quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Empresa apresenta sistemas de pagamento via telefone celular


A Visa apresentou no Mobile World Congress de Barcelona todo seu catálogo de aplicativos e dispositivos equipados com sistema NFC (Near Field Communication), cuja prova de fogo acontecerá durante os Jogos Olímpicos de Londres.

O vice-presidente de pagamento com celular da Visa Europa, Andrea Fiorentino, recebeu um reduzido grupo de jornalistas para explicar como a companhia potencializará os pagamentos mediante NFC no Reino Unido graças a um acordo selado no país com o banco Lloyds e a operadora O2.
Toni Albir/Efe
Demonstração de sistema de pagamento com telefone celular da Visa durante o Mobile World Congress



Assim, durante a Olimpíada será possível pagar uma passagem de ônibus e realizar pequenas compras nos limites da Vila Olímpica apenas passando o celular sobre os pontos de venda preparados.

Segundo Fiorentino, a tecnologia estava preparada "há muito tempo" para realizar esse tipo de pagamentos, no entanto, até agora "havia um problema de comunicação entre operadoras e entidades bancárias" na hora de realizar os acertos para oferecer esses serviços, que pouco a pouco se vão materializando.

Uma das novidades que a Visa apresenta neste MWC é um aplicativo de pagamentos P2P (de pessoa para pessoa) que permite enviar dinheiro a outro usuário utilizando apenas seu número de telefone.

No primeiro dia da feira, a Visa e a Vodafone anunciaram um acordo de colaboração para oferecer sistemas de pagamento que Fiorentino descreveu como um "wallet" (carteira), cuja tecnologia ficou a cargo do fabricante de sistemas de pagamento para certificar sua segurança.

Para transações de mais de 20 euros será solicitado ao usuário a introdução de um código de uso para esse aplicativo, que é diferente da senha do cartão e que, portanto, poderá combinar no futuro o uso de sistemas de reconhecimento de íris e outras ferramentas que apresentem uma maior segurança.

Os usuários propensos a perder o celular não devem se preocupar: bastará avisar o banco ou a operadora sobre a perda para que as futuras transações sejam canceladas.

"É mais fácil que as pessoas entrem em uma loja da Vodafone do que em um banco", explicou Fiorentino ao falar sobre a mudança de cenário que a indústria dos sistemas de pagamento está vivendo.

Para o executivo, esse tipo de aplicativo não só agiliza os pagamentos, como também "ajuda os consumidores a se organizarem, a controlar quanto dinheiro gastam e em que".

Editoria de Arte/ Folhapress


Fonte : Folha de S.Paulo 

Cérebros velhos podem ficar jovens de novo



Características boas e ruins da mente de recém-nascidos, que até pouco tempo atrás eram consideradas como enclausuradas naquela fase da vida sem retorno possível, podem ser retomadas mais tarde.
Os dados foram divulgados em pesquisas apresentadas durante a conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), que terminou no dia 20 de fevereiro, em Vancouver, Canadá
Por meio do uso de medicamentos ou intervenções comportamentais, tais estudos sugerem que janelas de aprendizado que – julgava-se – se fecham definitivamente a partir de certa idade podem ser “reabertas”. Enfermidades adquiridas enquanto recém-nascido, e que pareciam incuráveis, também podem ser curadas.
Takao Hensch, neurologista e professor da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, um dos que apresentaram trabalhos sobre esse tema na reunião, resume assim a questão: “Trata-se de tornar cérebros velhos jovens de novo”. Suas experiências com ratos se focam em moléculas e na química cerebrais que ajudam a abrir ou fechar essas janelas.
Há sérios riscos envolvidos no processo, no entanto, como o próprio Hensch admite, já que alguns desses procedimentos podem ocasionar danos psiquiátricos ou psicológicos, o que fará com que ainda leve tempo para começarem testes com seres humanos.
No entanto, seu trabalho e de outros tem ajudado a aumentar a compreensão de como o cérebro, especialmente na primeira infância, funciona, em particular a sua plasticidade, ou seja, como ele se alinha e realinha pela formação de novas conexões entre neurônios, ao responder aos estímulos que recebe do ambiente.
O aprofundamento dessas pesquisas pode fazer com que cientistas descubram como intervir para ajudar a melhorar o desenvolvimento e o aprendizado das crianças, bem como fazer com que o cérebro de pessoas recupere parte da plasticidade que tinha no começo da vida.
Janet Werker, professora de psicologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, tem observado há anos como nos primeiros meses de vida os bebês rapidamente reagem aos sons da fala que ouvem e aos gestos que veem, o que – em especial entre os seis e os nove meses de vida – faz com que elas comecem a aprender a falar a língua de seus pais.
Crianças que nascem e passam esse período inicial em casas onde a família fala duas línguas diferentes manteriam essa janela para o aprendizado de línguas aberta por mais tempo.
Werker também tem registrado há muitos anos que bebês cujas mães haviam sofrido de depressão durante a gravidez tinham essa capacidade de aprender línguas afetada negativamente. Mas, nos casos em que as mães com depressão foram tratadas com um medicamento antidepressivo conhecido como SRI, seus filhos não eram tão afetados.
Recuperação da visão
Charles Nelson, da Escola de Medicina de Harvard, mostrou aos participantes da conferência da AAAS os resultados de outra pesquisa nesta área, realizada com 136 crianças de vários orfanatos em Bucareste, Romênia, que haviam sido abandonadas no nascimento.
Algumas dessas crianças foram adotadas e Nelson comparou o desenvolvimento desses dois grupos com o de 68 outras crianças, que nasceram e foram criadas com seus pais, em casas também em Bucareste, até todas terem completado oito anos de idade.
As conclusões do estudo podem não ter sido surpreendentes, já que comprovaram o que o senso comum preveria: as crianças criadas com os pais tiveram um desenvolvimento cognitivo marcantemente superior aos das que foram adotadas e o destas também foi bastante maior do que as das que ficaram nas instituições.
Mas o interessante foi perceber que muitas das capacidades de aprendizado entre as que foram adotadas que estavam vinculadas às janelas que supostamente se fecham em certo momento foram recuperadas por seus cérebros, o que pode comprovar a teoria geral de que a plasticidade pode retornar, dadas certas condições.
A pesquisa que mais chamou a atenção do público e da mídia neste tema, no entanto, foi a de Daphne Maurer, da Universidade McMaster, do Canadá – instituição com quem a FAPESP tem um acordo de cooperação científica e acadêmica.
Maurer descobriu que crianças nascidas com cataratas congênitas, uma enfermidade visual até agora considerada incurável mesmo após a remoção cirúrgica das cataratas e o uso de lentes de contato, de fato podem obter visão quase completamente normal após uma aparentemente simples intervenção de comportamento.
O aprendizado da visão tem início no nascimento e a janela para ele se fecha aos sete anos, segundo o conhecimento acumulado. As crianças com cataratas congênitas não conseguem prestar atenção a certos detalhes ou acompanhar movimentos como as que não têm a enfermidade e – acreditava-se – depois dos sete anos qualquer tentativa no sentido de curá-las seria malsucedido.
Mas Maurer obteve sucesso com cinco de seis adultos que tiveram cataratas congênitas, as quais ela fez jogar um popular videogame chamado Medal of Honor durante 40 horas distribuídas num período de quatro semanas.
O jogo força as pessoas a prestar atenção em um foco móvel de ação e a diferentes detalhes que aparecem em diversos pontos da tela. Essa atividade, ao que tudo indica, estimula o cérebro a se rearticular.
O êxito do experimento não foi absoluto. Alguns tipos de visão não foram totalmente recuperados nos cinco pacientes que apresentaram enormes melhoras em diversas outras modalidades de visão, especialmente as mais importantes porque têm a ver com a leitura.
Mas o sucesso parcial impressiona e definitivamente autoriza a continuidade de pesquisas. Maurer disse que também tem obtido bons resultados com pacientes estrábicos por meio do uso do mesmo jogo.
Como em outros casos, há também aqui a preocupação sobre eventuais efeitos colaterais que essa interferência na ação cerebral possa vir a causar (como, talvez, o desenvolvimento de esquizofrenia), o que exige extremos cuidados na aplicação de experimentos.
Também há quem objete ao fato de o jogo utilizado ser notoriamente violento e de que, por isso, sua utilização com pacientes infantis poderia ser desaconselhado.
Maurer disse que ela, sua equipe e pessoas especializadas na área de concepção de videogames estão trabalhando para criar um novo, que provoque as mesmas estimulações visuais do Medal of Honor, mas não tenha conteúdo de violência.
Fonte : Agência Fapesp 



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Empresas se unem para driblar a Apple




Contra monopólio da loja App Store e de sistema 'fechado', Telefónica, Facebook e Samsung buscam alternativas

Rede social se une a Sony e Nokia para facilitar pagamentos na própria web e único padrão para celulares

ROBERTO DIAS
ENVIADO ESPECIAL A BARCELONA

Pesos pesados das telecomunicações e da tecnologia se uniram em grupos diferentes para atacar o modelo de negócios criado pela Apple. Eles aproveitaram o fato de a empresa norte-americana não comparecer ao maior evento do setor, que começou ontem em Barcelona, para mostrar suas armas.

Quem atirou primeiro foram a Telefónica e a Mozilla. As duas anunciaram o projeto de uma nova plataforma para celulares, baseada em tecnologia HTML5. O alvo mais visado é o iOS, sistema operacional da Apple, que é "fechado", ou seja, só permite a entrada de aplicativos após um processo de aprovação.

Mas o tiro atinge também o Google, que emulou alguns aspectos do modelo da Apple. Seu sistema operacional, o Android, domina o mercado ao lado do iOS -a participação somada ronda os 70%.

Para criar uma opção aos dois, a Telefónica e a Mozilla vão desenvolver aplicativos e celulares. Nesses aparelhos, tudo será feito dentro de um ambiente de HTML5: ligações, envio de SMS, navegação na internet e jogos.

Em fase de finalização, o HTML5 é a nova versão da linguagem usada na construção de páginas da web. A fundação Mozilla, uma das proponentes da nova plataforma, foi criada pela empresa que fez o primeiro grande navegador do mundo, o Netscape (depois engolido pelo Explorer, da Microsoft).

A aposta é que, com um sistema aberto como o HTML5, e ainda apoiado por uma fundação, haverá mais facilidade em atrair o enxame de pequenos desenvolvedores que criam aplicativos de sucesso.

Poucas horas depois, quem disparou na direção da Apple foi ninguém menos que o Facebook. Foram dois tiros.

No primeiro, o chefe de tecnologia da rede social reforçou a corrente favorável ao HTML5 ao anunciar uma associação que vai criar padrões estáveis para ele -um dos grandes trunfos do iOS. "Nosso objetivo é que qualquer smartphone produzido seja capaz de rodar o mesmo padrão de HTML5. Se conseguirmos um único padrão, teremos um mercado gigantesco", diz Bret Taylor, diretor de tecnologia do Facebook.

Para tal empreitada, o Facebook reuniu gente do quilate da Nokia, da Sony, da Samsung, da AT&T, da Vodafone e até da Microsoft. Na sequência, outro ataque, desta vez ao coração do modelo tanto da Apple como do Google: o sistema de pagamentos baseado nas lojas "próprias" (App Store e Android Market).

O Facebook busca uma ferramenta para impulsionar os pagamentos dentro da própria web. Para isso, precisa conseguir níveis de conforto e segurança parecidos aos das lojas próprias. Alguns sistemas atuais recorrem a códigos enviados por SMS ao consumidor, que tem então de digitar o número no computador. "O pagamento passará a ser apenas um passo para confirmar a compra", afirmou Taylor.

Fonte : Folha de S.Paulo 

Pedidos de drogas pela internet preocupam Junta Internacional




Farmácias ilegais na internet, que têm como alvo o público jovem, são uma das principais preocupações da Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife). De acordo com relatório divulgado hoje (28) pela instituição, drogas ilícitas estão sendo encomendadas online, juntamente com os medicamentos receitados.
Para atrair o público jovem, essas empresas começaram a usar as mídias sociais para divulgar seus sites. O relatório mostra  que essas iniciativas podem colocar grandes públicos em risco, pois a Organização Mundial da Saúde  (OMS) descobriu que mais da metade dos medicamentos de farmácias ilegais na internet são falsos.
"Aspectos-chave das atividades dessas farmácias incluem o contrabando de seus produtos aos consumidores e a tentativa de convencer o consumidor de que eles são, de fato, legítimos”, diz o documento. A Jife já pediu aos governos para fechar essas farmácias ilegais, apreender substâncias que foram compradas de maneira ilícita pela internet e contrabandeadas pelo correio.
Em 2010, houve mais de 12 mil apreensões de substâncias controladas internacionalmente e enviadas pelo correio, sendo que 6, 5 mil apreensões foram de substâncias lícitas internacionalmente controladas e mais de 5,5 mil de drogas de origem ilícita. A Índia foi identificada como o principal país de origem dessas substâncias, representando 58% das apreensões. Os Estados Unidos, a China e a Polônia também foram identificados como países de origem das drogas vendidas pela internet.
O documento destaca que embora haja publicações e acordos sobre o tema, ainda há diversas  barreiras que impedem a solução do problema, entre elas a falta de tecnologia e de pessoal qualificado. “Os governos que identificam as farmácias ilegais na internet, que operam dentro de outros territórios, devem notificar o governo pertinente e a cooperação técnica deve ser reforçada".
Fonte : Info on line 

Brasileiros investem US$ 25 milhões em viagens com fins educacionais



Os brasileiros gastaram US$ 25,1 milhões em viagens com fins educacionais, culturais ou esportivos, de acordo com levantamento do Banco Central.
De acordo com o BC, essas despesas oscilam bastante ao longo do tempo. Em janeiro do ano passado, foram gastos US$ 1,9 milhão para o mesmo fim.
Segundo o levantamento, os gastos no primeiro mês deste ano são mais da metade das despesas registradas em todo o ano passado, que ficaram em US$ 43,1 milhões.
Apesar da alta nos gastos de viagens com fins educacionais, culturais ou esportivos, as despesas com esses objetivos passam longe das de turismo e cartão de crédito. De acordo com o BC, em janeiro, os gastos de brasileiros no exterior com turismo chegaram a US$ 726 milhões e as despesas no cartão de crédito ficaram em US$ 1,206 bilhão.
No total, os brasileiros em viagem ao exterior gastaram US$ 1,996 bilhão em janeiro, o segundo maior resultado registrado pelo Banco Central. Nesse total, estão incluídas as viagens com fins educacionais, culturais e esportivos de funcionários do governo, a negócios, por motivos de saúde, turismo e gastos com cartão de crédito.
Exterior mais acessível
Segundo a presidente da Belta (Associação Brasileira de Operadores de Viagens Educacionais e Culturais), Maura Leão, o setor está em expansão, por conta da economia estável e do dólar em nível mais acessível. Mesmo com as mudanças na cotação da moeda, as oscilações não chegam a gerar instabilidade para o mercado de viagens educacionais e culturais.

De acordo com Mara, 2011 foi favorável para que os brasileiros planejassem com antecedência os gastos no início de 2012. Para este ano, a expectativa é de continuidade da expansão do mercado, pois ela acredita que o crescimento da renda dos brasileiros estimula as viagens ao exterior para fazer intercâmbio, cursos e outras atividades educacionais e culturais. “Deixou de ser uma oportunidade só para poucos e ficou acessível para mais pessoas”, afirma.
Classes sociais
Segundo a Agência Brasil, uma pesquisa da Belta com 71 empresas do setor revelou que a classe C já correspondia à metade da movimentação de negócios para 10% das agências, em 2010 e 2011. Das empresas entrevistadas, 54 atenderam a esse público nesse período.

A Belta ressalta que, em 2010, 167.432 estudantes brasileiros fizeram algum tipo de curso no exterior. Em 2011, a estimativa é de cerca de 215 mil e, para este ano, a previsão é de 282 mil.
Cursos e destinos
O estudo também revelou que os cursos de idioma são os principais produtos vendidos, representando mais de 60% das vendas. Os programas de ensino médio no exterior (high school) aparecem em segundo lugar, com 22,5%. Em terceiro, estão os cursos de férias, com 11%.

De acordo com a Associação, entre os três países mais procurados, 90% das agências citaram o Canadá como primeira opção. No segundo lugar vêm os Estados Unidos, com quase 70% das respostas. O Reino Unido aparece como terceiro destino mais procurado em cerca de 60% das agências.
Fonte : UOL

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Horário de verão rende 160 milhões nesta edição




A economia com o horário de verão chegou nesta edição a 160 milhões de reais. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), isso tem como consequência a redução da tarifa de energia elétrica para o consumidor.

Dados reunidos pela ONS apontam para uma redução da demanda no horário da ordem de 2.555 MW - 1.840 MW no Sudeste e Centro-Oeste, 610 MW no Sul e 105 MW no Nordeste - neste ano, o Estado da Bahia passou a adotar o horário alternativo. A redução representa 4,6% da demanda máxima dos três subsistemas.

Ainda conforme o órgão regulador, a redução de energia foi de 0 5% em todos os subsistemas envolvidos, o que equivale a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro ou 10% do consumo mensal de Curitiba e 0,5% do consumo mensal de Feira de Santana (BA). No caso de São Paulo, houve redução de demanda de 4,5% no horário de pico - resultando em economia de 985 MW, a maior do País.

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, destacou que a medida também aumenta a segurança do sistema e diminui custos de operação. O Ministério das Minas e Energia já havia adiantado nesta semana que pretende continuar a adotar anualmente o horário de verão. 

fonte : Revista Info on line 
  

Fiscal ganha US$ 1 por hora para 'faxinar' o Facebook


Objetivo é manter a rede livre de pornografia, violência, racismo e bullying, 
Funcionário de empresa contratada pelo site para moderar conteúdo vaza cartilha com orientações específicas



"Imagine um canal de esgoto pelo qual toda bagunça, sujeira, resíduo e merda do mundo escoa em sua direção, e você tem que limpar tudo."

O depoimento, feito ao site "Gawker" (gaw.kr/moderfb), é de um dos moderadores da oDesk, empresa contratada pelo Facebook para manter a rede social livre de conteúdo considerado impróprio, como pornografia, violência, racismo e bullying.

Revoltado com o pagamento de US$ 1 por hora -"é humilhante, eles estão explorando o terceiro mundo"-, o marroquino Amine Derkaoui, 21, vazou ao "Gawker" a cartilha de 17 páginas com orientações para os moderadores.

Um porta-voz do Facebook confirmou ao site a parceria com a oDesk, que também presta serviços ao Google.

Os moderadores -cerca de 50 pessoas, que trabalham remotamente em países da Ásia, da África e da América Central- contam com uma ferramenta que mostra imagens, vídeos e publicações em murais denunciadas pelos usuários da rede social.

A função deles é remover o conteúdo imediatamente, caso ele fira as regras do Facebook, mantê-lo, caso não haja nada errado, ou, em casos mais complicados, remetê-lo para avaliação de funcionários do Facebook.

Bastante detalhado, o documento orienta, no trecho sobre sexo, a "ignorar mensagens que usem linguagem sexual para insultar ou fazer piada", mas a "deletar [o conteúdo] se o usuário estiver solicitando serviços sexuais".

Citada como exemplo, a frase "Tenho um pênis grande, e as garotas adoram tocá-lo" é permitida, já que "ter um pênis grande não é uma atividade sexual". Já "Procurando garotas que queiram se divertir. Procurem-me para desfrutar de um momento bacana" deve ser removida, porque implica "solicitação sexual".

O manual orienta a banir fotos que comparam pessoas lado a lado -"o que é irônico, considerando que o primeiro sucesso de Mark Zuckerberg [fundador e executivo-chefe do Facebook] foi o FaceSmash, que classificava a atratividade de estudantes do sexo feminino de Harvard", observou o "Gawker".

Além do US$ 1, os moderadores recebem comissões, o que pode elevar os ganhos a até US$ 4 por hora.
"Pedofilia, necrofilia, decapitações, suicídios etc. Eu saí porque valorizo minha saúde mental", disse ao "Gawker" um ex-moderador.

POLÊMICAS
O Facebook tem sido questionado sobre seus critérios para remoção de conteúdo.  Em abril do ano passado, a rede foi acusada de homofobia por excluir um beijo gay. Em outubro, causou polêmica ao remover uma pintura do século 19 com nudez.

Procurado pela Folha, o Facebook apenas recomendou a leitura da página com os termos de direitos e responsabilidade da rede social (facebook.com/legal/terms).

Fonte : Folha  de S.Paulo 

"Geração Y" é passado; agora é a vez da "geração C", de Conectados

Geração Y


O nome "geração Y" é dado àqueles nascidos a partir das décadas de 70 ou 80. No entanto, nunca se criou um termo para determinar os jovens que vieram depois dessa turma, que já nasceram em um mundo com excesso de conteúdo, onde a socialização e o compartilhamento de experiências se dão através de dispositivos móveis ou conectados à internet. Por isso, a Nielsen, empresa de pesquisas digitais, criou o termo "Geração C" para rotular esse pessoal.

O grupo representa jovens que têm entre 18 e 24 anos de idade, definidos pela conectividade digital. Esse grupo já representa 23% da população dos EUA, segundo o Mashable.

Essa fatia populacional é responsável por assistir a 27% dos vídeos online, constituir 27% dos visitantes de redes sociais, possuir 33% dos tablets, usar 39% dos smartphones e representar 23% dos telespectadores de televisão.

A Nielsen ainda fez um gráfico mostrando divisões sexuais, etárias e étnicas sobre cada um dos segmentos citados. No caso dos telespectadores de televisão, por exemplo, o infográfico mostra que pessoas brancas assistem mais TV que as negras e asiáticas. Também aponta que mulheres assistem mais vídeos online que os homens.

A Nielsen diz que "a posse e o uso de dispositivos conectados faz com que a geração C seja composta por consumidores únicos e incríveis, representando desafios e oportunidades para os fabricantes e provedores de conteúdo. A geração C está se engajando em novas maneiras de se comunicar e nelas, há mais pontos de contato para os fabricantes os alcançarem".

Veja abaixo o gráfico (clique para ampliar):


Fonte : Olhar digital 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A obra em que Darcy Ribeiro desafia o Brasil

Documentário expõe ideias de antropólogo que divergiu do eurocentrismo e enxergou possível contribuição do país às civilizações contemporâneas. Poderemos realizá-la?
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No ano de 1995, o professor Darcy Ribeiro conseguiu concluir e publicar a obra que mais desejava mostrar ao mundo: o livro O Povo Brasileiro: a Formação e o Sentido do Brasil.
Na verdade, Darcy passou a maior parte de sua vida almejando escrevê-lo. Por duas vezes na sua conturbada vida de antropólogo, indigenista, filósofo, educador, escritor e político, tentou concluí-lo, sendo sempre afastado do epílogo pelas batalhas em que sempre se envolveu. Só o fez, quando sentiu que tinha pela frente um inimigo que não podia vencer – a morte, que o rondava desde muito, mas que sempre adiava sua cartada final, pois ele a convencia de que ainda não era hora. Parece que houve um acordo final, nesse jogo de xadrez bergmaniano. Tomou a forma de uma pequena trégua. Após escapar do CTI de um hospital, de quase ninguém acreditava que saísse vivo, Darcy encontrou forças do fundo do seu ser, exilou-se em Maricá e legou à posteridade essa obra – talvez a mais magistral de todas, da robusta lista de criações originais que fez sobre o nosso Brasil.
Em 2005, um documentário em linguagem televisiva procurou popularizar as ideias contidas no livro. Produzido pela Fundação Darcy Ribeiro, TV Cultura e GNT, dirigido por Isa Ferraz e materializado (em 2 DVDs), sugere estabelecer contato com o Brasil fantástico de Darcy e com o que significamos, segundo ele, como participantes da grande história universal.
Darcy parte de uma pergunta que o atormentou por toda a vida. Por que, a despeito de todas as condições favoráveis, o Brasil ainda não deu certo? Para superarmos o que nos amarrava, ele acreditava, era imperioso saber quem somos, qual a gênese de nossa formação e no que ela resultou. Nesse sentido, a idéia de lançar o conteúdo do livro em linguagem televisiva foi perfeita.
Sabemos que a sociedade contemporânea é da televisão. Ela está presente em todos os lugares e influencia fortemente o comportamento do cidadão no seu dia-a-dia. Acompanha-o quando acorda; nos ônibus e carros com que se desloca ao trabalho; nos restaurantes onde come e na sala de espera de seu médico ou dentista; no celular e na Internet; em casa, à noite, dividindo tempo precioso com a família. Ao empregá-la, as classes dominantes procuram manter os cidadãos amorfos, sem uma concepção de mundo própria. Na disputa pelo poder de Estado, ela constrói vitórias e derrotas eleitorais. Tornou-se um clássica, por exemplo, a manipulação promovida pelo Jornal Nacional nas eleições presidenciais de 1989, após o debate entre Collor e Lula, distorcendo a imagem do último a ponto de evitar sua provável vitória nas urnas.
Mas o uso apropriado de veículos como a TV também pode produzir resultados excepcionais, difundindo vastamente certas ideias, como já nos dizia Rossellini, com seu cinema pedagógico. Mostrar ao brasileiro a sua cara, através de um documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro, é a estratégia mais correta para despertar as ideias contidas em seu livro, libertando-as do campo meramente acadêmico, em que poucos irão entendê-lo e lançando-as à população. Muito de acordo, aliás, com as concepções do próprio autor.
Embora doutor honoris causa pela Sorbonne, plenamente reconhecido em grandes universidades; criador, ele próprio da Universidade de Brasília, ministro da Educação no governo João Goulart e autor de livros ediados em vários idiomas, Darcy não foi uma unanimidade (se é que isto existe realmente) na academia. Sua história de “fazedor” desenvolve-se plenamente no campo, na ação da prática de vida-vivida, segundo o axioma marxista de que “os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras, mas o que importa é transformá-lo” (Karl Marx, in Teses sobre Feuerbach). Por suas atitudes, colecionou muitos seguidores, mas também muitos opositores.
Darcy faz parte da galeria de grandes intelectuais, que pensaram o Brasil e desenvolveram, no pós-II Guerra Mundial, teses para nossa consolidação como uma das grandes nações do mundo. O grupo inclui Florestan Fernandes e a chamada Escola Paulista de Sociologia; intelectuais oriundos dos partidos de esquerda – comunistas, socialistas, e outros; economistas da escola cepalina, que influenciaram governos como os de Vargas, Juscelino, Jânio e João Goulart.
Profundo conhecedor do interior Brasil, principalmente pela estreita ligação com o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), do Marechal Rondon, e com os indigenistas da época, como os irmãos Villas Boas, Darcy destacou-se pelos seus valiosos estudos sobre etnias indígenas brasileiras. Passou a ter dimensão nacional quando se aproximou do professor Anízio Teixeira e os educadores da “Nova Escola”, incorporando aos seus estudos a questão educacional no Brasil.
Suas formulações teóricas sempre estiveram ligadas a uma prática política com um conteúdo ideológico definido: ele partia da concepção de que na raiz de um pensamento existem sempre interesses de classes, que determinam a sua essência. Darcy escolheu um lado, e este foi sempre o dos despossuídos, tendo grande capacidade de se colocar na posição do outro e de fazer do interesse do outro o seu problema.
Por suas ideias e ações políticas – exerceu, por exemplo, importante influência no governo João Goulart – granjeou muitos inimigos. Por isso, foi obrigado ao exílio, após o golpe de Estado de 1964.
Mas jamais deixou de produzir. Em 1968, lançou O Processo Civilizatório, em que se atreve a uma revisão crítica dos esquemas conceituais propostos pelos estudos clássicos de antropologia. Esboça uma nova visão acerca do desenvolvimento humano que gera forte impacto, haja vista não estar enquadrada nos esquemas teóricos tradicionais.
Darcy se queixa: “… nos faltava uma teoria geral, cuja luz nos tornasse explicáveis em seus próprios termos, fundada em nossa experiência histórica. As teorizações oriundas de outros contextos eram todas elas eurocêntricas demais e, por isso mesmo, impotentes para nos fazer inteligíveis. Nosso passado, não tendo sido o alheio, nosso presente não era necessariamente o passado deles, nem nosso futuro um futuro comum. (…) O processo civilizatório é minha voz nesse debate. Ouvida, quero crer, porque foi traduzida para as línguas de nosso círculo ocidental, editada e reeditada muitas vezes é objeto de debates internacionais nos Estados Unidos e na Alemanha. A ousadia de escrever um livro tão ambicioso me custou algum despeito dos enfermos de sentimentos de inferioridade, que não admitem a um intelectual brasileiro o direito de entrar nesses debates, tratando de matérias tão complexas. Sofreu restrições, também, dos comunistas, porque não era um livro marxista, e dos acadêmicos da direita, porque era um livro marxista. Isso não fez dano, porque ele acabou sendo editado e mais lido do que qualquer outro livro recente sobre o mesmo tema” (Darcy Ribeiro, in O Povo Brasileiro).
Seguindo a esteira de grandes pensadores da sociedade brasileira, desde a Semana de Arte Moderna de 1922, Darcy nos via na construção de uma civilização original: tropical, mestiça e humanista. Dos índios, segundo ele, herdamos a capacidade e o talento para o convívio; dos negros, a espiritualidade e a ação sobre o invisível e o não dito; dos europeus a tecnologia e racionalidade. Estaríamos prontos, pois, para ser uma das civilizações do mundo. Seriamos o novo, capaz, na medida em que tomássemos conhecimento de nós mesmos, de contribuir para o avanço histórico da humanidade.
“Nessa confluência, que se dá sob regência dos portugueses, matrizes raciais dispares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo, num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros.” (Darcy Ribeiro, in O Povo Brasileiro).
O documentário desenvolve as teses darcinianas seguindo o roteiro do livro. Ao longo de sete capítulos, ele nos fala sobre nossas matrizes: tupi, lusa e afro. Aborda o encontro dessas matrizes e a estruturação do modo de vida, costumes e tradições: cabocla, caipira, crioula, sertaneja, e sulina. Por fim, discute os caminhos para o Brasil atual, ressaltando principalmente nossas homogeneidades (tais como a língua, comportamentos, etc.), e ao mesmo tempo, nossas diversidades. Mais do que uma junção de etnias formando uma outra, e única (a brasileira), o Brasil é um povo-nação, ajustado a um território próprio para nele, juntos, viver o seu destino. Suas gentes teriam se amalgamado, a princípio, pelo peculiar instituto do cunhadismo, originário da cultura indígena. Formaram um ser, “um ninguém” – o brasileiro primitivo, que teve de procurar o sentido de sua existência como ser diverso das culturas matrizes.
Para Darcy Ribeiro formamos a maior presença neolatina no mundo, uma “Nova Roma”. Melhor do que a anterior, porque radicalmente lavada em sangue índio e negro. Esta singularidade nos condena a nos inventarmos a nós mesmos. Também nos desafia a construir uma nova sociedade, inspirada nas nossas gêneses, despontando no cenário mundial com nossas próprias particularidades
Darcy acreditava que o Brasil estava diante de uma encruzilhada, a partir da reordenação do mundo globalizado, provocada pela terceira revolução industrial. Impaciente, via que poderiamos perder essa oportunidade, a exemplo do que aconteceu no século XIX – quando não nos industrializamos e permanecemos como exportador de matérias primas. Vem dai sua insistência na pauta prioritária da educação como mola motriz do nosso desenvolvimento, em uma época na qual dominar o conhecimento tornou-se o elemento decisivo no processo de emancipação de um povo.
Utópico no melhor da sua essência – movido por aquela utopia de que nos fala Karl Mannheim que é a incongruência perante a realidade – Darcy é uma das figuras mais fascinantes do século XX. Viveu plenamente suas utopias, não se importando se elas não se realizavam. Sua contribuição ao Brasil, até hoje pouco compreendida, pode nos dotar de uma proposta original. Abre caminho para participar de fato do novo cenário internacional. Exige que venham à tona do fundo de nossas humanidades, e num quadro de declínio de civilizações, novas formas de viver. Pacíficas, alegres e sábias, capazes de recompor a aliança do ser humano com a natureza e a criatividade. Darcy achava que, por nossa peculiar formação, nós seriamos seus arautos.
Arlindenor Pedro é professor de história e especialista em projetos educacionais. Anistiado por sua oposição ao regime militar dedica-se na atualidade a produção de flores tropicais na região das Agulhas Negras.
** Publicado originalmente no site Outras Palavras.

Alerta ... Google, o espião que sabe demais

O Google não se contenta em ser um buscador. A empresa quer descobrir tudo sobre você, seus hábitos de consumo e o modo como usa a internet. Custe o que custar.


Na semana passada, a companhia criada por Larry Page e Sergey Brin foi flagrada monitorando usuários de iPhone. Por meio de uma gambiarra, instalava um cookie nos smartphones para espionar o que seus donos andavam vendo na web. Nesta semana, a Microsoft afirmou que o Google também dava um jeitinho de burlar as configurações de privacidade do Internet Explorer. Mais uma vez, o objetivo era coletar um grande volume de dados sobre quem usa o programa.

O Google se defendeu nos dois casos, alegando que só desejava melhorar a experiência dos internautas e dizendo que as ações contornavam problemas que limitavam o uso de seus serviços. Faltou informar, contudo, que o principal objetivo era saber o máximo sobre você para poder vender publicidade direcionada. A empresa sobrevive com os cliques no Adwords. Por isso, mantê-los funcionando com precisão é vital para que os cofres continuem cheios e os acionistas, satisfeitos. Vale até mesmo cuidar disso em segredo.

Se não estivesse fazendo nada errado, o Google não teria interrompido o uso da gambiarra no Safari. No caso do IE, que é mais do que apedrejado por todo mundo, a resposta foi um chega pra lá na Microsoft, com o argumento de que centenas de sites fazem a mesma coisa e que o browser está ultrapassado. Parar de coletar informações, no entanto, não parece estar nos planos do gigante de buscas. Imagine quantos dados seriam perdidos se parasse o monitoramento do Internet Explorer, que ainda é o navegador mais usado no mundo. Será que continua valendo o lema “Don’t be evil”? 

Fonte : Revista Info on line

Dispara venda de celular que aceita mais de um chip



Participação de modelo 'multichip' passou de 2% para 17% do mercado em 1 ano. Expansão de celular 'ching-ling' desbloqueado dobrou as teles, que têm tarifas de interconexão altas



As fabricantes de celulares estão conseguindo vencer a resistência das operadoras para abastecer o mercado brasileiro com modelos que aceitam mais de um chip e funcionam com mais de uma linha simultaneamente. Antes, as teles, que têm altas tarifas de interconexão -taxa cobrada em chamadas entre celulares de operadoras concorrentes-, não queriam estimular o crescimento desses aparelhos.

A resistência ruiu no ano passado com a expansão do mercado paralelo, abastecido por modelos chineses de até quatro chips, que entravam no país irregularmente. Resultado: em 2011 esses aparelhos representaram 17% das vendas de celulares no país, segundo dados da consultoria GfK. No ano anterior, o número foi de 2,3%.

As vendas totais de celulares no Brasil em 2011 foram de 57 milhões de unidades, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Só no Natal do ano passado, os telefones "multichips" responderam por 26,7% das vendas no Brasil. Em 2010, a participação foi de 4,6%.

Entre dezembro de 2010 e dezembro de 2011, o número desses modelos oferecidos pelas no país passou de 21 para 94, alta de 348%. No ano passado, as vendas desses celulares cresceram 780% em relação ao ano anterior. Na LG, que abriu seus números, mais de 20% dos aparelhos vendidos são de dois chips. Neste mês, a empresa lançou um com três.

MODELO AVULSO
Esses aparelhos existem em outros países, mas viraram "necessidade" no Brasil para os clientes de pré-pagos, que respondem por cerca de 80% das 242 milhões de linhas ativas.

Para escapar das tarifas cobradas pela interconexão, esse público passou a adquirir chips avulsos. Como a Folha revelou em janeiro, a venda dos chips avulsos explodiu em 2011 e representou 15% do total de linhas ativas das operadoras, segundo estimativas das empresas. Cinco anos antes, essa fatia era de 7%.

QUANDO VALE A PENA
Um levantamento da consultoria Teleco feito a pedido da Folhamostra que, nas principais capitais nacionais, vale a pena ter chips avulsos para chamadas mensais com duração superior a nove minutos para determinada operadora concorrente.

Caso contrário, é melhor usar o chip da própria operadora e pagar a interconexão (veja o quadro acima). O cálculo vale para São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília. No Recife, o mínimo é de dez minutos mensais.

Esses indicadores mostram que a tarifa de interconexão ainda é cara. Segundo a consultoria Bernstein Research, a cobrança é responsável por tornar o minuto de celular entre operadoras no Brasil o segundo mais caro do mundo.

Como o país está coberto por quatro operadoras principais, que cobram tarifas de interconexão diferentes entre si, as fabricantes de celular viram uma oportunidade. Afinal, com um aparelho "monochip", o cliente precisa trocar o cartão para economizar ou comprar um telefone para cada chip.

No modelo multichip, o processo fica mais prático. Eles podem ser comprados em lojas do varejo convencional ou pelos sites dos fabricantes. As lojas das operadoras passaram a comercializá-los a partir do segundo semestre de 2010. A Vivo é a única que não os vende.

Folha de S.Paulo