhões de imagens em sua base de dados. Criado há menos de um ano e usado apenas em produtos Apple, o Instagram já acumula 150 milhões de cliques.
A mistura entre redes sociais e gadgets com câmeras cada vez mais sofisticadas está mudando a forma como as pessoas compartilham seus registros e se relacionam com a fotografia, cujo dia mundial é celebrado na sexta.
A data marca o aniversário do daguerreótipo -em 19 de agosto de 1839, o governo francês anunciou a criação desse tataravô dos equipamentos atuais e o liberou como um presente ao mundo.
Para usuários das redes, a facilidade para compartilhar as imagens e a reação instantânea de quem as vê ajudam a explicar o grande interesse.
"Na internet, há três formas básicas de expressão: texto, foto ou vídeo. E foto é a opção mais rápida, menos trabalhosa de colocar na rede", opina Marina Wajnsztejn, publicitária especializada em redes sociais. "Está na moda, a resposta sobre o que as pessoas acham da sua foto é muito rápida", comenta o fotógrafo Daigo Oliva.
Essa rapidez se confirma no Facebook: cada foto de perfil tem em média dois comentários e três "curti", segundo uma pesquisa feita com 100 mil usuários pela start-up americana Pixable.
O mesmo levantamento indica que cada usuário posta em média 282 imagens -as mulheres compartilham duas vezes mais fotos que os homens, e pessoas de 26 a 29 anos são as que mais levam seus registros à rede social.
Enquanto no Facebook e no Instagram usuários mostram o que captam a amigos e contatos, o Color, lançado em março, busca aproximar vizinhos. Seu aplicativo, para iPhone, cria comunidades temporárias e instantâneas entre usuários que estejam fotografando na mesma área.  Após o Color, esse recurso foi criado no Foursquare, rede social com geolocalização.

Fonte : Foha de S.Paulo

OBS :  A história do clique:
A foto acima foi tirada de um helicóptero durante a passeata da Força Sindical, em 3 de agosto. Enquanto o helicóptero seguia em direção à manifestação, aproveitei para clicar São Paulo de cima com o Instagram. Usei o recurso "tilt-shift" (ilusão ótica em que temos a impressão de estar olhando para uma miniatura) e o filtro Hefe para dar uma envelhecida na foto.

Danilo Verpa - fotógrafo da Folha  


O futuro é analógico?

Lomografia ganha popularidade no Flickr e atrai jovens em plena era das câmeras digitais; aproveitando a tendência, lojas de equipamentos fotográficos analógicos conseguem se manter

Na loja brasileira do lomography.com, site especializado em lomografia, há um aviso: "Devido ao grande volume de pedidos, poderão ocorrer atrasos na entrega. Estamos fazendo o possível para lhe atender da melhor maneira."
Se há suspeitas de que nunca existiram tantas câmeras de plástico, o dado pode apontar para uma confirmação. Lomografia é como se convencionou chamar a fotografia praticada com câmeras analógicas de plástico que produzem imagens de alto contraste, distorções na cor e não permitem controle de foco.
O termo foi cunhado em 1991 pela empresa austríaca que começava a comercializar as câmeras fabricadas pela soviética Lomo. A falta de precisão e a facilidade de "não pensar, apenas clicar", são alguns de seus maiores atrativos.

Mas o fenômeno como conhecemos hoje vem na rabeira do Flickr e deve muito à sensibilidade marqueteira de seus representantes, que viram nas distorções produzidas pela Lomo o potencial para se tornar a linguagem hegemônica na rede social.
E embora a tendência geral da fotografia seja o exato contrário, o slogan da marca afirma: "O futuro é analógico". Marco Antônio Bueno, da Pretti Cine Foto, vende materiais e equipamentos analógicos há 40 anos e não pretende se render à digitalização. "O analógico ficou para colecionadores e estudantes. Diria que a procura caiu 70% nos últimos anos, mas ainda há modelos, como a Pentax K1000, que venderíamos todos os dias se tivéssemos estoque."
Segundo ele, raridades como a Hasselblad e a Rolleiflex, que usam filme de formato médio, "se vendem sozinhas". Mayra Xavier, dona do espaço fotográfico Consigo, conta que metade das pessoas que vão à sua loja atrás de filme são jovens que aderiram à Lomo.
Há 40 anos, Tuguo Ogava, 75, tem um laboratório de revelação. Os reveladores são misturados ali mesmo, e as ampliações, feitas uma a uma, por processo fotográfico. Ogava diz ter abandonado a revelação de filmes coloridos no começo da década de 1990, "quando o minilab [laboratório de foto de dimensão reduzida] chegou para avacalhar". 

Hoje ele se restringe aos filmes preto e branco. Revela em média 15 filmes por dia.
O serviço é sua única fonte de renda. Ele cobra pelos filmes tirados em Lomo mesmo que não saia nada, porque "em 90% dos casos não sai", diz. 

Fonte : Folha de S.Paulo  

Cultura de internet é celebrada em festival

Evento contará com Gilberto Gil, Rafinha Bastos, Cristovam Buarque e Moot, criador do site 4chan.org


A nona edição do youPIX, festival brasileiro que celebra a cultura de internet, acontece de hoje até sexta-feira (19) no Porão das Artes da Bienal de São Paulo. Christopher Poole, mais conhecido como Moot, é um dos convidados do evento. Ele criou o 4chan.org, fórum do qual se originaram muitos fenômenos da internet, como os lolcats (imagens que associam a foto de um gato a um texto para criar efeito humorístico).
O youPIX se divide em três palcos: o Auditório -onde ocorrem as atrações mais importantes-, o Hub Senta Lá e o Hub Mais Bonito da Cidade. Moot fala no Auditório, na quinta (18), das 21h às 22h, em entrevista mediada pelo jornalista Alexandre Matias.

Gilberto Gil também participa do evento. Das 20h30 às 21h30, o músico será a figura central de uma sabatina com mediação da organizadora do youPIX, Bia Granja, da jornalista Rosana Hermann e de outras personalidades, entre as quais Rafinha Bastos.

Além de mediar essa conversa, o humorista do "CQC", da Band, vai apresentar nos três dias o Lol Live, evento com celebridades da internet e outras personalidades, que fazem performances quase todas relacionadas ao universo do humor tosco.

Outras figuras famosas que participam de conversas são o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o ator Paulo César Pereio e o humorista Serginho Mallandro.

O último youPIX teve público de cerca de 4.000 pessoas. Bia Granja espera 2.000 pessoas a mais para a nona edição. Segundo ela, o youPIX está crescendo porque "a cultura de internet se popularizou". O evento é gratuito, mas as pré-inscrições, necessárias para a retirada de credencial, encerraram-se na segunda .

Fonte: Folha de S.Paulo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Intel oferece melhora de desempenho de chips mediante taxa de atualização


 Por US$ 50, é possível melhorar desempenho do processador liberando recursos que não estavam ativos até então 


A Intel está oferecendo aos usuários de aparelhos com processadores antigos uma possibilidade de atualização para melhorar o desempenho dos chips através do seu Intel Upgrade Service.

Usuários de chips Core i3-2312, Core i3-2102 e Pentium G622 podem fazer com que seus processadores funcionem melhor, com ótimo desempenho de aplicativos, vídeo e fotos, por exemplo. A empresa afirma que o Core i3-2102 passa a funcionar como um Core i3-2513, com velocidade até 11% maior em aplicativos e 15% em arquivos de mídia.

O que o programa de atualização faz é apenas liberar recursos presentes no chip que não estão ativos. Os consumidores baixam um programa para ativar essas funções, que necessita de um código dado pela Intel após o pagamento de uma taxa.

De acordo com o Engadget, o preço para atualizar seu chip é de US$ 50.  


Fonte : olhar digital

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Óculos projetam vídeos direto na lente


 Os óculos Wrap 1200 têm telas integradas às lentes e reproduzem imagens simulando a visão que você teria numa tela de 75 polegadas a uma distância de 3 metros


A Vuzix, empresa de tecnologia americana, anunciou hoje um acessório digno de filme de ficção científica. Os óculos Wrap 1200 têm telas integradas às lentes e reproduzem imagens simulando a visão que você teria numa tela de 75 polegadas a uma distância de 3 metros.

Toda a cena fica visível para quem usa os óculos, é claro. A ideia não é nova, mas o novo produto tem novidades. Ele também permite exibir vídeos em 3D. Tanto nesse caso quanto no caso dos vídeos em 2D, a proporção do painel é de 16:9, padrão do widescreen.

O aparelho, segundo a fabricante, oferece distorção mínima das imagens. Suas telas tem resolução de 852 x 480 pixels. Elas têm ajustes de brilho, contraste e saturação de cor. Elas também ajustam a imagem para cada olho, se for preciso.

Os arquivos são transmitidos para os óculos por portas de vídeo composto ou vídeo componente. É possível também ligar um iPod direto nos óculos, com um cabo, e usar os fones do próprio Wrap para ouvir. Os óculos custam 499 dólares.

Fonte :  Revista Info 

O ouro do século 21

minério de Nióbio 

 A expansão da tecnologia depende hoje alguns minerais estruturalmente parecidos, com nomes estranhos e espalhados desigualmente pelo mundo. Alguns são encontrados no Brasil, como o tântalo, com uma mina em Presidente Figueiredo (AM), e o nióbio, explorado nas cidades de Ouvidor e Catalão (GO) e Araxá (MG). O primeiro é componente vital em baterias de celular e o responsável pela expansão da sua carga. O segundo vai na liga metálica de motores de foguete e está sendo pesquisado para funcionar como um dos mais modernos tipos de supercondutor.

Não é a toa que os EUA consideram as cidades brasileiras citadas “pontos estratégicos” sob sua influência, como mostrou um documento vazado no Cablegate do Wikileaks no final do ano passado, que enumera locais “cuja perda poderia impactar criticamente a saúde pública, a segurança econômica ou a segurança interna” do país. Além de necessários para a indústria de tecnologia pessoal, os minerais raros já são vistos como importantes armas militares e econômicas, o ouro do século 21.

Os chineses detêm praticamente o monopólio desses minérios. Com cerca de dois terços das reservas conhecidas em suas próprias terras e donos de grande parte das minas em outros países, são responsáveis por 97% da exportação de terras raras. Enxergando esse domínio estrategicamente, o país nacionalizou 11 minas em janeiro e limitou as exportação em 30 toneladas por ano, forçando um aumento de 1.000% no preço e, por consequência, uma corrida por fontes alternativas em outros países .

“A medida da China cria um grande problema econômico, pois os países que têm essas terras irão escondê-las para o preço aumentar ainda mais”, opina o geólogo Ideval Costa, do Instituto de Geociências da USP.

A Vale anunciou intenções de entrar na exploração no Brasil, que têm apenas 30% do seu território mapeado. Porém, pesquisas independentes de mineradoras já descobriram várias jazidas em cidades do Amazonas e Roraima, aumentando a especulação e conflitos nessas terras, como a da terra indígena da Raposa do Sol (RR), rica não só em diamantes mas também em nióbio.

Não há, por enquanto, o risco do esgotamento. Usado em telas touchscreen, o ítrio até estava ameaçado de acabar, mas foi salvo por pesquisadores japoneses que no mês passado descobriram uma jazida de terras raras embaixo do mar, entre o Havaí e a Polinésia Francesa, garantindo mais alguns anos de iPads, telas LED e mísseis teleguiados.

Fonte: coluna link do Jornal o Estado de S.Paulo

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nova 'pele eletrônica' mede sinais vitais


 Adesivo com circuitos eletrônicos, grudado ao pulso de um voluntário; material fica naturalmente grudado na pele 



Aparelho finíssimo, com aparência de pele descascada, acompanha atividade cerebral, muscular e cardíaca. Inventores já têm plano para incorporar objeto a roupas esportivas; uso em hospitais daria mais conforto a pacientes
Um novo tipo de adesivo para a pele, que possui circuitos eletrônicos embutidos, é capaz de medir sinais como atividade cerebral ou movimento muscular de maneira menos invasiva que uma tatuagem de brinquedo.
A invenção, apresentada ontem por pesquisadores americanos e coreanos, ainda não chegou ao mercado, mas já está atraindo o interesse de parceiros para a comercialização.
"Nós já criamos uma empresa 'start-up' para lidar com capital de risco, a NC10, que possui um acordo com a Reebok para lançar um produto na área de roupas esportivas eletrônicas", afirmou John Rodgers, pesquisador da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), líder do projeto.
"Eu tenho esperança de que será possível criar outros produtos com custo razoável, porque nem toda a tecnologia que usamos é nova." Em uma entrevista coletiva por teleconferência, o cientista mostrou as propriedades físicas do produto num exemplar colado em seu próprio antebraço.
Apesar de possuir um circuito eletrônico, o novo adesivo mais se parece com um pedaço de pele descascada. O produto usa componentes eletrônicos convencionais, mas precisou de duas inovações cruciais para funcionar. Uma delas foi uma técnica para extrair fatias extremamente finas de placas de silício para montar os dispositivos, ao mesmo tempo em que os circuitos eram projetados em zigue-zague, para poderem encolher e esticar como uma sanfona.
A outra novidade apresentada pelos pesquisadores foi a técnica de transferir o delicado circuito resultante do processo para uma fina folha de silicone, que dá sustentação ao dispositivo sem tirar sua flexibilidade. "Ao final, o produto pode ser aplicado como se fosse uma tatuagem de brincadeira", disse Rodgers. Uma das maneiras com que os cientistas demonstraram a praticidade da pele eletrônica, aliás, foi aplicando-a em um voluntário por baixo de uma tatuagem temporária.
Nos testes realizados até agora, a informação coletada pelos circuitos foi transmitida para computadores por meio de pequenos fios, mas o cientista afirma que já está desenvolvendo tecnologia sem fio para o produto.

BATERIA
A energia usada pelo adesivo também é um problema que já foi parcialmente resolvido. Os circuitos são alimentados por geração mecânica de energia, por meio da movimentação da pele e por minúsculas células de captação de energia solar.

Segundo os pesquisadores, uma das vantagens da nova tecnologia é que ela permite monitorar sinais elétricos vitais não apenas de maneira mais confortável, mas também mais precisa. Segundo o cientista, o sistema novo permite aplicar algo na escala de milhões de eletrodos em uma pessoa, sem uso dos cabos elétricos e esparadrapos dos sistemas típicos de eletroencefalografia.

Fonte : Rafael Garcia, p. a Folha de S.Paulo

Exoesqueleto robótico sai dos filmes para a vida real

O grupo Raytheon Sarcos está próximo de tornar realidade um conceito muito presente em filmes de Hollywood: os exoesqueletos robóticos.

A roupa de robô XOS 2, mostrada no vídeo abaixo, usa uma série de sensores e controles para levantar objetos pesados e ainda deixa o usuário ágil o suficiente para chutar uma bola de futebol, de acordo com os criadores.

Porém, não vá achando que em breve você poderá comprar uma roupa dessas em qualquer loja para sair brincando como o Homem-de-Ferro. A armadura ainda deve demorar mais cinco anos para ser aperfeiçoada.
Veja o vídeo clicando http://bit.ly/oqWH8q


Fonte: Olhar digital

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Em que internet você vive? Há quem se sinta moderno por usar uma cornucópia de aplicativos, sem se dar conta de que ela é um retrocesso

Ao ler muito do que é escrito hoje sobre a rede mundial de computadores, me pergunto a que internet tantos se referem. Dificilmente será a estrutura acadêmica, textual, monocromática, de configuração difícil, baseada em máquinas enormes e barulhentas. Soa estranho pensar que já houve o tempo em que "entrar na rede" implicava se deslocar fisicamente até os terminais de algum mainframe institucional e mendigar uns minutinhos de tempo de servidor na frente de um monitor de fósforo verde.
Não, certamente a tal internet de que tanto se fala não deve ser essa. Tampouco deve ser a rede que a sucedeu, um território livre, revolucionário, inconformado, não alinhado, coletivo, jovem-universitário-entusiasmado, ingênuo, meio hippie até, imaginando utopias enquanto esperava o modem completar a conexão. Soa nostálgico pensar que já houve o tempo em que havia uma hora certa para "entrar na rede", pois isso implicava em se desconectar do resto do mundo e deixar o telefone ocupado, cobrando os minutos feito taxímetro enquanto se buscava uma reconexão social por meio de salas de chat ou outro simulacro qualquer.
Não, acho que não. Por mais que os planos de dados cobrem preços abusivos, a internet em que negócios, governos e outros pilares do contemporâneo se apoiam já não liga mais para a hora do dia, nem é mesquinha com o peso das coisas que, hoje medidas em Gbytes, ofuscam a época modesta em que Mbyte era coisa de rico.
Muitos ainda se referem a uma internet dependente de browsers, em que ainda se digita http://www, pedindo um protocolo e rede específicos, por mais que gopher: e telnet: estejam praticamente extintos, que ftp:// use outros aplicativos e que seja difícil de imaginar uma rede não global nem gráfica. Resquícios da evolução, http e www fazem tão pouco sentido quanto o browser, hoje que muitos aplicativos e sistemas operacionais acessam a rede-mãe.
Há quem se sinta moderno por usar uma cornucópia de aplicativos, sem se dar conta de que ela é um retrocesso aos tempos de conteúdo fechado, restrito e pago. E irreversível, talvez só eventualmente superada por aparelhos que tornarão o conteúdo ainda mais fechado, restrito e caro.
As máquinas maravilhosas de um futuro próximo deverão acessar um tipo diferente de Skynet (ooops, ato falho), com um volume exponencialmente maior de dados contextuais, semânticos e outras variáveis muito além de nossos vãos algoritmos. Não há dúvidas de que serão usadas por gigantes que ainda nem foram inventados para tomar decisões por conta própria, agindo mais ou menos como o Google quando nos faz crer que os resultados apresentados sejam realmente os mais adequados.
A internet, como toda infraestrutura, evolui silenciosamente e se transforma ao longo dessa evolução. Tudo o que hoje há de mais rico e poderoso será rapidamente superado. Talvez por aquela tecnologia que os íntimos apelidam de Bio, talvez pela outra cujos fiéis chamam de Nano. Ou talvez -vai saber?- por algo tão simplório que, se fosse inventado hoje, não chamaria a atenção.
A nós só resta compreender que a evolução não prossegue em linha reta e buscar identificar seus pontos de inflexão. Talvez assim fique mais fácil compreender por que a humanidade que um dia sonhou com carros voadores e planetas colonizados acabou por se contentar, dez anos depois do prazo, com 140 caracteres.

*Luli Radfahrer

Mar de ódio - Sob anonimato, usuários de internet destilam comentários raivosos em redes sociais e outros sites; psicólogos, vítimas e moderadores discutem o fenômeno


Chico Buarque, 67, não conhecia os confins da internet. Recentemente, em vídeo publicado na rede, o compositor contou como essa relação começou: leu os comentários de uma notícia relacionada a ele em um grande portal.
"Hoje em dia, com essa coisa de internet, as pessoas falam o que vem à cabeça", diz. "Se o artista olhar na internet, ele é odiado". O vídeo, curiosamente, não está aberto para comentários. O que Chico Buarque descobriu é o cotidiano da rede: com a facilidade de serem anônimos e a sensação de fazerem parte de um grande grupo, usuários destilam seu ódio em fóruns, portais e redes sociais -são os "haters" (odientos).
O excesso de raiva pode ter consequências drásticas: recentemente, o jornalista Geneton Moraes Neto moveu uma ação na Justiça contra um usuário do Twitter que o acusou de plágio. Venceu, e o réu foi condenado. A desindividuação, fenômeno psicológico estudado desde o fim do século 19, tem sido cada vez mais discutida.
Psicólogos associam o ódio on-line à falta de estrutura familiar e afirmam que a internet escancarou as portas para o bullying. Sites e governos buscam soluções para coibir o anonimato na rede. Nesta edição, conheça a opinião de "haters", de psicólogos e de pessoas que lidam com o ódio virtual diariamente -os moderadores de fóruns e comunidades.

Fonte: Leonardo Martins, colaboração para a F.de São Paulo

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A atmosfera da Copa e o ar da cidade

 por Reinaldo Canto*

São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios.



A realização da Copa do Mundo e a qualidade do ar de São Paulo seriam temas distintos, caso não tivessem um encontro traçado pelo destino. E, neste momento, não me refiro à densa névoa que cobre os preparativos para a Copa do Mundo, cercados de mistério e de negociações nebulosas que deixam o ar irrespirável. Na verdade, ambos os assuntos deverão ser discutidos por nativos e turistas daqui a três anos em 2014, afinal nesta mesma época, os problemas que afetam as condições atmosféricas deverão estar ainda piores do que as registradas nos últimos dias.

A triste combinação entre frio, ar seco e poluição já é responsável por um aumento de 62% nas internações na capital paulista, conforme noticiado pelo Jornal da Tarde, no dia 18 de julho. Fatos não raros que se repetem ano após ano, inclusive com registros de mortes diretamente ligadas aos crescentes e inaceitáveis índices de poluição do ar. E, infelizmente, a população não pode contar com ações realmente sérias do poder público para ao menos reduzir as suas principais causas.

Tais problemas, é claro, não surgiram recentemente. São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios. Faltaram e continuam faltando planejamento e bom senso. Resultado: mais poluição e menos qualidade de vida.

Se hoje já contamos com mais de sete milhões de veículos circulando por nossas entupidas ruas, a entrada de mais de mil novos carros emplacados diariamente na cidade só faz imaginar que durante a Copa os problemas serão multiplicados. Mesmo com automóveis menos poluentes, não é possível imaginar que teremos em 2014 um ar mais puro para respirar.

O ritmo frenético dos lançamentos imobiliários é outro fator que colabora para piorar as condições climáticas, ao eliminar áreas verdes para a subida indiscriminada de espigões. Uma troca nefasta de árvores que absorvem gás carbônico deixando em seu lugar uma cidade mais impermeabilizada e cinza. Uma equação bastante simples e óbvia que agrava os casos de enchentes e aumenta a sensação de calor no verão. Já nestes dias de inverno, entre outros problemas, contribui para dificultar a dispersão de poluentes.

Tempo existe para mudar esse estado de coisas e alterar o caminho de São Paulo rumo a um desenvolvimento mais sustentável. Mas é preciso que, restando três anos para a abertura da Copa do Mundo, nossas autoridades pensem e respirem profundamente, com cuidado para não se intoxicarem, e comecem já a agir em prol da cidade para as pessoas. Mais transporte coletivo e mais áreas verdes serão muito bem-vindas. Afinal, com Copa ou sem Copa, os milhões de habitantes de São Paulo vão permanecer por aqui, vivendo e respirando, quem sabe, ares melhores num futuro próximo.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Fonte: @envolverde, publicado originalmente no Jornal da Tarde.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

TV conectada disputa interatividade com TV digital



A TV conectada, ou o acesso a internet pela rede IP na TV, ganha fôlego no país e está sendo vista como uma alternativa concreta para o avanço da interatividade, que continua patinando na TV digital aberta. A convivência entre os dois modelos é vista hoje como a opção mais viável no mercado brasileiro. "A TV conectada não exclui a TV aberta interativa", afirmou Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital).

Algumas empresas de software brasileiras já preferem se dedicar com exclusividade às SmartTVs, pois suas vendas crescem em todo o mundo, enquanto a interatividade na TV aberta está em maior evidência apenas na Argentina. Segundo o presidente da HXD, José Salustiano Fagundes, as TVs conectadas representarão 25% da produção total de televisores em todo o mundo no final deste ano, e o Brasil também acompanhará esta tendência. "Nossos clientes estão levando seus projetos para outras tecnologias por uma necessidade do mercado", afirmou. Cerca de 70% dos aplicativos desenvolvidos pela HXD são voltados para a TV conectada, e não para o padrão Ginga.

A indefinição do governo brasileiro na adoção do Ginga como padrão para a interatividade e a resistência dos radiodifusores comerciais não desanimam a Totvs, que já desenvolveu diferentes aplicativos para o Banco do Brasil e UOL, além de ter desenvolvido o middleware com o padrão nacional. "Estamos investindo R$ 5,8 milhões na produção de conteúdo para a TV digital", afirma David Britto, diretor de estratégia de tecnologia da empresa.

Para Roberto Franco, o avanço das TVs conectadas não anula a interatividade na TV digital aberta, pois as tecnologias são complementares. "A interatividade da TV conectada é fragmentada", disse sobre os aplicativos exclusivos para SmartTVs de diferentes fabricantes, comparando com o conteúdo interativo transmitido pela TV aberta, que é o mesmo para todos os equipamentos. Para Franco, a interatividade não é essencial à TV digital, mas uma opção do consumidor.

Marcello Zuffo, supervisor do grupo de pesquisa LSITec da USP, por sua vez, diz ter-se se rendido à realidade do mercado brasileiro. E, se antes defendia que o governo tornasse obrigatória a adoção do Ginga nos conversores brasileiros, mudou de opinião. “O problema não está nas fabricantes nem no governo, o problema são as emissoras, que não criam conteúdo interativo”, avalia.

Já o presidente da HXD defende a obrigatoriedade do padrão Ginga. Ele afirma que o Brasil já tem uma base instalada de 2,7 milhões de TVs com conversor digital embarcada com Ginga, número suficiente para que houvesse um interesse maior da indústria em investir em aplicativos para a tecnologia. “O Ginga está preparado, mas não há demanda de mercado”, disse.

Segundo o executivo, há cerca de 14 aplicativos Ginga no ar – como a função de interatividade do reality show A Fazenda 5, da Record -, muitos dos quais pouco acrescentam à programação e são raramente atualizados. Ele compara a oferta com a da Argentina, que adotou o mesmo padrão de TV digital do Brasil, além da tecnologia brasileira de interatividade, e já avançou mais que o país nesse quesito.

Fonte : Tele.síntese

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Redes sociais superam a censura


Pequim, China - A legião de microblogueiros que cresce rapidamente na China superou os esforços do governo para supervisionar, incidir e censurar a informação que circula pela internet. Isto ficou evidente após o acidente de trem de Wenzhou, que desatou uma onda de indignação e no país.

Os chamados weibos na China são fontes de informação cada vez mais populares e espaços para o debate público. Com as redes sociais Twitter e Facebook, proibidas neste país, o serviço limita a extensão das mensagens e os usuários podem reenviá-los e comentá-los. O conteúdo varia de questões mundanas ao humor e, sempre, assuntos políticos.

A China tem mais de 500 milhões de usuários de internet e mais da metade tem conta de microblog. Duas empresas dominam o setor: a Sina Holdings Limitada, com o serviço Sina Weibo, utilizado por 140 milhões de pessoas, e a Tencent Inc. com 200 milhões de clientes. Os usuários da Sina costumam ser do setor social de maior renda e com mais estudo, enquanto os da Tencent são mais jovens.

Vários organismos do governo e corporações estatais têm conta de microblog, inclusive o órgão de imprensa do Partido Comunista, o Diário do Povo, tem um. Mas a maioria dos usuários é de cidadãos comuns interessados em socializar e trocar informação, inclusive sobre temas considerados delicados na China.

“Cada vez mais pessoas expressam opiniões sobre o bem-estar da população, a justiça e a corrupção”, disse à IPS o pesquisador Jiang Shenghong, da Academia de Ciências Sociais da cidade de Tianjin. “As redes sociais, especialmente os weibos, se converteram em um método importante para as pessoas adotarem e expressarem ideias. Podem difundir rapidamente, de forma oportuna e é relativamente gratuito”, acrescentou.

Trata-se de um espaço onde se costuma discutir questões como a expropriação de terras, demolição de casas e a corrupção no governo. Porém, foi o desastre de Wenzhou que mostrou ao governo o poder dos microblogs e, por extensão, da cidadania conectada à internet.

Dois trens de alta velocidade chocaram-se no dia 23 de julho nessa cidade da província de Zheijiang, deixando 40 mortos e quase 200 feridos. O acidente e a resposta do governo desataram a dor e a ira das pessoas. O mais terrível para muitos chineses foram as imagens dos restos de máquinas incendiadas antes que acabasse a investigação.

Em cinco dias, houve 26 milhões de mensagens sobre a tragédia nos microblogs. As pessoas questionaram a resposta do governo e houve quem perguntasse se as autoridades não sacrificavam a população para preservar o crescimento econômico. A imprensa estatal inicialmente se concentrou em relatos de bebês resgatados e depois informou sobre o descontentamento da população.

Na semana passada, o governo ordenou aos meios de comunicação que deixassem de divulgar informação sobre o acidente que não fosse fornecida pela agência estatal Xinhua. Alguns jornais, influenciados pela atividade dos weibo, se negaram a cumprir essa ordem.

As autoridades seguem de perto as discussões nos weibos e deslocaram um pequeno exército de comentaristas encobertos para divulgar a linha oficial. Estas pessoas operam de forma anônima e promovem argumentos politicamente corretos. Muitos o fazem por dinheiro, segundo várias versões da imprensa internacional, entram em blogs, sites de notícias e salas de bate-papo.

Os “relações públicas” costumam ser estudantes que desejam aumentar sua renda e melhorar a chance de entrar no Partido Comunista. Outros são funcionários públicos ou aposentados que o fazem por entenderem que é um dever patriótico. São dezenas de milhares de pessoas, segundo as últimas versões da imprensa.

Global Times, um jornal estatal, informou no ano passado que na província de Gansu, norte do país, estavam sendo recrutados 650 comentaristas em tempo integral para “guiar a opinião pública sobre temas controvertidos”. Às vezes, o governo censura abertamente a informação, apaga comentários delicados ou proíbe as pessoas que provocam controvérsias.

Depois do acidente em Wenzhou, a onda de mensagens superou a censura que permitiu sua livre circulação pela internet. Foi tamanha a rapidez com que apareceram que ficou impossível realizar um controle efetivo. O risco que as autoridades corriam apagando comentários em massa era pior.

A pressão dos microblogueiros obrigou funcionários de Whenzhou a voltarem atrás e pedir desculpas pela ordem dada para que os advogados locais não aceitassem casos de famílias e vítimas do acidente sem permissão das autoridades. Após denúncias de que as autoridades pretendiam encobrir o acidente, os restos do trem foram desenterrados para continuarem as investigações.

Os weibos podem servir como ferramenta para que a cidadania se comunique com o governo, disse Hu Yong, professor da Faculdade de Jornalismo e Comunicações, da Universidade de Pequim. “Os wiebos permitem criticar a falta de ação do governo e servem para divulgar notícias em tempo real, o que obriga o governo a tomar medidas”, disse Hu à IPS. “O governo central controla a internet na China. As pessoas não podem dizer o que querem”, acrescentou.

Fonte: Envolverde/IPS

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

ANÁLISE : Novos serviços on-line enfrentam desafio do licenciamento

Ronaldo Lemos*
O Brasil está por fora da nova geração de serviços de conteúdo que chega ao consumidor pela internet. Quem mora nos EUA ou na Europa pode hoje consumir música, filmes, livros, games e séries de TV de forma digital, a preços razoáveis ou até gratuitamente (com custos pagos por publicidade).

Uma das razões para estarmos de fora é a dificuldade de licenciamento. Não é fácil conciliar o interesse dos donos dos conteúdos com os novos serviços. Quem tem direitos de distribuição para os EUA pode não ter para o Brasil. E como cada catálogo é controlado por empresas diferentes, é preciso chegar a um acordo com cada uma. Ainda não surgiu uma solução de mercado que facilite o processo.

A situação complica-se ainda mais quando chega a hora de negociar conteúdos nacionais. Boa parte das empresas brasileiras ainda não decidiu sua estratégia para a internet. Com isso, vários conteúdos nacionais simplesmente não estão disponíveis. Quando estão, os preços cobrados chegam a ser maiores do que o conteúdo estrangeiro.
Isso cria um desafio. O consumidor digital busca basicamente três coisas: preço, portabilidade e catálogo.
Quer que o preço seja baixo, permitindo consumo em larga escala. Quer acessar o conteúdo em qualquer tipo de aparelho e a qualquer hora, sem limitação. E quer um catálogo amplo, onde encontre tudo o que procura.

Incrivelmente, até hoje ainda não apareceu um serviço que atenda completamente aos três itens.Nos EUA, o Hulu, que distribui programas de TV on-line, começou bem, levando os três fatores em consideração.

Rapidamente atraiu milhões de consumidores e se tornou o segundo site de vídeos dos EUA, abaixo apenas do YouTube. Com o tempo, por brigas internas, foi mudando de estratégia. Limitou o catálogo, criou restrições de acesso e subiu preços. Resultado: o modelo está em crise, e a empresa, à venda.
O Netflix, caso de sucesso, também enfrenta problemas. Pressionado por empresas de conteúdo, teve de subir seus preços, diminuindo as previsões de crescimento e gerando queda das suas ações.A empresa está chegando ao Brasil e aposta no mercado latino-americano para compensar os solavancos. Olhar de forma mais cuidadosa para as demandas do consumidor é a chave para o modelo decolar, no Brasil ou em outros lugares.
Vale lembrar que todo o conteúdo continua acessível ilegalmente na rede. É para onde vai o consumidor quando percebe que não está sendo ouvido.

*colunista da Folha.

Eu tenho, você não tem : Brasil fica de fora de serviços on-line de música, vídeo e games populares no exterior

esta pintura não está disponível no seu país. Diz a obra de Paul Mutant


Os meios para consumo de mídia pela internet parecem aumentar e melhorar cada vez mais. Mas ouvir música pelo Spotify, acompanhar séries pelo Hulu, assistir a filmes pelo Netflix ou descobrir bandas pelo Pandora pode ser complicado para quem mora no Brasil.  Esses serviços, assim como outros, não funcionam oficialmente no país.
Em boa parte dos casos, isso ocorre devido a acordos de direitos de reprodução e distribuição válidos apenas para alguns países. Como as negociações frequentemente deixam o Brasil de fora, usuários recorrem a jeitinhos para desfrutar desses serviços.
Um dos métodos é a conexão via proxy ou VPN, que permite usar endereço IP de outro país para acessar um serviço. Algumas empresas, porém, exigem também cartão de crédito emitido no país em que o serviço é oferecido.
Há ainda serviços que até funcionam no Brasil, mas com conteúdo muito limitado. Nesse caso, é comum um usuário do país ter uma conta de acesso às versões estrangeiras do serviço.

Fonte : F.de São Paulo

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Chip detecta presença do vírus HIV no sangue em apenas 15 minutos

Desenvolvido nos EUA, teste custa apenas US$ 1 e pode ser usado para detectar e tratar a doença de forma adequada em países pobres

Um novo chip do tamanho de um cartão de crédito promete diminuir o tempo de realização de um teste HIV (que pode demorar dias para sair o resultado) para apenas 15 minutos, de acordo com o DVice.

O mChip,desenvolvido na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, afirma ter 100% de taxa de acerto e precisa apenas de uma pequena amostra de sangue para afirmar se o paciente está infectado com HIV ou outras doenças, como a sífilis. O melhor de tudo é que o kit custa apenas US$ 1 e o teste pode ser feito em casa.

Com o teste a preço baixo, a intenção dos pesquisadores é detectar e tratar a doença de forma adequada, principalmente em países pobres.


Fonte : Olhar digital

MESA REDONDA : Fundação Herbert Daniel convida para debater agenda marrom e a modernização programática do PV

A intenção da mesa redonda é fomentar o debate entre os participantes e dar subsídios para temas importantes dentro do partido
A Fundação Verde Herbet Daniel (FVHD) convida todos os filiados, partidários e simpatizantes para a mesa redonda Cidades Sustentáveis, nesta quinta feira (04.08), a partir das 19horas, no SINDEPES/DF - Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimento Particulares de Ensino Superior do Distrito Federal - SHCS CR Quadra 515, Bloco B, Lojas 44 e 45 (Entrada pela W3 e W2) Brasília - DF.

A intenção da mesa redonda é fomentar o debate entre os participantes e dar subsídios para temas importantes para o partido a serem abordados na revista ‘Pensar Verde’, além de preparar dirigentes para a modernização programática do PV. “Para esta segunda edição da revista temos prioridade pela agenda marrom e o debate sobre cidades sustentáveis. Ainda vamos começar agora dois processos internos do Partido Verde; a modernização programática do PV e preparação do partido para o processo de 2012” destaca o diretor administrativo da Fundação, José Carlos Lima.

Lima destacou ainda que questões como empresas não especializadas na coleta do lixo, o superdimensionamento do uso de veículo unipessoal de automóveis nas grandes cidades, a entrada construções no mercado financeiro abrindo capital e gerando um aumento na demanda, além de uma bolha imobiliária especulativa nas cidades serão alguns dos temas necessários e importantes para os debates que ocorrerão amanhã.

Além da participação presencial, a participação virtual também será priorizada no evento para uma maior proximidade com o público interessado nos debates da mesa. Assim, você poderá participar de sua cidade, acompanhando a transmissão ao vivo no site da FVHD ou no Blog. É só clicar no endereço: http://www.fvhd.org.br ou http://www.blogfvhd.org
Durante as transmissões será possível aos internautas interagirem, endereçando questões aos membros da Mesa. A Fundação também disponibiliza uma apresentação com as teses do PV sobre o tema. Acesse: Ecologia Urbana, na página da fundação.

Não perca essa oportunidade. Participe conosco e venha debater e construir uma agenda positiva sobre o assunto.
Presenças confirmadas:
• Moderador: Marcelo Silva – Ex-Prefeito de Maranguape;
• Comentarista: Professora Simone Souza, da Universidade Federal de Pernambuco
Debatedores:
• Eduardo Jorge, Secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo;
• Eduardo Brandão – Secretário de Meio Ambiente e Recurso Hídricos do DF;
• Angelus Filgueiras – Prefeito de Manacapuru (AM);
• Fernando Frederico de Almeida Júnior, advogado, professor, vereador em Jaú/SP, mestre em Direito e doutor em Educação;
• André Pasqualini - Diretor de Relações Públicas do Instituto CicloBR (www.ciclobr.org.br)