terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Operadoras tentam atrelar venda de chip a planos pós-pagos


Comprar um chip para celular do tipo micro-SIM em planos pré-pagos é tarefa árdua. Em São Paulo, lojas das principais operadoras tentam forçar o cliente a assinar um plano pós-pago na hora de comprar o chip, que é menor e funciona com smartphones mais novos, como o iPhone 4S e o Lumia 800.

A prática vai contra as regras da Anatel, que diz que as operadoras não podem fazer discriminação na oferta de seus planos de serviço.

Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP, diz que vincular o micro-SIM aos serviços pós-pagos pode ser considerado prática abusiva -lojas ou operadoras podem ser multadas.

"Os clientes interessados devem exigir a venda do micro-SIM em planos pré-pagos. Se isso não ocorrer, devem procurar o Procon", diz ela.

Nas dez lojas da Oi contatadas não foi possível comprar o micro-SIM em planos pré-pagos. Vendedores só o ofertavam em pós-pago.

O problema se repetiu com a TIM. De dez lojas procuradas, só uma vendia o chip em pré-pago, mas desde que o cliente levasse R$ 17 em crédito, além dos R$ 10 do chip.

Na Claro, o chip podia ser comprado em pré-pago em duas lojas (de seis ouvidas), mas a venda também era ligada à compra de crédito.

Essa prática, segundo a diretora do Procon, pode ser vista como venda casada, o que é irregular.

A Vivo foi a única operadora que não dificultou a venda do micro-SIM em pré-pago.

Em nota, a Oi disse que não vende o micro-SIM no pré-pago por avaliar que não há demanda de mercado.

A TIM afirmou que comercializa o micro-SIM em suas lojas e que não faz distinção entre clientes de pré e de pós-pago. Prometeu apurar os relatos da Folha e tomar "medidas cabíveis" se as irregularidades forem confirmadas.

A Claro também disse que vende o micro-SIM pré-pago em suas lojas e que não é obrigatório comprar crédito extra ao adquirir o chip. Segundo a operadora, o vendedor apenas orienta o cliente a fazer a recarga para sair da loja já acessando seus serviços.

Fonte : Folha de S.Paulo 

TJ-SP investiga pagamentos fora do contracheque a juízes

Valores teriam sido depositados na conta de 29 desembargadores de 2006 a 2010. CNJ diz que não há regra específica para registrar remunerações, mas situação dificulta investigação da corte



O Tribunal de Justiça de São Paulo investiga se pagamentos privilegiados para 29 desembargadores entre 2006 e 2010 foram feitos diretamente nas contas correntes dos magistrados, sem registro em contracheques.

"Essas antecipações possivelmente tenham sido pagas dessa maneira. Verificaremos nossas fichas financeiras", diz o recém-empossado presidente do TJ, Ivan Sartori.

Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão responsável pelo controle administrativo dos tribunais, "não há nenhuma disposição específica em lei geral sobre como devem ser preenchidos os documentos comprobatórios de remunerações".

Porém, o presidente do TJ lembrou que pagamentos fora do padrão e sem emissão de contracheques já causaram indignação no tribunal em 2010, na gestão do desembargador Antonio Carlos Viana Santos, morto em janeiro de 2011, e geraram pedidos de regularização pelos juízes.

"Seriam pagamentos irregulares em termos de formalização pelos contracheques. Mas os créditos ocorreram e eram detectáveis em folha de pagamento", disse Sartori.

Magistrados ouvidos pela Folha reclamaram que a não emissão de contracheques muitas vezes impossibilitou a identificação dos depósitos em suas contas correntes.

A falta de transparência na corte é agravada pela dificuldade de obter informação no setor de folha de pagamentos. A recusa em fornecer dados sobre remunerações causou a primeira rusga significativa do tribunal com o CNJ.

Em 2009, após alerta da entidade de servidores Assojuris, o conselho constatou que o TJ fez depósitos fora dos contracheques para juízes.

O então presidente do TJ-SP, Roberto Vallim Bellocchi, negou-se a fornecer ao CNJ comprovantes dos pagamentos daqueles que recebiam o chamado "auxílio-voto", espécie de comissão extraordinária por votos proferidos.

Relator do caso, o então conselheiro Joaquim Falcão constatou que o "auxílio-voto" permitia driblar o teto constitucional dos juízes.

Pretendia-se verificar se pagamentos de remuneração haviam sido contabilizados como indenizações, evitando a incidência de impostos.

A Folha procurou Bellocchi por meio do TJ, da Associação Paulista de Magistrados e de seu ex-escritório, mas o magistrado aposentado não foi localizado.

Em 2010, a gestão de Santos relatou ao CNJ que as verbas sem contracheques constaram de "folhas complementares" e de "atestados de rendimentos" pagos aos juízes. 

Fonte : Folha de S.Paulo

VIDA SOCIAL : Ciência no campo do relacionamento ...Amor baseado em evidências...


A ciência ainda não encontrou a fórmula do amor, mas muitos pesquisadores parecem acreditar que estão quase lá. Estudos, equações e teorias solucionam dilemas como prever a chance de uma reconciliação ou de encontrar a alma gêmea.

Para a médica inglesa Luisa Dillner, as respostas das pesquisas são mais confiáveis que conselhos de amigos. Dillner é colaboradora da revista científica "British Medical Journal" e autora do livro "Os Números do Amor" (Best Seller, 304 págs., R$ 29,90).

"Conselhos são baseados em experiências. A experiência do outro pode bem ser diferente da sua. Já pesquisas são feitas com centenas de pessoas", disse à Folha.

Por exemplo: um amigo pode dizer que a ex-namorada vai pedir para voltar, mas estudos mostram que a chance de reconciliação para casais com menos de 30 anos é de 10%. "Se você sabe que a estatística está contra você, vai se mexer mais rápido."

'ACHISMOS'

O psicólogo Ailton Amélio, professor da Universidade de São Paulo e autor de "Relacionamento Amoroso" (Publifolha, 304 págs., R$ 27, 92), tem estudos sobre o amor, mas é mais cauteloso. "Existem pesquisas confiáveis, mas ainda há muito 'achismo' e soluções mágicas."

Outro porém é que dificilmente os estudos podem ser generalizados. "Muitos são com universitários americanos, nem sempre os resultados se aplicam a outros contextos", diz Dillner.

Para o psiquiatra e terapeuta de casal Luiz Carlos Osorio, não dá para desconsiderar a ciência mas também não tem como ignorar a experiência e o contato com outras pessoas.

"Não podemos reduzir tudo a um padrão. Relacionamentos são imprevisíveis. Existem caminhos para deixar a relação mais satisfatória, mas eles só vão funcionar se o casal se dispuser a isso."

1- COMO PROCURAR SEU PAR

Para a ciência, não há mistério. Diferentemente do que se imagina, homens e mulheres buscam as mesmas coisas em um parceiro. De acordo com levantamento internacional realizado com 9.474 pessoas em 33 países, todos procuram bondade, inteligência, bom humor e saúde na outra pessoa ("Journal of Cross-Cultural Psychology"). Não ajudou? Então tente procurar pessoas semelhantes a você. Casais com personalidades parecidas são mais satisfeitos em seus relacionamentos, segundo pesquisadores da Universidade de Iowa (EUA). Em estudo de 2005, eles pediram a 291 casais que respondessem a questionários e participassem de interações filmadas. Depois, mediram a satisfação matrimonial e as semelhanças entre os parceiros. Resultado: os casais se parecem muito no que diz respeito às atitudes. As semelhanças na personalidade foram importante para a qualidade da relação.

2- CANTADAS QUE FUNCIONAM

Romantismo à parte, para a psicologia evolutiva, a cantada é o momento de o homem mostrar suas qualidades como bom reprodutor e companheiro. As melhores cantadas, portanto, são aquelas que exibem esses atributos, de acordo com pesquisa da Universidade de Edimburgo, Escócia. Foi pedido a 195 universitários que dessem uma nota de um a cinco para 40 cantadas masculinas. Quanto maior a nota, maior a chance de a conversa continuar. As que tiveram mais sucesso foram aquelas em que o galanteador demonstrava disposição de ajudar ou expunha suas qualidades intelectuais. Quando um homem impediu que roubassem o lugar de uma mulher na fila do ônibus, por exemplo, recebeu nota 3,83. Demonstrar que tem dinheiro também funciona: pedir opinião para comprar um relógio caro recebeu a nota 3,76. As que tiveram as menores notas foram as diretas, como convites explícitos ou elogios. Se você costuma perguntar, sem sucesso, "Você se machucou quando caiu do céu?" (nota 1,54), agora sabe o que está dando errado. A pesquisa foi publicada na revista "Personality and Individual Differences", em 2006.

3- ESCOLHER A ALMA GÊMEA

Quando você está apaixonado, como saber se outra pessoa que você ainda não conhece seria capaz de despertar sentimentos mais profundos? Para solucionar o problema, o matemático e psicólogo Peter Todd, da Universidade Indiana (EUA), junto com o psicólogo Geoffrey Miller, criaram uma teoria que pode ser chamada de "regra dos 12". É um algoritmo matemático, "que maximiza as chances" de achar a alma gêmea e "diminui os riscos" de se dar mal na escolha. A ideia está baseada em um conceito chamado de "satisficing" (a mistura de satisfação com suficiente), que quer dizer fazer a melhor escolha dentro de opções limitadas. Doze pretendentes são uma boa amostra, segundo estimativas dos pesquisadores. Para dar certo, porém, é preciso conhecer bem as opções. E, depois de chegar à conclusão, ter cara de pau para correr atrás de "ex" e pedir uma segunda chance.

4- SEXO NO PRIMEIRO ENCONTRO

Tanto faz se é homem ou mulher: quem tem relações sexuais com quem acabou de conhecer fica malvisto. Trabalho da Universidade Texas Tech (EUA), publicado pela revista "Personal Relationships", entrevistou 296 universitários, que responderam a questionários sobre o comportamento sexual de homens e mulheres tendo como base situações fictícias. Homens e mulheres que tinham sua primeira relação sexual após firmar um compromisso foram considerados mais apaixonados e companheiros. Enfim, desejáveis para um namoro ou casamento. Outra pesquisa, publicada no mesmo periódico em 1998, mostra que homens tem 40% mais chances de se envolver em sexo casual. Ter tido uma experiência desse tipo no passado ou estar em uma situação que favorece o sexo (estar bêbado, por exemplo) aumenta as chances de a transa acontecer. Participaram da pesquisa 305 pessoas -33% dos homens e 16% das mulheres já tinham feito sexo casual.

5- FAZER A PAIXÃO DURAR

O matemático e psicólogo John Gottman, da Universidade de Washington (EUA), depois de acompanhar casais por anos, criou uma fórmula de sucesso para casamentos: a taxa 5 X 1. Para cada coisa (comportamento ou memória) negativa do parceiro, é preciso ter cinco positivas. A teoria da satisfação pode até parecer óbvia, mas a ideia é que os pontos negativos sejam reconhecidos e, quem sabe, evitados. Queixas sobre defeitos na personalidade do parceiro e declarações de desprezo são exemplos de comportamentos nocivos. Um dos estudos de Gottman começou em 1983, com 79 casais que participaram de conversas filmadas. A partir da ideia do 5 X 1, os pesquisadores conseguiram prever a maioria dos divórcios -dos 79 casais, 22 (27,8%) se divorciaram depois de 14 anos. A pesquisa foi publicada na revista "Journal of Marriage and the Family", em 2000. Uma maior capacidade de resolver conflitos e de cultivar memórias positivas ajuda a manter a satisfação no relacionamento. Segundo o pesquisador, há dois períodos críticos: os primeiros sete anos -quando metade dos divórcios acontece- e na meia-idade, em que a satisfação matrimonial chega no ponto mais baixo.

6- RELACIONAMENTO NO TRABALHO

O trabalho é um dos lugares mais citados na literatura científica como um local propício para encontrar o amor. Mas depende do emprego. Ambientes mais liberais, em que piadas são permitidas, são os mais favoráveis para os romances, segundo pesquisa da Universidade de Tulsa (EUA), publicada no "Journal of Applied Social Psychology", em 2011. O estudo envolveu 293 pessoas e foi feito em duas etapas. Os participantes responderam a um questionário que trazia perguntas como "Você já testemunhou um namoro no seu trabalho atual?" e "Você já se envolveu com alguém do escritório?". Dos entrevistados da primeira etapa, 35% já tinham se relacionado com alguém do trabalho. O número chegou a 43% entre os participantes da segunda etapa. Trabalhar nas mesmas tarefas e conviver em um ambiente liberal ajudam. A proximidade física é o que menos conta.

7- REACENDER A CHAMA

A qualidade do relacionamento é ligada à frequência das relações sexuais, de acordo com estudo da Universidade Estadual da Geórgia, publicado em 2008. O problema é que, ainda segundo a pesquisa, na maioria dos relacionamentos a atividade sexual diminui com o tempo. Os cientistas entrevistaram 77 pessoas que estavam em um relacionamento sem sexo para entender o "celibato involuntário" -quando um dos parceiros não tem interesse sexual. Esse celibato pode ocorrer, por exemplo, por problemas no relacionamento ou falta de desejo sexual e pode trazer frustração, depressão e baixa autoestima (94% dos participantes do estudo desejavam ter sexo de novo em suas vidas). A pesquisa não ensina a reacender a chama, mas traz algumas pistas: as principais causas da perda do interesse sexual são a sensação de que não há mais novidade e que não é preciso investir na relação. Outro estudo, canadense, feito com 99 pessoas, mostrou que conversar sobre sexo e falar sobre as preferências na cama pode melhorar a vida sexual.

8- NAMORO A DISTÂNCIA DÁ CERTO?

Estudos mostram que relacionamentos a distância podem ser mais estáveis do que os próximos. Segundo pesquisa da Universidade Estadual de Ohio, feita em 2007 com 122 casais, a idealização do parceiro e a satisfação com a comunicação são maiores em relações a distância. E o que acontece quando os casais que moram longe passam a viver perto? O mesmo grupo de pesquisadores realizou, em 2006, um estudo para descrever as mudanças que a relação sofre quando deixa de ser a distância. Foram selecionados 335 universitários para responder a questões abertas sobre a relação. Os resultados não foram muito animadores: 36,6% dos que estiveram em um relacionamento a distância e passaram a morar no mesmo lugar terminaram em até três meses e 97% deles perceberam alguma mudança na relação, como aumento nos conflitos, ciúmes e percepção de novos defeitos ou qualidades no parceiro. A maioria dos participantes (85%) disse sentir falta de pelo menos uma coisa na relação a distância -autonomia, por exemplo.

9- DISCUTIR SEM COBRANÇAS

Discussões são inevitáveis e, de acordo com a ciência, dizem muito sobre a qualidade do relacionamento. Um trabalho da Universidade de Wisconsin (publicado em 2000 pelo "Journal of Marriage and Family") entrevistou 97 casais recém-casados com, em média, 25 anos. Dois terços deles foram convidados a participar de interações em laboratório. A ideia era observar como eles discutiam e como reagiam a respostas hostis e tentativas de terminar a conversa. Os resultados contrariaram alguns estereótipos de gênero: homens que evitavam conflitos e se retiravam da discussão (mudando de assunto, por exemplo) foram bem vistos pelas mulheres. A atitude foi vista como um empenho do marido em evitar a briga. Já entre os homens, esposas que fugiam de discussões foram motivo de queixa. Segundo a pesquisadora, o estudo mostra que é possível identificar comportamentos que são hostis e, assim, evitá-los. Mas nem todos os conflitos podem ser resolvidos. Pesquisa de 2009, publicada na revista "Family Relations", feita com 100 homens e 100 mulheres casadas, mostrou que as discussões sobre dinheiro são umas das mais frequentes. E elas nunca têm solução.

10- AS CHANCES DE RECOMEÇAR

O fim de um relacionamento não significa um ponto final na vida amorosa, mostra estudo realizado pela Universidade de Essex (Inglaterra). A partir de dados de pesquisas do "British Household Panel Survey", que entrevista anualmente 5.500 famílias, foi possível concluir que, entre as pessoas que acabam de se divorciar, 30% passam a viver com outro parceiro em um ano. Em cinco anos, a porcentagem é de 47%. Porém, a velocidade em que a pessoa inicia um novo romance diminui à medida que ela envelhece. Viúvos e responsáveis por crianças se envolvem 15% menos em novos relacionamentos. E esses relacionamentos pós-rompimento podem ser duradouros? Pesquisas já disseram que há um risco de "efeito rebote" (usar um amor para curar outro), mas um estudo publicado no "Journal of Divorce and Remarriage", em 2011, com dados de 13 mil pessoas, mostrou que a quantidade de divórcios dos "relacionamentos-rebote" é a mesma de outros tipos de relacionamento: 15% dos casais que recomeçaram acabaram se separando. O trabalho analisou relacionamentos que começaram em vários períodos pós-separação e não encontrou diferenças.

Fonte : Folha de S.Paulo 

Doodle especial comemora os 470 anos do descobrimento das Cataratas do Iguaçu

Descoberta das Cataratas do Iguaçu por Álvar Núñez Cabeza de Vaca


O Google começou a exibir, na noite da última segunda-feira (30), um Doodle especial de comemoração à descoberta das Cataratas do Iguaçu pelo espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, há 470 anos. Ocupando uma área total de 250 mil hectares e localizadas entre os parque nacionais do Iguaçu, no lado brasileiro, e Iguazú, no lado argentino, as Cataratas do Iguaçu são compostas por dezenas de quedas de água do Rio Iguaçu, que compõem um dos mais belos cenários já construídos pela natureza.

Formadas pelo rio Iguaçu, que significa “água grande” em tupi-guarani, as cataratas contam com quedas que variam de 40 a 80 metros de altura e possuem uma largura de aproximadamente 2,7 mil metros. Com uma vazão média de 1.500m³ de água por segundo, o volume das águas pode chegar até 8.500m³ no período de cheia, que vai do mês de outubro até março do ano seguinte.

De acordo com uma votação realizada em todo o mundo e criada pela fundação suíça New7Wonders em 2011, as Cataratas do Iguaçu foram eleitas, juntamente com a Amazônia, como uma das sete maravilhas da natureza.  

Fonte : G1

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

R$ 6,4 mi em doações do CNJ a tribunais desapareceram

Cortes não sabem onde foram parar bens como computadores e impressoras...Outros R$ 2,3 mi estão 'ociosos', de acordo com relatório do conselho; material foi doado para dar agilidade à Justiça

LEANDRO COLON
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

Uma investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram.

Relatório inédito do órgão, a que a Folha teve acesso, revela que as cortes regionais não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, entregues pelo CNJ para aumentar a eficiência do Judiciário.

A auditoria mostra ainda que os tribunais mantêm parados R$ 2,3 milhões em bens repassados. Esse material foi considerado "ocioso" pelo conselho na apuração, encerrada no dia 18 de novembro.

O CNJ passa por uma crise interna, envolvendo, entre outras coisas, a fiscalização nos Estados, principalmente os pagamentos a magistrados. A conclusão da auditoria revela que o descontrole no uso do dinheiro pelos tribunais pode ir além da folha de pagamento.

Diante da situação, o CNJ decidiu suspender o repasse de bens a quatro Estados: Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Norte e Goiás.

Os três primeiros estão com um índice acima de 10% de bens "não localizados", limite estabelecido para interromper o repasse. Já o tribunal goiano, segundo a auditoria, descumpriu regras na entrega de seus dados.

Além desses quatro, a investigação atingiu outros 12 Estados que, numa análise preliminar, também apresentaram irregularidades.

NOVA INVESTIGAÇÃO

Desses, apenas Espírito Santo e Rio Grande do Sul encontraram todos os bens. Os demais não foram punidos com bloqueio, mas têm até maio -quando uma nova auditoria será feita- para mostrar as providências que estão tomando para localizar os equipamentos.

Os R$ 6,4 milhões em bens não encontrados englobam todos esses tribunais auditados. No relatório, o CNJ ressalta que "trata-se de recursos públicos que estão sendo distribuídos ao Poder Judiciário com um objetivo específico: informatizar o Poder Judiciário a fim de tornar a Justiça mais célere".

A investigação do conselho abrangeu um universo de R$ 65 milhões em bens doados entre 2010 e 2011.

A prática do CNJ de doar material aos tribunais foi regulamentada em 2009.

Segundo a resolução, "o CNJ poderá destinar recursos ou oferecer apoio técnico aos tribunais com maior carência, visando o nivelamento tecnológico". Cabe à Comissão de Tecnologia e Infraestrutura definir os critérios.

O tribunal da Paraíba é o campeão de equipamentos desaparecidos. O valor chega a R$ 3,4 milhões, pouco mais da metade do que o CNJ não localizou no País. De acordo com o conselho, 62% do que foi doado à corte paraibana tomou um destino incerto. 


Fonte : Folha de São Paulo

Primeira rede “Super Wi-Fi” será lançada em breve nos EUA

Cidade de Wilmington, Carolina do Norte, começa a testar a rede Super Wi-Fi (Foto: Reprodução)
Cidade de Wilmington, Carolina do Norte, começa atestar a rede Super Wi-Fi (Foto: Reprodução) 



Os moradores da pequena cidade de Wilmington, Carolina do Norte, farão parte de um experimento que pode iniciar uma nova fase no mercado de telecomunicações: os cidadãos da cidade serão os primeiros nos Estados Unidos a testarem uma rede móvel de dados que está sendo chamada de “Super Wi-Fi”. 

Para funcionar, a rede - montada pela New Hanover County - utiliza espectros de radiofrequência que são chamados de “espaços brancos”, atualmente inutilizados com o fim da transição do sinal de TV analógico para o digital, em 2008. 

Na época, o uso desse espaço foi vetado pelo receio que o uso de dispositivos móveis causassem interferências no novo sinal de TV e em dispositivos eletrônicos que trabalhavam em frequências próximas. Agora, a FCC (Comissão Federal de Comunicações) dos Estados Unidos autorizou o uso desses espectros, transformando essa frequência em uma rede de dados móveis.

O sinal é chamado de “Super Wi-Fi” porque a baixa frequência do espectro antes utilizado para os sinais de TV fazem com que o sinal viaje mais longe que o Wi-Fi atual, além de ter também um maior poder de penetração, comparado as redes Wi-Fi tradicionais. Logo, o fator de maior relevância nessa rede será qualidade de sinal e o seu alcance, e não necessariamente a sua velocidade. 

Em contrapartida, o Super Wi-Fi pode oferecer uma conexão à internet de melhor qualidade e mais barata, uma vez que a estrutura básica para a disponibilidade do serviço já está pronta, bastando apenas a realização dos devidos ajustes nas frequências de transmissão de dados.

 A utilização dos espaços brancos foi alvo de muita discussão nos Estados Unidos. Empresas de tecnologia como Google e Microsoft, a Associação Nacional de Emissoras de Rádio e TV e grandes operadoras de telefonia como a Verizon, se manifestaram contrárias ao uso dos espectros deixados pela TV analógica, alegando que smartphones e dispositivos que acessam à internet podem causar interferências com transmissões oficiais.

Já os defensores da proposta (muitos não licenciados para oferecer o serviço de telecomunicações nos Estados Unidos), defenderam a abertura do espectro, alegando que a iniciativa ajudaria a levar a banda larga móvel para regiões carentes, ajudando a fechar o que eles chamam de “fosso digital” em áreas urbanas e rurais dos Estados Unidos.

Fonte : Network World 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Governo acelera leilões de aeroportos

Passageiros caminham no aeroporto do Galeão (RJ)
Passageiros caminham no aeroporto do Galeão (RJ)


Às vésperas da primeira rodada de leilões de aeroportos, marcada para 6 de fevereiro, o governo já prepara uma segunda etapa de concessões, a ser realizada no início do próximo semestre.

A SAC (Secretaria de Aviação Civil) informou que deve terminar até março um plano de outorgas de aeroportos, em que vai definir, entre outros itens, quais unidades atualmente em poder da Infraero, estatal que cuida da infraestrutura aeroportuária no país, vão ser concedidas.

A expectativa é que a segunda rodada de leilões ocorra no início do próximo semestre. Nela, devem ser concedidas mais três unidades -no dia 6 também serão leiloados três terminais.

Dois aeroportos já faziam parte dos planos de concessão desde que esses foram anunciados em 2011: os internacionais do Galeão Tom Jobim (RJ) e de Confins (MG).

Além deles, a Folha apurou que um aeroporto do Norte ou do Nordeste do país será concedido nessa segunda rodada. A avaliação do mercado é que, com três terminais leiloados juntos, aumenta o interesse das empresas e, dessa forma, amplia-se a concorrência.

Os mais cotados para essa terceira vaga são o Aeroporto Internacional de Manaus (AM) e o Aeroporto Internacional do Recife (PE).

Manaus tem uma grande atratividade para empresários por ser um dos mais importantes terminais aéreos de carga do país.

Recife é o principal receptor de passageiros do Nordeste e teve recentemente obras de ampliação, bancadas com recursos públicos.

No plano de outorgas em preparação também será alinhavada uma política para que os recursos obtidos com as concessões sejam destinados a desenvolver aeroportos regionais. O governo quer aumentar os recursos para melhorar a infraestrutura de unidades em cidades menores.

Sobre o leilão programado para o próximo dia 6, o governo federal não está trabalhando com a hipótese de adiamento, o que foi pedido por duas entidades ligadas às empreiteiras.

OS PRIMEIROS

Os três primeiros aeroportos que serão leiloados são Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF).

O preço mínimo dos três é de R$ 3,4 bilhões, no total. A expectativa é que o TCU (Tribunal de Contas da União), que deve analisar o edital na próxima semana, não crie obstáculos para a realização da concorrência.

No mercado, a reclamação sobre a participação da Infraero nas empresas que serão criadas continua. A estatal terá 49% do capital das novas companhias. Mesmo assim, empresas nacionais e estrangeiras já se preparam para apresentar proposta.

Com as concessões, o governo federal pretende melhorar os serviços prestados nos aeroportos e acelerar as obras necessárias para ampliação das unidades que vão passar a ser geridas pela iniciativa privada.

Fonte : Folha de S.Paulo 

Em um ano, número de usuários de internet móvel dobra no Brasil


Internet móvel


O mundo móvel está a toda. O número de usuários do serviço dobrou em 2011. Segundo a Agência Brasil, mais de 40 milhões de pessoas adquiriram planos de internet móvel ao longo do ano. Já outras 16 milhões de pessoas adquiriram planos para internet fixa - o que representa um aumento de 22% na base de assinantes desse tipo.

Para Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, "a tendência, este ano, é aumentar ainda mais. As pessoas preferem ter um celular conectado à internet, para acessar de qualquer lugar". Ele explica que o Brasil precisa ter mecanismos para treinar e orientar as pessoas a entrar nesses ambientes com velocidade, barateando planos para smartphones e tablets.

Agora, como prioridade para o governo, está o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). "É absolutamente importante para o desenvolvimento do país", diz Paulo. O ministro explica que as pessoas têm o direito de acesso à informação, ajudando no processo de educação e difusão da cultura.

Paulo também diz que o dinheiro público não será aplicado no plano, ficando a cargo das empresas o compromisso de ofertar os serviços de internet mais barata.

Fonte : Olhar Digital

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tarifa de ligação entre telefone fixo e celular deve cair 10%

anatel
Anatel pretende ainda reduzir tarifas de fixo-móvel em até 7% (Foto:Reprodução) 


Chamadas telefônicas de fixo para móvel ficarão, em média, 10% mais baratas a partir do dia 1° de fevereiro de 2012. A decisão foi tomada ontem (24/01) pelo Conselho Diretor da Anatel. A regulamentação diz que, até 2014, os consumidores devem ser beneficiados com a redução de taxas, o que poderá significar ganhos de até 45% no que se refere ao pagamento de tarifas telefônicas 

De acordo com a norma da Anatel, os usuários pagarão cada vez menos, mas aos poucos. A agência pretende reduzir as tarifas em três etapas, sendo a última redução de 7%. Até o final de 2011, os consumidores pagavam, em média, R$ 0,54 por ligação de telefone fixo para celular. A previsão é de que, a partir de fevereiro, a tarifa reduza para R$ 0,48. Depois, em 2013, caia para R$ 0,44 e, em 2014, para R$ 0,425. 

A maioria das pessoas sabe que ligações entre fixo-móvel têm tarifas muito altas e, muitas vezes, fazem uso do bloqueio de chamadas para evitar contas altas. Muitos já possuem também planos com descontos que facilitam na hora de ligar para aparelhos com a mesma operadora. Com base nisso, seria tão vantajosa essa redução entre fixo-móvel divulgada pela Anatel?  

BMW apresenta conceito de moto que anda em todas as superfícies

 A designer Simone Madella lançou um conceito de veículo inspirado no futuro. Trata-se da moto BMW Tandem, com design agressivo e capaz de encarar qualquer tipo de terreno.

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Na verdade, o veículo combina as principais vantagens de uma moto e um carro. Estão presentes no conceito a leveza e agilidade das motos, e a força de tração dos carros. Em termos de conforto, há um assento cômodo, com recosto para a cabeça, tanto para o motorista quanto para o passageiro.

A moto tem um design arrojado e agressivo, com uma calota protetora feita de vidro temperado com alta resistência a golpes, pancadas, pedras e outros obstáculos. O motor possui 193 HPs de força, e é o mesmo presente na BMW S1000rr, mas com algumas melhorias e adaptações.

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 O BMW Tandem possui tração nas quatro rodas, que são largas e com sulcos assimétricos, ideal para terrenos mais acidentados. Além disso, as elas são altas o suficiente para evitar que a parte inferior da moto sofra impactos. Cada uma possui um motor independente, para reforçar ainda mais no desempenho geral do veículo. Para completar, as suspensões possuem barras reforçadas. 

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Por enquanto, a moto BMW Tandem é apenas um conceito. Não há, até o momento, informações sobre preço, nem data de lançamento. 

Fonte : G1

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Um roteador wireless para o cérebro: o que ele pode fazer?

Com ele, é possível controlar as células cerebrais através de lasers, alterando comportamento, doenças e até distribuindo substâncias 


Essa nova invenção parece mais algo saído de um filme de ficção cientifica. Cientistas desenvolveram uma nova tecnologia que coloca um roteador wireless com lasers em cérebros humanos, permitindo o controle sobre as células cerebrais, podendo alterar seu comportamento, cuidar de doenças e até distribuir remédios e substâncias em partes específicas do órgão.

Roteador de cérebro

Essa técnica é chamada de optogenética. Basicamente, ela usa luz, como lasers ou LEDs, para ativar ou desativar as células e mudar suas funcionalidades. Ela permite que se meça a velocidade com que as coisas ocorrem no cérebro, além de poder controlar e interromper mensagens transmitidas entre neurônios.

Nos experimentos com ratos de laboratório, os cientistas conseguiram fazer com que os neurônios responsáveis criassem dopamina, fazendo com que os animaizinhos agissem como se tivessem tomado alguma droga ou remédio, segundo o site Dvice. Para se ter uma ideia, ratos que sofriam de narcolepsia, ou seja, a doença do sono, conseguiam ser acordados usando a mesma tecnologia. 

Reprodução

Porém, um grande problema para os pesquisadores era o fato de a tecnologia possuir muitos fios, o que fazia com que os ratos não agissem normalmente. Foi aí que a empresa Kendall Research surgiu, trazendo um aparelho optogênico wireless que pesa apenas 3 gramas e que pode ser colocado sem problemas nos cérebros dos ratos. Esse dispositivo funciona como um roteador, pegando sinais de um computador e os distribuindo para os lasers localizados nos neurônios, tudo sem a utilização de nenhum cabo.

Fonte : Olhar Digital

Timeline será obrigatória a todos os perfis de usuários do Facebook

Modelo de Timeline, o novo perfil do Facebook (Foto: Reprodução)



O Facebook anunciou nesta terça-feira (24) que vai implementar a Timeline para todos perfis da rede social nas próximas semanas. Este recurso, que exibe uma linha do tempo da vida virtual do usuário, estava disponível mundialmente desde 15 de dezembro de 2011, mas agora será obrigatório. Por enquanto, só não valerá para as páginas corporativas - como de empresas e produtos, que são apresentadas como um mural.

O usuário que ainda não aderiu à Timeline receberá um aviso nesse período e deverá implementar a novidade. Segundo o Facebook no Brasil, a mudança será feita aos poucos.

Ao alterar o perfil para exibir a Timeline, o usuário passará por um período de adaptação de 7 dias, em que somente ele verá o novo visual da página. Durante esse tempo, ele poderá decidir o que quer que as pessoas vejam e adicionar novas informações.

Como funciona
O recurso muda o visual clássico do Facebook, agregando uma grande foto, destaques da história pessoal, música, além de aplicativos à página do perfil.

Na quinta-feira (19), o Facebook anunciou a integração de 60 novos aplicativos à  plataforma, permitindo que os usuários possam se conectar com eles e compartilhar dados diretamente na Timeline (linha do tempo) no site. (Veja a lista no site do Facebook)

Entre os aplicativos estão programas para monitorar desempenho em corridas, cadastrar locais para onde o usuário viajou, ler e compartilhar notícias, entre outros. Há apps, como são chamados estes programas, famosos como o "Foodspotting", para fotografar e compartilhar pratos de comidas e avaliar restaurantes, o "BranchOut", rede social de trabalho, e jogos como "DiamondDash".

Fonte : G1

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Europa impõe embargo a petróleo do Irã


Iraniana faz compras no bazar Tajrish, em Teerã; país está sob pressão ocidental para abandonar programa nuclear
Iraniana faz compras no bazar Tajrish, em Teerã; país está sob pressão ocidental para abandonar programa nuclear 

A UE (União Europeia) baniu ontem importações de petróleo do Irã e transações com o Banco Central de Teerã, aumentando a pressão do Ocidente pelo fim do programa nuclear iraniano. Chanceleres dos 27 países do bloco adotaram as novas sanções em encontro em Bruxelas, três semanas após os EUA aplicarem medidas semelhantes, que visam paralisar a economia iraniana.

Apesar de só entrarem totalmente em vigor dentro de seis meses, as sanções aumentam a tensão entre Irã e potências ocidentais.

Teerã rejeitou novamente acusações de que busca fabricar a bomba atômica e insistiu em que sanções nunca o impedirão de enriquecer urânio para fins civis. As punições, que agravam as já adversas condições de vida da população, levaram influentes políticos iranianos a ameaçar agir para desestabilizar o mercado de petróleo.
Mohammed Kossari, vice-presidente do Comitê de Assuntos Exteriores e Segurança Nacional do Parlamento, pediu o "fechamento definitivo" do estreito de Hormuz, no golfo Pérsico, por onde é escoado um sexto da produção global de petróleo.

Os Estados Unidos deixaram claro que usarão força militar para impedir que o Irã cumpra essa ameaça. A perspectiva de um possível desabastecimento causado por um conflito naval no golfo Pérsico voltou a elevar o preço do petróleo.

O barril subiu US$ 1,51 ontem em Nova York, atingindo US$ 99,84. O petróleo tipo Brent, usado para fixar o valor de variedades importadas por refinarias americanas, aumentou US$ 0,94, atingindo US$ 110,80 em Londres.

Já Ali Fallahian, membro da Assembleia dos Peritos, órgão que escolhe o líder supremo, sugeriu interromper imediatamente as vendas de petróleo à UE.

Grécia e Itália, entre outros, atravessam grave crise econômica e dependem do petróleo iraniano. Atendendo a pedido dos membros em dificuldade, a UE deu até julho para que encontrem fornecedores alternativos. Nesse período, também poderão ser executados contratos já assinados entre europeus e iranianos. Quando implementadas, as sanções impedirão qualquer compra de petróleo iraniano na UE, assim como remessas que transitem pelo sistema bancário iraniano.

EUA e europeus pressionam países asiáticos a seguir o embargo. Antecipando a queda de entrada de dólares e euros no país, a, moeda iraniana desvalorizou-se em 10% ontem. As medidas surgem seis dias antes da chegada a Teerã de uma equipe de inspetores nucleares da ONU que, segundo potências ocidentais, testará a boa vontade dos iranianos em negociar "seriamente".

Folha de S.Paulo 

Sem medo de envelhecer para o mercado de trabalho

Luiz Fernando Penalva, 62, engenheiro aposentado, voltou ao canteiro de obras depois de anos atuando como gerente de condomínios em Alphaville
Luiz Fernando Penalva, 62, engenheiro aposentado, voltou ao canteiro de obras depois de anos atuando como gerente de condomínios em Alphaville


Profissionais "cinquentões" têm aumentado sua presença no mercado de trabalho. Eles exercem funções renegadas pelos mais jovens e também ocupam cargos que exigem especialização ou maior experiência.
"O mercado sofre com um apagão de mão de obra", diz Fátima Sanchez, gestora do Instituto Personal Search, entidade que recoloca profissionais no mercado. Na ausência desse trabalhador mais tarimbado, as empresas criaram estratégias, como "desaposentar" profissionais que estavam longe do mercado.

Segundo o Ministério do Trabalho, os maiores de 50 anos ocupavam 14,21% dos mais de 44 milhões de postos em 2010. Eles preencheram mais de 20% dos quase 3 milhões de vagas abertas. Aloísio Buoro, professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) de São Paulo, aponta o setor da construção civil como um dos nichos promissores de recrutamento.

É o caso do Luiz Fernando Penalva, 62. Ele se demitiu em 2008, depois de passar 12 anos como gerente de condomínios em Alphaville, região de alto padrão próxima a São Paulo. Há um ano e meio foi contratado como engenheiro civil sênior pela construtora Contracta Engenharia.

"Já fiz dezenas de obras", diz. "Quando uma delas começa, já tenho uma visão dos problemas que podem ocorrer." Ele afirma ganhar até 8% acima do salário médio para a função que ocupa e diz já ter recebido propostas para trocar de empresa. Mas não pensa em sair. "Na minha idade, se eu der um salto, tem que ter muita certeza."

Para Jacqueline Resch, sócia-diretora da empresa de recrutamento de executivos Resch Recursos Humanos, há espaço no mercado de trabalho para pessoas mais velhas, desde que estejam atualizadas. "Não dá para envelhecer nesse sentido", diz, ressaltando que é impossível trabalhar hoje baseado em uma experiência de 20 anos atrás.

Setores demandantes dos profissionais "cinquentões" capacitados são o agronegócio, a mineração e a área de energia (óleo, gás e petróleo), apontam os especialistas.

BAIXA QUALIFICAÇÃO
Mesmo para os trabalhadores sem qualificação há oportunidades.

O Grupo Pão de Açúcar tem há dez anos o Programa Terceira Idade, que contrata pessoas com mais de 55 anos. São empacotadores, operadores, auxiliares de cozinha e padeiros. "Eles têm maior comprometimento, sabem ouvir", diz a gerente de RH do grupo, Vandreia de Oliveira.

Para Buoro, do Insper, nesses setores não tão atrativos para quem está no começo da carreira, é mais fácil "desaposentar" e treinar alguém com vontade de trabalhar. A despeito da função ou do setor, a inclusão dos profissionais mais experientes no mercado de trabalho faz a cabeça do empregador mudar. "As empresas não estão mais restritas a contratar somente jovens. Isso amplia a oferta de mão de obra disponível", conclui Buoro.

Fonte : Folha de S.Paulo 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sair : Em livros e artigos, cresce no exterior o debate sobre os aspectos nocivos de viver o tempo todo conectado à internet





Isabele Bachtold, 24, que saiu do Facebook para se concentrar nos estudos
Isabele Bachtold, 24, que saiu do Facebook para se concentrar nos estudos
NELSON DE SÁ

ARTICULISTA DA FOLHA


Há dois meses, falando a estudantes em Stanford, Mark Zuckerberg desabafou que, se voltasse no tempo para recomeçar o Facebook, ficaria em Boston, longe do Vale do Silício, dos fundos de "venture capital" e da "cultura de curto prazo". Ele tem um problema: a abertura de capital do Facebook se aproxima e a rede social dá sinais de, nos EUA, ter batido no teto.

As visitas cresceram 10% de outubro de 2010 ao mesmo mês de 2011, segundo a comScore, contra 56% de aumento no ano anterior.

Já se fala em "saturação social", como publicou o "New York Times". Segundo depoimento de David Carr, repórter e colunista da área cultural do "NYT", 2011 foi o primeiro ano em que ele viu sua produtividade cair por causa de seu consumo de mídia. E, para 2012, Carr diz estar diante da escolha entre cortar passeios de bicicleta ou "alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo".

Nas três primeiras semanas, nada. "Meu Twitter ainda está me comendo vivo, embora eu tenha tido certo sucesso em desligá-lo por um tempo", diz ele à Folha. "Na maior parte do tempo, porém, é como ter um cão amigável que quer ser sempre acariciado, levado para passear. Em outras palavras, continua me deixando louco."

MENOS INTERAÇÃO
Pouco a pouco, os americanos, bem como os europeus, restringem a interação on-line e se tornam "espectadores", segundo o relatório Adoção de Mídia Social em 2011, da Forrester Research. Só um terço dos americanos e europeus atualiza seus perfis em redes sociais, Twitter inclusive, toda semana.

Já nos emergentes, Brasil entre eles, dois terços dos internautas atualizam seus perfis semanalmente. Nos centros urbanos, três quartos.

O relatório visa ajudar em estratégias de negócios, alertando que "essas tendências apresentam um desafio para o Facebook, conforme se aproxima de seu IPO [oferta pública de ações]".
Aos estrategistas de marketing, Gina Sverdlov, da Forrester, escreve: "Se você tem como alvo usuários nos mercados ocidentais, priorize dar a eles conteúdo que possam simplesmente ler ou ver. Não espere muita interação dos consumidores ocidentais".

"SLOW" TUDO
A reação vai além das redes sociais. No final do ano, a revista "Travel + Leisure" publicou uma edição sobre "o futuro das viagens", ouvindo futuristas e proclamando que "o maior luxo do século 21 será escapar da rede" em "black hole resorts", refúgios buracos negros, com "total ausência de internet -até as paredes serão impenetráveis ao acesso sem fio".

Segundo Judith Kleine Holthaus, ex-Future Foundation, hoje responsável por estratégia e insight na McDonald's Corp., "sejam instalados no alto de montanhas ou em vilas exóticas, os buracos negros serão o ápice do movimento 'slow food' [a favor de produção camponesa], 'slow travel', 'slow' tudo -o máximo em se livrar de tudo".

Na mesma direção, espalham-se pela Ásia os centros de recuperação de viciados em internet. Na Coreia, já seriam 200. Na China, 300. Ganham repercussão nos EUA os softwares criados por Fred Stutzman, da Universidade Carnegie Mellon, como o Freedom, um "software de produtividade" que restringe o acesso à web por um determinado número de horas.

ATAQUES À WEB
E no último ano e meio acumularam-se os livros com questionamentos aos efeitos da internet: ela mina a criatividade, escreve Jaron Lanier em "Gadget - Você Não É um Aplicativo" (ed. Saraiva); sufoca os momentos de quietude, segundo "Hamlet's Blackberry", de William Powers, inédito no Brasil; e afasta as pessoas com ferramentas que serviriam para aproximá-las, segundo "Alone Together", de Sherry Turkle, do MIT, também inédito por aqui.

O porta-bandeira nas críticas é Nicholas Carr, autor três anos atrás de um artigo de grande repercussão na revista "Atlantic", "Is Google Making Us Stoopid?" ("O Google está nos tornando burros?"), com argumentos que depois ampliou em "A Geração Artificial" (ed. Agir). Dele, na edição mais recente: "O que são os smartphones senão coleiras high-tech?".

Fonte : Folha de São Paulo 

O futuro dos carros: GM está desenvolvendo veículo com janelas interativas




Os dias de tédio para aqueles que sempre andam no banco de trás do carro podem estar com os dias contados. O motivo? A General Motors (GM) está desenvolvendo uma nova tecnologia que deve permitir aos passageiros a visualização de conteúdo interativo nas janelas do veículo.

Segundo o o blog da GM, o projeto é chamado de Windows of Opportunity (Janelas de Oportunidade), no qual pesquisadores e estudantes da General Motors e da Bezalel Academy of Art e Design, em Israel, têm trabalhado em conjunto para inventar maneiras de dar aos ocupantes do carro uma experiência mais divertida na estrada. Para isso, criaram uma série de aplicativos que usam as vitrines do automóvel para oferecer ao usuário conteúdo educacional e interativo.

"Tradicionalmente, o uso de displays interativos nos carros se limita apenas ao condutor principal e passageiro da frente. Contudo, vimos que existe a oportunidade de fornecer a interface de uma tecnologia projetada especialmente para as pessoas que se sentam no banco de trás. As 'janelas' são capazes de reproduzir entretenimento de valor educativo, principalmente no que diz respeito às crianças", explica Tom Seder, gerente de grupo de laboratório da GM Research & Development.

Um dos apps desenvolvido é o Otto, um personagem animado que acompanha o usuário durante o trajeto da viagem, permitindo que você interaja de forma direta. Se quiser fazer com que ele pule obstáculos, corra ou até mesmo voe, basta tocar na tela. Além disso, ele faz comentários sobre tempo e trânsito.

Já o Spindow funciona como um mapa global de vários locais do planeta. Ao tocar no display, uma versão digital da Terra é exibida para que o passageiro escolha qual lugar deseja ver ali mesmo, no banco de trás do veículo. Ao selecionar um deserto ou os prédios de uma grande cidade, por exemplo, eles são exibidos no visor de forma bastante realística, dando a sensação de que você está mesmo passeando por aquele lugar. Até o Rio de Janeiro apareceu no vídeo, quando a ocupante toca na localidade e uma visão da praia é projetada.

Outra criação é o Foofu, um aplicativo que permite desenhar o que quiser na janela do carro numa espécie de "nuvem de vapor". E, por fim, o Pond compartilha música, downloads e mensagens com outros veículos conectados na estrada.

É claro, vale lembrar que tudo isso não passa de um conceito que ainda está em desenvolvimento pela GM. Mas já é uma boa ideia para os automóveis do futuro. Abaixo você assiste a um vídeo que demonstra as funções tecnológicas criadas pela General Motors: 

Fonte : Olhar Digital 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Anatel colocará licitação do 4G em consulta pública

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aprovou nesta quinta-feira (19) a realização de consulta pública sobre a proposta de edital de licitação para o leilão das faixas de 2,5 GHz, a telefonia de quarta geração (4G).
De acordo com a Anatel, a consulta para a sociedade se manifestar a respeito do assunto vai durar 30 dias e a licitação deve acontecer até o dia 30 de abril.
Pensando nos grandes eventos esportivos que o país receberá nos próximos anos, a proposta de edital, também aprovada hoje pelo conselho da Anatel, estabelece datas para a entrada em operação do serviço. Para as cidades-sede da Copa das Confederações de 2013, a tecnologia 4G deve ser oferecida até 31 de maio do mesmo ano. Nas sedes e subsedes da Copa do Mundo, até 31 de dezembro de 2013.
As capitais de estado e os municípios com mais de 500 mil habitantes, e também o Distrito Federal, devem  receber a tecnologia até 31 de maio de 2014, ainda antes da Copa do Mundo. O cronograma para as cidades com mais de 100 mil habitantes, que não se enquadram nas categorias acima, prevê a chegada da tecnologia até dezembro de 2015 e, naquelas entre 30 mil e 100 mil habitantes, até o fim de 2017.
Segundo o conselheiro relator da proposta, Rodrigo Zerbone, a tecnologia 4G pode ter velocidade até 10 vezes maior que a 3G, e as metas para a entrada em operação nas cidades-sede devem diminuir o risco de congestionamento da rede, principalmente durante as competições, que atrairão muitos turistas e jornalistas.
“Temos preocupação em disponibilizar mais velocidade de acesso e, consequentemente, com o aumento do volume de investimento, impactar também na diminuição da possibilidade de congestionamento da rede. Isso, lógico, como o Brasil vai receber muitos turistas que vêm de países que já vão ter, nessa época, também disponível a tecnologia de quarta geração, [esses turistas] vão poder trazer os equipamentos deles e utilizá-los aqui", disse Zerbone
Fonte : Info on line

ARTIGO : Por que é tão difícil encontrar um bom sinal Wi-Fi em hotéis?

Wi-Fi

A tecnologia 802.11 avançou muito nos últimos 10 anos – hoje é mais robusta, mais rápida e mais escalável. Porém, um problema ainda assombra o Wi-Fi: a confiabilidade.

Não tem nada mais frustrante para o administrador da rede de um hotel do que hóspedes que reclamam do fraco desempenho do Wi-Fi, da cobertura irregular e das conexões instáveis.  A maior dificuldade: o ambiente Wi-Fi é invisível e está mudando constantemente, e essas mudanças são causadas pela frequência de rádio (RF).

Os hóspedes de qualquer hotel viajam com uma grande variedade de dispositivos e esperam sinais fortes de Wi-Fi, cobertura total, conexões cada vez melhores e mais estáveis e um desempenho consistente. 

Praticamente qualquer dispositivo que emite sinais eletromagnéticos - desde telefones sem fio até fones de ouvido Bluetooth, microondas e até mesmo medidores inteligentes - pode gerar interferência RF. Mas a maioria dos hotéis não sabe que a maior fonte de interferência Wi-Fi é sua própria rede Wi-Fi.

Ao contrário do espectro licenciado que vende uma determinada largura de banda à empresa que oferece o maior lance, o Wi-Fi é um meio compartilhado por todos e que opera em frequências de rádio (RF) não licenciadas dentro da faixa de 2.4GHz a 5GHz.

Quando um dispositivo cliente 802.11 encontra um novo sinal, seja um sinal Wi-Fi ou qualquer outro, ele para de transmitir.  A interferência que ocorre durante a transmissão de dados também causa a perda de pacotes, o que requer a retransmissão dos mesmos pacotes por meio da rede Wi-Fi. Essas retransmissões reduzem a taxa de transferência, reduzindo o desempenho da rede para todos os usuários que compartilham o mesmo ponto de acesso.

Soluções Comuns para Administrar Interferências

Existem três soluções mais comuns para administrar a interferência RF: reduzir a taxa de transmissão física de dados (PHY), reduzir a potência de transmissão do AP afetado ou alterar o canal atribuído ao AP.  Cada uma dessas soluções pode resolver parte do problema, mas nenhuma delas resolve o problema fundamental da interferência RF.

Parece nada lógico, mas um AP configurado para transmitir dados usando taxas de transferências menores, e com isso reduzir o número de pacotes perdidos, pode piorar a situação. Com a taxa de transmissão mais lenta, os pacotes passam mais tempo no ar. Ou seja, existe uma chance maior de perdê-los, já que demoram mais para serem recebidos e, por esse motivo, são mais suscetíveis a interferências pontuais.

Uma nova abordagem Wi-Fi, divulgada e patenteada pela Ruckus Wireless, utiliza uma matriz de antenas adaptativas e adota uma metodologia baseada em uma série de testes de desempenho que levam em conta três fatores presentes em hotéis: as taxas de transferência, a relação sinal-ruído e o tipo de aplicação da rede. Dessa forma, é possível oferecer o melhor desempenho possível.

A técnica de mudar o canal de transmissão é útil para reduzir interferências constantes em determinada frequência, mas a interferência tende a ser altamente variável e intermitente.  Com um número limitado de canais à nossa disposição, essa técnica pode criar mais problemas do que soluções.

Atenuando Interferências com Antenas Inteligentes

O objetivo maior do Wi-Fi é enviar um sinal Wi-Fi diretamente para o usuário e monitorar esse sinal para garantir a melhor taxa de transferência possível – enquanto isso, as transmissões de Wi-Fi são constantemente redirecionadas por caminhos sem interferência e sem mudar de canal. 

Esses sistemas adotam padrões de antena diferentes para cada cliente, mudando o padrão ao detectar qualquer problema. Por exemplo, ao detectar uma interferência, a antena inteligente pode selecionar um padrão de sinal com atenuação direcionada para a interferência, aumentando a SINR e eliminando a necessidade de reduzir a taxa física de dados. 

Antenas baseadas na formação de feixes utilizam vários elementos direcionais da antena para criar milhares de padrões de antena, ou caminhos, entre o AP e o cliente.  Com isso, a energia RF é irradiada pelo melhor caminho que produz a maior taxa de dados com a menor perda de pacotes. 

Mas talvez o maior benefício dessa nova tecnologia seja o fato de funcionar sem sintonia manual ou intervenção humana.  Outros benefícios incluem:

•    Os funcionários do hotel podem usar dispositivos Wi-Fi para acessar as ferramentas de reservas e administração de forma segura e em qualquer lugar do hotel, garantindo níveis mais elevados de serviço;

•    Os sistemas de ponto de venda (PoS) sem fio permitem realizar pedidos de alimentos e outras amenidades na beira da piscina ou em outras áreas do hotel;

•    A comunicação de voz sem fio entre os funcionários do hotel pode ajudar a manter o hotel funcionando perfeitamente;

•    Dispositivos portáteis podem ser usados para fazer o check-in do hóspede na hora de deixar o carro com o manobrista;

•    Os hotéis podem oferecer Wi-Fi gratuito ou como parte de um pacote de comunicação no quarto do hóspede ou em áreas comuns; 

•    Os hóspedes podem usar o Wi-Fi em seus dispositivos de áudio e vídeo em alta definição, como iPods ou tablets.

Para administrar a interferência RF no futuro, é preciso entender as principais tendências dessa tecnologia.  Mas, para isso, precisamos de uma abordagem mais inteligente e flexível para administrar as frequências de rádio que estão fora de controle e que causam esse tipo de interferência.


* André Queiroz é Diretor Regional - Enterprise, Ruckus Wireless 
Fonte : Olhar Digital 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que você acha???


 Nova mania entre jovens americanos: compartilhar a senha de redes sociais e e-mails

Amor high-tech


Adolescentes estão aderindo à moda de compartilharem suas senhas com namorados como forma de confiança e fidelidade 


Como demonstrar o amor que se sente por alguém? Uma caixa de bombons ou uma camisa da moda, talvez? Flores, cartões e jantares caros? Bom, para os adolescentes de hoje em dia, há outro modo: compartilhar suas senhas de e-mails e redes sociais, principalmente a do Facebook, com seus namorados e namoradas. Bem high-tech, né?

A era digital, segundo o site do jornal norte-americano The New York Times, banalizou a intimidade. Quando a pessoa sente afeição por outra, compartilha suas senhas com ela. Outro caso é quando os namorados colocam a mesma senha em suas respectivas contas, igualando o acesso e permitindo que ambos leiam as mensagens dos dois.

Rosalind Wiseman estuda o modo como os adolescentes utilizam a tecnologia. Para ela, compartilhar senhas de perfis e e-mails apresenta a mesma pressão para os jovens do que a que é causada pelas relações sexuais: "A responsabilidade é a mesma. Se estamos em uma relação, você tem que me dar algo", completa.

Tiffany Carandang, estudante de uma escola em São Francisco, EUA, disse para o NYT que ela e seu namorado decidiram compartilhar suas senhas entre si. Para ela, a ação "é um sinal de confiança. Não tenho nada para esconder dele e ele não tem nada para esconder de mim", diz. Ela ainda completa dizendo que o namorado não fará nada que manche sua reputação.

Mas, isso nem sempre acontece. Os próprios estudantes, professores e pais concordam que, mesmo tendo uma saída simples, apenas mudando novamente sua senha, estragos podem ser feitos antes disso. É o caso de um adolescente que espalhou segredos contidos no e-mail de sua ex-namorada, em uma tentativa de humilhá-la. Outros casos podem não acabar bem quando a ação vira pretexto para buscas de pistas de infidelidade.

Uma pesquisa feita por telefone pela Pew Internet and American Life Project, projeto de pesquisas de atitudes e tendências, entrevistou 770 jovens entre 12 e 17 anos e descobriu que as garotas são 2 vezes mais propensas a pedirem o compartilhamento de senhas do que os garotos.

Porém, os estudantes apontaram outros usos para a troca de senha que são, digamos, mais úteis: provas finais. Quando chega a época de se afogar nos livros e estudar para as provas, amigos trocam senhas entre si. Assim, mudam a senha do Facebook do amigo para que ele não consiga entrar na rede social e possa, assim, se focar nos estudos. Inteligente, não? 

Fonte : Olhar digital 

ABAIXO A CENSURA! Entenda que é SOPA e veja o que pode mudar



no sopa


A sigla SOPA (Stop Online Piracy Act) significa Lei de Combate à Pirataria Online. Basicamente, esse projeto de lei expande os meios legais para que os detentores dos direitos autorais possam combater o tráfico online de propriedade protegida e de artigos pirateados. Se aprovado, os detentores de propriedade intelectual terão o direito de bloquear indiscriminadamente o conteúdo da web. A Internet livre, como conhecemos hoje, estaria ameaçada.

O projeto será votado em fevereiro pelo Congresso norte-americano e, de acordo com o texto, o SOPA poderá afetar sites do mundo todo. Companhias prestadoras de serviço de acesso à Internet poderão, inclusive, ser indiciadas caso permitam o acesso a conteúdo que infrinja as leis de propriedade intelectual. Da mesma forma, sites de buscas, assim como Google e Bing, seriam obrigados a censurar páginas do tipo.
Um segundo projeto de lei, que também circula no Congresso dos Estados Unidos, é igualmente preocupante. Trata-se do Protect IP, também conhecido como PIPA. A medida, assim como o SOPA, tem a função de combater a pirataria, inclusive atacando sites hospedados fora do território norte-americano.

Banner da Wikipedia contra o SOPA (Foto: Reprodução)

Alguns dos sites mais acessados na Internet ameaçaram tirar suas páginas do ar temporariamente, um protesto que tem sido chamado de blackout. A Casa Branca e grandes organizações como Google, Mozilla, AOL, LinkedIn,  Facebook, Twitter e Zynga devem aderir ao manifesto. O blackout já foi feito por alguns sites, incluindo alguns brasileiros. Entre eles, estão Wikipédia, Idec, A2K Brasil, Cultura Livre, CTS Game Studies, Estrombo, Observatório da Internet, Open Business. Veja o vídeo :




Fonte : G1

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Disparidades no mapa da banda larga


Com 56 milhões de conexões no país, o sistema de banda larga tem a oferta concentrada nas mãos de poucos provedores, é lento e com preços díspares. Pode-se encontrar 1 megabit por segundo de velocidade no Sudeste por R$ 29,80 e até 30 vezes mais caro no Norte

A disponibilidade do acesso à internet em banda larga expõe as contradições das comunicações no Brasil. O país encerrou o ano com menos de 56 milhões de conexões de banda larga para uma população em torno de 190 milhões de habitantes. Estão inclusas as conexões fixas, móveis, residenciais e empresariais. Na telefonia fixa, a densidade também é baixa, com menos de 43 milhões de acessos. 

Com cenário bem diferente, os serviços móveis contam com 242,2 milhões de celulares, o equivalente a 127,5 aparelhos por 100 habitantes. Mas se a telefonia fixa tem sido gradativamente substituída pela celular, o que garante algum tipo de comunicação em regiões desprovidas de infraestrutura de redes de cabos, para internet veloz o caso é diferente. Até agora, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo não deslanchou e o que se pode ver são vários Brasis diferentes, com amplas regiões sem internet e desequilíbrio onde há oferta do serviço. Pode-se encontrar 1 megabit por segundo de velocidade no Sudeste por R$ 29,80 ou até 30 vezes mais caro no Norte.

Em relação à velocidade das transmissões, 40% dos acessos contratados no país são de até 1 Mbps, sendo que 21% dessas conexões estão na faixa de até 256 kilobits por segundo (Kbps), de acordo com o Comitê Gestor da Internet (CGI.br).

O mercado é altamente concentrado. Pesquisa do CGI.br aponta que 78% dos 17 milhões de acessos fixos no país são fornecidos por seis grandes provedores, donos de grande parte da infraestrutura de rede existente. Dos 1.934 provedores, 43% operam na região Sudeste, 23% estão no Sul, 22% no Nordeste, 11% no Centro-Oeste e apenas 6% no Norte. “É um mercado altamente concentrado e o poder acaba ficando nas mãos de quem tem esses recursos, o que dificulta o compartilhamento de rede com os pequenos provedores”, diz Alexandre Barbosa, do CGI.br.

Para completar o cenário, a densidade populacional, a renda per capita, a proximidade ou distância dos grandes centros, a tecnologia e a competição entre os provedores compõem a equação que determina disponibilidade do serviço, preço e qualidade do acesso em alta (ou não muito lenta) velocidade.

Falta conexão não apenas à população, mas também aos diversos elos que formam a cadeia de valor da internet brasileira, da política pública à iniciativa privada.

Nos centros onde há alta densidade e maior renda, a concorrência é acirrada, a qualidade do serviço é diferenciada e os preços mais acessíveis. Em segundo plano, há locais de potencial de consumo inferior que, embora dotados de infraestrutura, contam com poucos ou apenas um provedor. Assim, praticamente sem competição, não há pressão para a melhoria dos preços e serviços. Por último, estão as regiões de menor densidade e baixo poder aquisitivo, onde os provedores veem pouca atratividade para oferta de serviços.

O alto custo na aquisição de links no atacado para a última milha – trecho que liga a central da operadora ao domicílio do usuário – acaba se refletindo no preço e na qualidade do serviço no varejo, diz Rogério Takayanagi, presidente da TIM Fiber, unidade da TIM resultante da aquisição recente da AES Atimus. “A realidade é que, na média, a banda larga continua cara e lenta no país. Em muitos casos, a oferta desse serviço fica só na teoria”, afirma.

Os grandes provedores alegam que os gargalos na oferta devem-se a fatores que vão de questões regulatórias até desafios que não são exclusivos do Brasil. É o caso da explosão do tráfego gerado por redes sociais e conteúdos como vídeo e música. “Quando pensamos ter atingido a necessidade do cliente, o consumo de banda aumenta. Muitas vezes, ficamos com o ônus do serviço precário, quando, na verdade, respondemos só por um pedaço do problema”, diz Leila Loria, diretora-executiva de relações institucionais e regulamentação da Telefônica.

Os valores praticados no país ficam mais caros quando se constata que, mesmo nos grandes eixos, os provedores geralmente entregam o mínimo exigido de 10% da velocidade contratada. Isso vale também para os serviços relacionados ao PNBL, afirma Flávia Lefèvre, advogada do Pro Teste, entidade de defesa do consumidor.

Na avaliação da advogada, o avanço da banda larga está condicionado à classificação do serviço como regime público e à definição de metas de universalização e continuidade. Só a partir dessa abordagem será possível estimular os investimentos em locais com pouca ou nenhuma oferta. “O modelo atual propicia uma prestação discriminatória do serviço. Alguns estudos mostram que na região Norte, por exemplo, há cobrança de R$ 780 por 1 Mbps”, diz Flávia.

Sob esse cenário desigual, a necessidade da oferta de subsídios do governo com o uso de recursos dos fundos setoriais de telecomunicações é apontada como uma das saídas. Desde 1998, o segmento recolheu R$ 48,6 bilhões em taxas, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Desse Total, R$ 2,6 bilhões foram aplicados efetivamente em projetos do setor. “É muito difícil para a iniciativa privada viabilizar um modelo de negócio que atenda a poucos clientes. Sem política pública, não vai acontecer, não compensa”, diz Márcio Carvalho, diretor de produtos e serviços da Net.

As dificuldades técnicas e burocráticas também formam barreiras que limitam até mesmo os investimentos em infraestrutura de banda larga móvel, considerada mais adequada para a aceleração da cobertura. Eduardo Levy, diretor do SindiTelebrasil – que reúne as grandes operadoras -, destaca a dificuldade de instalar estações radiobase até próximo de grandes centros: “Em Campinas, qualquer estação precisa ter aprovação de 60% dos donos dos imóveis em um raio de 200 metros em torno do equipamento.”

Para Flávia, da Proteste, o mercado não pode continuar a ser guiado pela autorregulamentação. Segundo ela, apesar de benefícios como a baixa exigência de entrega de velocidade, as operadoras oferecem poucas contrapartidas de qualidade aos consumidores: “A banda larga é estratégica. Todo o sistema financeiro nacional e diversos serviços públicos estão apoiados nessa questão. Não podemos ficar reféns de investimentos privados realizados sem qualquer direcionamento.”

Fonte : Valor Econômico