sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Palestras do 5º Seminário Centro Oeste da ABIPEM estão no site




Estão disponíveis aqui no site da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (ABIPEM), as palestras que foram ministradas no 5º Seminário Centro Oeste da Abipem, nos dias 18 e 19 de outubro, em Brasília.

Os arquivos estão em PDF com os seguintes temas:

  • ·         Reflexões acerca do EFA - Otoni Gonçalves Guimarães
  • ·         Modelo de Certificação Institucional nos RPPS - Gustavo Barbosa
  • ·         Sistemas dos Regimes Próprios de Previdência Social - SRPPS
  • ·         Decisões do Supremo – suas implicações na gestão dos RPPS - Roberta Simões Nascimento
  • ·         Conapreve – Grupo de Trabalho para obtenção de novas receitas para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
  • ·         Consequências da Emissão do CRP por Decisão Judicial - Narlon Allex
  • ·         Transição Político-Administrativa: Desafio para a Gestão dos RPPS - Narlon Allex
  • ·         Demonstrativo de Informações Previdenciárias e Repasses - DIPR e Novo Aplicativo de Parcelamento - Narlon Allex
  • ·         Compensação Previdenciária - Josirene da Costa Santana Lourenço
  • ·         PrevFederação - O Modelo de Fundo multipatrocinado para todos os Entes Públicos - Paulo Cesar


Os conteúdos das palestras são uma ótima oportunidade para atualização dos associados e das pessoas em geral que se interessam pela área da cultura previdenciária.

Acesse

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Penna faz análise do 1º turno das eleições 2012 para a TV do PV





 A entrevista na íntegra você pode conferir na TV do PV no link www.tvdopv.com.br

O Presidente Nacional do Partido Verde, José Luiz Penna concedeu nesta quarta feira (17.10), entrevista a TV do PV e falou sobre as eleições de 2012. No vídeo, que pode ser visto na íntegra na TV do PV no link www.tvdopv.com.br , Penna aponta os caminhos do Partido Verde para este 2º turno e faz uma análise sobre as conquistas e o crescimento do partido após o resultado do 1º turno.

O Presidente da legenda enfatizou a importância do crescimento das candidaturas proporcionais e o aumento dos vereadores verdes eleitos em todo o país, entre eles, destacou a vitória do candidato verde a vereador, Beto Trípoli que foi o mais votado na capital paulista e da boa surpresa que é ter um candidato verde na disputa pelo segundo turno em Diadema uma tradicional base política dos petistas. "Em Diadema iremos enfrentar uma dinastia do Partido dos Trabalhadores com uma grande surpresa que é o Lauro Michels, então há um clima de animação e expectativa grande pela vitória,” declarou Penna.

Outra expectativa boa é a disputa na capital rondoniense, Porto Velho, onde o candidato Lindomar Garçom lidera as pesquisas para prefeito e tem ''uma coligação suficiente para garantir a vitória'', enfatizou, Penna.

Penna também falou sobre a importância que foi a realização dos Seminários 'Cidades Verdes Eleições Limpas', com as palestras do Fernando Gabeira e como a ação foi benéfica para a preparação e discussão dos conteúdos de programas de governos para os candidatos verdes.

Comentou ainda sobre os apoios políticos, as coligações do 2º turno e as composições aos prefeitos eleitos, como no Rio de Janeiro e em São Paulo. “A direção nacional pedi prudência”, alerta o Penna.


Ao final aponta que o Partido Verde saiu das eleições deste primeiro turno com melhor qualidade para ir às urnas em 2014. “Foi uma vitória, mas agora é trabalhar para construir a ampliação deste cenário”, finaliza Penna.

Fonte : Ascom 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A economia ao alcance das pessoas

 e12 300x234 A economia ao alcance das pessoas

A sociedade da informação em rede abre oportunidades inéditas ao fortalecimento do empreendedorismo de pequeno porte. O telefone celular é um dos produtos mais comprados quando o catador de resíduos sólidos tem acesso ao Crediamigo, o maior programa de crédito da América Latina, que atua em nove Estados nordestinos. Isso lhe abre possibilidades de ser localizado rapidamente, de saber onde coletar seus produtos e quais os centros disponíveis para sua entrega, poupando-lhe precioso tempo.
O Magazine Luiza criou uma plataforma digital chamada Magazine Você, em que as pessoas usam seus conhecimentos e suas habilidades para vender produtos sobre os quais obterão uma comissão. O interessante é que se trata de uma loja virtual que se apoia nas redes sociais dos indivíduos, sem qualquer custo de armazenagem e entrega para o vendedor.
Silvio Meira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e presidente do Conselho do Porto Digital de Recife (um dos mais importantes polos de inovação do país), acredita que, longe de um exemplo tópico e localizado, esse tipo de negócio tende a se ampliar. Afinal, trata-se de utilizar a confiança que emerge dos vínculos pessoais e que nos faz consultar com muita frequência amigos e conhecidos antes de realizar uma compra, numa escala e com uma agilidade que só as mídias digitais podem propiciar.
O modelo lembra um pouco aquele aplicado na venda popularizada de cosméticos, com duas diferenças essenciais: no Magazine Você, são valorizados os conhecimentos específicos do vendedor e não simplesmente sua capacidade de comercializar os produtos que as empresas fabricam. Além disso, a loja é virtual e não depende do vendedor bater de porta em porta oferecendo certos bens.
Mas a economia ao alcance das pessoas, para a qual esses dois exemplos chamam a atenção, não se limita à comercialização de produtos e ao financiamento colaborativo de iniciativas inovadoras por meio de plataformas como Catarse.
O potencial das mídias digitais vai muito além da informação, da cultura e da divulgação da atividade científica. Ele atinge o cerne da manufatura contemporânea e está na raiz daquilo que a revista The Economist, em dossiê recente, não hesitou em chamar de Terceira Revolução Industrial e a Wired de futuro da manufatura. Do que se trata?
O dispositivo básico das transformações revolucionárias anunciadas pelas duas revistas é a impressora em três dimensões, ou seja, que não imprime letras ou figuras sobre um papel, e sim objetos. As coisas são fabricadas, camada por camada, num processo batizado, por esta razão, de manufatura aditiva. Podem ser encontrados facilmente na internet exemplos de impressoras que fabricam correntes de bicicletas, próteses dentárias e objetos decorativos, mas o horizonte é que um número cada vez maior de produtos a preços decrescentes vão emergir dessas novas técnicas produtivas.
Muitas fábricas, no mundo todo, já incorporaram impressoras em três dimensões a seus processos produtivos. Mas as consequências socioambientais destas tecnologias superam seu potencial aumento da produtividade. Convém destacar quatro delas.
Em primeiro lugar, a impressora em três dimensões reduz de forma considerável a importância da economia de escala na produção material. Isso significa que uma das bases decisivas do capitalismo (a separação entre os que concentram em suas mãos os meios de produção e os que dependem destes meios para exercer sua capacidade de trabalho) é fortemente abalada.
Se hoje uma impressora em três dimensões ainda tem um custo considerável, os preços vêm caindo de maneira acelerada, correlativamente ao aumento da eficiência produtiva do equipamento. Hoje, 20 milhões de brasileiros possuem um smartphone. Num futuro não muito distante, impressoras em três dimensões poderão fazer parte do aparato de utensílios dos quais as famílias dispõem.
Jeremy Rifkin, em um livro recente, mostrou que a geração de energia pode ser descentralizada, transformando cada domicílio, cada escritório e cada fábrica não só num consumidor, mas também num produtor de energia para a rede. A impressora 3D tem potencial semelhante, mas no campo da produção material.
A segunda consequência desses equipamentos é que, ao reduzir a importância da economia de escala na oferta de bens materiais, eles estimulam que sejam feitos produtos específicos, adaptados a necessidades concretas dos usuários e que podem ser desenhados por qualquer um que tenha talento para tanto. O poder individual do consumidor aumenta de forma impressionante, pois ele não tem que se adaptar ao que lhe é oferecido de antemão, mas pode ser protagonista da oferta e mesmo da produção do que deseja.
A terceira consequência é sobre o mundo do trabalho: essa terceira revolução industrial abala o pilar central do mundo moderno que é a sociedade do trabalho. O aumento das chances de eficiência econômica no trabalho pessoal e a domicílio representa uma novidade cujos impactos ainda mal podem ser antevistos.
Por fim, o tipo de material usado na fabricação de bens altera-se: compostos de fibra de carbono, terão importância muito maior que alumínio e aço. Mais que isso: a produção individualizada e voltada a uma demanda específica é muito menos geradora de resíduos do que os métodos consagrados pelas grandes concentrações industriais.
Claro que há nisso tudo uma boa dose de futurologia. O fundamental é que estão criadas as condições para que o empreendedorismo de pequeno porte, a iniciativa econômica individual e associativa sejam dotados de meios técnicos que, em muitos campos da oferta de bens e serviços, competem com aqueles que, até aqui, pertenciam exclusivamente aos que dispunham de capital e de poder para manejá-los.
* Ricardo Abramovay é professor titular da FEA e do IRI-USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor deMuito Além da Economia Verde, lançado na Rio+20 pela Editora Planeta Sustentável.
** Publicado originalmente no site Prêmio Empreendedor Social/Folha de S.Paulo. (Prêmio Empreendedor Social/Folha de S.Paulo)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

BENJAMIN STEINBRUCH: A hora da verdade chegará para quem vive do lucro fácil

PAÍS DIFERENTE



Era uma vez um país que, durante muitos e muitos anos, privilegiou os investimentos financeiros. Quem aplicava o dinheiro no mercado financeiro tinha ganhos bem superiores à taxa de inflação -ganhos reais, como dizem os economistas.

Nessas condições, pessoas físicas e jurídicas se acostumaram durante décadas com rendimentos financeiros que não exigiam nenhum esforço e não representavam praticamente nenhum risco. Os títulos do governo eram seguros e rendiam sempre bem mais do que a inflação. Frequentemente, proporcionavam retornos melhores do que o de operações industriais e comerciais.

Durante todo o tempo em que esse país foi seguidas vezes campeão (ou vice) mundial dos juros altos, havia explicações sempre prontas dos especialistas. O país seria diferente dos demais. Assim, para funcionar como indutor da queda da inflação, os juros teriam de ser exponencialmente maiores.

Os empresários diretamente ligados à produção foram, nesse tempo todo, críticos enfáticos dessa política de juros elevados. Até um empresário que ocupou a vice-presidência da República por oito anos, o saudoso José Alencar, destacou-se nessa crítica, mesmo tendo se chocado muitas vezes frontalmente com alas do governo na área da economia.

Num belo dia, porém, alguém acendeu uma luz e o discurso já cansativo e repetitivo dos empresários começou a ser melhor observado. A jabuticaba dos juros desse país diferente não poderia continuar para sempre. A taxa básica começou então a ser cortada pelas autoridades monetárias. Em pouco mais de um ano, a taxa foi reduzida de 12,5% ao ano para 7,5% ao ano. Deixou de ser a mais alta do mundo, mas continuou ainda distante das demais taxas internacionais, muitas delas próximas de zero.

Hoje, tudo indica que esse país está finalmente entrando na era dos juros civilizados. A batalha atual é para convencer o setor financeiro a reduzir a diferença entre as taxas que paga ao captar recursos e as que cobra ao emprestá-los, que os financistas chamam de spread. Ou seja, que os bancos passem a adotar juros civilizados também na oferta de crédito a pessoas físicas e jurídicas. Até a presidente da República se envolveu nessa cruzada, fazendo críticas diretas às taxas de juros dos cartões de crédito. O ministro da Fazenda chamou-as de "escorchantes".

A palavra parece apropriada. Sob crítica, as instituições financeiras começaram a baixar os juros dos cartões. Mas elas continuam ainda bastante elevadas, muitas em torno de 300% ao ano. Só para se ter uma ideia, entre os países vizinhos desse país diferente, a mais alta taxa é de 55% ao ano. Os países mais distantes, mais ricos, têm taxa anual equivalente à mensal desse país diferente.

Ainda há, portanto, muito a progredir nesse país em matéria de taxas de juros no crédito tanto a empresas quanto a pessoas físicas. Mas os observadores de tendências, do ramo das finanças ou leigos no assunto, já notam que a queda dos juros começa a levar pessoas físicas e jurídicas a investir seu dinheiro diretamente em atividades mais ligadas à produção.

Pessoas físicas já procuram fundos imobiliários e outros papéis ligados à construção. À medida que a situação global tenda a se estabilizar, também buscarão, certamente, ações de empresas que remunerem bem seus acionistas e mantenham boas práticas de gestão corporativa.

Além de reduzir juros, outras medidas vêm sendo tomadas pelo governo desse país diferente para diminuir custos de produção, como desoneração de folhas de pagamentos e cortes de impostos.

É uma tendência muito bem-vinda, porque ela vai estimular exatamente o que esse país mais precisa: investimentos de médio e de longo prazo. Aumentar o investimento é crucial para que o objetivo maior do crescimento da produção e do emprego seja ali cumprido, sem estimulo inflacionário.

Em breve, se a tendência continuar, chegará a hora da verdade para que esse país deixe de ser diferente. Nele, certamente continuará sendo possível "viver de renda", como diziam os antigos.

Mas a vida, nesses casos, será menos tranquila, porque os ganhos reais cairão, como em qualquer lugar do mundo. Quem quiser obter rendimentos mais elevados terá de arregaçar as mangas, investir em operações produtivas de longo prazo e correr mais riscos. Será um país igual aos outros. Ou, no mínimo, menos diferente.



BENJAMIN STEINBRUCH, 59, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp. Escreve às terças-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.

FOLHA DE SÃO PAULO 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Querer ajudar a educar netos virou motivo de conflito familiar

Os pais das crianças não acreditam que os avós tenham algo a acrescentar à formação dos netos




Nós não consideramos os velhos importantes em nossa sociedade. Todos pensamos que é muito mais importante ser jovem, não é verdade?

A palavra "velho" foi transformada em um xingamento e passou a ter um caráter tão pejorativo que não conseguimos mais dizer com naturalidade que alguém é velho. Procuramos criar outras expressões que consideramos mais apropriadas. Usamos em substituição, por exemplo, eufemismos como "terceira idade" ou "melhor idade".

Atualmente, os velhos estão segregados em espaços que abrigam seus pares, ou seja: outros velhos.
Realizamos bailes para a terceira idade, excursões e shows especiais para eles etc. Isso não deixa de ser uma maneira de nos protegermos da velhice. Quando nós isolamos os velhos, tornamos a velhice invisível.

Quando não há jeito de não reconhecer que uma pessoa é velha, sempre há um modo de amenizar a situação. Afirmar que uma pessoa é "jovem de espírito", independentemente da sua idade avançada, é um elogio. Para quem diz e para quem ouve. Nem mesmo os velhos aceitam a própria velhice.
É esse contexto sociocultural que precisamos considerar ao refletirmos sobre o papel dos avós na atualidade.

Creio que todo mundo se lembra do tempo em que as famílias consideravam natural o fato de os avós mimarem seus netos. Algumas décadas atrás, essa função era valorizada, inclusive pelos pais das crianças, que não conseguiam esconder seu orgulho quando "reclamavam" que seus pais mimavam ou estragavam os seus filhos.

Era simples assim: os avós podiam mimar seus netos porque seus filhos -os pais das crianças e adolescentes- estavam ocupados demais com a tarefa educativa e não tinham tempo, portanto, (não me refiro aqui ao tempo cronológico) para satisfazer os gostos de sua prole.

Hoje, os avós não podem e nem devem mais mimar seus netos. Isso porque são os pais que, agora, se ocupam dessa função. É difícil encontrar mães e pais que não tentem, a qualquer custo, satisfazer todas as vontades de seus filhos, desde as mais simples às mais complexas e caras -em todos os sentidos.

Pois eu conheço muitos avós que conseguiram inovar o sentido da palavra "mimar" na relação com seus netos. Para esses velhos da atualidade, mimar passou a ser dedicar tempo aos netos e ter paciência com eles.

Contar histórias da família, lembrar casos que aconteceram com seus filhos, agora adultos, quando eram pequenos como são os netos agora, fazer relatos sobre a formação do grupo familiar são meios de passar aos mais novos noções de como é o grupo ao qual eles pertencem. Isso ajuda a construir vínculos e identidade.

Gastar o tempo com os netos é o maior mimo que, hoje, os novos avós podem fazer. Esses mesmos avós lutam com seus filhos para ter um papel mais ativo na educação de seus netos. Lutam mesmo, já que a maioria dos pais considera invasiva essa postura de seus pais de querer ajudar a formar as crianças.

Nessa linha da perda de importância que aconteceu com os velhos em nossa sociedade, os pais dos mais novos não acreditam que os avós tenham alguma coisa a acrescentar na educação de seus filhos.
É: querer ter participação ativa na educação dos netos virou motivo de intensos conflitos familiares.
Mas esses avós insistem, porque acham que vale a pena ensinar aos netos que autonomia se conquista e não se ganha, que ter liberdade é muita responsabilidade, que há, sim, certo e errado e falso e verdadeiro, entre tantas outras coisas.

Esses avós estão conscientes de que essa atitude que escolheram adotar é duramente criticada pelos filhos. Mesmo assim, eles não desistem. É que eles sabem o quanto é preciosa a boa educação.

Fonte : Folha de São Paulo -  Equilíbrio