quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cientistas alteram músculo esquelético e prometem robôs mais humanos




Um grupo bioengenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da universidade da Pennsylvania conseguiu reestruturar geneticamente um músculo ligado ao esqueleto humano para produzir uma proteína que reage de acordo com a luz e que poderia ser usada para, futuramente, construir robôs mais parecidos conosco.

Foi a primeira vez que esse tipo de músculo foi adaptado para responder à intensidade da luz, já que as pesquisas anteriores na área focaram nas células do músculo cardíaco. A equipe de cientistas decidiu seguir por outro caminho e modificou as células esqueléticas para produzir proteínas que respondessem à claridade e posteriormente as fundiu com fibras musculares.  

Os músculos esqueléticos foram escolhidos porque necessitam de estímulo externo para se flexionarem, e por isso seriam ideais em futuros projetos de robôs que se utilizariam de mecanismos humanos.

"Com criações bio-inspiradas, a biologia se torna uma metáfora e a robótica a ferramenta para realizá-la", afirma um dos autores do estudo, o professor do MIT Harry Asada, em entrevista à versão britânica da revista Wired. "Já com desenhos bio-integrados, a biologia poderá fornecer os materiais, não só a metáfora, e assim caminharemos para a biorobótica".

Porém, antes de focar na construção de humanoides, o estudo pretende ajudar no desenvolvimento de tecnologias que possam viajar pela corrente sanguínea e pelas diferentes partes do corpo humano, colhendo dados e medindo a eficiência de remédios.

Fonte : olhar digital
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cursos do MIT e Harvard chegam à web em português

Uma das maiores vantagens da internet é justamente o fato de se ter em mãos absolutamente todos os tipos de informação. Se existe um espaço enorme a ser explorado na web é o da educação. E no Brasil há um portal que chama a atenção pela maneira com a qual se propõe a democratizar o conhecimento no país, o Veduca.
Inaugurado em maio de 2012, o site reúne dezenas de vídeo-aulas de instituições renomadas como Harvard e Massaschusetts Institut of Technology (MIT) e, mais recentemente, também a Universidade de São Paulo (USP). Mas o melhor de tudo é que, além de ter acesso gratuito, todo o conteúdo exibido no portal está, aos poucos, sendo legendado para o português.
Atualmente, das mais de 5 mil aulas disponíveis no site, 250 já possuem o recurso. Até o fim do ano, a intenção da equipe é traduzir mais 1.500 vídeos. “A ideia do Veduca é democratizar a educação através das de aulas das melhores universidades do mundo” explicou o fundador da empresa, Carlos Souza.
E o primeiro passo pra isso é, sem dúvidas, fazer com que tais aulas sejam compreendidas pela população que não tem domínio da língua inglesa. Pelo menos não a ponto de acompanhar com tranquilidade uma aula de Direito ministrada em Harvard, por exemplo.
O cadastro no site, que hoje conta com cerca de 350 mil visitantes únicos por mês, pode ser feito rapidamente. Mas o interessante é que cada pessoa cadastrada pode ser mais que mero espectador das aulas de universidades renomadas, que agora também inclui a USP (Universidade de São Paulo).
Também é possível participar se voluntariando para colocar as legendas em português nos vídeos. “Começamos com 10 pessoas contratadas para fazer especificamente isso e hoje temo mais de 200 trabalhando voluntariamente”, contou.
A navegação no Veduca é muito simples e intuitiva. Basta procurar as aulas de interesse através de palavras chave que aparecem já na página inicial, pela instituição desejada ou pela busca por termos. E o recurso que permite esta última modalidade de pesquisa é, inclusive, uma patente da empresa.
Ao digitar uma palavra na barra de buscas, o algoritmo desenvolvido pela equipe do Veduca procura pelo termo dentro dos vídeos. Então, ao clicar na aula desejada, o usuário é direcionado de maneira automática ao ponto da aula em que o Professor menciona o termo pela primeira vez.
Revista Info on line

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Novas tecnologias wi-fi permitem velocidades de internet de até 7Gbps

Seja na hora de buscar um ponto de acesso para economizar dados do celular, como atração para ofertas de empresas de internet ou até para dar uma risada ao se deparar com uma rede de nome excêntrico, o wi-fi já está arraigado na vida de quem usa a internet — e não apenas nos computadores, mas em praticamente todos os dispositivos eletrônicos do dia a dia. A tecnologia ganhou até um dia próprio, 2 de agosto. A brincadeira começou no ano passado. A data, lida como 8/2/11 na nomenclatura norte-americana, era similar ao protocolo 802.11 estabelecido pela Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE), que regula os padrões para emissão de sinal de internet sem fio de todos os dispositivos que utilizam a tecnologia. Em outras palavras, os termos técnicos para o que corriqueiramente chamamos de wi-fi.

Esse protocolo permite que todos os aparelhos com internet sem fio da sua casa falem a mesma “língua” —é ele que faz o roteador trocar dados com seu computador, celular, tablet ou videogame sem incompatibilidade de sinal. “Por meio de seu baixo custo, o wi-fi ajudou a tornar o uso da internet ubíquo e, hoje, está presente em todos os novos dispositivos lançados no mercado. É um ingrediente fundamental para aumentar a inclusão digital no Brasil e no mundo”, aponta Carlos Cordeiro, membro sênior do IEEE e arquiteto-chefe de Padrões da Intel.

Fonte : Correio Braziliense

terça-feira, 21 de agosto de 2012

5coisas: dependa menos das operadoras

As operadoras de telefonia celular estão sempre entre as campeãs de reclamações dos consumidores – tanto é que já se fala em ‘apagão’. Como consumidores, não há muita opção senão trocar de operadora até encontrar a que dê menos problemas – ou apelar para aplicativos de comunicação que usam a internet para transmitir mensagens de texto ou voz. Assim, com Wi-Fi por perto (ou uma boa conexão 3G), os usuários podem ficar um pouco menos afetados pelas falhas tão comuns no setor de telefonia.
Experimente mais independência com seu celular:
1. Skype. Dispensa apresentações. O Skype é o aplicativo de telefonia VoIP mais popular do mundo – e sua principal vantagem é justamente a popularidade e sua disponibilização em várias plataformas diferentes. Está disponível para Android, iOS, Symbian, Windows Phone e outros (embora o app para Android seja um pouco problemático).
2. WhatsApp. Se você ainda não usa, vai usar. O WhatsApp é um aplicativo para troca de mensagens por rede de dados – bem esperto, ele sincroniza automaticamente sua lista de contatos e permite a troca de mensagens de texto, fotos, vídeos, links e outros anexos gratuitamente, pela rede de dados ou Wi-Fi. Roda em Android, iOS (por US$ 1), Blackberry, Windows Phone e Symbian.
3. Viber. Disponível para iOS, Android, Windows Phone e Blackberry, o Viber permite tanto ligações gratuitas, via internet, quanto troca de mensagens de texto e fotos entre usuários. É gratuito – e por isso especialmente popular entre usuários de iPhone, já que o Whatsapp é pago na plataforma iOS.
4. Google Talk. O app para Android do Talk permite troca de mensagens instantâneas e conversas em vídeo desde a versão 2.3 do Android, lançada em 2010. Nos EUA, há também o Google Voice, que permite conversas telefônicas de maneira semelhante ao Skype. Por aqui o serviço ainda não chegou – mas, dependendo do aparelho celular e da versão do Android, o Google Talk é a melhor alternativa para conversas gratuitas em vídeo. O Talk também está disponível para outros aparelhos com recursos mais simples.
5. Facebook Messenger. O Facebook lançou o Messenger como um serviço de mensagens que estenderia o chat da rede social para os celulares Android e iOS. O Messenger permite que se envie mensagens de texto para contatos do Facebook ou grupos – quando chega algo para você, uma notificação aparece no celular, exatamente como qualquer outra mensagem importante. É útil para aqueles contatos que você só tem no Facebook – e é totalmente gratuito.

Fonte: link. Estadão

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Estudantes criam a primeira rede social acadêmica do Brasil




Universitários da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) propõem uma nova forma de estudar, por meio do Passei Direto, um sistema virtual gratuito que facilita o fluxo de informações entre os alunos. A ferramenta, lançada pelo Grupo Xangô, oferece diferentes serviços para cada etapa do período acadêmico, auxiliando desde o primeiro dia de aula até a formatura.
Inédita no país, a plataforma permite que os estudantes compartilhem arquivos por disciplina, cronograma semestral, agenda de eventos, além de acompanharem quais colegas estão cursando quais matérias e terem a possibilidade de tirar dúvidas em tempo real com os monitores.
Segundo o sócio-fundador do projeto, André Simões, o objetivo é criar meios para estimular a interatividade entre os universitários e otimizar os resultados para que cada vez mais estudantes “passem direto” durante a graduação. Outra vantagem é que são os próprios alunos que controlam o conteúdo, fazendo com que haja apenas informações que eles consideram relevantes, não existindo nenhum vínculo com os sites oficiais da universidade.
Com menos de um mês no ar, e ainda restrito aos estudantes da PUC, a rede já recebeu mais de mil visitas. A ideia é que ele seja aberto em breve a outras instituições de ensino do Brasil e, futuramente da América Latina, de acordo com a demanda dos alunos.

(Portal Aprendiz)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PROTEÇÃO - SUS terá vacina contra catapora a partir de 2013


Ministério da Saúde, Fiocruz e GSK firmaram parceria para a produção nacional e distribuição gratuita do imunizante.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, anunciaram no início deste mês de agosto, no Rio de Janeiro, parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). A parceria possibilitará a produção nacional da vacina tetra viral, que vai imunizar as crianças contra quatro doenças – caxumba, rubéola e sarampo, já inseridas na tríplice viral, ofertada no Sistema Único de Saúde desde 1992 -, e a varicela, mais conhecida como catapora.

A vacina será disponibilizada ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde a partir de agosto de 2013. Será aplicada em duas doses: a primeira, quando a criança tem 12 meses, e a segunda, aos quatro anos de idade.

“Com apenas uma picada o Brasil vai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase 11 mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 160 óbitos. Além disso, tem uma economia no trabalho dos profissionais de saúde, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.

INVESTIMENTO - O Ministério da Saúde investirá R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano. Atualmente, a vacina contra catapora não faz parte do calendário básico de imunizações anual do SUS. É disponível em dose separada na rede pública apenas em épocas de surto e campanhas específicas.

Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, além de capacitar os profissionais e criar plataformas para o desenvolvimento de outras vacinas, esse tipo de acordo barateia significativamente o preço das doses. “O preço global da vacina tetra custará R$ 28 por unidade, incluindo o preço da tríplice. No mercado privado, essa vacina custa R$ 150. Só podemos ter um programa que distribui gratuitamente vacinas para todo o país, porque temos a competência nacional de produzi-las”.

A vacina tetra viral que vai entrar para o calendário básico de imunizações do SUS é segura - tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Com a inclusão da vacina no SUS, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por catapora. Por ano, cerca de 11 mil pessoas são internadas pela doença. Com a tetra viral, o SUS passa a oferta 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no calendário básico de imunizações.

PARCERIAS- Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria o Ministério é responsável pela compra dos medicamentos. Já os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.

Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem em parceria as vacinas contra poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.

Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros. 

fonte : Agência Saúde

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Paraguai diz que não 'cederá' energia a Brasil





Depois de declarar não estar mais disposto a vender excedente de Itaipu, presidente Franco nega quebra de acordo

Segundo assessor, ideia é aumentar consumo com industrialização; para o Brasil, ameaça visa público interno


Após ver seu governo ser suspenso do Mercosul por Brasil, Argentina e Uruguai, o presidente paraguaio, Federico Franco, declarou ontem não estar mais "disposto a ceder energia" para aos dois primeiros.

O mandatário anunciou ainda que enviaria, até dezembro, um projeto de lei ao Congresso para que o governo que o suceder não venda mais a energia excedente do país para os dois vizinhos.

As informações constam em nota divulgada pelo Palácio de López em seu site."A decisão do governo é clara: não estamos dispostos a continuar cedendo nossa energia. E reparem que uso a palavra 'ceder'. Porque o que estamos fazendo é ceder ao Brasil e à Argentina, nem sequer estamos vendendo", afirmou Franco.

No entanto, horas depois, o diretor de Comunicação de Franco, Christian Vazquez, suavizou o tom. À Folha disse que as declarações não foram uma ameaça ao contrato que o país fechou com o Brasil em 1973.

Pelo acordo, o Brasil tem a preferência na compra da energia excedente -o Paraguai consome apenas 5% do que lhe corresponde na geração de Itaipu. A usina é responsável por 20% da energia consumida no Brasil.

Segundo o assessor, Franco só expressou sua vontade de fazer avançar o setor industrial do Paraguai. "Itaipu tem 20 turbinas -dez delas cabem ao Paraguai, mas nós só usamos uma. Se industrializarmos o país, vamos usar essa energia que não utilizamos hoje", disse.

Segundo Vazquez, o projeto que será enviado ao Congresso vai se concentrar no incentivo à industrialização. Na avaliação do governo Dilma Rousseff, a ameaça é mais um discurso para o público interno do que uma medida a ser posta em prática.

O governo vai encarregar o Itamaraty de buscar esclarecimentos, lembrando a gestão vizinha que o Brasil, em 2011, aceitou corrigir o valor pago pela energia excedente e está ajudando a financiar uma linha de transmissão no Paraguai precisamente para que o país possa aumentar sua capacidade de consumo.

Para o governo Dilma, Franco tem de dar uma resposta à opinião pública, incomodada pelo isolamento que os países vizinhos impuseram a Assunção desde a deposição de Fernando Lugo.

A ameaça de Franco também vale para a usina de Yacyretá, que o país tem em sociedade com a Argentina.

Folha de São Paulo 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Anvisa quer receita para tarja vermelha

O hábito de ir à farmácia e comprar remédios de tarja vermelha (como anticoncepcionais, anti-inflamatórios e drogas para hipertensão) sem apresentar a receita médica pode acabar.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende fechar o cerco às farmácias para fazer valer, na prática, a inscrição "vendido sob prescrição médica" impressa nas tarjas vermelhas.
O alerta sinaliza a existência de contraindicações e risco de efeitos colaterais graves.




"Estamos preparando um esforço para informar as ações que as vigilâncias sanitárias devem fazer.  Dizer 'a venda de medicamentos de tarja vermelha sem receita é uma infração sanitária de tal ordem e a penalidade é tal'. Essa é uma cultura que tem de acabar", afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Segundo uma lei de 1977, a venda de medicamentos tarjados sem a prescrição sujeita o estabelecimento a advertências, multas, interdição e cancelamento de licença. Mas, como a receita não fica retida nesse caso, é raro que a prescrição seja cobrada. A exigência de retenção de receita existe para drogas controladas (tarja preta) e, desde 2010, para antibióticos.

REGULAMENTAÇÃO
Barbano afirma acreditar que é possível resolver a equação sem nova lei, apenas pela sensibilização das vigilâncias e farmácias. "Vamos dar um tempo para o segmento se sensibilizar. Se não funcionar, a Anvisa pode tomar medidas do ponto de vista regulatório."

Para Gustavo Gusso, professor de clínica geral da USP, é boa a ideia de exigir receita para remédios como o anticoncepcional, mas ele ressalva que no país há dificuldades de acesso a médicos que precisam ser superadas.

"Onde não existe médico, ou vai ter um médico para assinar receitas uma vez por mês ou vai acontecer outra coisa. Entre o ideal e o real existem muitas opções", diz. Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (associação que reúne farmácias e drogarias), tem opinião semelhante. "É simples o governo dizer: 'É um problema na farmácia'. Não é, é um problema da sociedade brasileira toda. É um problema de acesso." Para ele, a saída envolve a modernização do sistema de receituário.

Mas, segundo Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, aumentar as idas ao médico para obter a receita se justifica pelo desestímulo à automedicação.

Uma forma de limitar as consultas ao necessário, acredita, seria fazer receitas com datas de validade mais alongadas, de até seis meses.

RASTREABILIDADE
A Anvisa também trabalha na revisão e atualização da lista das drogas isentas de prescrição e na revisão da portaria que regula a venda dos remédios controlados.  Segundo Barbano, a ideia é modernizar a venda das drogas controladas e amarrar o novo sistema de venda de cada categoria de remédio à implementação do rastreio dos remédios. Isso permitiria acompanhar os medicamentos da fábrica ao paciente.

Fonte : Folha de São Paulo 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Estados Unidos aprovam uso de pílula digital

pill 

Responsável pela aprovação de novos medicamentos, a Food and Drugs Administration (FDA) abriu caminho para o uso de uma espécie de pílula digital, capaz de monitorar a parte interna de um paciente, em todo o território dos Estados Unidos. É a primeira vez que o órgão libera uma tecnologia do tipo para fins médicos.

A principal utilidade da pílula produzida pela Proteus Digital Health seria identificar a eficiência de um determinado medicamento no organismo de um paciente que faz uso regular dela.

"Cerca de metade das pessoas não tomam seus remédios como deveriam. Esse equipamento pode ser a solução para o problema, permitindo que médicos saibam quando um paciente faz mesmo o que ele recomenda", diz o doutor Eric Topocal, do Scripps Translational Science Institute, da Califórnia (EUA), um cientista ouvido pela Nature.

A pílula é equipada com um chip interno feito de silício, cobre e magnésio e funciona em conjunção com um sensor que fica sob a pele e identifica batimentos cardíacos e outras informações do corpo.

Assim que ingerida e instalada no fluído estomacal, a pílula digital pode transmitir informações diretamente para o smartphone de um médico.

Por enquanto, o FDA aprovou o dispositivo baseado somente em estudos que usam pílulas placebo, muito embora a Proteus afirme que ele pode ser facilmente implantado em qualquer medicamento. As pílulas mais cotadas para receber o sistema de monitoramento são as relacionadas a doenças crônicas, que pedem o uso regular por diversos anos.

Olhar Digital 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Bancos brasileiros começam a adotar identificação biométrica

Parece enredo de um episódio do desenho futurista "Os Jetsons", mas usar a palma das mãos, a retina ou a impressão digital como documento de identificação ou para pagar uma conta de restaurante talvez não esteja tão longe assim.

Os passos iniciais já estão acontecendo nos bancos brasileiros, cujos sistemas estão incorporando atendimento com identificação biométrica a caixas eletrônicos já ativos em diversas partes do Brasil.

Ainda não há dados concretos sobre a adoção da identificação biométrica no sistema bancário no país, mas um dos bancos consultados pela Folha afirmou que 9 milhões de clientes já são usuários da tecnologia.

Caso do publicitário Guilherme Marconi, 23, que afirma: "Eu espero que bancos, catracas e outros acessos sejam aprimorados com isso --e que dispensem assim senhas, letras, cartões com códigos variáveis e outros que burocratizam a vida". Na avaliação de Marconi, a tecnologia funciona muito bem.

"Uso a identidade biométrica desde julho do ano passado, quando o Bradesco implantou essa tecnologia. Tive poucas experiências falhas, em que não houve erro do sistema, e sim mau posicionamento da mão. Nada que, em uma segunda tentativa, não desse certo", afirma. "Acredito que seja muito difícil clonarem minha identidade biométrica como se clona cartão. Uma coisa dessas só é possível em filmes como 'Jogos entre Ladrões'", brinca.
CAÇADA
Mas nem todo o mundo se deu tão bem assim com a biometria nos bancos. "Já tive dias de ter que caçar caixas eletrônicos diferentes porque não conseguia realizar a biometria com sucesso. E, consequentemente, não conseguia realizar nenhuma operação. Pelo menos uma vez por mês isso aconteceº, diz a recepcionista bilíngue Taynah Mazak, 22. 

"Não cheguei a contatar o banco, até pensei em tentar cancelar o recurso da biometria, mas sabe como é: o desgaste físico de esperar em filas ou ficar pendurada no telefone para ver essa possibilidade desmotiva", afirma. 

"Entre essas tentativas de leitura falha ou não da biometria, posso dizer que se passaram em torno de uns cinco a oito minutos. E, para quem precisa usar o caixa com rapidez, pode-se dizer que é muito tempo", observa.

Divulgada em junho, a projeção "Next Generation Biometric Technologies Market" [mercado de tecnologias biométricas da próxima geração] indica que o mercado da biometria deve movimentar US$ 13,87 bilhões em 2017, com crescimento anual de 18,7%.
As aplicações desse tipo de identificação não se restringem aos bancos --podem ser usadas em diversos segmentos, como governo, sistemas de saúde e departamentos de imigração.

Folha on line