segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SMS - A comunicação de dados mais popular do mundo



As mensagens de texto SMS são o meio de comunicação de dados mais popular do mundo, com 79% dos 5,3 bilhões de donos de celulares atualmente usando o serviço.

O parágrafo acima, que apresenta um recente dado da União Internacional de Telecomunicações, tem exatamente 160 caracteres, o máximo comportado por uma mensagem do Serviço de Mensagens Curtas (SMS) e que foi, durante muito tempo, tudo que podia ser enviado de um celular para o outro.

Hoje, a maioria dos aparelhos já divide e recombina a mensagem com letrinhas excedentes, sem que o usuário precise se preocupar com isso. A qualidade do aparelho e da rede disponível também não precisam ser pontos de preocupação: os celulares menos espertinhos e redes 2G já são suficientes para que as SMS sejam enviadas e recebidas.

A facilidade de uso aliada às diversas funções que uma mensagem de texto pode cumprir – marcar um passeio com amigos, fazer denúncias, atualizar redes sociais – tornaram as SMS uma importante peça no cenário das telecomunicações mundiais.

Federico Casalegno, diretor do Laboratório de Experiências Móveis do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), chama atenção para o fato de que essas mensagens são porta de entrada para o mundo digital para populações com baixíssimos índices de conexão e, ao mesmo tempo, um serviço amplamente usado por comunidades altamente conectadas e com acesso a diversas plataformas online.

Até mesmo aqueles que têm smartphone são adeptos. Segundo o instituto Pew Internet, 92% dos usuários usaram mensagens SMS em 2010, contra 84% que acessaram a web pelo aparelho.


Foi então que, este mês, Apple e Samsung, dois grandes players do mercado de smartphones e tablets, resolveram apostar em uma área onde há tempos a Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, e alguns desenvolvedores independentes já haviam se metido: mensagens de texto gratuitas via internet. A californiana lançou o iMessage e a sul-coreana, o ChatON.

A chegada das duas marcas ao setor demonstra um movimento que o mundo todo já começou a sentir: a web móvel está passando a oferecer serviços que antes apenas as operadoras de telefonia móvel podiam prover. A compra do Skype pela Microsoft é mais um bom exemplo desta tendência – com o serviço, gratuito, usa-se a banda larga e não o pacote de voz para se fazer o que há de mais natural com um telefone celular: ligar para alguém.

Se, agora, a internet móvel se consolida grande provedora de serviços de mensagens, o sistema de SMS já fez, e ainda faz, o papel de conectar populações. Na falta de aplicativos, mensagens são usadas em diversos países para acessar informações sobre saúde, combater a corrupção, fazer downloads e acessar serviços de bancos.


Mas, na opinião de Gerd Leonhard, estudioso do futuro das mídias digitais, a tendência é que a importância do SMS enquanto tipo de tecnologia caia. Muito. E muito rápido – algo em torno de dois ou três anos em países onde a penetração da banda larga móvel já é alta. Na maioria restante, esse processo também vai acontecer, mas vai levar mais tempo – aproximadamente cinco anos. “As coisas já não são como antes. As SMS estão aguentando firme, mas em dois anos as operadoras verão uma queda muito forte na receita gerada por elas”, diz.

De 2009 para cá, segundo Samuel Rodrigues, analista de telecomunicações da IDC, houve um crescimento, ainda que não linear, no uso das mensagens SMS no Brasil. No mesmo período, também houve um forte aumento no acesso móvel à web: se no segundo trimestre deste ano tínhamos 2 milhões de pacotes de dados comprados, a expectativa é que até o final do ano esse número tenha dobrado.

Flávio Ferreira, gerente de marketing da Tim, operadora que possui planos ilimitados de mesmo preço tanto para internet móvel como para mensagens de texto (veja quadro com planos das operadoras na pág. 2), acredita que ainda existe espaço para o SMS crescer no Brasil, uma vez que o uso da internet para funções de voz e mensagens ainda é uma ferramenta de nicho no País.

Complementar. A tendência, diz Leonhard, é que as plataformas convivam e se complementem ainda por alguns anos. Rodrigues também aposta nisso e acrescenta que, no Brasil, “a internet móvel ainda não é um inibidor ou uma ameaça ferrenha ao SMS. Em 2012, ela vai começar a incomodar bastante, mas ainda serão tecnologias complementares. E as operadoras brasileiras estão cientes dessa mudança de demanda e estão se preparando”.




Dentro de comunidades muito conectadas, as SMS acumulam uma função muito específica: continuar e integrar conversas começadas em outros ambientes, como um chat online, por exemplo. Quem ressalta esse comportamento é Vidya Setlur, responsável por uma pesquisa feita pelo Nokia Research Lab que analisou os padrões comportamentais e o conteúdo das mais de 53 mil mensagens enviadas por 70 universitários norte-americanos monitorados durante quatro meses.

Tanto Leonhard quanto Setlur acreditam que o futuro das mensagens de texto – e de outras formas de compartilhamento multimídia – será o de serviços mais integrados, com interfaces onde não importe por qual meio a mensagem é enviada. A ideia é que os usuários se preocupem menos com a tecnologia usada e tenham mais facilidade para escolher, na hora do envio, o melhor canal a ser utilizado, ficando mais fácil gerir conversas entre diversas plataformas.



Fonte : Link. O Estado de S.Paulo 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Anatel reduz tarifas de ligação para celular




 As operadoras deixarão de arrecadar até R$ 4 bilhões com a redução gradual dos preços

As chamadas de telefones fixos para celulares e entre celulares de operadoras diferentes devem ficar 25% mais baratas em três anos.

A queda nos preços é consequência de decisão inédita da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que aprovou um regulamento que determina a redução gradativa da tarifa de interconexão, uma espécie de pedágio que as empresas pagam pelo uso das redes das operadoras de telefonia móvel.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que antecipou à Agência Estado as medidas antes do anúncio oficial da Anatel, disse que o valor da tarifa, que atualmente é de R$ 0,42, cairá para R$ 0,30 no período.

As operadoras deixarão de arrecadar até R$ 4 bilhões com a redução gradual da tarifa. As empresas que mais perderão receita são aquelas que recebem chamadas de telefones fixos.

“Acho que as empresas não vão ter queda de receita. Como as ligações vão ficar mais baratas, as pessoas vão falar mais e as empresas vão receber mais”, ressaltou Bernardo.

O ministro lembrou que, na França, a tarifa de interconexão é de apenas 0,02 euro, o que representaria cerca de R$ 0,05 no Brasil. Bernardo ponderou, porém, que uma redução drástica nesses moldes não poderia ser feita no mercado brasileiro para não inviabilizar o negócio das empresas. Por essa razão, a queda no preço da interconexão ocorrerá de forma gradativa.

Depois dos três anos de vigência do regulamento, a tendência é que a tarifa de interconexão continue caindo. Isso porque, segundo o ministro, será implantado pela Anatel um modelo que apurará o custo real que as empresas têm pelo uso das redes.

Como a tarifa de interconexão – conhecida tecnicamente como VU-M – só incide sobre chamadas de voz, Bernardo acredita que as empresas vão estimular o uso de serviços de dados, sobretudo internet. Outra tendência, segundo o ministro, é que percam um pouco de força as promoções das operadoras voltadas somente para chamadas dentro da própria rede.

Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, disse que a redução da tarifa de interconexão é um “golaço” para os consumidores. Ele explicou que a queda nos preços da tarifa são obrigatórias somente para as ligações de telefone fixo – que é um serviço prestado em regime público – para celular, mas a redução deve ocorrer na mesma escala nas ligações entre celulares.

Fonte : O Estado de S.Paulo

Velocidade de acesso à Internet terá que respeitar 60% do contratado


A partir de 1º de novembro de 2012, a navegação na Internet deverá apresentar uma sensível melhoria. Regras aprovadas nesta quinta-feira, 27/10, pela Anatel determinam que, em média, a velocidade dos acessos respeite 60% do valor nominal contratado, tanto nos acessos fixos quanto móveis. A prática atual de mercado é garantir apenas 10%.

Não significa que a experiência será sempre nesse nível. Os dois regulamentos que tratam da qualidade - para os serviços de Comunicação Multimídia (acessos fixos) e Móvel Pessoal (móveis) - foram baseados em um estudo conduzido pelo Comitê Gestor da Internet e o Inmetro, com participação da própria agência, que se fundamenta em dois critérios principais para a medição da velocidade.

Um deles trata do que foi chamado de “taxa de transmissão instantânea”. Ele diz respeito à medição da velocidade da conexão em um determinado momento. Nesse caso, o percentual mínimo será de 20%. O outro critério é de taxa de transmissão “média”, cuja tradução pode ser a média das velocidades “instantâneas” medidas ao longo de um mês - essa, inicialmente, de 60%

A conjugação desses dois critérios significa que eventualmente a velocidade da conexão poderá ser de apenas 20% da contratada – mas como será preciso respeitar a “média”, caso haja medições com esse percentual mínimo, será necessária alguma compensação. Além disso, os percentuais serão elevados para 30% e 40% (instantânea) e 70% e 80% (média) a cada 12 meses.

Para efeitos de sanções da agência, essas medições serão feitas por entidade a ser financiada pelas operadoras - a Entidade Aferidora de Qualidade - que terá equipamentos próprios e gestão semelhante à ABR Telecom, responsável pela portabilidade numérica. A operacionalização disso será estabelecida por um Grupo de Implantação de Aferição de Qualidade, ou GIPAQ.

As teles, porém, terão que fornecer, gratuitamente, um software de medição aos internautas - nos moldes do SIMET já disponibilizado pelo Comitê Gestor de Internet. Ressalte-se que essa medição “doméstica” servirá como indicativo. Embora entenda-se que existirá relação entre a medição do usuário e aquela “oficial”, a que vale para eventuais multas é a daquela Entidade Aferidora.

Além de medir a própria rede das operadoras, haverá equipamentos instalados em residências, de forma semelhante à forma como é medida a audiência das emissoras de televisão. Por outro lado, a Anatel dará mais força às reclamações dos usuários, ao determinar que as queixas que chegam à agência - em geral, depois do usuário fracassar junto à operadora - sejam no máximo 2% das feitas às empresas.

Apesar das queixas e ameaças das empresas, a agência não acredita que os investimentos necessários para melhorar a qualidade dos serviços terá impacto nos valores cobrados aos consumidores - as teles usaram esse como um dos argumentos para pressionar a Anatel a não adotar os percentuais. “É lógico que qualidade tem custo, mas não haverá aumento nos preços”, afirma o conselheiro João Rezende. 

Fonte : Convergência Digital 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Roupa será a antena do futuro, diz cientista

O diretor do laboratório ElectroScience, da Universidade do Estado de Ohio, está tentando acabar com a necessidade de fone receptor de Bluetooth com a fabricação de dispositivos de comunicação a partir de um artigo cujo uso é exigido pela maioria dos estados americanos: as roupas.

''Não será preciso segurar o celular próximo do ouvido’', afirma o engenheiro elétrico. ''Isso será eliminado. O dispositivo fará parte do vestuário’', afirma.

Essa conquista é parte de um esforço tecnológico amplo de desenvolver 'tecidos inteligentes’ – peças de roupa com dispositivos eletrônicos incorporados que podem coletar, armazenar, enviar e receber informações. O laboratório vem se concentrando no recurso de enviar e receber informações, tentando transformar uniformes militares e hospitalares, e mesmo camisetas de uso diário em antenas.

À parte de tornar possível um luxo de ficção científica – falar na gola da camisa quando precisar – a roupa com antenas pode oferecer comunicação secreta entre soldados, monitoramento sem fio de pessoas doentes e uma recepção muito melhor de modo geral.

Talvez demore um ano, mas não mais que isso, para Volakis e sua equipe desenvolverem roupas com antenas para civis. Contudo, eles desenvolveram um colete à prova de balas com antenas incorporadas para o exército americano no terceiro trimestre deste ano.

O colete vem com uma antena de tecido de formato quadrado incorporada na parte da frente e três atrás. É como ''possuir mais olhos e ouvidos’', afirma Chi-Chih Chen, engenheiro elétrico que liderou a equipe desenvolvedora do tecido.

As antenas convencionais perdem recepção quando o corpo humano impede a passagem do sinal – o que é evidenciado pela estática que ocorre quando passamos em frente de um rádio – e antenas em forma de haste, usadas por soldados e de manuseio difícil não conseguem diretamente captar sinais vindos do céu. A comunicação fica seriamente reduzida quando a antena passa para a posição horizontal, o que acontece quando os soldados abaixam a cabeça, agacham ou rastejam no solo.

''É neste momento que a antena embutida na roupa se sai bem’', afirmou Steve Goodall, diretor de tecnologia e análise de antenas do escritório de pesquisa em comunicação e eletrônica, desenvolvimento e engenharia do exército. ''É possível alargar as antenas para que cubram uma área maior’', transformando a haste de uma dimensão em diversos painéis bidimensionais.

Fonte :  The New York Times 

Tecnologias verdes: Apple pode construir fazenda solar



A Apple deve construir uma fazenda solar em um terreno próximo de seu datacenter em Maiden, Carolina do Norte, Estados Unidos. Embora ainda não haja confirmação de seus planos, a empresa já teria recebido a aprovação por parte das autoridades locais para a reforma dos 171 hectares de terreno.

A licença, no entanto, não revela nenhum detalhe sobre o projeto que está sendo apelidado de Project Dolphin Solar Farm (Fazenda Solar do Projeto Golfinho). Está sendo chamado assim porque, enquanto estava sendo construído no terreno vizinho, o datacenter de 500.000 m², que aparentemente custou mais de um bilhão de dólares para a Apple, era chamado de Project Dolphin.


A empresa, que recentemente recebeu patente para um sistema de carregamento solar para gadgets portáteis, anda mostrando interesse em energias renováveis. Instalações da Apple nos estados americanos Texas e Califórnia, por exemplo, já são alimentados por fontes de energia 100% renováveis.

Fonte : Revista Info on line

Maior RPG on-line chega ao país em dezembro

World of WarCraft, com 11 milhões de jogadores, é adaptado ao Brasil

Game terá menções a Ivete Sangalo e 'Tropa de Elite'; série Diablo ganha continuação após quase 12 anos

A Blizzard é conhecida por lançar poucos, porém bons games para PC. E o principal deles, World of WarCraft, agora tem data para chegar ao Brasil: dezembro, mas ainda sem dia definido. A informação foi divulgada durante a Blizzcon, conferência promovida pela própria empresa em Anaheim, nos EUA, em 21 e 22 de outubro.

Aberta ao público -mais de 30 mil pessoas-, a Blizzcon serviu não só para mostrar em primeira mão novidades da produtora como também para promover torneios e bugigangas temáticas.
É a estratégia da empresa, que se dá ao luxo de não participar da E3, a maior feira de games do mundo, para investir em seu próprio evento.

Lançado em 2004, World of WarCraft é um RPG on-line sem limite de jogadores e que coloca em lados opostos as facções da Aliança e da Horda. O jogador cria um personagem, entre várias raças disponíveis, toma parte do conflito e interage com outros jogadores, formando clãs.

O game tem hoje 11 milhões de assinantes, e a Blizzard usa agora o Brasil, onde os RPGs on-line são muito populares, para tentar arregimentar novos jogadores.

Não é a única aposta: na Blizzcon foi anunciado o quarto pacote de expansão do game, Mists of Pandaria, que, entre outras novidades, acrescenta uma raça, de ursos panda, ao jogo. No Brasil, World of WarCraft, que está em pré-venda por R$ 29,90, terá mensalidade de R$ 14,90, valor abaixo até daquele cobrado nos EUA, que é de US$ 15.

Além disso, o jogo será totalmente em português, em um trabalho que traz "cores locais": há referências a Ivete Sangalo, "Tropa de Elite" e até ao narrador Sílvio Luiz na tradução.

A VOLTA DE DIABLO
Como nem só de World of WarCraft vive a Blizzard, outra franquia da empresa terá novo título: Diablo 3, RPG de ação, será lançado no início do ano que vem, após hiato de quase 12 anos.

O estilo que consagrou o jogo foi mantido, mas, com a tecnologia atual, o game ficou mais bonito e profundo.
No Brasil, Diablo 3 também terá tradução para o português, mas ainda não está claro se isso acontecerá já a partir do lançamento. Também não se sabe ao certo como a Casa de Leilões, área que servirá para vender itens do jogo por dinheiro de verdade, vai funcionar no país. 

Fonte : Folha de S.Paulo 

Internautas ajudam cientistas em projeto para educar robôs

Pesquisadores americanos usam voluntários na web para ensinar inteligência humana, "natural", a máquinas

Com crowdsourcing, estudiosos superam obstáculos que há décadas emperravam avanço da robótica


Robôs com inteligência artificial avançada são capazes de vencer um campeão de xadrez, mas têm dificuldade para executar tarefas tão simples quanto preparar uma tigela de cereal com leite. Cientistas começaram a resolver isso dando um passo atrás: implantaram nos robôs inteligência humana, "natural", capturada via web, com ajuda de internautas.

A abordagem se baseia no uso de autômatos que aprendem por demonstração: uma pessoa guia a máquina em uma determinada tarefa, e depois ela repete o que o usuário fez. A ideia surgiu há três décadas, mas problemas práticos impediam o progresso.

"A coisa mais difícil para os robôs é entender o que os humanos querem deles", explica Chad Jenkins, da Universidade Brown, de Rhode Island (EUA), um dos cientistas que têm aprimorado o aprendizado robótico.

É por causa da dificuldade de comunicação, em parte, que robôs versáteis como Rosie, a babá do desenho "Os Jetsons", só existem na ficção. O treino por demonstração só funciona se o robô cumpre a tarefa sob as exatas condições de aprendizado.

Se colocamos uma jarra de leite, uma caixa de cereal e uma tigela numa mesa, podemos ensinar um robô a despejar cereal e leite na tigela. Ao mudarmos os objetos de posição, porém, o autômato fica incapaz de repetir a tarefa sem emporcalhar a mesa.

Cientistas como Wolfgang Ertel, da Universidade de Ciências Aplicadas de Ravensburg em Weingarten, na Alemanha, têm conseguido superar esse problema projetando novos tipos de algoritmo, a "mente" matemática dos autômatos. Kate, a robô criada pelo grupo, é capaz de localizar uma xícara em uma mesa, posicioná-la numa cafeteira e ligar a máquina.

Repetindo a demonstração e mudando a posição do objeto algumas vezes, a robô "entende" o desejo do pesquisador. Ertel recebeu agora uma verba de € 2 mihões para continuar o projeto e tentar fazer Kate realizar tarefas mais complexas.

Alguns movimentos, porém, são tão difíceis para um robô que exigem centenas de repetições da demonstração. Nos EUA, Jenkins resolveu esse problema com o crowdsourcing, a prática que divide atribuições trabalhosas em uma multidão de pequenas tarefas via internet.

Bastou conectar o robô à web e deixá-lo à disposição de quem estivesse disposto a contribuir com o aprendizado do autômato. Deu certo: o cientista já conseguiu ensinar um pequeno robô a navegar em um labirinto. 

Fonte: Jornal F.de São Paulo 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CUIDADO: Sites de compras coletivas desrespeitam consumidor, diz Idec

Portais não se responsabilizam por produtos não entregues, compartilham dados pessoais dos clientes e inflam preços para que promoções pareçam maiores.




Pesquisa divulgada este mês pelo Instituto Brasileiros de Defesa do Consumidor (Idec) destaca que os quatro maiores sites de compras coletivas do País – Groupon, Peixe Urbano, Clickon e Groupalia – recorrem frequentemente a práticas ilegais. Foram encontrados problemas em toda a cadeia da atividade: desde os termos de uso acordados a falhas na entrega dos produtos.

O agrônomo Kemel Kalif, por exemplo, relatou ao Idec a compra de um tablet por 249 reais, realizada há quatro meses pelo Clickon, mas que nunca chegou a sua casa. Ele tentou contatar, em vão, tanto o portal como a loja responsável pelo produto, a Compre Direto da China.

“Registrei, então, queixa no site Reclame Aqui e descobri que havia inúmeras denúncias contra o fornecedor. Continuei pesquisando e verifiquei que a mesma empresa atua com outros nomes fantasia e que há indícios até de estelionato”, disse. "Ele (Clickon) não verifica a idoneidade dos fornecedores”, acusa.

Já o Groupon e o Peixe Urbano desrespeitam o código do consumidor tão logo são visitados. Eles pedem para que o internauta cadastre seu e-mail antes de exibir os termos de uso e a política de privacidade e, quando estes aparecem, a opção de consentimento já está selecionada, o que, segundo Guilherme Varella, advogado do instituto, “desrespeita a autonomia do consumidor e sua liberdade de escolha”.

Todos os portais avaliados pecam por se isentarem das obrigações que lhe seriam devidas. Afirmam que são apenas intermediários e, que portanto, quaisquer prejuízos devem ser reparados pelos parceiros – estabelecimentos que oferecem o produto ou serviço. Varella, porém, discorda.

"O site de compras coletivas faz parte da cadeia de fornecimento de produtos e serviços, pois atua na etapa de oferta, publicidade e transação financeira dos compradores. Não há o que justifique a isenção ou diminuição de sua responsabilidade", disse.

Sobre esse aspecto, o Groupon admitiu culpa e, em resposta ao Idec, afirmou ter “parte da responsabilidade” sobre a oferta, complementando que já alterou a cláusula contratual a esse respeito – o que, a rigor, não havia sido feito até a publicação desta reportagem. Os outros três, no entanto, reafirmaram seu papel de intermediários, e que uma possível compensação cabe ao estabelecimento.

Gato por lebre
Questões quanto à privacidade também foram alvos de questionamento. No contrato somente o Groupalia afirma não compartilhar os dados do usuário com terceiros. Peixe Urbano, Groupon e Clickon admitem fazê-lo, mas não detalham quem os recebe ou como são usados.

Quase todos pecam por não ter um canal de atendimento eficiente ao consumidor, com interatividade direta, como telefone e bate-papo. Com exceção do Groupon, que possui telefone de contato, os outros apenas recebem sugestões e reclamações por mensagem eletrônica e respondem por e-mail.

Apesar dos possíveis transtornos, os internautas continuam utilizando esses portais por conta das promoções anunciadas. No entanto, como reportado pelo IDG Now há dez dias, os descontos não são tão agressivos assim e, caso o consumidor não pesquise, pode ser enganado por uma prática das mais antigas: inflar o preço antigo a fim de que o novo pareça mais atraente.

No Groupon, as sessões de depilação a laser custavam 159 reais e não os 1250 como anunciado – o portal as vendia por 59,90 reais. Já no Clickon, o DVD automotivo, comercializado por 499 reais, não representava abatimento de 50%, mas de apenas 17% - 599 reais era o seu valor integral.

Alarmante é o caso do Groupalia, que ofereceu um buffet de restaurante mexicano por 19,90 reais, mas, no final das contas, era justamente esse o seu preço, ou seja, não havia promoção. Ainda mais grave é o exemplo do Peixe Urbano: as cinco sessões de "ultralipocavitação", mais dez sessões de plataforma vibratória que, supostamente, sairiam por 2050 reais, podiam ser adquiridas por 129 reais – 94% de desconto. Entretanto, o Idec foi até o local e descobriu que o mesmo tratamento custava 99 reais, de modo que, o internauta, na ânsia por aproveitar um ousado abatimento, gastaria mais do que se adquirisse o serviço pelas vias normais.

Assim, os sites de compras coletivas poderiam ser enquadrados tanto no artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor - “a oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas e ostensivas” - quanto no 37 - “é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva”. Os portais alegam que, por mais que chequem os preços anunciados pelos parceiros, nada impede que estes pratiquem promoções simultâneas às oferecidas por eles.

Para dar fim às irregularidades, um projeto de lei apresentado em maio na Câmara dos Deputados visa regulamentar a atividade no Brasil. Além de sua aprovação, será preciso torcer para que as normas sejam respeitadas. Em agosto, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) proibiu a venda de serviços como os de drenagem linfática e de radiofrequência por meio de sites de compras coletivas. De acordo com o órgão, eles podem ser perigosos "sem a avaliação de um profissional". Não obstante, os quatro avaliados ofereceram tratamentos do tipo na última segunda-feira (24/10).

Quanto a isso, o Groupon diz ainda estar se adequando para seguir a determinação. O Peixe Urbano, por sua vez, afirma que “não está definida a proibição da oferta de determinados serviços e, sim, de serviços prestados por determinados profissionais”. O Clickon vai na mesma linha: defende que “os procedimentos podem perfeitamente ser realizados por profissionais esteticistas formadas em cursos de Técnica em Estética”, que não estão “sujeitos às regras do COFFITO”. Por fim, o Groupalia se eximiu de culpa, pois, argumenta, “atua (...) como um meio de divulgação para as clínicas de estética, as quais são responsáveis por prestar qualquer tipo de esclarecimento para o Conselho”.

Fonte: IDG Now 

Britânico ganha prótese de braço com smartphone embutido, segundo jornal



Prideaux, que tem 50 anos, nasceu sem o braço esquerdo usa próteses desde os três anos de idade. Ele obteve ajuda de especialistas médicos e chefes de comunicação da Nokia, fabricante de celulares, para ganhar essa “prótese biônica”, segundo o jornal.

Dentro do braço protético fica um Nokia C7, que de acordo com Prideaux, é bem mais fácil de ser usado nessa posição. “Desde que possuo um celular e com a invenção do iPhone, ficou claro que esse pedaço de tecnologia não foi idealmente concebido para ser usado com uma só mão”, disse.

Segundo a reportagem, Prideaux tentou contatar a Apple para tentar adaptar a prótese a um iPhone, mas a empresa teria se recusado a cooperar. Foi em uma visita a uma loja local da Nokia que a ideia teria novamente “ganhado vida”. Em cinco semanas, a prótese com celular embutido foi criada no Exeter Mobility Centre.

“Agora quando recebo uma ligação, posso atendê-la diretamente segurando o telefone perto da minha orelha ou colocar no viva-voz. Também posso removê-lo se precisar. Enviar mensagens de texto também é muito mais fácil e seguro”, comemora Prideaux.

Por que ninguém pensou nisso antes?

Fonte : Info Revista on line reprodução do  Telegraph.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Governo não irá à audiência sobre Belo Monte






O governo brasileiro não enviará representantes à audiência convocada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar sobre o processo de licenciamento e construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

O governo foi convocado na semana passada para essa reunião fechada, que será realizada em Washington, na próxima quarta-feira. O Itamaraty confirmou que o Brasil foi convidado, mas que não participará.

Em nota, organizações que representam comunidades indígenas, também convocadas, criticaram a postura do governo. Segundo elas "a decisão expõe a covardia de um governo que, sabendo das ilegalidades e arbitrariedades cometidas no processo de licenciamento e construção de Belo Monte, evita ser novamente repreendido publicamente pela comissão".

Ainda na nota, acrescentam que "o Estado brasileiro dá ao mundo um triste exemplo de autoritarismo e truculência, deixando claro que o País estará fechado para o diálogo quando for contrariado em instâncias internacionais". Assinam o documento o Movimento Xingu Vivo para Sempre, Justiça Global, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Prelazia do Xingu, Conselho Indigenista Missionário, Dignitatis - Assessoria Técnica Popular Movimento de Mulheres de Altamira Campo e Cidade, Rede Justiça nos Trilhos, Associação dos Indígenas Juruna do Xingu do km 17, Mutirão pela Cidadania e Mariana Criola - Centro de Assessoria Popular.

Fonte : revista info on line 

Certidão de nascimento terá chave eletrônica




A emissão de certidões de nascimento poderá contar com a assinatura digital de documentos por meio da certificação da ICP-Brasil. A Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (ARPEN-SP) estuda integrar o atual serviço online de emissão de certidões com a tecnologia de certificação.

Segundo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), a certificação digital é oferecida gratuitamente a todos os registradores civis do país que manifestem interesse em adquiri-lo.

Para Luis Carlos Vendramin Júnior, diretor de Informática da ARPEN-SP, “com o uso da certificação digital os dados enviados e recebidos para emitir uma nova certidão de nascimento estarão mais seguros”.

Hoje, o sistema interliga 425 Cartórios de Registro Civil a mais de 200 maternidades no Estado de São Paulo e emitiu mais de 15.500 registros de nascimentos no primeiro mês de uso. “É um passo importantíssimo para a erradicação de problemas sociais gerados pelo sub-registro (pessoas que após o decurso de três meses do ano seguinte ao do nascimento ainda não estão registradas)”, diz Júnior.

Como funciona

Após o sistema de emissão de certidão de nascimento receber a opção de certificação digital, as maternidades poderão coletar os dados de registro dos pais e recém-nascidos e enviar a documentação por meio da internet para o cartório mais próximo à residência dos pais

Em seguida, o atendente da maternidade preenche os dados de registro que irão compor o termo de nascimento, que é impresso para a conferência e assinatura dos pais.

A etapa seguinte é a digitalização dos documentos de identificação e o envio para o cartório que irá efetuar o registro. Os arquivos são conferidos e a certidão retorna à maternidade para ser impressa e entregue aos pais. Estes procedimentos são assinados eletronicamente com certificados digitais da ICP-Brasil. Estima-se que todo o processo de registro dure em torno de 10 minutos.

Fonte : Revista Info 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bancos se preparam para o uso da biometria





Clientes bancários no Brasil estão se adaptando a uma nova tecnologia – o uso da biometria em caixas eletrônicos. A tecnologia identifica o cliente pela leitura das digitais, da palma da mão ou de outras características únicas e pode substituir o uso de senha.

O corretor de seguros Derick Crispin Gomes, 19 anos, considera que a tecnologia traz mais segurança. “A maior vantagem é a confiança que temos, pois as impressões digitais são únicas para cada pessoa, então acho que fica mais difícil para fraudes. Outra vantagem é a questão das senhas. O uso de muitas senhas acaba confundindo a gente, então o sistema traz benefícios”, argumenta.

Mas Derick também aponta desvantagens. “Existem muitas sugestões de sistemas de segurança, contudo considero que nenhum é realmente seguro. Uma das desvantagens é que por ser um sistema novo ainda apresenta algumas falhas no reconhecimento. Muitas vezes dá erro na leitura”, disse.

O contabilista Melquiades Augusto, 42 anos, ainda não teve acesso ao novo sistema, mas espera experimentar logo a novidade. “Para mim, todas as tecnologias são boas para a sociedade, apostar em novidades que facilite a vida das pessoas é um ganho para todos nós, ainda mais essas novidades que trazem segurança. Eu usaria o sistema, e espero que ele chegue logo a todos os bancos”, disse.

A biometria nos caixas eletrônicos no país começou a ser usada em 2006 pelo Bradesco. O banco escolheu a tecnologia Palm Secure, que captura a imagem do padrão vascular da palma da mão e funciona como uma senha. Atualmente, em todas as agências do banco é possível encontrar pelo menos um equipamento de autoatendimento com a tecnologia. Segundo o Bradesco, desde que a biometria foi adotada, cerca de 6 milhões de clientes optaram por usar sistema de leitura biométrica para realizar suas transações, instalado em 21.752 máquinas de autoatendimento.

No Banco do Brasil (BB), a expectativa é que a partir do próximo ano comecem a ser instalados os módulos nos caixas eletrônicos para que seja possível fazer o uso da biometria. Segundo o gerente executivo da Unidade Gestão de Canais do BB, Pedro Acácio Bergamasco, a expectativa é que em 2013 todos os equipamentos estejam adaptados e os clientes não precisem mais usar senha nos caixas eletrônicos. Atualmente, o banco tem 40 mil caixas eletrônicos. “A tecnologia reduz a possibilidade de fraudes, como clonagem de cartão”, disse Bergamasco. Quando os caixas estiverem adaptados, os clientes poderão fazer o cadastro biométrico nas próprias máquinas de autoatendimento.

A Caixa também tem projeto de uso das informações biométricas em caixas eletrônicos. No dia 18 de agosto, o banco anunciou que irá receber do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados do cadastro biométrico de eleitores. A ideia é usar as informações para garantir a segurança e evitar fraudes no pagamento de benefícios previdenciários e do Programa Bolsa Família e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Na época, o vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Joaquim Lima de Oliveira, afirmou que no futuro será possível sacar benefícios sem usar senha e cartão, apenas por meio da digital do cidadão. De acordo com ele, atualmente muitos beneficiários perdem a senha ou recorrem a outras pessoas para sacar o benefício no banco.

Fonte : Revista Info 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sistema de projeção transforma qualquer superfície em uma tela touchscreen

Imagens são projetadas por câmera semelhante ao Kinect que fica sobre os ombos do usuário





Pesquisadores da Microsoft Research e da Universidade Carnegie Mellon (Estados Unidos) desenvolveram um aparelho de projeção que permite transformar qualquer superfície em uma interface interativa. Um simples bloco de papel, braços, pernas e até mãos humanas podem se tornar telas touchscreen.

Chamado de OmniTouch, o sistema usa uma câmera com sensor de profundidade, semelhante ao Kinect da Microsoft, para sobrepor teclados, menus e outros objetos que estejam por perto. O projetor, que fica por cima dos ombros do usuário, é capaz de sentir onde a imagem está sendo exibida e ajusta seu tamanho automaticamente. Uma vez projetados, os dados podem ser controlados por aplicações interativas. É como usar uma tela touchscreen.

Os responsáveis pelo projeto esperam usá-lo em superfícies ainda menores como baralho de cartas ou até mesmo uma caixa de fósforo. Além disso, eles querem que o aparelho tenha integração com futuros dispositivos portáteis. 

Assista ao vídeo de funcionamento do sistema: 



Fonte : Olhar Digital 

Site “Comprei e não vou“ reúne quem quer vender um ingresso com quem quer comprar

layout atual do site 



Quem costuma frequentar shows e festivais conhece o drama: é preciso se programar com meses e meses de antecedência e é sempre a mesma correria: os sites caem e os ingressos… se esgotam rápido demais.

Foi pensando nessa dificuldade que três amigos criaram o “Comprei e não vou“. O esquema é simples: o site junta quem quer vender um ingresso com quem quer comprar. Simples assim. E a interface limpa ajuda a cumprir a proposta.

O site entrou no ar durante o Rock in Rio. “A ideia inicialmente foi minha. Surgiu de uma conversa com amigos sobre a dificuldade que é encontrar ingressos para alguns shows, que acabam rapidamente. Depois disso, a idéia evoluiu e se transformou no site”, conta Daniel Araújo, designer de interface, que criou o site com outros dois amigos desenvolvedores, Felipe Cypriano e Bruno Borges.

Os primeiros ingressos comercializados foram para o Rock in Rio. Depois a equipe abriu para outros shows. É muito simples: quem tem ingresso entra em contato, divulga seus dados e espera. O site organiza o número de ingressos à venda dividindo-os por evento.

Não há estatísticas precisas porque o site “apenas facilita o encontro comprador e vendedor”, explica Daniel. Mas há um número: já foram colocados à venda ali 670 ingressos.

Nada é cobrado pelo serviço. Os criadores ainda estudam um modelo de negócios para o site. Os três tocam projetos paralelos: Daniel tem o “Nós Codificamos”, que transforma layouts em códigos para sites, Felipe e Bruno têm um app para celular com os blocos de Carnaval do Rio, e Bruno tem o MeCase, serviço que ajuda na criação de sites para eventos.

A procura já aumentou desde que o “Comprei e não vou” começou a se espalhar pela web. Agora, a meta é montar o plano de negócios e fazer algumas melhorias no site. “Estamos fazendo um estudo de usabilidade no site, o que vai requerer algumas mudanças principalmente na tela dos ingressos do show, novas funcionalidades, como mapa do local do evento. Além disso, tem uma melhora significativa na integração com as redes sociais. A ideia é aumentar a divulgação dos eventos e ingressos, e não somente do site pelas redes sociais”, explica Daniel Araújo.

Conheça: http://www.compreienaovou.com.br

Fonte : Blog P2P 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Google+ tem dificuldade para cativar seus usuários


Tráfego despenca poucos dias após serviço ser aberto a todos os usuários. 

Engenheiro do Google diz, na própria rede social, que ferramenta é "uma falha completa"; empresa não comenta


O Google+, rede social do gigante das buscas, pode ter 40 milhões de usuários, de acordo com anúncio feito na última sexta-feira por Larry Page, executivo-chefe da empresa. Mas, segundo dados da companhia de análise Chitika, o tráfego no site é como o trem de uma montanha-russa em fase de descida.

Como indica o infográfico acima, menos usuários têm entrado no Google+, sinal da dificuldade que a rede enfrenta para consolidar um grupo de internautas fiéis.  O serviço obteve um pico de acessos após liberar o cadastro a todos os usuários no último dia 20 -antes o ingresso na rede só era possível por convite. Mas o tráfego caiu poucos dias depois.

Há ainda outro fator que enfraquece o dado divulgado por Page: são 40 milhões de pessoas que já acessaram contas na rede. Ou seja, o número inclui usuários ativos e inativos, mesmo os que se logaram apenas uma vez e nunca mais voltaram.

A conta é diferente da utilizada por Facebook e Twitter para divulgação de usuários. As redes têm, respectivamente, 800 milhões e 100 milhões de usuários ativos.

CRÍTICA INTERNA
Além da queda de audiência, o Google+ teve de lidar com ataques de seus próprios funcionários. Steve Yegge, engenheiro da empresa, publicou uma longa mensagem em seu perfil no Google+ com duras críticas à rede social.

No texto, Yegge diz que o Google+ é "uma falha completa no entendimento do que é uma plataforma, desde os mais altos níveis hierárquicos até os trabalhadores comuns". Na comparação com o Facebook, o Google+ é classificado como um "pensamento patético e atrasado".

O engenheiro diz ainda que o Google tenta prever desejos dos internautas. Mas, segundo ele, poucas pessoas conseguiram isso. "Steve Jobs foi uma delas. Mas não temos um Jobs no Google. O post foi apagado, e Yegge afirmou que o texto era para ser compartilhado só com seu círculo de trabalho. O Google não comentou as críticas do engenheiro.

Também na sexta, o Google anunciou em seu blog a descontinuação de cinco produtos, entre eles, o Google Buzz -ferramenta para compartilhamento de informações. A empresa afirma que estará focada no desenvolvimento do Google+. 

Folha de S.Paulo 

Novas redes querem fiscalizar cidades





Sites e ferramentas de interação entre usuários ajudam a resolver questões políticas e sociais de pequena ordem

MyFunCity, app recém-criado, permite que o usuário avalie aspectos como policiamento e limpeza do município

Leonardo Luis /SP

As redes sociais já ajudaram a incitar revoltas na Primavera Árabe e são peça fundamental do movimento "Ocupe Wall Street", que promove atos no mundo todo contra a crise financeira. Mas têm funcionado também para mobilizações menores, em torno de questões mais pontuais: construir uma ciclovia, por exemplo.

Há dois anos, o estudante Luiz Ballas, 16, que participa de bicicletadas, usou o site Cidade Democrática para propor a construção de ciclovias em Jundiaí (SP), onde mora. O deputado estadual Pedro Bigardi (PC do B) encampou a proposta e conseguiu aprovar emenda para financiá-la.

Questões do tipo são o filão do Cidade Democrática, site criado em 2009 em que usuários criam e apoiam propostas. As ideias são divididas por municípios, e Jundiaí é a cidade mais ativa. Duas ferramentas na mesma linha, que apostam no engajamento em questões políticas e sociais, foram criadas no Brasil recentemente.

O MyFunCity, aplicativo para Facebook, iPhone, iPad e iPod touch lançado neste mês, permite que o usuário faça check-in em locais de sua cidade e avalie aspectos como quantidade de árvores, acessibilidade para deficientes, policiamento e limpeza. Na interface, é possível enxergar um mapa cheio de carinhas representando avaliações feitas por usuários. Por enquanto, em São Paulo e no Rio, a tristeza predomina.

Alexandre Sayad, diretor-geral do MyFunCity, diz que o propósito da ferramenta não é ser "um reclamódromo simples e superficial". "Ela gera a possibilidade de levantar também as boas práticas."
O MyFunCity quer atingir o exterior: sua versão em inglês deve ser divulgada hoje.

QUESTÕES POLÍTICAS
O PoliticNote, lançado em julho deste ano, tem interface parecida com a de redes sociais convencionais, mas é voltado especificamente para questões políticas. É possível participar da página de um partido, referendar causas e entrar em contato com políticos cadastrados, como a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Um site com proposta mais simples, também voltado à participação política, é o Votenaweb, em que usuários votam em sim ou não (sem poder decisório) sobre projetos do Congresso Nacional.

Fonte : F. de São Paulo 


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Frigobar controlado por iPhone lança cervejas na sua direção

O Beer Me é a prova de que os nerds também gostam de uma cervejinha, e fazem de tudo para apreciá-la da forma mais confortável possível. O geek boêmio Ryan Rusnak, inventor do frigobar dos sonhos, é capaz de controlar o mini refrigerador com o seu iPhone e utilizar o canhão de ar embutido para lançar as latas de cerveja em sua direção.

 Beer Bot Cannon (Foto: Reprodução/TechTudo) 

Ryan teve a brilhante ideia de criar um "ajudante" ao constatar que gastava muito tempo indo buscar as latinhas - e, como todos sabem, tempo é cerveja. A máquina, composta basicamente por um velho refrigerador, um canhão de ar de 45 PSI, uma câmera e uma placa controladora integrada ao app para iPhone, custou aproximadamente U$ 400 e foi construída em dois dias.

Com o aplicativo especialmente desenvolvido para o Beer-o-Bot,  o sedento nerd pode utilizar o seu iPhone para escolher entre quatro opções de cerveja, definir sua temperatura e mirar onde quer que a latinha seja lançada - graças ao delay de três segundos, ainda dá tempo de largar o iPhone e não ser alvejado por uma lata de cerveja voadora.

Telas do aplicativo Beer Cannon Controller (Foto: Reprodução/TechTudo)

Obviamente, a invenção não deu certo logo de cara. Em um dos seus primeiros testes, Ryan exagerou um pouquinho na pressão e acabou mandando as latas de cerveja para o teto de sua garagem. Em outra ocasião, uma das lâmpadas do cômodo foi atingida.

Agora, no entanto, ele parece finalmente ter conseguido regular o canhão de cerveja. 

Para os interessados (e corajosos), Ryan Rusnak disponibilizou um guia com o complexo passo a passo para a construção do Personal Beer Robot. A comodidade pode até compensar, mas não deve ser nada legal levar um banho de espuma caso a lata faça uma viagem turbulenta até as suas mãos.

O vídeo abaixo o Beer Me em fucionamento: 


Fonte : G1

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ANTP realiza durante a semana o 18º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito no Rio de Janeiro




Organizado pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Rio de Janeiro será entre os dias 18 e 21 de outubro a capital nacional da mobilidade urbana. Acontece nesse período, na cidade maravilhosa, no Centro de Convenções Sul América, o 18º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito. O evento tem como proposta central “o debate em torno da Mobilidade Urbana.

O evento busca respostas para o problema do transporte brasileiro em um momento em que o país concentra parte das atenções do mundo já que o país receberá a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Não por acaso, o 18º Congresso vai abordar temas fundamentais à promoção de uma mobilidade urbana que dê sustentação ao desenvolvimento social, econômico e ambientalmente sustentável para as cidades brasileiras.

Ao longo dos quatro dias do congresso serão abordados, dentre outros, os seguintes temas: política nacional de mobilidade versus desenvolvimento econômico; mobilidade urbana e aquecimento global; mobilidade urbana em face de matriz energética; redução de tarifas e de custos do transporte público para a inclusão social; combate à violência e respeito aos direitos humanos no trânsito; financiamento permanente na infra-estrutura e em tecnologia e qualidade dos serviços de transporte e sustentabilidade ambiental.

O evento vai reunir prefeitos, secretários de estado, autoridades federais e parlamentares, operadores públicos e privados, industriais, consultores, dirigentes sindicais patronais e de trabalhadores, acadêmicos, lideranças comunitárias e interessados no setor.

Além de painéis, oficinas e conferências, a programação prevê visitas técnicas a locais em obras de trânsito. Fazem parte desse roteiro, o canteiro de obras do BRT Transoeste, o Centro de Controle Operacional das linhas 1 e 2 do Metrô e o Teleférico do Morro do Alemão.

A Pro Empresa transmite o evento on line no hot site do evento. Outras informações também podem ser obtidas no endereço: www.antp.org.br

Fonte : Ascom/ANTP 

A caminho da energia do futuro



 por Fritz Vorholz* 

Em nenhum outro país, a catástrofe do reator japonês de Fukushima, provocada por um tsunami, levou a uma mudança política tão radical como na Alemanha. Ainda no outono setentrional de 2010, o governo federal alemão havia proclamado que as usinas nucleares seriam a ponte para a era das energias renováveis e prorrogara o prazo de funcionamento das 17 usinas atômicas alemãs por doze anos, em média. 

Após Fukushima, esta decisão foi não apenas completamente revidada: menos de quatro meses depois do desastre no Japão, o Parlamento alemão decidiu, com uma enorme maioria de votos, desligar oito reatores imediatamente e os nove restantes gradualmente, até o final de 2022.

Pode-se especular sobre o que levou o governo alemão, ou seja, a Chanceler Federal Angela Merkel, a dar esta guinada na política energética. Provavelmente, a liderança política da Alemanha reconheceu que uma despedida rápida da energia atômica encerra enormes chances econômicas. 

Realmente, a nova política energética “Made in Germany” pode tornar-se um artigo de exportação. Ela deve até mesmo ser exportada, para que se con­quiste realmente maior segurança quanto aos perigos nucleares – um novo acidente nuclear de grande porte, os riscos da proliferação, os problemas com o lixo atômico. Pois de que adianta se forem desligadas as 17 usinas na Alemanha, enquanto muito mais que 17 reatores continuarem em pleno funcionamento em torno à Alemanha?

Se a virada energética realmente pode servir de modelo para outros, continua em aberto. O certo é que a comunidade internacional acompanha com grande interesse, como a Alemanha enfrentará o desafio, que ela própria se propôs. É grande a simpatia pelo projeto, pelo menos entre a população de muitos países. 

Segundo enquete internacional, realizada em abril de 2011 pelo Instituto Ipsos de pesquisa de opinião, 62% dos indagados afirmaram-se contrários ao aproveitamento da energia nuclear. Em quase toda parte, a maioria tem uma orientação antinuclear: no México e na Turquia, na Coreia do Sul e na China, na França e na Rússia.

Para os desafios a serem enfrentados se necessita muito mais que a determinação de renunciar à força nuclear em uma década. Desligar reatores é até mesmo a parte mais simples do projeto. Também sem os reatores, que em 2010 forneciam um quarto da eletricidade, as luzes não devem se apagar. Mesmo sem a eletricidade barata dos reatores, as contas de luz dos cidadãos e das empresas devem continuar acessíveis. E também sem a energia nuclear, de nível baixo de emissões, deverá ser alcançada a meta alemã da proteção ao clima, uma redução dos Gases do Efeito Estufa em 40% até 2020, em comparação a 1990. 

Pode tal visão tornar-se realidade? Sim, isto foi confirmado, entretanto, por muitas expertises. Mas só se tornará realidade, se forem cumpridas pelo menos duas condições: no futuro, a energia tem de ser aproveitada com muito mais eficiência que até agora – e deve ser proveniente, cada vez mais, de fontes regenerativas. Em poucas décadas, até mesmo inteiramente.

A Alemanha tem “muita energia inesgotável”, com este lema é feita a divulgação das energias renováveis. E é verdade. Afirma-se também que o Sol “não nos envia nenhuma conta”. Também isto é correto. Mas também é certo que as diversas formas da energia solar – raios e vento, água e biomassa – são disponíveis em estado físico muito diluído. Por isto, as energias regenerativas têm primeiro que ser coletadas e agregadas, com grande esforço, antes que possam ser empregadas de forma útil. Em comparação a isto, a energia existente no carvão ou em barra de combustível nuclear é altamente concentrada. A isto se soma o fato de que o Sol não nos fornece diretamente a sua energia. É necessário antes o emprego de alta tecnologia, muito capital e material, a fim de captar a energia solar, levando-a na hora certa para o lugar certo. Ou seja, para lá, onde ela é necessitada naquele momento. Por exemplo, onde alguém quer acender uma luz.

Isto é o que diferencia finalmente a nova energia da antiga. Ela não é acessível dia e noite e em qualquer lugar – pelo menos quando se trata de força eólica ou solar. Sob as condições alemãs, as células fotovoltaicas alcançam rendimento máximo em menos de 1.000 horas por ano (do total de quase 9.000 horas anuais). 

As instalações eólicas no interior do país atingem cerca de 2.000 horas de rendimento máximo. A eletricidade para o tempo restante tem de ser produzida noutra parte ou de outra forma, ou ser então retirada de acumuladores carregados anteriormente com a energia regenerativa. Tais “baterias” são, por exemplo, as usinas hidrelétricas reversíveis, esteticamente criticadas, da mesma forma como os cata-ventos ou as linhas de alta tensão. Por isto, o progresso rumo à virada energética encontra já hoje resistência mesmo de pessoas que, de consciência limpa, podem se declarar ambientalistas.

A marcha para o novo mundo da energia não será um simples passeio. Ele será feito de uma matriz composta de energia regulável e fluente, centralizada e descentralizada, nacional e importada. O caminho será apoiado através de acumuladores e dos consumidores, que terão também de dar a sua contribuição futura, a fim de possibilitar a transformação do sistema energético, como se afirma o livro recém publicado sobre o “caminho para 100% de energias renováveis”. Seria surpreendente, em face de tal complexidade, se os conflitos de objetivo e os problemas de aceitação não acompanhassem inicialmente a virada energética. 

Eles deverão se mostrar, contudo, tanto mais solucionáveis, quanto maior for a eficiência no mundo das novas energias. Trata-se, por um lado, da eficiência de custos, ou seja, de produzir, acumular e levar a eletricidade “verde” dia e noite às tomadas elétricas, com o menor custo possível; isto se torna mais simples com uma cooperação através das fronteiras. Mas trata-se também da eficiência energética, ou seja, da redução do consumo de energia por euro do Produto Interno Bruto. Isto reduz custos, alivia o meio ambiente e ganha tempo na reforma do sistema energético.

Este tempo é necessário para construir a infraestrutura, desenvolver tecnologias, gerar aceitação. A eficiência é a condição decisiva para o êxito da transformação – na Alemanha e em outras partes. A Alemanha já se tornou energeticamente mais eficiente. Desde 1990, a economia cresceu, enquanto todo o consumo de energia se reduziu pelo menos um pouco. Somente o consumo de eletricidade continuou crescendo. Ele aumentou em cerca de 10% nas duas décadas passadas. 

Agora, ele deverá ser reduzido novamente em 10% até 2020. Dez por cento menos consumo de eletricidade significa: mais de dois quintos da produção de energia atômica de até agora serão compensados por poupança e a cota da eletricidade verde aumentará de 17% (2010) para quase 20% – sem um único cata-vento adicional.

Em meados de Julho de 2011, o Primeiro-Ministro japonês Naoto Kan declarou: “Precisamos desenvolver uma sociedade, que possa abrir mão da energia atômica”. Suas palavras se assemelham às do ex-ministro alemão do Meio Ambiente, Klaus Töpfer, após a catástrofe de Chernobyl em 1986. Töpfer, posteriormente Diretor-Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), propôs na época um futuro sem energia nuclear. Um quarto de século depois, a Alemanha seguiu esse caminho. É um experimento. Um experimento de grande valor, não apenas para a Alemanha.

* Eco 21 agradece a gentileza do Deutschland Magazin.
** Fritz Vorholz é Jornalista do Deutschland Magazin e redator de Economia do jornal Die Zeit.
*** Publicado originalmente no site da revista Eco 21.

Admirável mundo novo : Bicicleta troca de marcha com pensamento






Em abril, a japonesaToyota pediu a ajuda de especialistas em bicicletas para desenvolver um modelo inspirado no Prius, o badalado carro híbrido da montadora. O protótipo do que isso significa pode ser visto na foto acima. À primeira vista, a PXP parece uma magrela comum. Não é. 

Para trocar de marcha, o ciclista só precisa usar a força do pensamento. Ou seja, se ele estiver subindo uma ladeira tem de pensar “subir a marcha”, e, como num passe de mágica, a bicicleta fica mais leve. O segredo está num capacete com neurotransmissores que leem o cérebro e conversam com um iPhone instalado no guidão.

Quem não se acostumar com a ideia não precisa se preocupar: um aplicativo que analisa a cadência das pedaladas e o ritmo cardíaco ajuda a trocar de marcha. A PXP ainda não tem previsão para ser produzida em série.

Fonte : Revista Info on line 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TV digital será obrigatória em 2016

 Governo quer desligar o sinal analógico definitivamente 




O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmou ontem o desligamento de transmissões analógicas de televisão para 2016.

Apesar do desligamento, o ministro reconhece que o sistema digital ainda não é popular no Brasil e pretende acelerar o processo de digitalização das emissoras.

"As emissoras vão ter tempo para se adaptar e os próprios consumidores vão querer modernizar seus equipamentos, até mesmo porque teremos uma Copa do Mundo aqui no Brasil em 2014 e as pessoas vão querer aproveitar o sistema digital”, diz Bernardo.

Ainda de acordo com o Ministério das Comunicações, o decreto que estabeleceu o sistema de TV digital no Brasil permite usar a TV para consultar saldo bancário, agendar consultas médicas, consultar a previsão do tempo, informações de trânsito e comprar produtos. Vale lembrar que, no início, nem todos os modelos de TV serão compatíveis com estes recursos.

A geradora de TV precisa dar entrada no processo de consignação no Ministério das Comunicações antes de transmitir em sinal digital. Todos os processos de consignação de geradoras serão finalizados até dezembro de 2011, segundo Genildo Lins, secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do MiniCom.

Fonte : Revista Info on line 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Primeiro celular 3D sem óculos é potente, mas sofre de gigantismo

Sim, o 3D, em fotos, vídeos e games, funciona mesmo. Não, você não terá dores de cabeça, náuseas e outros sintomas associados à tecnologia. Mas vale a pergunta: o 3D é para você? No Optimus 3D, da LG, o efeito de profundidade requer ajustes de distância entre o aparelho e os olhos. Em vídeos e jogos com movimentos rápidos é fácil perder o foco e ter a visão embaralhada. Já com imagens estáticas, a coisa vai muito bem.

Além disso, a visualização e a captação em 3D devem ser feitas com o aparelho sempre na horizontal. Para fazer as imagens em 3D, o Optimus usa uma câmera de lentes duplas que faz fotos em 3 Mpixels e vídeos em 720p. Em 2D, os números sobem para 5 Mpixels e 1.080p.

Se o 3D soa como perfumaria, o Optimus também é um smartphone potente, com processador de núcleo duplo, acompanhado de memória dupla e canal duplo -uma arquitetura que a LG chama de "Tri dual". Porém ele roda Android 2.2, e a atualização para o 2.3, segundo a LG, só vem em dezembro. Quando isso chegar, ele continuará atrasado, já que o Google deve anunciar em breve o Android 4.0.

Com tantas novidades nas entranhas, o celular ficou com medidas e peso acima da concorrência, o que incomoda em ligações mais longas. Outro ponto fraco é a bateria. Nos testes, foi necessário carregá-la diariamente. 

Fonte : Folha de S.Paulo 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

“Casa Facebook”: o mundo em um perfil


 *por Ernesto Assante, do La Repubblica


Para milhões de jovens, a revolução já está em curso: a rede social criada por Mark Zuckerberg está se tornando a verdadeira porta de entrada para a rede. Menos perigos, menos pornografia, menos spam. Mas há quem comece a se perguntar: menos liberdade também? 





No princípio era a Web, um lugar livre, aberto, de muitas formas anárquico, em que todos podiam construir a sua própria “casa”, sua própria loja, seu próprio escritório, administrando-o em primeira pessoa. Depois, veio a Web 2.0, multimidiática e social, que viu emergir realidades novas e uma nova geração de usuários, que definiu a sua própria relação com a rede de uma maneira ainda mais direta e pessoal, música, enriquecendo-a com fotos, música, vídeos, informações, notícias.

Hoje, existe o Facebook, e, para milhões de pessoas, a realidade da Web é essa e o será cada vez mais mais. Pessoas que encontrarão notícias, estarão em contato com seus amigos, verão filmes e televisão, ouvirão música, farão compras, comunicarão, compartilharão, conversarão, farão muitas outras coisas através da rede social de Mark Zuckerberg, sem passar por outros sites, sem navegar por outros lugares.

E tudo isso acontece e vai acontecer cada vez mais porque o Facebook, quer queiramos ou não, é a Internet 3.0.

Não mais apenas rede social, em suma, ele passará das simples funções de hoje para uma extraordinária multiplicidade de modos de interagir com os conteúdos presentes na rede, através de aplicativos que permitirão que os usuários do Facebook compartilhem com seus amigos não só textos, vídeos e fotos, como acontece agora, mas também músicas, filmes, jornais, programas de televisão, jogos.

Muitos já disseram sim a Zuckerberg e decidiram aceitar a aposta, do Spotify ao Deezer para a música, do Netflix ao Hulu para o cinema e a televisão, da CNN ao Wall Street Journal, do L’Equipe ao Independent, do Daily de Murdoch ao Huffington Post para as notícias, chegando ao Yahoo!, que oferece o compartilhamento dos seus próprios conteúdos através das páginas da rede social.

Será possível descobrir quais músicas, filmes, notícias, jornais, programas de TV os próprios amigos estão escutando, lendo ou vendo, fazendo isso junto com eles ou lhes sugerindo outros. É o compartilhamento, total, contínuo, e é sobretudo um modo para fazer com que os usuários não saiam do Facebook.

Se não é uma revolução, falta muito pouco, porque, em perspectiva, cada vez mais, se poderá fazer de tudo dentro do universo do Facebook. É claro, para milhões de pessoas, é uma evolução natural: toda uma geração de jovens, ainda hoje, liga o computador e se conecta diretamente ao Facebook, sem passar por nenhuma outra página, nenhum outro site. Jovens que até ontem, no entanto, obtinham notícias, ouviam música ou viam vídeos que eles ou os seus amigos tinham pego de outro lugar e levado para dentro dos muros do Facebook.

Agora, o Facebook nos diz que não há necessidade disso, que as notícias, os filmes, a música, a TV, as compras podem ser feitas utilizando os aplicativos dentro da rede social, sem sair fora dela. Entrar no mundo do Facebook será cada vez mais fácil; sair será cada vez mais inútil.

Sair. Sim, porque o Facebook é um jardim fechado, não é a Web, não é livre. Há liberdade, mas dentro de regras definidas. E isso é a coisa mais importante. No Facebook, não há pornografia, não há possibilidade de que, acidentalmente, possamos acabar diante de conteúdos indesejados. E se por acaso isso acontece existe uma “polícia” capaz de fazer com que os conteúdos impróprios desapareçam.

No e-mail do Facebook, não há spam, e se, infelizmente, eles chegarem, há um modo de bloquear o autor e impedir que aconteça de novo. No Facebook, pode haver, como na Web ou na vida normal, molestadores e perturbadores de todos os tipos, mas, além do fato de que podemos gerenciar completamente a lista dos nossos “amigos”, existe, no entanto, um controle que permite colocá-los em condição de não fazer mal nenhum.

Não há a anarquia da Web, em suma, ou pelo menos há muito menos. Não há os riscos e os perigos da Web, ou pelo menos são mais controlados. E há todas as vantagens da Web: o e-mail, o chat, o compartilhamento, as fotos, os vídeos, a mobilidade, a imediaticidade. Isso agrada às pessoas. Para os 750 milhões de usuários do Facebook, realmente agrada a ideia de estar em um lugar que é a Web, mas em um estado de evolução superior. É um pouco como, se da fase das aldeias e das tribos, se passasse à organização das primeiras cidades, com regras de vida e de comportamento diferentes e mais elaboradas, capazes de garantir a convivência entre pessoas diferentes, com ideias diferentes, com desejos, sonhos, vontades, necessidades diferentes.

É a Web, em suma, mas na sua versão 3.0. Uma Web multimidiática, interativa e fechada em um jardim murado, em que se pode entrar, mas do qual também se pode ser expulso. Uma Web completamente diferente daquela que, até agora, conhecíamos.

Tradução: Moisés Sbardelotto.
* Publicado originalmente no jornal La Repubblica e retirado do site IHU On-Line. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Internet sofrerá uma modificação radical com centenas de novos domínios

A internet está a ponto de experimentar uma mudança drástica que afetará todos os usuários com a incorporação de centenas de novos domínios que se somarão aos 22 já existentes, como os .com e o .net", declarou um representante da ICANN.

"Trata-se de um programa que cria a oportunidade para que existam novos domínios de primeiro nível, como os .com/.net/.org e outros, e que são conhecidos por gTLDs" (generic Top-Level Domain (gTLD), afirmou o especialista representante da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), Rodrigo de La Parra.

Atualmente existem 22 domínios de primeiro nível, mas, a partir de janeiro de 2012, qualquer indivíduo, entidade, empresa ou organização poderá solicitar a propriedade do seu site. "Isto produzirá uma grande mudança, pois a ICANN espera centenas de solicitações para que exista uma variedade incrível de domínios que acrescentarão competência, inovação e alternativa", acrescentou Parra.

As solicitações serão apresentadas entre o dia 12 de janeiro e 12 de abril, e serão avaliadas. Os novos domínios vão estar disponíveis no prazo de um ano, e poderão ser escritos em qualquer alfabeto, inclusive com símbolos orientais. "Como ninguém podia prever o sucesso do .com, agora ninguém sabe qual o .'algo' terá mais impacto", comentou o especialista, entusiasmado. "A idéia é aumentar a opção dos consumidores e a competição do mercado", explicou.

Não há limite de solicitações e poucas em relação a função. Não se pode, por exemplo, pedir ".país" porque já existem terminações de códigos para os países. Os 22 gTLDs que existem hoje são administrados por 16 empresas que, por sua vez, possuem contratos com milhares de registradores.

"Estamos promovendo o programa na América Latina, porque não existe nenhum domínio de primeiro nível na região", revelou o especialista que participa da XVI reunião anual do Registro de Endereçamento da Internet para América Latina e Caribe (LACNIC).

A ICANN decidiu implementar o programa em maio durante uma reunião em Cingapura e espera que novos registros permitam mais segurança na web. De acordo com um vídeo da entidade, disponível em seu site, "solicitar um domínio de primeiro nível vai custar 185 mil dólares ou mais." 

Fonte : correio braziliense

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Rio de Janeiro e a Matrix






A Prefeitura da cidade anunciou o projeto Rio Apps (http://rioapps.com.br/), que nasce com um concurso que premiará com quantias em dinheiro (simbólicas, a meu ver) as melhores ideias de aplicativos (web, redes sociais, smartphones, tablets etc) para melhorar a vida de cariocas e turistas.

Embora a ação seja extremamente interessante em si, é um pedaço dela que é o mais bacana: a partir de dezembro, todos os bancos de dados da cidade estarão públicos, disponíveis para consulta e para serem utilizados como base para a construção de aplicações as mais diversas.

É o cidadão com acesso direto à matrix municipal, podendo ligar os pontos que quiser – e construir a inovação que bem entender com isso. Eu fico muito feliz, pois esse tipo de abordagem traz para a internet o que acredito que deva ser o modelo democrático: sai o Estado paternalista e entra o Estado facilitador. “Juntei todas as informações para você. Agora se vira para ver o que vai fazer com elas.”


Continue lendo aqui: http://glo.bo/q3iNYs

Fonte : G1