sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Primeiro carro feito com impressão 3D funciona



Urbee (foto para divulgação)

O primeiro carro "impresso" do mundo foi finalmente anunciado. O Urbee foi concebido em uma impressora especial, que construiu cada camada de sua carroceria, como se o carro fosse "pintado" várias vezes até que o seu formato final aparecesse. As camadas de composição são ultrafinas e se fundem em estado sólido.

Um dos destaques interessantes do Urbee (fora o fato de ser um carro impresso, que já é algo que chama a atenção), é que o veículo foi construído para durar nada menos que 30 anos. Lembrando que um carro convencional nos Estados Unidos tem vida útil de, em média, 5 anos. Seu pequeno motor pode alcançar a velocidade de 70 milhas por hora.

O líder do projeto, Jim Kor, disse que o lançamento é um marco muito importante. "Somos um pequeno grupo de designers e engenheiros de Winnipeg que tenta fazer a diferença. Fazer as coisas dessa maneira pode revolucionar a forma de produzir novos produtos. Esse processo de impressão 3D pode mudar a forma de integrar e substituir peças nos mais diversos produtos", completou.

Além disso, o Urbee é eficiente no consumo de combustível, que pode ser de até 8 vezes menor que os veículos similares. E sua autonomia é de até 200 milhas por galão em uma auto-estrada, ou 85 quilômetros por litro. O carro possui design elegante e futurista, lembrando um veículo saído de qualquer filme de ficção científica.

O Urbee levou quase 15 anos para ser concebido e conta com 3 rodas, dois lugares e um motor de combustão para ser utilizado em caso de emergência. O carro pode ter sua energia alimentada pela rede elétrica comum, por um pequeno painel solar ou por turbinas eólicas.

Via: Daily Mail

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ANTP/TV ‘Programa em Movimento' fala de temas que estarão em debate no 18º Congresso da ANTP



Nesta quinta-feira (29.09), a partir da 16 horas, o programa da ANTP TV, ‘Em Movimento’ apresenta entrevistas sobre alguns dos principais temas que estarão em debate no 18º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito, que a ANTP promoverá de 19 a 21 de outubro de 2011 no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro, paralelamente à VII INTRANS – Exposição Internacional de Transporte e Trânsito.

O 18º Congresso da ANTP terá 76 sessões, cobrindo os mais diferentes campos da mobilidade urbana. Segundo o jornalista José Márcio Mendonça, que comanda o programa ‘Em Movimento’, no encontro do Rio de Janeiro, haverá debates sobre os ônibus e os Bus Rapid Transit (BRTs), trânsito, sistemas inteligentes para transporte e trânsito, circulação e urbanismo, meio ambiente, pesquisa de opinião, transporte metroferroviário, bicicleta, qualidade e produtividade no setor, e questões relacionadas com a economia. 

“Essa multiplicidade é instigante e ao mesmo tempo complexa, então, decidimos destacar alguns dos temas, focalizando as suas premissas nos programas que antecedem o 18º Congresso”, informou.

A Pró Empresa transmite on line o programa é só clicar aqui: www.antptv.com.br

Fonte: assessoria de comunicação ANTP

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Máquina é capaz de rejuvenescer o cabelo






Hands Free Hair Rejuvenator
Aparelho, que usa luzes de LED e lasers de baixo nível para reparar os folículos capilares, promete resultados em 60 dias 


Já pensou em usar um rejuvenescedor de cabelo? Com essa novidade, é possível ter de volta a vitalidade do couro cabeludo por cerca de US$ 700. Chamada da Hands Free Hair Rejuvenator, a máquina, que parece com um capacete, promete reconstituir os cabelos da maneira como eles eram durante sua juventude.

Segundo o site Craziest Gadgets, o dispositivo funciona como uma terapia de foto-bioestimulação que repara os folículos capilares. Por meio de 21 lasers de baixo nível e 30 luzes de LED de alta potência, a máquina estimula o couro cabeludo sem causar nenhuma dor. 

Outras informações no site http://www.hammacher.com/


Fonte : olhar digital 

Mobilização ou distração?

Ao analisar a revolução no Egito, pesquisador dos EUA conclui que bloqueio de Mubarak à web (e aos seus passatempos) ajudou a disseminar os protestos

*Noam Cohen 

As mídias, incluindo as ferramentas interativas de redes sociais, tornam você passivo, podem solapar sua iniciativa e fazer com que você se contente em assistir ao espetáculo da vida desde seu sofá ou de seu smartphone.

Até mesmo durante uma revolução, ao que parece.
Essa é a tese provocante de um novo artigo de Navid Hassanpour, pós-graduando em filosofia política na Universidade Yale, intitulado "Bloqueios da Mídia Exacerbam Agitação Revolucionária".
Com cálculos complexos e vetores que representam a tomada de decisões por parte de potenciais manifestantes, Hassanpour, doutor em engenharia elétrica pela Universidade Stanford, estudou o levante recente no Egito.

Sua pergunta foi: "Até que ponto foi inteligente a decisão tomada pelo governo do ditador Hosni Mubarak em 28 de janeiro, no meio dos protestos cruciais na praça Tahir, de fechar as conexões à internet e aos celulares?".

A conclusão dele é que a decisão não foi tão inteligente assim, mas não pelas razões mais previsíveis. "A conectividade plena em uma rede social às vezes representa um obstáculo à ação coletiva", ele escreve.
Em outras palavras: a atividade toda de trocar mensagens no Twitter, no Facebook e por SMS é ótima para organizar e difundir uma mensagem de protesto, mas também pode transmitir uma mensagem de cautela, adiamento, incerteza ou, ainda, "não tenho tempo para esta política toda. Você já viu o último figurino de Lady Gaga?".

É uma conclusão que contraria a ideia hoje aceita de que as mídias sociais ajudaram a impelir os protestos.
Hassanpour usou relatos feitos pela imprensa das explosões de agitação no Egito para mostrar que, a partir de 28 de janeiro, os protestos se disseminaram mais amplamente pelo Cairo e pelo país. Não havia necessariamente mais manifestantes, mas o movimento se espalhou para mais partes da população. Ele chama isso de "processo de localização". "Pode ser difícil medir esse processo, mas você pode testá-lo -pode testar o que acontece depois que entra em efeito uma interrupção das conexões", argumenta.

TRÊS EFEITOS NO CAIRO
Ele escreve que "a interrupção parcial ou total da cobertura dos celulares e da internet em 28 de janeiro exacerbou a turbulência de ao menos três formas":
1) chamou a atenção de muitos cidadãos apolíticos, que não tinham consciência da turbulência ou não estavam interessados por ela;
2) obrigou a realização de mais comunicação cara a cara, ou seja, mais presença física nas ruas; e
3) descentralizou concretamente a rebelião no dia 28, graças à adoção de táticas de comunicação híbridas, fato que gerou algo mais difícil de controlar e reprimir do que teria sido uma só aglomeração de massa na praça Tahir.

ESCURIDÃO ESTRANHA
Ao "New York Times", Hassanpour descreveu a "escuridão estranha" que acontece em uma sociedade sem acesso à mídia. "Somos mais normais quando sabemos o que está acontecendo; somos mais imprevisíveis quando não sabemos. Em uma escala de massas, isso tem implicações interessantes."  O governo de Hosni Mubarak caiu, e, aos 83 anos, o ex-ditador foi levado de maca a um tribunal do Cairo para enfrentar acusações criminais de corrupção e cumplicidade na morte de manifestantes.

Jim Cowie, executivo-chefe de tecnologia da Renesys, empresa que avalia como a internet opera em todo o mundo, acredita que outro ditador deposto, Muammar Gaddafi, pode ter tomado nota da experiência egípcia.

Em um post em um blog no site da empresa, "O que a Líbia aprendeu com o Egito", Cowie escreveu em março que a Líbia estudou a ideia de interromper a conexão com a internet no país. Os líderes líbios "enfrentaram a mesma decisão no período que antecedeu a guerra civil", ele escreveu. "A cada vez, possivelmente por terem aprendido com o exemplo egípcio, eles optaram por não implementar um blecaute de vários dias de todas as conexões", completou.

SUFOCAR A REDE
Os governos sofisticados compreendem "que fechar o acesso à rede radicaliza as coisas", disse Hassanpour. O que é mais útil para os governos é "sufocar a largura de banda", reconhecendo que "a internet é algo que é possível reduzir, sem eliminar".

Esse processo visa tornar a conexão menos confiável e pronta, de modo que as páginas da web demorem para ser carregadas e que o streaming de vídeos seja imperfeito. De acordo com Jim Cowie, o Irã foi um dos vários países que perceberam que "o negócio não é desligar a internet, mas fazer com que ela seja menos útil", ao controlar quais bairros têm acesso a ela, por exemplo. Hassanpour, que nasceu e foi criado no Irã, concorda com essa tese: "O Irã faz isso de maneira localizada". 

* jornalista  do New York Times

Pink Floyd no YouTube : p/comemorar relançamento, banda retransmite show de 1974 em streaming no YouTube






A EMI relançou ontem a coleção completa e remasterizada dos álbuns no Pink Floyd. O relançamento, batizado de Why Pink Floyd?, inclui além dos discos também material de colecionadores e apps para iPhone.

E, para comemorar, o canal oficial da banda no YouTube transmitirá o áudio de uma versão inédita de Dark Side of the Moon, gravada ao vivo, junto com imagens da banda. O show foi gravado no estádio de Wembley, em Londres, em 1974.

A transmissão acontece de hora em hora até hoje, 28, e poderá ser acompanhada ao vivo pelos fãs pelo Twitter e Facebook. 

Confira: www.youtube.com/OfficialPinkFloyd

fonte : blog do estadão 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Filme sobre maconha com FHC chega à web



São Paulo - O Terra vai disponibilizar, a partir de hoje até a próxima segunda-feira (03), o filme brasileiro “Quebrando o Tabu”.

Dirigido por Fernando Grostein Andrade (irmão de Luciano Huck), o documentário aborda a questão da descriminalização da maconha no Brasil e no mundo e traz como figura central o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Os ex-presidentes dos EUA Bill Clinton e Jimmy Carter, o médico Dráuzio Varella, o escritor Paulo Coelho, além de representantes da sociedade e pessoas envolvidas com a causa também participam do filme, que chega à web três meses após estrear nos cinemas.

O Terra também vai exibir entrevistas em tempo real com Grostein Andrade, hoje, às 15h, e com FHC, na quarta-feira.

A exibição gratuita de “Quebrando o Tabu” faz parte da estratégia da empresa para atrair usuários para a Terra VídeoStore, serviço concorrente da Netflix e da NetMovies. 

Fonte : Revita info 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Simulador permite que homens sintam, na pele, como é uma gravidez



Desenvolvido no Japão, Mommy Tummy simula, em dois minutos, algumas das transformações no corpo durante os nove meses de gestação


Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Kanagawa, no Japão, desenvolveu um sistema que simula o período de gravidez em homens.

Chamado Mommy Tummy, o simulador mostra não só como seria o peso de carregar o bebê durante nove meses, como também permite que o pai sinta a criança chutando e se movimentando, e perceba o crescimento da região do estômago e dos seios durante a gravidez.

No simulador, os nove meses de gravidez levam apenas dois minutos para acontecer, e só falta simular o parto em si.

Fonte : Olhar digital 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Novos relógios de pulso se inspiram em smartphones





Lançamentos da categoria apresentam aplicativos, e-mail, música, Bluetooth e tela sensível ao toque . Com referências na TV, no cinema e nos gibis, os relógios inteligentes tentam sair do papel e virar realidade

Ameaçado pelo hábito de ver a hora no celular, o relógio de pulso começa a recorrer a elementos inteligentes dos smartphones. Uma nova geração de empresas aposta em levar aos pulsos das pessoas pequenos computadores, com direito a apps, sistema operacional e Bluetooth.

Uma das companhias dando fôlego ao segmento é a italiana Blue Sky, que planeja apresentar no dia 25 de outubro o I'mWatch. O aparelho vai ter Android 1.6, tela sensível ao toque e acesso a aplicativos de música e e-mail.

O interesse da indústria pelos relógios inteligentes ganhou força na semana passada com Juha Pinomaa, antigo executivo da Nokia.  Ele liderou um grupo de investidores na compra da Meta Watch, a divisão de relógios inteligentes da tradicional Fossil. O valor do negócio não foi divulgado.

A Meta Watch faz relógios com sistema operacional próprio, com um atrativo para quem tem afinidade por desenvolver aplicativos. Em seu site, a companhia oferece guias para hackear o relógio e atribuir funções a ele.

Embora inspirados por smartphones, os novos relógios não se arriscam a concorrer com a categoria. De forma geral, eles não têm conexão Wi-Fi e o acesso a internet ocorre via smartphone (o Bluetooth faz a ponte entre os aparelhos).

Fonte: Folha de S.Paulo 

CIÊNCIA: Novo laser detecta bombas


Novo laser vibra moléculas e detecta quais são de explosivos

São Paulo- Um novo laser desenvolvido pela Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, é capaz de detectar bombas escondidas no ambiente – como as colocadas em emboscadas.

Os pesquisadores, que originalmente criaram a tecnologia para a microscopia, acreditam que ela poderá ser usada pelo exército americano no Iraque e no Afeganistão, uma vez que 60% das mortes de soldados na região ocorre pela explosão de artefatos escondidos – especialmente na beira de estradas.

O dispositivo desenvolvido pela equipe do químico Marcos Dantus e publicado na Applied Physics Letters tem o poder de vasculhar grandes áreas e detectar materiais explosivos. Seus lasers podem identificar elementos químicos relacionados aos explosivos, diferenciados suas moléculas de outras com uma precisão de menos de um bilionésimo de grama.

Os feixes de laser funcionam combinando pulsos curtos, que atingem as moléculas e as fazem vibrar, com pulsos longos, que são usados para escutar e identificar as diferentes frequências de vibração. Cada molécula possui uma frequência própria, única, que funciona como uma impressão digital.

O laser também funciona aliado a uma câmera, para que o operador possa selecionar qual local deseja vasculhar.

Fonte: Revista Info 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dilma abre a Assembleia Geral da ONU 2011



NOVA YORK – A presidente Dilma Rousseff, dando continuidade à tradição de o Brasil abrir a sessão anual da Assembleia-Geral da ONU, fez  discurso nesta quarta-feira, 21, na sede da organização em Nova York. Presidente falou sobre paz no Oriente Médio e combate à pobreza entre outros temas.

Fonte : Youtube  

Cuidado com as 'pegadinhas' nos contratos das redes sociais





Facebook, Orkut, Twitter e Google+ podem distribuir dados dos usuários, mas são isentos de responsabilidade.  Os contratos desses sites somam mais toques que livro de García Márquez; dizer que não leu não é atenuante, diz advogado

Sabe aquela foto do seu cachorro que fez sucesso entre os amigos no Facebook? E se ela fosse usada em uma propaganda, sem que você fosse consultado nem recebesse nada por isso? Pode?  Em teoria, sim. E, se você achava que não, é porque nunca deu atenção aos termos de uso e às políticas de privacidade da rede social.

Tal regra não é exclusividade do Facebook. Quem tem conta no Twitter, no Google+ ou no Orkut permite, ao clicar "li" e "aceito" no cadastro, que esses serviços usem, quase sem restrições, as informações pessoais ali publicadas -até para integrar anúncios. Apesar de prevista nas letras miúdas do regulamento dos quatro sites, essa política não torna nenhum deles responsável pelo conteúdo publicado por usuários, como ficou claro em decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Na semana passada, a corte isentou o Google de indenizar um usuário que teve um perfil falso criado no Orkut. Decidiu-se que os sites não são obrigados a fiscalizar previamente o conteúdo. "O provedor só é responsável, se, depois de notificado, não tomar nenhuma atitude", diz Victor Haikal, especialista em direito digital do escritório PPP Advogados. 

Os contratos têm outros pontos controversos, como a liberdade que as redes têm de alterar as regras a qualquer momento, sem notificar os usuários, e alguns insólitos, como a restrição (legalmente nula no Brasil) de uso do Facebook por quem já cumpriu pena por crime sexual. Quem possui contas nessas quatro redes sociais supostamente leu mais de 160 mil caracteres de regras.

Como mostra o quadro ao lado, é mais do que Gabriel García Márquez precisou para, em 1981, contar a "Crônica de uma Morte Anunciada".

SEM DESCULPA
A extensão dos contratos não atenua as consequências da quebra das cláusulas. Ao aceitar os termos sem lê-los, o usuário "foi negligente", diz Haikal. "Você precisa cumprir o contrato. 'Ah, é arbitrário...' Mas você concordou."

Em julho, o programador Michael Lee Johnson publicou anúncio no Facebook para ganhar seguidores no Google+. Todos os seus anúncios foram removidos da rede social. A exclusão está amparada pelo contrato do Facebook, segundo o qual o site pode remover "qualquer anúncio, por qualquer motivo".

Outro item polêmico que aparece nos contratos é o compartilhamento de informações com terceiros. Quem entra numa rede social por meio de um aplicativo criado por outra empresa autoriza que esta veja seus dados.

Mudanças nas ferramentas oferecidas, se amparadas pela lei, também podem ser feitas à vontade, já que os termos não detalham cada serviço. Há alguns anos, o Orkut criou, sem notificação, um recurso que permite ao usuário ver quem visitou seu perfil. A novidade irritou internautas.

"Temos um compromisso com a transparência, e o recurso foi introduzido nesse sentido. O usuário poderia ativar ou desativar essa funcionalidade quando quisesse", diz Felix Ximenes, diretor de comunicação e políticas públicas do Google Brasil.

Fonte: coluna tec Folha de S.Paulo 

TECNOLOGIAS VERDES: Máquina irá sugar carbono do ar

Máquina pretente retirar no ar a maior quantidade possível de CO2



São Paulo – Uma máquina para retirar o carbono do ar está sendo desenvolvida no campus da Universidade de Calgary, em Alberta, Canadá. A tecnologia, porém, não é nova. Desde a década de 50 já se sabe que a técnica de separar o CO2 do ar é possível. Mas, pela primeira vez, ela esta sendo utilizada no projeto de um equipamento que deverá ser comercializado para executar a tarefa em larga escala.

O projeto é de David Keith, professor de física em Harvard, EUA. Indo contra todo o ceticismo de seus colegas acadêmicos, que não acreditavam no projeto audacioso por ele ser caro, Keith já recebeu suporte financeiro de US$ 6 milhões para tirar a ideia do papel. Entre os investidores, vale destacar a presença do fundador da Microsoft, Bill Gates.

A máquina, que ainda está em desenvolvimento, filtra o ar num processo de três etapas que gastam aproximadamente 600 volts de energia. Ao ser produzida comercialmente, espera-se retirar através da filtragem milhares de toneladas de CO2 do ar. Ainda é preciso resolver o que será feito com tanto carbono recolhido. Mas é bem possível que no futuro, além de carros elétricos e fontes de energias alternativas, o planeta Terra tenha a seu favor a máquina que suga carbono do professor Keith. 

Fonte : Revista Info 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Wi-Fi grátis para a Copa do Mundo

SÃO PAULO – Brasília terá uma rede Wi-Fi grátis até 2014. Os primeiros locais serão o entorno do Estádio Nacional de Brasília, o Parque da Cidade e a rodoviária do Plano Piloto.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, lançou um plano para que a cidade seja a sede do jogo de abertura da Copa – e a conexão faz parte dos esforços do governo para conseguir isso.

A rede terá velocidade de 2 Gbps. O sistema deverá chegar a todo o estado de forma gradual. O governo estabeleceu um prazo de 18 a 24 meses para implantar a rede em locais públicos.

“Vai ser a primeira capital a ter cobertura total de banda larga”, disse Queiroz. A ideia é que a população comece a usar a conexão em breve para manifestar seu apoio à candidatura da cidade.

Vista geral do canteiro de obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, que vai sediar jogos da Copa do Mundo de 2014.
FOTO: Dida Sampaio/AE
Fonte : Agência Brasil 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O tão temido imposto sobre as finanças






Paris, França Se os governos conseguiram encontrar bilhões de dólares para salvar o sistema financeiro global em 2009, por que não podem fazer o mesmo para erradicar a extrema pobreza?, perguntam na França defensores do imposto sobre transações financeiras. Esta reclamação faz parte do debate que os legisladores mantêm sobre a introdução de uma taxação desse tipo para ajudar a financiar o desenvolvimento local e estrangeiro.

“Se fomos solidários com o sistema financeiro, não posso crer que não possamos encontrar meios para reunir o dinheiro suficiente para lutar contra a extrema pobreza”, afirmou Arielle de Rothschild, banqueira e presidente da organização humanitária Care France. As restrições orçamentárias na Europa e nos Estados Unidos provavelmente dificultem a busca de fundos para os países pobres, que enfrentam uma situação muito difícil, como vemos em partes da África ou no Haiti. A principal solidariedade deve ser a de salvar vidas”, disse Arielle à IPS.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) realizou na semana passada a conferência “Imposto sobre as Transações Financeiras para um Mundo Mais Justo: Aqui e Agora”. O encontro reuniu funcionários de governo e de organizações não governamentais para debateram sobre a necessidade de se criar uma forma inovadora para arrecadar fundos para assistência ao desenvolvimento.

Os ministros das Finanças, François Baroin, da França, e Wolfgang Schaueble, da Alemanha, expressaram, em carta enviada à Comissão Europeia há uma semana, seu apoio ao imposto sobre transações financeiras (ITF). Paris se mostrou favorável a esse tipo de mecanismo e o parlamento adotou, em junho, uma resolução no sentido de implantar o ITF.

As autoridades esperam que a medida obtenha o apoio e outros países do Grupo dos 20 (G-20), que reúne países ricos e as grandes economias emergentes, que se reunirão no balneário de Cannes, sul da França, em novembro. “Temos que somar, trata-se de justiça e solidariedade”, afirmou a ministra de Ecologia, Desenvolvimento Sustentável, Transporte e Moradia, Nathalie Kosciusko-Morizet. “As finanças inovadoras dão senso de credibilidade à política”, disse Nathalie à IPS. “Sabemos que precisamos de dinheiro para que Norte e Sul se desenvolvam juntos. É um problema de credibilidade não saber como reunir dinheiro em um contexto em que não há mais orçamento”, acrescentou.

Com o ITF, a França pode ganhar cerca de US$ 16,5 bilhões, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Na Europa pode-se reunir mais de US$ 55 bilhões e, se todos os países do G-20 aplicassem esse imposto, a quantia chegaria a mais de US$ 358 bilhões, calculou o FMI. O ITF e outras formas de financiamento para o desenvolvimento devem concentrar a atenção da reunião de Cannes, afirmou a França, que tem a presidência rotativa do G-20 e do G-8.

“Definitivamente, fará parte da agenda”, disse à IPS o ministro de Cooperação, Henri de Raincourt. “O governo e os parlamentares franceses estão totalmente de acordo em encontrar formas inovadoras de financiamento e dispostos a considerar que se deve conseguir a contribuição do setor financeiro, um dos que se beneficia com a globalização”, acrescentou.

Medidas como a do imposto sobre passagens de avião já deram resultados, e neste caso o dinheiro se destina à saúde em países em desenvolvimento, afirmaram organizações. A “taxação solidária” da aviação proporcionou dinheiro à Unitaid, por exemplo, uma iniciativa internacional para melhorar o tratamento contra o HIV/aids, malária e tuberculose, principalmente em países de baixa renda.

Ainda não está claro qual porcentagem do ITF francês irá para a assistência ao desenvolvimento. Algumas organizações pretendem que seja destinado integralmente a esse fim, enquanto outras pensam que isso seria inaceitável para certos setores da população. “Creio que a população apoia o imposto. Mas, como vivemos tempos difíceis, alguns políticos podem reclamar que seja usado para ajudar os franceses”, disse Arielle de Rothschild.

A banqueira acrescentou que “seria favorável a destiná-lo aos países em desenvolvimento porque os ricos ainda têm segurança social. No Chifre da África, as crianças que morrem de fome não a têm. Creio que temos de encontrar outras formas de gerar grandes quantidades de dinheiro para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Um imposto sobre transações financeiras provavelmente seja uma forma de obter fundos”.

O setor financeiro, segundo a Oxfam e outras organizações, continuam obtendo ganhos enquanto a crise econômica empurrou milhares de pessoas para uma profunda pobreza. Um imposto de 0,5% sobre as transações, como venda de bônus e de ações, pode reunir cerca de US$ 409 bilhões por ano, segundo a coalizão Leading Group on Innovative Financing for Development, plataforma que reúne 63 países, organizações internacionais e não governamentais. Há 40 países que já criaram uma taxa sobre as transações financeiras, embora o dinheiro arrecadado seja destinado principalmente para uso local, disse a coalizão.

Já os críticos do ITF afirmam que pode prejudicar a economia, mas o presidente da Autoridade de Mercados Financeiros, Jean-Pierre Jouyet, descartou essa possibilidade. “É um imposto justificado. A riqueza financeira tem uma distribuição desigual e é preciso tributá-la. Não há nenhum risco de que isso prejudique a economia. É como se há 40 anos se tivesse dito que um imposto sobre consumo atentava contra este”, disse Jean-Pierre. “Atualmente, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) continua sendo um dos mais importantes. O imposto sobre passagens aéreas gerou o mesmo temor, mas nunca houve tantas viagens como agora. Estou totalmente a favor deste imposto. Temos os meios para criá-lo”, assegurou Jean-Pierre. Envolverde/IPS

(IPS) 
Fonte : Agência Envolverde  

ICMS deixa banda larga cara demais, diz ONU

O secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações, Hamadoun Touré; para ele, Brasil tem os maiores impostos estaduais do mundo


Os elevados impostos cobrados pelos governos estaduais, e não pelo governo federal, são a principal razão da banda larga custar caro no Brasil. 

A afirmação é do secretário-geral da UIT (União Internacional de Telecomunicações), Hamadoun Touré, que, em visita ao Brasil, defendeu um corte nos impostos dos governos estaduais, como o ICMS, como forma de universalizar o acesso à web no país.

Segundo ele, isso não ocorre por causa do preço cobrado das operadoras nem dos impostos federais, mas pelos impostos estaduais que incidem sobre os serviços.

“O Brasil tem os maiores impostos locais [estaduais] do mundo no setor e isso prejudica a sua imagem”, disse Touré, ao participar de palestra na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ele lembrou casos de outros países como Bangladesh e Paquistão, onde os impostos, que eram considerados muito altos, foram reduzidos, mas a receita não caiu porque o uso dos serviços aumentou.

A UIT é a agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) para as áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Estudo divulgado hoje pela UIT mostra que os brasileiros gastam cerca de 4,8% de sua renda com o pagamento de serviços de comunicação, o que coloca o Brasil em 96º lugar em uma lista que classifica 165 países de acordo com o preço dos serviços de telecomunicações em relação à renda per capita.

O representante da UIT destacou ainda a melhora do Brasil em índices de penetração dos serviços de banda larga e telefonia móvel e o desenvolvimento de tecnologias da informação e comunicação.

Touré também considerou como excelente o anúncio do governo federal de que vai publicar em breve a medida provisória que cria o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). 

Fonte : Revista Info on line 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PREPARE-SE: O carro voador vem aí


 Sistema de propulsão criado por universidadeamericana pode mover carros como o Hammerhead 

Projeto que elimina as rodas nasce para levar ajuda a pessoas que moram em lugares inatingíveis pelos automóveis comuns 


A tecnologia favorita da ficção científica começa a ganhar asas num dos lugares mais improváveis do mundo: o Haiti. O projeto de um veículo que dispensa rodas e flutua perto do chão promete ser a solução para o transporte de pessoas, alimentos e medicamentos em locais com estradas ruins ou mesmo inexistentes. Nenhum lugar mais apropriado para começar os testes de uma invenção desse tipo do que no país devastado por um terremoto no ano passado. O governo da República Dominicana está ajudando na reconstrução do vizinho e se interessou em financiar um projeto piloto, idealizado para propiciar transporte de medicamentos, pessoas e alimentos. Mais do que revolucionário, o carro voador nasce humanitário.

O projeto, chamado de Matternet, no entanto, vai além de construir algo que saia voando como o Delorean, do filme “De Volta para o Futuro”, de 1985. O objetivo dos idealizadores, ligados à Singularity University, nos EUA, é criar todo um sistema de transporte, que poderia abranger um território tão grande quanto a África. Além dos veículos, a rede seria composta de postos de reabastecimento das baterias, movidas a energia solar. Nada mais apropriado para o continente africano, onde a maior parte da população vive em áreas rurais, em que as poucas estradas se tornam intransitáveis com uma chuva qualquer. “Queremos mudar o paradigma e perguntar: ‘Realmente precisamos de estradas?’”, diz um dos membros da equipe do Matternet, Arturo Pelayo.

O projeto ainda está no começo da primeira fase. Por enquanto, só existe um protótipo que pode voar com apenas um quilo de carga, por até três quilômetros, numa velocidade máxima de 75 quilômetros por hora. Ele flutuaria graças a quatro hélices direcionadas para o chão – ideia parecida com a do Hammerhead, projeto que nunca saiu da tela do computador e que usaria turbinas para garantir a flutuação. Outra empresa, a AeroVironment, também trabalha num projeto parecido ao do Matternet. Audi, Alfa Romeo e Honda já mostraram conceitos voadores, mas eles são mais eficientes para fazer cair queixos nos salões de automóveis do que para revolucionar os transportes.

Com o Matternet é diferente. Até o fim de 2012, os projetistas e engenheiros pretendem ter aperfeiçoado o protótipo atual, que deve percorrer dez quilômetros sem a necessidade de recarregar as baterias. Até 2021, espera-se um sistema interligado de veículos e postos de recarga das baterias, em que cada carro percorreria até 100 quilômetros, com cargas de até mil quilos, substituindo motos e caminhões (leia quadro abaixo).

“Por causa da grande utilidade da nossa tecnologia, o maior desafio será limitar as opções para uma primeira aplicação”, disse à ISTOÉ Caitlin Sparks, fundadora do projeto. “Só então poderemos dar a escala adequada para algo que certamente terá uma grande demanda mundial”, explica. O futuro chegou. 

o fim da roda?

Fonte : Revista Isto é 

Grupos usam tablets como instrumentos terapêuticos

 A paciente Wyslla Santos Ferreira, 6 anos, usa um aplicativo para iPad com a ajuda de Patrícia Pecoraro, coordenadora da brinquedoteca do Graacc  


Jogos como Flick Kick e Labyrinth são usados no setor de terapia ocupacional do Graacc, em São Paulo . 
Aplicativos estimulam a recuperação de pacientes com problemas motores 

Owen Cain, um garoto de Nova York que depende de aparelho respiratório e tem dificuldades motoras graves, não é capaz de manejar um mouse. No ano passado, seus pais descobriram na interface sensível a toque do iPad uma alternativa surpreendente a essa limitação.

Um vídeo sobre Owen Cain (nyti.ms/owencain) publicado no site do jornal "The New York Times" foi visto em São Paulo por funcionários do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).


Desde janeiro deste ano, o instituto usa o iPad como instrumento terapêutico."Uma criança, por exemplo, que teve câncer no cérebro e perdeu parte dos movimentos de um lado do corpo pode ter esse lado estimulado pelo iPad", diz Walkyria Santos, terapeuta ocupacional do Graacc.Há resultados concretos.


 O paciente Gustavo Souza, 20 anos, tem forte limitação motora no lado esquerdo do corpo, especialmente na mão. Jogando o Flick Kick, game de chute a gol para iPad, ele passou a usar a mão esquerda com mais frequência."Com o jogo, foi possível trazer um pouco mais de movimento e, consequentemente, de sensibilidade para essa mão, que antes ficava parada o dia inteiro", afirma Walkyria.


"O lado com mais problema foi estimulado por meio da brincadeira."Jogos usados na terapia, como Labyrinth e Flight Control, são escolhidos com base nas necessidades dos pacientes. Levam-se em conta aspectos como a capacidade do jogo de estimular preensão, força e coordenação.


Nos EUA, várias escolas que têm crianças com necessidades especiais investem centenas de milhares de dólares em iPads, de acordo com reportagem recente do "USA Today".A reportagem cita o caso de Anthony Leuck, aluno de uma escola para crianças com necessidades especiais em Nova Jersey com dificuldade de fala e pouco controle sobre os músculos. 


Com o iPad, ele é capaz de tocar acordes musicais em um aplicativo que imita violão.Também em Nova Jersey, a rede pública da cidade de Marlboro passou a usar iPads com alunos autistas.

Fonte : Folha de S.Paulo

FILMES POR STREAMING - Serviço pode virar alternativa real à pirataria

Experiência nos EUA mostra que usuário está disposto a pagar por filmes; acesso restrito à banda larga é entrave

ANDRÉ BARCINSKI
CRÍTICO DA FOLHA

O Netflix, que chega agora ao Brasil, já é nos EUA uma potência com quase 23 milhões de assinantes. Calcula-se que, à noite, responda por mais de 40% da banda larga usada no país. Mas esse poder todo é benéfico ou prejudicial aos estúdios de cinema?

Por um lado, Hollywood está preocupada com o crescimento do Netflix, já que o serviço derrubou a venda de DVDs, mas, por outro, o Netflix tem sido uma arma eficiente contra a pirataria. 

Explica-se: é muito mais fácil ver um filme via "streaming" do que baixá-lo. E consumidores parecem dispostos a pagar um preço baixo para assistir a filmes em boa qualidade de som e imagem, em vez de pirateá-los.

O total de downloads ilegais nos EUA, que já foi de quase 30% do total de consumo de banda larga no país, hoje não passa de 8%. E no Brasil? Esse cenário tende a se repetir?

Estamos alguns anos atrasados, especialmente no acesso à banda larga. Dos 42 milhões de brasileiros ligados à rede, menos de 6% têm internet de alta velocidade. Isso ajuda a explicar por que serviços de "streaming" ainda não são uma potência de mercado, e por que muitos consumidores ainda apelam para downloads ilegais para ter seus filmes ou séries favoritos em casa.

Além de ser contra a lei, baixar filmes dá um trabalho gigante, exige conhecimento técnico e expõe o equipamento ao risco de vírus.

Podemos supor que, se o serviço do Netflix e dos similares nacionais superaram as barreiras de infraestrutura e conseguirem se estabelecer como uma alternativa barata e eficiente, o número de brasileiros fazendo downloads ilegais deverá cair, como acontece nos EUA.

À primeira vista, o Netflix brasileiro impressiona pela rapidez e praticidade, mas ainda sofre com o acervo pequeno e muito incompleto. Usar o serviço é simples, e a qualidade de imagem parece boa, especialmente para quem tem conexão rápida.

Mas é impossível não se aborrecer com o material escasso. Uma busca por "Steven Spielberg", por exemplo, resultará em só cinco filmes do diretor. Sem "E.T." nem "Caçadores da Arca Perdida".


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Super-Terra tem potencial de abrigar vida

Astro encontrado a 35 anos-luz do Sistema Solar tem 3,6 massas terrestres e orbita estrela mais fraca que o Sol. Temperatura poderia chegar a 25o Celsius na superfície, dependendo da cobertura de nuvens existente no objeto



Concepção artística do planeta fora do Sistema Solar, que fica na chamada 'zona habitável' de sua estrela e teria condições de abrigar vida 
Astrônomos europeus anunciaram ontem a descoberta de 50 novos planetas fora do Sistema Solar. Entre eles, um que poderia ter água líquida, condição fundamental para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.

Batizado de HD 85512b, o novo astro é uma das 16 super-Terras -nome dos planetas com massa entre uma e dez vezes a da nossa Terra- localizadas pelo ESO (Observatório Europeu do Sul).
Situado a 35 anos-luz da Terra, o exoplaneta (nome dado aos astros do tipo fora do Sistema Solar) fica na chamada zona habitável.

"A zona habitável é a distância do planeta à estrela que ele orbita onde há condições de existir água em estado líquido. Isso varia conforme o tamanho e o brilho de cada astro", explica Gustavo Rojas, físico da Universidade Federal de São Carlos e responsável pela divulgação das ações do ESO no Brasil.

No caso do novo planeta, a estrela é menor e menos brilhante do que o Sol. Por isso, para haver condições que permitam ter vida, ele precisa ter a órbita mais próxima dela. O HD 85512b, no entanto, está quase no limite dessa proximidade. "Ele fica bem perto, no extremo da zona habitável", afirmou Rojas.

Para que o planeta não seja quente demais para a vida, é preciso uma condição especial. Ele tem de ser nublado, com pelo menos 50% do céu coberto de nuvens. "As nuvens ajudam a refletir a luz solar, e isso auxilia no resfriamento da temperatura", disse o físico.

Mas, para saber como é a composição e a possível atmosfera do planeta recém-descoberto, ainda é preciso esperar. A geração atual de telescópios ainda não consegue captar essas informações. Na opinião de Rojas, é preciso cautela.

"O fato de o planeta estar na zona habitável não significa necessariamente que poderia ter vida. São coisas diferentes, é preciso salientar."

CAÇADOR DE PLANETA
Os novos exoplanetas foram descobertos pelo espectrógrafo Harps, o descobridor de planetas mais bem sucedido de todo o mundo. Ele fica montado em um telescópio de 3,6 metros no Observatório de La Silla, do ESO, no Chile, e já descobriu mais de 150 outros planetas.

Como esses astros ficam muito longe da Terra para serem fotografados, os astrônomos usam um método que capta a presença do planeta medindo a ação gravitacional dele sobre sua estrela. O anúncio dos 50 novos planetas, feito em um congresso científico sobre sistemas solares extremos nos EUA, animou os pesquisadores. Esse é o maior número de planetas desse tipo anunciado de uma só vez.

E, segundo os astrônomos, os números não devem parar de crescer. Se há pouco mais de 20 anos não se tinha certeza de que havia planetas fora do Sistema Solar, agora já há mais de 600 confirmados. E 1.235 fortes candidatos ainda por confirmar.  

Fonte : Folha de S.Paulo 

Órgão da ONU prevê colapso nas redes



O secretário-geral da UIT (União Internacional de Telecomunicações, da ONU), Hamadoun Touré, previu colapso mundial nas telecomunicações se não houver repactuação de receitas entre as empresas de infraestrutura de rede e os distribuidores de conteúdo, como o Google.

Segundo ele, a redes não são remuneradas adequadamente e, sem incentivo à expansão da infraestrutura e com o crescimento explosivo dos vídeos na internet, o sistema de transmissão ficará congestionado, afetando países pobres e ricos.

A UIT, que tem sede em Genebra, vai rever a regulamentação das telecomunicações que foi acertada entre os países em 1988 e que vigora até hoje. A regulamentação, segundo Touré, é baseada na telefonia fixa, e os preços atuais de uso da infraestrutura ainda levam em conta a distância e o tempo de uso, que perderam o sentido com o advento da banda larga.

"Se não houve renegociação, em cinco anos haverá engavetamento nas transmissões. Precisamos evitar que o usuário pague por isso." Além de participar do Futurecom, Touré vai visitar o centro de pesquisas da Fundação CPQD, em Campinas (SP). 

Fonte : Folha de S.Paulo 

Internet ganhará novos domínios em 2012

Rob Beckstrom, presidente do Icann, afirma que internautas verão web mais criativa



Endereços da internet conhecidos de praticamente todos os usuários da rede -".com", ".org" ou ".net"- estão prestes a se diversificar. A partir de janeiro de 2012, as empresas poderão aposentar o tradicional padrão e escolher termos com que se identifiquem, como "www.iphone.apple" ou "www.hamburger.mcdonalds".

Segundo Rob Beckstrom, presidente da Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), autoridade que controla os domínios mundiais de internet, a rede passa a conviver com termos mais criativos.
No Brasil para participar da Futurecom 2011, Beckstrom falou à Folha.


Grande mudança
Essa é a terceira e mais significativa ampliação dos domínios da internet. Os primeiros "pontos" eram o ".gov" e ".mil" para o governo dos Estados Unidos. Depois vieram ".com". e os domínios de países como o ".com.br". Agora a internet está madura para novos endereços.

Empresas interessadas em comprar esses novos domínios deverão pagar US$ 185 mil inicialmente e uma taxa de manutenção de US$ 25 mil por ano. Também serão necessárias adaptações técnicas, mas imaginamos que os benefícios podem superar os custos.

De 12 de janeiro a 12 de abril as empresas poderão submeter à Icann os domínios em que estão interessadas.

Nova estrutura
Esse sistema levou seis anos para ser desenvolvido. Permite adaptar os novos endereços à estrutura atual.

Inovação 
O novo sistema trará mais inovação à internet. Marcas e empresas poderão atrelar já no endereço uma referência ao seu produto. Será possível criar domínios "produto.marca" e até distribuir endereços secundários para seus clientes, como "sobrenome.produto". Esse seria um esforço de fidelização dessas empresas.

Futuro do ".com"
Os endereços ".com" não devem morrer em breve. Atualmente existem 9 milhões deles. Embora não devam ter um fim próximo, esses endereços verão uma concorrência significativa das novas possibilidades.

Fonte : Folha de São Paulo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GVT lançará TV por assinatura em outubro




São Paulo - A GVT lançará comercialmente a partir de outubro seu serviço de TV paga, em tecnologia híbrida, com IP e DTH (satélite). O presidente da operadora, Amos Genish, revelou ao público do evento Futurecom 2011, em São Paulo, que o investimento previsto para o novo serviço é de R$ 650 milhões. Ao todo, em 2011 a GVT investirá R$ 1,8 bilhão, e nos anos cinco seguintes a previsão é de R$ 2 bilhões por ano.

O serviço será oferecido em pacote "triple play", conjugado com telefonia e banda larga. O executivo explicou que inicialmente o serviço de oferta por assinatura será via IP (internet) para conectividade e DTH para a programação linear. "Apostamos em um novo jeito de assistir TV, o brasileiro também quer acessar a programação pelo computador. Oferecemos o conceito de anytime anywhere".

Ele destacou que a evolução da banda larga é importante para o novo serviço, pois a tendência é de crescimento do conteúdo online, de vídeo sob demanda e cada vez mais dispositivos conectados em casa. A previsão global até 2015 é de 15 bilhões de dispositivos conectados, número maior a população mundial.

Receita
A GVT, operadora de telecomunicações controlada pela Vivendi, planeja encerrar 2011 com R$ 3,4 bilhões de receita líquida, ante os R$ 2,43 bilhões anotados em 2010, ou seja, com elevação de 41%. "Nos primeiros meses de 2011 já anotamos crescimento de 45% na receita líquida em comparação com igual período do ano passado", afirmou o presidente da operadora Amos Genish. A GVT tem elevado mais de 40% o faturamento desde a compra pela Vivendi, segundo o executivo, que citou como exemplo que GVT encerrou 2009 com R$ 1,7 bilhão de receita líquida, número que saltou 43% em 2010, impulsionado pelo serviço de banda larga.

Este ano, a empresa se dedicará à expansão geográfica e aumento de cobertura em cada cidade onde já tem presença. No mercado corporativo a companhia enfoca ampliação de data center: lançou três em 2011 e pretende abrir mais seis em 2012, para aumentar a participação em companhias de grande porte.

Outra novidade, segundo Genish, além do negócio principal, telecomunicações, a GVT está trabalhando com a Vivendi oportunidades no mercado de economia digital. "Estão previstos para breve no Brasil serviços de e-commerce, portais e e-business."

A companhia espera encerrar 2011 com atuação em 106 cidades e planeja expandir para 180 até 2016. Hoje, são 6 milhões de domicílios com cobertura, e acredita que terá 15 milhões atendidos daqui a cinco anos. A empresa conta hoje com 5,2 milhões de linhas de telefonia em serviço. 

Fonte : Revista Info 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

No futuro, vamos falar em bits… Será?

Já faz muito tempo que venho esperando o momento em que o mundo falará um só idioma.


Por Marcelo Freitas* 

Durante anos, aqui no Brasil, profissionais dos mais variados segmentos veem se esforçando para aprender inglês, espanhol ou mandarim, línguas predominantes no ambiente integrado dos negócios. Por outro lado, estudantes de todos os cantos caminham no mesmo sentido, a partir da oferta de escolas de idiomas ou do próprio currículo da educação regular.

No solo tupiniquim, como de resto em várias outras partes do planeta, empresários do segmento educacional e seus executivos-gestores têm investido na crescente oferta de produtos que vão do simples curso de línguas até pomposos programas de intercâmbio cultural. As razões são, no mínimo, justificáveis, uma vez que a necessidade de comunicação num mundo sem fronteiras é uma realidade.

Mas, o que parecia ser uma tendência irrefutável do processo de integração internacional, a chamada globalização da língua, entretanto, parece ter tomado um outro rumo, recentemente. Entrando pela contramão desta lógica, empresas de tecnologia preconizam justamente o inverso: a tendência futura é de que os povos valorizem, cada vez mais, suas raízes, seus costumes e sua língua pátria, reforçando suas tradições e transmitindo-as às gerações futuras na sua forma original.

Como assim? Onde fica a integração planetária e a necessidade dos povos de se comunicar uns com os outros?

A resposta: ela fica por conta da tecnologia. Cientistas do mundo todo trabalham no aprimoramento de sistemas inteligentes que permitirão, ao mais comum dos cidadãos de qualquer país, comunicar-se com outro em qualquer lugar do planeta, sem ao menos conhecer um mínimo que seja o idioma utilizado do outro lado da fronteira.

Tradutores simultâneos, dotados de sistemas inteligentes, farão todo o trabalho em tempo real. E isso não se restringe apenas à linguagem escrita, mas também por meio de comando de voz. Google, Yahoo, Microsoft e tantas outras empresas de tecnologia vêm fazendo uma corrida silenciosa para tornar esse sonho possível.

Na linguagem escrita, ainda que esta realidade não esteja madura e acabada, ela já está presente na internet. Mas a ideia dos pesquisadores é ir além, com softwares inteligentes adaptados para uso em computadores e celulares.

Pensando agora como um gestor educacional, você consegue enxergar o alcance dessa inovação e o que isso tem a ver com as nossas escolas atuais?

Pense no produto oferecido hoje e o que será dele quando esta tecnologia estiver disponível. O que será das aulas de idiomas? Dos programas de intercâmbio cultural? Dos cursos de línguas?

É evidente que haverá mudanças profundas, muito embora não possamos afirmar que esses “produtos” estejam fadados ao extermínio. O aprendizado da língua estrangeira será um fator importante na compreensão de fatos históricos, na leitura de obras-primas da literatura universal e no entendimento dos costumes de outros povos.

No caso dos programas de intercâmbio cultural, a conotação que ganhará força se voltará para a possibilidade de interação com outros povos, vivendo e convivendo com costumes, folclore e valores diversos, sem a barreira da língua, facilitando, nesse caso, o convívio e a aproximação entre as pessoas.

No campo dos negócios, caberá aos gestores e empreendedores educacionais reposicionar seus produtos, criando novas perspectivas de trocas de experiência internacional para os estudantes, formando parcerias com instituições educacionais além de suas fronteiras e, com isso, aumentando a oferta de valor agregado.

Já as grandes redes educacionais terão a oportunidade de aproveitar conteúdos mais avançados, disponíveis em outros países, assim como a possibilidade de ampliação das pesquisas interativas e das alianças estratégicas com centros de educação mundo afora. Bibliotecas de todas as partes do planeta passarão a fazer parte do universo de pesquisa das escolas locais.

Na esfera de materiais em multimídia, audiobooks, vídeos e outros complementos poderão ser utilizados na sua versão original.

O ganho mais importante, entretanto, acontecerá no viés social, pela possibilidade de inclusão gerada a partir dessa tecnologia. Imagine milhões de pessoas sem acesso à educação formal, podendo conversar livremente com cidadãos de qualquer parte do planeta. Um universo de possibilidades se abrirá nesse momento, favorecendo as classes menos abastadas e incluindo na economia formal agentes até agora marginalizados.

Será sem dúvida uma grande confraternização global. Para os empreendedores educacionais, a oportunidade ímpar de ruptura de velhos paradigmas. Para executivos e gestores do segmento, uma oportunidade de trocar informações com profissionais do mundo inteiro, sem o obstáculo da língua.

Aos professores, além da perspectiva positiva de formação continuada e participação em grupos de estudos espalhados pelo mundo inteiro, resta um alerta: a concorrência não mais se restringirá aos docentes da escola da esquina, mas aos profissionais dos quatro cantos do planeta. A consequência é a queda no poder de barganha do principal fornecedor das escolas, e um impulso à melhoria da qualidade dos professores…

É evidente que estas são apenas algumas pontas visíveis do iceberg… Já pensou no que está por debaixo da superfície?

* Marcelo Freitas é consultor nos segmentos de educação e do terceiro setor, com ênfase em programas de revitalização institucional, Gestão Estratégica, Recursos Humanos e Marketing social. Diretor da Corporate Gestão Empresarial e coordenador do Movimento Escola Responsável, é palestrante, articulista e autor de livros de empreendedorismo para o Ensino Médio.

Fonte : envolverde via revista Profissão Mestre.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Medidor inteligente é aposta de elétricas

Agência deve regulamentar novos medidores de energia no mês que vem; sistema permite corte e ligação à distância. Para distribuidoras, aparelho permite planejar picos e economizar serviço; consumo pode cair

 Aparelho do sistema de energia pré-paga da eletropaulo (Roberto Dias/Folhapress)




A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) está prestes a publicar as regras que definirão a troca dos atuais medidores de energia por outros "inteligentes". Serão trocados 68 milhões de aparelhos que, preparados para receber conexões de internet, permitirão às distribuidoras fazer leituras, cortes e ligamentos à distância.

A Folha apurou que o ritmo de troca deve ser definido pela própria distribuidora -e não pelo governo, como estava previsto. Grandes centros consumidores terão preferência, uma forma de ampliar o volume de compra de equipamentos, principalmente dos kits (concentradores), que estabelecem a comunicação entre medidores e as centrais das distribuidoras.

Estima-se que o gasto das distribuidoras nessa troca será de US$ 6 bilhões em até dez anos. As distribuidoras somente estão concordando em fazer esse investimento porque haverá uma redução de custos operacionais com o "sistema inteligente".

Além disso, em um primeiro momento, essa redução de custos não será repassada às tarifas. Ou seja, o consumidor não pagará pelos medidores inteligentes. É o que prevê a regulamentação que será aprovada, segundo apurou a Folha.

Segundo André Pepitone da Nóbrega, diretor de regulação da Aneel, além de evitar perdas desnecessárias de energia e permitir redução de custo, o governo consegue postergar investimentos em geração de energia porque haverá redução de consumo.

"Com o medidor inteligente, o consumidor terá mais controle e transparência das tarifas que está pagando e conseguirá planejar seu gasto", diz. "Estimamos que haverá até 5% de queda do consumo em horários de pico." Segundo Nóbrega, atualmente, esse consumo é da ordem de 60.000 MW. "Parece pouco, mas com uma economia de 3.000 MW estamos adiando a construção de usinas do porte de Santo Antônio e Jirau, que custaram bem mais do que US$ 6 bilhões."

PROJETO-PILOTO
Ainda segundo a Aneel, a Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) fará um teste na ilha de Fernando de Noronha que servirá de base para todo o país. A distribuidora trocará todos os medidores da ilha, permitindo que os domicílios com placas solares possam "injetar" energia na rede e não só consumi-la.

O medidor "saberá" calcular instantaneamente a diferença entre a energia consumida (fornecida pela distribuidora) e a injetada na rede pelas placas solares. A energia injetada será contabilizada pelo preço da tarifa da energia fornecida e abatida na conta no fim do mês.

"Esse é um modelo que poderá ser implantado em todo o país", diz Nóbrega. "Mas para isso ainda precisamos aprovar uma regulamentação específica que definirá as regras de conexão nas redes das distribuidoras. Uma empresa com uma unidade de geração poderia injetar energia no sistema enquanto não estivesse consumindo."

A troca dos medidores também levará a indústria de eletrodomésticos a reformular seus produtos. Hoje, já existem geladeiras dotadas de chips que podem "conversar" com os medidores inteligentes. Mas, futuramente, outros aparelhos também poderão ter o mesmo chip. O resultado é que o medidor poderá indicar necessidade de reparos caso esses aparelhos consumam energia acima do previsto. A própria distribuidora poderá enviar uma mensagem ao cliente solicitando o reparo.

Fonte : Folha de S.Paulo 

Jogos da vida



  Ludwig, game austríaco sobre desenvolvimento sustentável que será lançado neste ano 


Games for Change, evento norte-americano que promove pesquisa e criação de jogos com engajamento social, será realizado no Brasil, pela 1ª vez, em dezembro

Você acaba de chegar a Porto Príncipe, recém-destruída pelo terremoto de magnitude 7.0. Voluntário de rede de ajuda humanitária, você:
1) vai ao porto acertar a chegada de suprimentos?
2) procura um caminhão para distribuir mantimentos?
3) percorre a cidade para ver quem precisa de ajuda?
Esse é um dos cenários iniciais de Dentro do Terremoto do Haiti, um dos mais bem-sucedidos projetos do Games for Change, grupo internacional que usa jogos de computador para promover a conscientização social.

Criado nos EUA há oito anos, o G4C já ajudou a desenvolver 155 jogos em que educar é mais importante que matar alienígenas, marcar gols ou conquistar planetas. É essa proposta que o grupo trará a São Paulo em dezembro, no primeiro evento de pesquisa de jogos do G4C realizado fora dos EUA. "Jogos poderosos são os que ensinam as pessoas", diz Asi Burak, copresidente da ONG.

Games ambientados na fronteira dos EUA com o México para ensinar alunos sobre imigração ilegal e geografia ou um simulador de cidades, em que o jogador controla um presidente palestino e tem que lidar com o conflito no Oriente Médio são alguns dos exemplos de jogos desenvolvidos que ganharam prêmios do Games for Change.

O evento vem para o Brasil depois que Gilson Schwartz, professor da USP, apresentou ao G4C o game Conflitos Globais (conflitosglobais.com), que também funciona como uma plataforma educativa para salas de aula, com enredos baseados em histórias e locais do mundo real, como Afeganistão e Uganda.

"O Brasil é um país enorme, com uma cultura gamer forte. Vocês têm tudo o que é preciso: jogadores, programadores e empresas dispostas a investir" diz Michelle Byrd, copresidente do G4C. Segundo Michelle, as redes sociais têm tido um papel importante na popularização dos games com viés social. "O Facebook está ajudando a derrubar a barreira que existe para jogos engajados", diz. 

A executiva credita à rede o crescimento em 50% do evento de 2010 a 2011 -cerca de 800 desenvolvedores participaram do congresso em julho em Nova York. O festival tenta pegar carona nesse mercado, que tem cerca de US$ 20 bilhões por ano de receita, segundo dados da empresa NPD Group.

No Brasil, segundo dados da Fecomercio (Federação do Comércio) de São Paulo, o setor movimenta R$ 300 milhões ao ano e pode chegar a R$ 3 bilhões por ano até 2015. 

Fonte : Alexandre Orrico - coluna TEC . Folha de S.Paulo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quem governa na União Europeia?



*Por Mário Soares
Lisboa.Portugal Setembro /2011

Uma atenta avaliação da informação sobre a crise portuguesa que é divulgada pelos meios de comunicação permite comprovar que dela se fala todos os dias e até o limite do esgotamento, mas o fazem sem mencionar suas causas e, menos ainda, identificar seus responsáveis, apesar de existirem e serem conhecidos.

Tampouco se relaciona de maneira significativa nossa crise com a crise global, em especial a europeia. Parece que o mais importante é o que dirá o informe da Troika, formada por Fundo Monetário Internacional, União Europeia (UE) e Banco Central Europeu quanto ao cumprimento do memorando sobre as reformas com as quais Portugal se comprometeu para receber o crédito de 78 bilhões de euros destinado a aliviar a precária situação econômico-financeira.

Obviamente, isto é importante, mas está longe de resolver nossos problemas. Com se a situação econômica global não mudasse todos os dias e não tivesse repercussões imediatas em nossa situação nacional, a qual também vai mudando…

Em termos governamentais, os mercados especulativos parecem ditar a lei, como se os Estados nacionais – ou os Estados da zona do euro – tivessem que obedecer sem alternativa as agências qualificadoras de risco e não tivessem instrumentos próprios para dominá-los. Mas, os têm. Trata-se, nem mais, nem menos, da vontade política de quem governa a União Europeia.

Contudo, bastou que Itália e Espanha começassem a ser atacadas – com as consequências que disso resultaram –, para que os espíritos mais atentos se apressassem a mudar de critério, gerar dúvidas e reclamar que as instituições europeias abandonem a paralisia em que permanecem e tratem de reagir com bom senso. Claro que há meios para fazê-lo, se quiserem. Eu pergunto: quem fabrica a moeda euro? Não é o Banco Central Europeu…? Agora, se fosse preciso, o BCE poderia colocar para trabalhar – quando quiser – a máquina de produzir moeda?

Na verdade, a União Europeia, bem como os Estados Unidos, têm de compreender que estão diante de um dilema muito sério: ou mudam de modelo econômico – o qual seguem com persistência nos últimos anos –, ou a crise global os arrastará para uma decadência irreversível em um mundo de progresso emergente (com China, Índia, Rússia, Brasil, África do Sul e, talvez, Indonésia, na cabeça). Portanto, a UE tem de mudar radicalmente de política e avançar no sentido federal, com um governo econômico e político que seja solidário e capaz de se impor no cenário internacional.

Quanto aos Estados Unidos, é urgente que abandone a economia virtual e o capitalismo de “cassino” – e ainda não o fizeram – impondo regras éticas aos mercados e às agências qualificadoras de risco, reduzindo-os à sua real insignificância e acabando com os “paraísos fiscais”. Agrade, ou não, ao Tea Party. Esta é uma questão de sobrevivência.

Se isso acontecer – como espero –, o Ocidente terá futuro. Do contrário, se verificará a decadência do Ocidente, como profetizou Oswald Spengler no começo do século passado.

Portugal, depois da crise política, tem um novo governo com uma orientação neoliberal típica e ministros inspirados, mais ou menos, na Escola de Chicago. Sendo assim, parece ter poucas condições para subsistir muito tempo porque a evolução da União Europeia necessariamente caminhará no sentido contrário.

A União Europeia, com a crise que bate nas portas de países como Itália, Espanha, Bélgica e, talvez, outros, finalmente terá de chegar a acordos para enfrentar suas responsabilidades. Com os Estados Unidos depois do compromisso concretizado entre democratas e republicanos. A própria China e outros países emergentes temem que se caminhe para uma crise mundial de proporções nunca vistas. E, não é possível deter a ganância dos mercados e a irresponsabilidade das agências qualificadoras de risco?

É difícil imaginar que os responsáveis políticos sejam tão incapazes a ponto de se negarem a ver a realidade da situação. Envolverde/IPS

* Mario Soares é ex-presidente e ex-primeiro-ministro de Portugal. 

Fonte : Envolverde

Cientistas desenvolvem reagente que torna tecidos humanos invisíveis

 Estudo tem como objetivo facilitar a análise de lesões internas no corpo, sem a necessidade de realizar cirurgias 



Cientistas japoneses estão desenvolvendo um reagente químico que pode fazer com que os tecidos humanos fiquem transparentes. Um grupo do Instituto Riken está testando o reagente Scale para conseguir enxergar através de tecidos. Por enquanto, ele funciona melhor em materiais mortos - até porque, devido a um alto grau de toxicidade, acaba matando um tecido vivo rapidamente.

Os cientistas estudam meios de fazer com que o reagente seja menos nocivos e funcione em tecidos vivos, sem causar efeitos secundários. 

O objetivo do estudo não é criar uma legião de pessoas invisíveis. Porém, os cientistas acreditam que, podendo enxergar através da pele, será mais fácil analisar lesões internas, sem a necessidade de abrir o corpo. 

Fonte : olhar digital